sábado, 26 de agosto de 2017

1865-Tempo de verdades


Como nasceu o cristianismo que conhecemos

A passagem de Jesus pela Palestina havia ficado para trás. O Império Romano executara o agitador rebelde e contestador, segundo a história, a pedido de importantes judeus da época.

Para ser coerente, os romanos haviam aprendido, julgado e abatido vários líderes da facção de Jesus e de outras seitas e partidos não obedientes a Roma.

Judeus continuavam judeus, mas muitos povos da região estavam se convertendo a uma nova seita dedicada à cura dos males do corpo e da alma, coisas que para judeus e romanos era bobagem, era crendice.

Apesar disso, pesquisas podem comprovar que de forma restrita e no âmbito da Cabala – que não estava ao alcance de todos – os judeus aceitavam a reencarnação. Coerente com isso se pode entender o gesto da ressurreição de Jesus. Ressurgir não é ressuscitar. É ressurgir, é renascer do espírito, para receber um corpo incorruptível, tal qual o de Cristo, conforme ensinou o Apóstolo Paulo. Ressurreição é voltar a viver num corpo incorruptível, e para a eternidade.

Este teria sido o espírito da doutrina cristã original.

Mas, a subida de Flavius Valerius Constantinus (285 – 337 d.C.) ao poder de Roma iria mudar o curso das coisas, sob uma ou outra destas razões: no submundo da história se diz que sua esposa fora curada por um pregador cristão e no mundo de cima da história vieram à tona outros fatos. Desde Lúcio Domício Aureliano (270 - 275 d.C.), com a renúncia deste a seus "direitos divinos", em 274, os Imperadores tinham abandonado a unidade religiosa, que era praxe em quase todos os governos imperiais do mundo de então. Porém, Constantino, estadista sagaz que era, inverteu a política vigente, passando da perseguição aos cristãos à promoção do cristianismo, vislumbrando a oportunidade de relançar, através desta corporação de fé, a unidade religiosa do seu Império. Contudo, durante todo o seu regime, não abriu mão de sua condição de sumo sacerdote do culto pagão ao "Sol Invictus", que era a religião romana. Tinha um conhecimento rudimentar da doutrina cristã e suas intervenções em matéria religiosa visavam, a princípio, fortalecer a estabilidade do seu governo.

O que ele faz? Em 325 d.C. ele convoca o Concílio de Nicéia (cidade), atual cidade de Iznik, província de Anatólia (nome que se costuma dar à antiga Ásia Menor), na Turquia asiática. Este foi o primeiro Concílio Ecumênico da futura Igreja Católica e Apostólica Romana. Veja que nem levou o nome de cristã e sim universal, tal era o desejo de Constantino, que o seu poder pudesse se estender para além do realizado até então. Quando seu pai morreu em 306, Constantino passou a exercer autoridade suprema na Bretanha, Gália (atual França) e Espanha e foi assumindo condados após condados e já tinha o controle de todo o Império Romano. Mas, queria mais.  

Na verdade, Constantino observara a coragem e determinação dos mártires cristãos durante as perseguições promovidas por seu antecessor, Diocleciano, em 303. Sabia que, embora ainda fossem minoritários (10% da população do império), os cristãos se concentravam nos grandes centros urbanos, principalmente em território inimigo, visado por Constantino. Foi uma jogada de mestre, do ponto de vista estratégico. Fez do Cristianismo a Religião Oficial do Império, tomando os cristãos sob sua proteção e estabelecendo a divisão no campo adversário.

Em 325, já como soberano único, convocou mais de 300 bispos da antiga religião ao Concílio de Nicéia. Constantino visava dotar a Igreja de uma doutrina padrão, pois as divisões, dentro da nova religião que nascia, ameaçavam sua autoridade e domínio. Era necessário, portanto, um Concílio para dar nova estrutura aos seus poderes.  

E o momento decisivo sobre a doutrina da Trindade ocorreu nesse Concílio. Trezentos Bispos se reúnem para decidir se Cristo era um ser criado (doutrina de Arius) ou não criado, e sim igual e eterno como Deus Seu Pai (doutrina de Atanásio). A igreja acabou rejeitando a ideia ariana de que Jesus era a primeira e mais nobre criatura de Deus, e afirmou que Ele era da mesma "substância" ou "essência" (isto é, a mesma entidade existente) do Pai. Assim, segundo a conclusão desse Concílio, há somente um Deus, não dois; a distância entre Pai e Filho está dentro da unidade divina, e o Filho é Deus no mesmo sentido em que o Pai o é. Dizendo que o Filho e o Pai são "de uma só substância", e que o Filho é "gerado" ("único gerado, ou unigênito", João 1. 14,18; 3. 16,18, e notas ao texto da Nova Versão), mas "não feito", o Credo Niceno estabelece a Divindade do homem da Galileia, embora essa conclusão não tenha sido unânime. Os Bispos que discordaram, foram simplesmente perseguidos e exilados.  

Com a subida da Igreja ao poder de Roma, discussões doutrinárias passaram a ser tratadas como questões de Estado. E na controvérsia ariana, colocava-se um obstáculo grande à realização da ideia de Constantino de um Império universal que deveria ser alcançado com a uniformidade da adoração divina.  

O Concílio foi aberto formalmente a 20 de maio, na estrutura central do palácio imperial, ocupando-se com discussões preparatórias na questão ariana, em que Arius, com alguns seguidores, em especial Eusébio, de Nicomedia; Teógnis, de Nice, e Maris, de Chalcedon, parecem ter sido os principais líderes. Como era costume, os bispos orientais estavam em maioria. Na primeira linha de influência hierárquica estavam três arcebispos: Alexandre, de Alexandria; Eustáquio, de Antióquia e Macário, de Jerusalém, bem como Eusébio, de Nicomedia e Eusébio, de Cesaréia. Entre os bispos encontravam-se Stratofilus, bispo de Pitiunt (Bichvinta, reino de Egrisi). O ocidente enviou não mais que cinco representantes na proporção relativa das províncias: Marcus, da Calábria (Itália) ; Cecilian, de Cartago (África) ; Hosius, de Córdova (Espanha); Nicasius, de Dijon (França) e Domnus, de Stridon (Província do Danúbio). Apenas 318 bispos compareceram, o que equivalia a apenas uns 18% de todos os bispos da antiga religião do Império. Dos 318, poucos eram da parte ocidental do domínio de Constantino, tornando a votação, no mínimo, tendenciosa. Assim, tendo os bispos orientais como maioria e a seu favor, Constantino aprovaria com facilidade tudo aquilo que fosse do seu interesse.  

E assim foi

As sessões regulares, no entanto, começaram somente com a chegada do Imperador. Após Constantino ter explicitamente ordenado o curso das negociações, ele confiou o controle dos procedimentos a uma comissão designada por ele mesmo, consistindo provavelmente nos participantes mais proeminentes desse corpo. O Imperador manipulou, pressionou e ameaçou os partícipes do Concílio para garantir que votariam no que ele acreditava, e não em algum consenso a que os bispos chegassem. Dois dos bispos que votaram a favor de Arius foram exilados e os escritos de Arius foram destruídos. Constantino decretou que qualquer um que fosse apanhado com documentos arianistas estaria sujeito à pena de morte.  

Mas, a decisão da Assembleia não foi unânime, e a influência do imperador era claramente evidente quando diversos bispos do Egito foram expulsos devido à sua oposição ao credo. Na realidade, as decisões de Nicéia foram fruto de uma minoria. Foram mal-entendidas e até rejeitadas por muitos que não eram partidários de Árius. Posteriormente, 90 bispos elaboraram outro credo (O "Credo da Dedicação"), em 341, para substituir o de Nicéia. E em 357, um Concílio em Smirna adotou um credo autenticamente ariano.  

Portanto, as orientações de Constantino nessa etapa foram decisivas para que que o Concílio promulgasse o credo de Nicéia, ou a Divindade de Cristo, em 19 de junho de 325. E com isso, veio a consequente instituição da Santíssima Trindade e a mais discutida, ainda, a instituição do Espírito Santo, o que redundou em interpolações e cortes de textos sagrados, para se adaptar a Bíblia às decisões do conturbado Concílio e outros, como o de Constantinopla, em 38l, cujo objetivo foi confirmar as decisões daquele anterior. 

A concepção da Trindade, tão obscura, tão incompreensível, oferecia grande vantagem às pretensões da Igreja. Permitia-lhe fazer de Jesus Cristo um Deus. Conferia a Jesus, que ela chama de seu fundador, um prestígio, uma autoridade, cujo esplendor recaia sobre a própria Igreja católica e assegurava o seu poder, exatamente como foi planejado por Constantino. Essa estratégia revela o segredo da adoção trinitária pelo concílio de Nicéia.  

Os teólogos justificaram essa doutrina estranha da divinização de Jesus, colocando no Credo a seguinte expressão sobre Jesus Cristo: “Gerado, não criado”. Mas, se foi gerado, Cristo não existia antes de ser gerado pelo Pai. Logo, Ele não é Deus, pois Deus é eterno! Espelhando bem os novos tempos, o Credo de Nicéia não fez qualquer referência aos ensinamentos de Jesus. Faltou nele um "Creio em seus ensinamentos", talvez porque já não interessassem tanto a uma religião agora sócia do poder Imperial Romano.  

Mesmo com a adoção do Credo de Nicéia, os problemas continuaram e, em poucos anos, a facção arianista começou a recuperar o controle. Tornaram-se tão poderosos que Constantino os reabilitou e denunciou o grupo de Atanásio. Arius e os bispos que o apoiavam voltaram do exílio. Agora, Atanásio é que foi banido. Quando Constantino morreu (depois de ser batizado por um bispo arianista), seu filho restaurou a filosofia arianista e seus bispos e condenou o grupo de Atanásio.  

Nos anos seguintes, a disputa política continuou, até que os arianistas abusaram de seu poder e foram derrubados. A controvérsia político-religiosa causou violência e morte generalizadas. Em 381 d.C, o imperador Teodósio (um trinitarista) convocou um concílio em Constantinopla. Apenas bispos trinitários foram convidados a participar. Cento e cinquenta bispos compareceram e votaram uma alteração no Credo de Nicéia para incluir o Espírito Santo como parte da divindade. A doutrina da Trindade era agora oficial para a Igreja e também para o Estado. Com a exclusiva participação dos citados bispos, a Trindade foi imposta a todos como "mais uma verdade teológica da igreja", mais uma vez renunciando à ideia de monoteísmo. O Deus trazido por Jesus em suas pregações, agora eram três. E os bispos, que não apoiaram essa tese, foram expulsos da Igreja e excomungados.  

Por volta do século IX, o credo já estava estabelecido na Espanha, França e Alemanha. Tinha levado séculos desde o tempo de Cristo para que a doutrina da Trindade "pegasse". A política do governo e da Igreja foram as razões que levaram a Trindade a existir e se tornar a doutrina oficial da Igreja. Como se pode observar, a doutrina trinitária resultou da mistura de fraude, política, um imperador pagão e facções em guerra que causaram mortes e derramamento de sangue.  

As Igrejas Cristãs hoje em dia dizem que Constantino foi o primeiro Imperador Cristão, mas seu "cristianismo" tinha motivação apenas política. É altamente duvidoso que ele realmente aceitasse a Doutrina Cristã. Ele mandou matar um de seus filhos, além de um seu sobrinho, seu cunhado e possivelmente uma de suas esposas. Ele manteve seu título de alto sacerdote de uma religião pagã até o fim da vida e só foi batizado cristão em seu leito de morte apenas para constar.  

O outro lado da história 

Com o grande avanço do cristianismo primitivo, Constantino Magno, assustado com os efeitos da nova crença, se lançou a campo, em 313 d.C., para colocar em prática um plano estratégico para enfrentar seus problemas com o povo romano. Queria uma ideia que lhe permitisse controlar as massas. Aproveitando-se da grande difusão do Cristianismo, apoderou-se dessa Religião e modificou-a, conforme seus interesses.

Há que se ressaltar que, "Igreja" na época de Jesus, não era a "Igreja" que entendemos hoje, pois se lermos os Evangelhos duma ponta à outra veremos que a palavra «Igreja», no sentido que hoje lhe damos, nem sequer neles é mencionada exceto por aproximação e apenas três vezes em dois versículos no Evangelho de Mateus (Mt 16, 18 e Mt 18, 17), pois a palavra grega original, usada por Mateus, ekklêsia, significa simplesmente «assembleia de convocados», neste caso a comunidade dos seguidores da doutrina de Jesus, ou a sua reunião num local, geralmente em casas particulares onde se liam as cartas e as mensagens dos apóstolos. Sabemo-lo pelo testemunho de outros textos do Novo Testamento, já que os Evangelhos a esse respeito são omissos ou foram alterados. Veja-se, por exemplo, a epístola aos Romanos (16, 5) onde Paulo cita o agrupamento (ekklêsia) que se reunia na residência dum casal de tecelões, Aquila e Priscila, ou a epístola a Filémon (1, 2) onde o mesmo Paulo saúda a ekklêsia que se reunia em casa do dito Filémon; num dos casos, como lemos na epístola de Tiago (2, 2), essa congregação cristã é designada por «sinagoga». Nada disto tem a ver, portanto, com a imponente Igreja católica enquanto instituição formal estruturada e oficializada, sobretudo a partir do Concílio de Nícéia, presidido pelo Imperador Constantino, mais de 300 anos após a morte de Cristo.  

Onde termina a IGREJA PRIMITIVA dos Atos dos Apóstolos e começa o Catolicismo Romano? Quando Roma tornou-se o famoso império mundial, assimilou no seu sistema os deuses e as religiões dos vários países pagãos que dominava. Com certeza, a Babilônia era a fonte do paganismo desses países, o que nos leva a constatar que a religião primitiva da Roma pagã não era outra senão o culto babilônico. No decorrer dos anos, os líderes da época começaram a atribuir a si mesmos, o poder de "senhores do povo" de Deus, no lugar da mensagem deixada por Cristo. Na época da Igreja Primitiva, os verdadeiros cristãos eram jogados aos leões. Bastava se recusar a seguir os falsos ensinamentos e o castigo vinha a galope. O paganismo babilônico imperava à custa de vidas humanas.  

No ano 323 d.C, o Imperador Constantino professou conversão ao cristianismo. As ordens imperiais foram espalhadas por todo o império: as perseguições deveriam cessar! Nesta época, a Igreja começou a receber grandes honrarias e poderes mundanos. Ao invés de ser separada do mundo, ela passou a ser parte ativa do sistema político que governava. Daí em diante, as misturas do paganismo com o cristianismo foram crescendo, principalmente em Roma, dando origem ao Catolicismo Romano. Como vimos, o Concílio de Nicéia, na Ásia Menor, presidido por Constantino era composto pelos Bispos que eram nomeados pelo Imperador e por outros que eram nomeados por Líderes Religiosos das diversas comunidades. Tal Concílio consagrou oficialmente a designação "Católica" aplicada à Igreja organizada por Constantino e anunciada: "Creio na igreja una, santa, católica e apostólica". Poderíamos até mesmo dizer que Constantino foi seu primeiro Papa. Como se vê claramente, a Igreja Católica não foi fundada por Pedro e está longe de ser a Igreja primitiva dos Apóstolos.  

Em resumo: por influência dos imperadores Constantino e Teodósio, o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano e entrou no desvio. Institucionalizou-se; surgiu o profissionalismo religioso; práticas exteriores do paganismo foram assimiladas; criaram-se ritos e rezas, ofícios e oficiantes. Toda uma estrutura teológica foi montada para atender às pretensões absolutistas da casta sacerdotal dominante, que se impunha aos fiéis com a draconiana afirmação: "Fora da Igreja não há salvação". 

Além disso, Constantino queria um Império unido e forte, sem dissenções. Para manter o seu domínio sobre os homens e estabelecer a ditadura religiosa, as autoridades eclesiásticas romanas deviam manter a ignorância sobre as filosofias e Escrituras. A mesma Bíblia devia ser diferente. Devia exaltar Deus e os Patriarcas, mas, também, um Deus forte, para se opor ao próprio Jeová dos Hebreus, ao Buda dos orientais, aos poderosos deuses do Olimpo. Era necessário trazer a Divindade Arcaica Oriental, misturada às fábulas com as antigas histórias de Moisés, Elias, Isaías, etc, onde colocaram Jesus, não mais como Messias ou Cristo, mas, maliciosamente, colocaram Jesus parafraseado de divindade no lugar de Jezeu Cristna, a segunda pessoa da trindade arcaica do Hinduísmo.  

Nesse quadro de ambições e privilégios, não havia lugar para uma doutrina que exalta a responsabilidade individual e ensina que o nosso futuro está condicionado ao empenho da renovação interior e não à simples adesão e submissão incondicional aos dogmas de uma igreja, os quais, para uma perfeita assimilação, era necessário admitir a quintessência da teologia: "Credo quia absurdum", ou seja, "Acredito mesmo que seja absurdo", criada por Tertuliano (155-220), apologista desse cristianismo.  

Disso tudo deveria nascer uma religião forte como servia ao império romano. Vieram ainda a ser criados os simbolismos da Sagrada Família e de todos os Santos, mas as verdades do real cânone do Novo Testamento e parte das Sagradas Escrituras deviam ser suprimidas ou ocultadas, inclusive as obras de Sócrates e outras Filosofias contrárias aos interesses da Igreja que nascia.  

Esta lógica foi adotada pelas forças clericais mancomunadas com a política romana, que precisava desta religião, forte o bastante, para impor-se aos povos conquistados e reprimidos por Roma, para assegurar-se nas regiões invadidas, onde dominava as terras, mas não o espírito dos povos ocupados. Em troca, esse cristianismo ganhava a universalidade, pois queria se tornar "A Religião Imperial Católica Apostólica Romana", a Toda Poderosa, que vinha a ser sustentada pela força, ao mesmo tempo que simulava a graça divina, recomendando o arrependimento e o perdão, mas que na prática, derrotava seus inimigos a golpes de espada.  

Então não era da tolerância pregada pelo Cristianismo que Constantino precisava, mas de uma religião autoritária, rígida, sem evasivas, de longo alcance, com raízes profundas no passado e uma promessa inflexível no futuro, estabelecida mediante poderes, leis e costumes terrenos.  

Para isso, Constantino devia adaptar a Religião do Carpinteiro, dando-lhes origens divinas e assim impressionaria mais o povo o qual sabendo que Jesus era reconhecido como o próprio Deus na nova religião que nascia, haveria facilidade de impor a sua estrutura hierárquica, seu regime monárquico imperial, e assim os seus poderes ganhariam amplos limites, quase inatingíveis.  

Quando Constantino morreu, em 337, foi batizado e enterrado na consideração de que ele se tornara um décimo terceiro Apóstolo, e na iconografia eclesiástica veio a ser representado recebendo a coroa das mãos de Deus.

Maria, a mãe de Jesus ficou excluída durante séculos e depois voltou com o nome MÃE DE DEUS. Então Deus tinha uma mãe. Difícil entender.

E nisso tudo, a ideia da reencarnação ficou adormecida. O batismo espiritual trazido por Jesus voltou a ser pela água. Os católicos, em celebração de seus cultos, foram levados a comer o corpo e a beber o sangue de Jesus, algo que nos transmite uma ideia antropofágica.

E por conta da rigidez dos seus cânones a Igreja de Roma permitiu um perigoso racha religioso em que a ciência e os cientistas se declararam ateus para escapar do poder papal, mas que teve como consequência um brutal materialismo ateu e uma descambada moral no rumo das drogas e da violência.     

Fontes :  

* http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeiro_Conc%C3%ADlio_de_Niceia  

* UMA HISTÓRIA DA LEITURA, de Alberto Manguel, COMPANHIA DAS LETRAS

SP, 1997 (páginas 228 a 237) da "LEITURA DO FUTURO" - Editora Schwarcz Ltda.  

* Documentos da Igreja Cristã, de H. Bettenson  

* História da Igreja Católica, Philip Hughes, Dominus  

* História Universal, H.G. Wells  

* Instituto São Thomás de Aquino - Fundação para Ciência e Tecnologia - Dominicanos de Lisboa - Portugal.  

* http://www.angelfire.com/on2/mikemcclellan/baf.html  

* http://www.anzwers.org/free/jesuschrist/index.html      

OS LIVROS RETIRADOS DAS SANTAS ESCRITURAS   

Os quatro evangelhos canônicos, que se diz terem sido inspirados pelo Espírito Santo, não eram aceitos como tais no início da Igreja. E não foram inspirados pelo Espírito Santo, pois os seus autores narram acontecimentos do conhecimento público. Na verdade, os autores são dois. Os outros dois são cópias do primeiro.

O bispo de Lyon, Irineu, explica os pitorescos critérios utilizados na escolha dos quatro evangelhos (reparem na fragilidade dos argumentos...) : "O evangelho é a coluna da Igreja, a Igreja está espalhada por todo o mundo, o mundo tem quatro regiões, e convém, portanto, que haja também quatro evangelhos. O evangelho é o sopro do vento divino da vida para os homens, e pois, como há quatro ventos cardiais, daí a necessidade de quatro evangelhos. (...) O Verbo criador do Universo reina e brilha sobre os querubins, os querubins têm quatro formas, eis porque o Verbo nos obsequiou com quatro evangelhos”.  

As versões sobre como se deu a separação entre os evangelhos canônicos e apócrifos (desclassificados), durante o Concílio de Nicéia no ano 325 D.C, são também singulares. Uma das versões diz que estando os bispos em oração, os evangelhos inspirados foram depositar-se no altar por si só!!! ... Uma outra versão informa que todos os evangelhos foram colocados por sobre o altar, e os apócrifos caíram no chão... Uma terceira versão afirma que o Espírito Santo entrou no recinto do Concílio em forma de pomba, através de uma vidraça (sem quebra-la), e foi pousando no ombro direito de cada bispo, cochichando nos ouvidos deles os evangelhos inspirados...  

A Bíblia como um todo, aliás, não apresentou sempre a forma como é hoje conhecida. Vários textos, chamados hoje de "apócrifos", figuravam anteriormente na Bíblia, em contraposição aos canônicos reconhecidos pela Igreja.  

Segundo o Dicionário Aurélio, o termo Apócrifos significa:  

"Entre os Católicos, Apócrifos eram os Escritos de assuntos sagrados que não foram incluídos pela Igreja no Cânon das Escrituras autênticas e divinamente inspiradas".

Obs - Note que o próprio Dicionário Aurélio registra a expressão: "divinamente inspiradas ". Por que será?    

Maria Helena de Oliveira Tricca, compiladora da obra “Apócrifos, Os Proscritos da Bíblia”, diz: "Muitos dos chamados textos apócrifos já fizeram parte da Bíblia, mas ao longo dos sucessivos concílios acabaram sendo eliminados. Houve os que depois viriam a ser beneficiados por uma reconsideração e tornariam a partilhar a Bíblia. Exemplos: O Livro da Sabedoria, atribuído a Salomão, o Eclesiástico ou Sirac, as Odes de Salomão, o Tobit ou Livro de Tobias, o Livro dos Macabeus e outros mais. A maioria ficou definitivamente fora, como o famoso Livro de Enoch, o Livro da Ascensão de Isaías e os Livros III e IV dos Macabeus".  

Perguntamos: Quais foram os motivos para excluir esses Livros das Santas Escrituras definitivamente? Será que os "santos padres" daquela época se achavam superiores aos Apóstolos e mártires que vivenciaram de perto os acontecimentos relacionados a Cristo e ao judaísmo? De que poder esses mesmos "santos padres" se revestiam a ponto de afirmarem que alguns Textos Evangélicos não representavam os ensinamentos e a Palavra de Deus?  

Visando maiores esclarecimentos, sugerimos, para aqueles que desejam aprofundar-se no assunto, uma leitura dos Livros que tratam com mais detalhe esse tema, os quais podem ser encontrados na Internet. 

Existem mais de 60 evangelhos apócrifos, como os de Tomé, de Pedro, de Felipe, de Tiago, dos Hebreus, dos Nazarenos, dos Doze, dos Setenta, etc. Foi um bispo quem escolheu, no século IV, os 27 textos do atual Novo Testamento. Em relação ao Antigo Testamento, o problema só foi definitivamente resolvido no ano de 1546, durante o Concílio de Trento. Depois de muita controvérsia, acalorados debates e até luta física entre os participantes, o Concílio decretou que os livros 1 e 2 de Esdras e a Oração de Manassés sairiam da Bíblia. Em compensação, alguns textos apócrifos foram incorporados aos livros canônicos, como o livro de Judite (acrescido em Ester), os livros do Dragão e do Cântico dos Três Santos Filhos (acrescidos em Daniel) e o livro de Baruque (contendo a Epístola de Jeremias).  

Os católicos não foram unânimes quanto a inspiração divina nesses livros. No Concílio de Trento houve luta corporal quando este assunto foi tratado. Lorraine Boetner (in Catolicismo Romano) cita o seguinte: "O papa Gregório, o grande, declarou que primeiro Macabeus, um livro apócrifo, não é canônico. O cardeal Ximenes, em sua Bíblia poliglota, exatamente antes do Concílio de Trento, exclui os apócrifos e sua obra foi aprovada pelo papa Leão X. Será que estes papas se enganaram? Se eles estavam certos, a decisão do Concílio de Trento estava errada. Se eles estavam errados, onde fica a infalibilidade do papa como mestre da doutrina? "  

No início do cristianismo, os evangelhos eram em número de 315, sendo posteriormente reduzidos para 4, no Concílio de Nicéia. Tal número, indica perfeitamente as várias formas de interpretação local das crenças religiosas da orla mediterrânea, acerca da ideia messiânica lançada pelos sacerdotes judeus. Sem dúvida, este fato deve ter levado Irineu a escrever o seguinte: "Há apenas 4 Evangelhos, nem mais um, nem menos um, e que só pessoas de espírito leviano, os ignorantes e os insolentes é que andam falseando a verdade”.

Disse isso, mesmo diante dos acontecimentos acima relatados e que eram de conhecimento geral.  

Havia então, os Evangelhos dos Nazarenos, dos Judeus, dos Egípcios, dos Ebionitas, o de Pedro, o de Barnabé, entre outros, 3 dos quais foram queimados, restando apenas os 4 “sorteados” e oficializados no Concílio de Nicéia.  

Celso, erudito romano, contemporâneo de Irineu, entre os anos 170 e 180 D.C, disse: "Certos fiéis modificaram o primeiro texto dos Evangelhos, três, quatro e mais vezes, para poder assim subtraí-los às refutações".  

Foi necessária uma cuidadosa triagem de todos eles, visando retirar as divergências mais acentuadas, sendo adotada a de Hesíquies, de Alexandria; e de Pânfilo, de Cesaréía e a de Luciano, de Antióquia. Mesmo assim, só na de Luciano existem 3.500 passagens redigidas diferentemente. Disso resulta que, mesmo para os Padres da Igreja, os Evangelhos não são fonte segura e original.  

Os Evangelhos que trazem a palavra "segundo", que em grego é "cata", não vieram diretamente dos pretensos evangelistas.  

A discutível origem dos Evangelhos, explica porque os documentos mais antigos não fazem referência à vida terrena de Jesus.  

Não é razoável supor que uma "palavra divina" possa ser alterada assim tão fácil e impunemente por mãos humanas. Que fique na dependência de ser julgada boa ou má por juízes e dignitários eclesiásticos.  

Só me foi possível escrever este livro através dos conceitos que pude assimilar da obra Na Luz da Verdade, a Mensagem do Graal de Abdruschin. (Segundo o Dic. Aurélio: Graal – Vaso Santo de esmeralda que segundo a tradição corrente nos romances de cavalaria, teria servido a Cristo na última Ceia, e no qual José de Arimateia haveria recolhido o Sangue que de Cristo jorrou quando o centurião lhe desferiu a lança). 

Em outra versão, seria o ventre de Madalena, grávida de Jesus, guardando o Sangue Real, aplicando Santograal como disfarce. 

Contribuiu para estes textos Roberto C. P. Júnior, Escritor.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

1864-O Sagrado Através da Cultura


O Sagrado Através da Cultura

Resumo das Aulas

Os alunos da Escola de Médiuns do Núcleo Espírita Nosso Lar recebem 12 horas/aula com os conteúdos da matéria “O Sagrado Através da Cultura”, rapidamente, enfocando por onde passou nossa civilização nestes últimos dez mil anos e até um pouco antes.

Desde a taba indígena até os primeiros aglomerados urbanos, quando o ser humano nômade estacionou e fez nascerem as aldeias que hoje conhecemos pelo nome de cidades, perdemos aquele sentido Sagrado Ecológico Comum a Todos e ganhamos deuses que caminhavam sobre as montanhas e falavam pela boca de reis e faraós se antecipando aos posteriores interlocutores de Deus, que foram os padres e pastores.

O deus comum que estava na natureza imensa e desafiadora foi confinado, recolheu-se aos montes, ganhou diversidade e agora falava pela boca de intérpretes encastelados nos palácios ou através de sacerdotes dentro dos templos sagrados, aos quais nem todos tinham acesso.

Demorou muito, mas os deuses mitológicos foram sendo substituídos. Ganhávamos um Deus Único com Escrituras ou Leis Sagradas e Severas produzidas por profetas que se diziam ouvintes da voz de Deus.

Nesse meio tempo dois poderosos impérios exerceram uma extraordinária influência sobre a civilização praticamente planetária sem que seus deuses tivessem alguma relação com o que vinha ocorrendo. Foram as imposições dos impérios helênico e romano (Alexandre, o grande e seus sucessores e os césares romanos), cujos deuses nem cabe comentar (Dionísio e Solis Invictus). Mas, se o aluno quiser pesquisar, siga em frente,

Esses imperadores foram responsáveis pela interrupção de uma linha filosófica e religiosa que havia começado com Pitágoras e até antes, passara por Sócrates, Platão, Aristóteles e outros, chegando mesmo a Jesus Cristo. Alguns desses mestres foram presos e executados.

E foi o Império Romano, autor da execução de Jesus, que se apossou de uma parte de Sua Doutrina e com ela criou a Igreja Católica Apostólica Romana, a mesma que após a ruína do Império Romano continuou governando através dos reis cooptados por ela.

Ali pelo século XIV entre rachas e dissidências, essa poderosa igreja ganhou a oposição dos protestantes, que criaram as suas igrejas e de grande parte dos cientistas da emergente ciência ocidental, mais intensamente com o surgimento do Iluminismo.

Este racha fenomenal dividiu o mundo ocidental, que nos diz respeito em, no mínimo, duas realidades, a que se dizia livre do papa e progredia materialmente e a que se alinhava a Roma e ficava para trás obedecendo ao dogma de que rico não entra no céu.

Todos os países dos chamados primeiro e segundo mundo estavam fora do eixo de Roma, enquanto grande parte do terceiro mundo estava dentro desse eixo, ao qual acrescenta-se a África, inteiramente dominada por potências estrangeiras europeias, o mesmo acontecendo com parte da Ásia, esta sob outro enfoque religioso, o do islã. 

Foi por conta de suas divergências em relação a quem pensava diferente que a Igreja de Roma instituiu a Inquisição e mandou executar a todos quantos estivessem publicamente em desacordo com ela (os hereges).

Enquanto os países não católicos se alinhavam com a ciência rebelde e se desenvolviam sob os raios do iluminismo, nos países católicos não havia católicos vivos contrariando a igreja.

Os desentendimentos entre religiosos e cientistas levou a comunidade científica a declarar-se ateia para fugir às perseguições inquisitórias tendo como consequência o distanciamento entre a academia e a fé.

Cessadas as perseguições aos “hereges”, surge o espiritismo e o retorno de boa parte daquele conhecimento sufocado por Atenas e Roma.

Mais rápido do que se poderia imaginar as Universidades passam a reconhecer a importância do Sagrado na vida de todos.

Agora vamos à análise

A partir da agricultura, há 10 mil anos e um pouco menos, e do aldeamento populacional, surgiram os governos encarregados de fazer as leis e de exercer o controle sobre as pessoas. Acabou-se a simbiose do homem com a natureza. O homem passou a dominar a natureza. Ou será que foi o contrário?

Houve uma corrida no rumo do poder e o poder estava representado pela posse. Assim vieram as moedas-dinheiro, como símbolo de valor da propriedade. E o dinheiro sugeria ganância e alienação em relação ao sagrado.

Antes disso, a Terra era o lar de 5 a 8 milhões de caçadores-coletores nômades raramente estacionados, vivendo em cavernas. Eles não se preocupavam em acumular e não tinham como acumular. Não havia, para eles, o futuro, e sim o agora.

Na sequência, os espaços de terra agricultável ou de pastoreio foram demarcados e os mais expertos dominaram os que se deixaram escravizar, incluindo-se animais e espaços de terra que se fizeram propriedade privada.

Vieram as guerras por espaço territorial individual e coletivo (nações).

A atitude coletiva do caçadores-coletores (sentimento de nós) (globocêntrico), se transformou em ação individual de proprietários (sentimento do eu) (egocêntrico), logo, também reunidos em guetos ou clãs (etnocêntricos).

Boa parte do habitat natural foi transformada em lavouras, pomares, hortas, aglomerados de construções, casas, galpões, currais, potreiros, limites, cercas, muros, fortificações, palácios, estradas, ruas. Porções d’água também se transformaram em propriedade privada através de portos e vias navegáveis. Hoje os céus também já são propriedade privada por conta das rotas aéreas.

O comércio iniciado pelo escambo (troca-troca) foi ganhando feiras, portos, navios, e hoje é o que conhecemos por globalização.

Muito cedo, ao nascer dos Sapiens, os humanos conheceram a guerra contra os próprios humanos, a invasão, a expropriação, o domínio, e mais tarde conheceram a guerra dos humanos contra o que se chamou de ervas daninhas (herbicidas), insetos com nome de praga (inseticidas), bactérias com nome de peste (pesticidas), contra vírus, roedores, aves e animais de rapina. E veio também o ladrão humano, o gangster, o traficante, hoje combatidos a bala nos guetos das grandes cidades.

Brigas por um espaço de menos de 2% do território total do planeta: 11 milhões de km2, que é onde se produz.

Mas, agora já é maior que isso porque também já exploramos os mares.

Não foram a fome e a escassez que ditaram as divergências e sim o excessivo controle sobre, acima de tudo, a energia, o calor.

Tem-se como certa a falência da educação religiosa. A falta de Deus trouxe a ganância, a dominação, a crueldade, as drogas e atrás delas a violência.

O caçador-coletor dividia sua feira com os parceiros, levava sobras para os velhos, mulheres, crianças e inválidos. Ainda é assim em muitas comunidades pobres, hoje. O homem moderno empesta o planeta com os lixões a céu aberto, onde joga fora o que a pobreza vai recolher para sobreviver.

O agricultor-pastor dos primeiros tempos fazia trocas. Hoje, o agronegócio opera na Bolsa de Valores e Futuros.

Mais tarde vieram as guerras de expropriação de terras, bens, escravos... E as propriedades e os bens dos vencidos eram assumidos pelos vencedores. Inclusive seu patrimônio religioso.

Quem estava à frente das guerras? O rei, os generais, os sacerdotes...

Agora vamos à interpretação

O espírito cooperador do caçador-coletor e das mães no sentido da família-taba, morreu aos poucos com as cidadelas a partir do momento em que um administrador montou exércitos e polícias para controlar a violência não pelo exercício do amor e sim com mais violência. Matou? Morre! E atrás destas mortes, mais vinganças.

Hoje os traficantes garantem a segurança dos moradores de favelas em troca de favores, silêncio e mútuo apoio. Falou? Morre. E as facções disputam territórios à bala.

A maior parte das redes de cooperação humana daí em diante foi concebida para a opressão e para a exploração e já estão sendo usadas para combater a opressão e a exploração. Eram financiadas com o dinheiro dos tributos dos súditos, com os excedentes agrícolas, muitas vezes confiscando o ano inteiro de trabalho pesado dos agricultores e hoje com o produto do comércio ilegal de drogas e mercadorias, onde os governos também se tornam ilegais por interesse de poder e dinheiro.

Só para ter uma noção:

A urbanização humana criou as forças armadas; e as forças armadas empoderaram os reis. Os reis criaram as religiões com interesse de amortecer os ânimos do povo. A violência dos governantes replicou a violência da sociedade e fez nascer as milícias clandestinas.

O controle religioso sobre a sociedade começou (há 5 mil anos) com Hamurabi (Babilônia 18 séculos antes de Cristo) – a primeira Tábua da Lei, de onde Moisés foi buscar a sua. A Declaração da Independência dos Estados Unidos (1783) é outra tábua da lei. A Declaração dos Direitos Humanos, nascida com a Revolução Francesa, em 1790, é mais uma.

Fala-se demais em direitos humanos, democracia, mas a grande fraude é a aplicação de leis em favor de poucos, aos privilégios de poucos.

No início da civilização, Deus outorgava o poder aos governantes. Hoje Deus desapareceu da vida daqueles que governam o povo. Se ainda falam em Deus é mais uma falácia para trair a confiança do povo.

Pode-se dizer, hoje, que o Sagrado morreu para a maioria da humanidade e agora busca aliados para renascer.

Agora vamos à Conclusão

Em síntese, se pode afirmar que a minoria humana está com o Sagrado e pode incluir-se no chamado povo de Deus. Há mais que provas científicas de que a vida, o cosmos, o ser humano, uma árvore, uma estrela, o planeta que habitamos, não estão aí por mero acaso. Um complexo projeto deu causa e organizou tudo. A ciência tem conhecimento disto.

Um dos nossos problemas é a comprovação e por conta disso a Universidade não se declara sagrada, prefere continuar profana, dando comprovações apenas daquilo que ela detém como conhecimento. O segundo problema é que os currículos universitários demoram muito para se atualizar. Assim, a quase totalidade das mentes que passam pelos cursos universitários prefere ignorar o Sagrado, porque não o estudou. E estes são os líderes da humanidade. Onde não tem liderança, não tem avanço.

Onde isso vai acabar? Vai acabar dentro de alguns meses quando a ciência puder comprovar a reencarnação dos espíritos. Daquele momento em diante ficará sabido que as almas descem ao plano biológico para aprender e melhorarem-se, exatamente como acontece com os alunos que adentram as salas de aulas, avançam pelo tempo aprendendo, não se dão por satisfeitos, adentram num segundo ou terceiro curso, vão às pós-graduações, não param jamais.

Chegará o dia em que um ALGUÉM muito especial chamará essas criaturas e as DIRÁ: basta, acabou seu ciclo na espécie. Outra história estará começando.

O plano humano não é o estágio final do espírito.

     



    


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

1863-Nossas relações com os deuses


Humanos, deuses e semideuses

Introdução

O ser humano sempre olhou para os céus na esperança de descobrir e compreender o sentido da vida. Por não poder compreender certos fenômenos percebidos, como os raios, a chuva, os ventos, as estrelas, o Sol, a Lua, o homem acendia fogueiras, na tentativa de agradar ao deus desconhecido. E percebia que a fumaça subia e que isso correspondia ao anseio de agradar, pois a fumaça ia na direção dos céus.

Mais tarde, os totens apontavam para os céus. A mesma coisa ocorreu com as torres dos templos. A nossa cultura se consolidou no conceito de que Deus está nos céus.

Mas, uma coisa, no entanto, foi ficando sem explicação: haviam deuses e humanos, haviam animais que se moviam, havia natureza imóvel e natureza em movimento e de onde e por que surgiram os semideuses?

Vamos aos estudos desse tema. 

Quem são os semideuses?

(Colaborou neste artigo, Raja-vidya Dasa)

As escrituras Védicas, por obra de uma civilização indiana que existiu entre o segundo e o primeiro milênio antes de Cristo, representam uma concepção consistentemente pessoal do mundo. Em outras palavras, elas assumem que todos os eventos dentro do cosmos, todos os fenômenos naturais, todas as obras dos elementos e dos planetas, bem como todas as atividades dos seres humanos, estão sendo causadas ou supervisionadas por seres super-humanos inteligentes específicos, aquilo que nós outros poderíamos atribuir como qualidades dos anjos e arcanjos.

Em sânscrito, esses seres são chamados "devas", e a tradução mais apropriada para o português desse termo seria "semideuses". O dever dos semideuses é encarregar-se de uma porção da administração do Universo e assegurar que tudo dentro da manifestação cósmica funcione perfeitamente. Eles são os responsáveis por manter a lei e a ordem dentro do Universo, como auxiliares do Grande Deus. Outro de seus deveres é organizar as reações kármicas individuais e coletivas dos humanos, isto é, sua felicidade e sofrimento de acordo com suas próprias ações anteriores. (A ciência astrológica estuda essas reações como elas são representadas pelas constelações planetárias no momento do nascimento de cada um de nós).

A esse respeito, a Visão Védica de mundo corresponde à das culturas avançadas dos antigos Egípcios, Gregos, ou Romanos, bem como às das religiões naturais dos Índios de pele vermelha, os Africanos ou os Aborígines Australianos. A maioria das tradições pré-Cristãs aceita o conceito de assistentes administrativos do Senhor Deus gerenciando os assuntos do Universo.

Alguns exemplos de diferentes semideuses famosos são os seguintes: Brahma é o criador do Universo, primeiro ser criado e maior de todos; Shiva é o destruidor do universo; Indra é o rei dos planetas celestiais e o controlador do clima; Vayu é o semideus encarregado do ar e dos ventos; Candra é o controlador da Lua e da vegetação; Agni é o deus do fogo; Varuna é o senhor dos oceanos e mares; Yamaraja é o deus da morte; e por aí vai. Há milhares de semideuses que estão controlando todas as diferentes atividades dos corpos das entidades vivas e o funcionamento dos elementos.

Os semideuses da Umbanda

Lemos em Roger Feraud (Umbanda, essa desconhecida), que a Umbanda, diferentemente do que se pensa ser ela uma manifestação religiosa nascida no Brasil, repito, lemos que ela vem dos tempos imemoriais desde Atlântida e que, por isso mesmo, ela é uma das religiões mais antigas dos homens.

A Umbanda reverencia Oxalá na figura do deus principal e tem nos orixás masculinos e femininos o que poderíamos chamar de semideuses. E ali também os orixás são especialistas em assuntos como os ventos e raios, as águas, a guerra, a morte, as florestas, etc.

Tanto quanto os santos os são para a igreja romana, os orixás não podem ser tomados como membros de uma constelação de deuses e nem como uma concepção politeísta, como tal. A Sagrada Família que a igreja romana nos apresenta como Pai, Filho e Espírito Santo mesmo sendo politeísta é dito que não é. Logo, o Filho e o Espírito Santo estariam abaixo de Deus. Não sendo Deus, são, provavelmente, semideuses.

Um único Deus com várias caras

Mesmo havendo um festival de deuses, ninguém pode sustentar que as escrituras Védicas contêm uma concepção politeísta ou panteísta no sentido usual desses termos. No final das contas, as escrituras Védicas representam uma concepção de Deus puramente monoteísta. Elas claramente estabelecem que acima de todas as diferentes variedades de semideuses, há apenas um Deus supremo que é o criador e mantenedor não apenas dos humanos, mas também dos semideuses e do cosmos inteiro. Este único e supremo Deus é Krishna, certamente descrito e adorado não apenas pela religião Védica ou Hindu, mas por todos os sistemas religiosos autenticamente monoteístas do mundo, diferenciando apenas os seus nomes. Mesmo em Sânscrito, Ele tem ilimitados nomes que descrevem suas incontáveis qualidades e passatempos. Os nomes Sânscritos mais populares de Deus são Krishna, Rama, Hari, Narayana ou Vishnu. Todos eles referem-se à mesma Suprema Personalidade.

É importante entender que Deus não é Hindu ou Cristão, ou Moslem ou Judeu. Deus não é limitado e não está preso a nenhuma tradição religiosa. Deus é Deus, e os variados sistemas de crenças são diferentes formas de entrar em contato com esse Autor Único da Vida. Elas podem diferir em sua abordagem e em sua compreensão da realidade; elas podem também diferir em seus métodos práticos, rituais, regras e regulações; mas na verdade elas pretendem conectar o homem com Deus; e esse Deus é um para todas os sistemas religiosos genuínos.

É um fato que em diferentes tradições religiosas, Deus é chamado por diferentes nomes (como Yahweh, Allah, Jehovah, Adonai, etc.), e Ele é compreendido e adorado em muitos aspectos diferentes. Mas isso não significa que Ele é inconsistente ou que os vários sistemas de crença contradizem ou excluem uns aos outros. Na verdade, esses fatos não são nada exceto a evidência da diversidade e grandiosidade ilimitada de Deus.

Outras visões para os semideuses

Como mencionado anteriormente, as escrituras sagradas de muitas correntes de fé descrevem deidades, suas respectivas consortes e seus veículos pessoais, mas também descrevem um grande número de várias outras personalidades que são responsáveis pela administração universal. Eles são chamados semideuses, e eles vivem em sistemas planetários acima da Terra (os chamados "planetas ou planos celestiais"). Todos eles são tidos como servos do Deus Maior e em Seu nome executam tarefas gerenciais pelo bem-estar dos seres vivos do universo e também quanto à natureza imóvel e em movimento.

Quanto aos planetas ou planos celestiais, nem sempre eles são dados como habitados apenas por deidades, o que pressupõe espíritos. Em algumas correntes de fé outros planetas ou planos além da Terra são ou podem ser habitados por seres humanos de carne e osso iguais a nós, mais inteligentes e menos inteligentes que nós.

E então já se pode falar dos extraterrestres que desde muitos milênios podem ter estado na Terra e por várias razões.

Eles terão vindo até aqui para buscar determinados materiais inexistentes em seus planetas e indispensáveis à vida de lá e por qualquer outro motivo, até mesmo para impulsionar nossa evolução. Aqui eles podem ter mantido relações sexuais com humanos terráqueos e podem ter gerado seres que entre nós também poderiam ser chamados de semideuses; isto é, filhos dos deuses com os humanos. Entenda-se agora que os seres vindos dos céus podem ser reconhecidos como deuses.

Um elo perdido para o homo erectus

Uma explicação espiritual para a escravidão repousa no fato de que o Deus Supremo se vale dos semideuses para realizar sua obra e que, por isso, e por extensão, os humanos também estariam autorizados a se valerem dos animais, dos empregados e de escravos para realizar sua obra. Dentro de uma colmeia podemos encontrar esta mesma hierarquia entre as abelhas.

O que se lê em Zacharias Sitchin (Havia Gigantes na Terra) teriam estado na África, há meio milhão de anos, uma civilização provinda da Constelação de Syrius para buscar ouro, um metal nobre inexistente em seu planeta e de cunho estratégico. E o penoso serviço de retirar a lavra de dentro da mina os fez pensarem na realização de uma mutação genética nos abundantes chimpanzés, que não serviam para nada, mas estavam na natureza. Fizeram a experiência. Obtiveram um ser intermediário entre o chimpanzé e o homem, algo assim como já fizemos com o peru, com o chester, com os suínos tipo carne e com a mula, um animal que, por sinal, também foi usado no Brasil para retirar lavra do interior das minas.

A presença de “gigantes” na Terra tem uma referência em Gênese 6; 4. Em algumas edições da Bíblia consta como “nefilins” e ali mesmo na Bíblia está descrito que estes gigantes ou nifilins procriaram filhos com os habitantes da Terra:

“Naqueles dias havia nefilins na terra, e também posteriormente, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens e elas lhes deram filhos. Eles foram os heróis do passado, homens famosos” Gen 6;4.

Seriam esses homens famosos, os semideuses? Muito possivelmente.

Posteriormente, essas criaturas, ao se reproduzirem entre si deram início à espécie humana e, neste caso, representam o elo perdido que a paleontologia científica não está encontrando para explicar a mutação havida em alguns chipanzés, visto que os chipanzés continuaram chipanzés enquanto seus descendentes povoaram a Terra como seres humanos.

Visto assim, esses filhos de seres vindos dos céus, como deuses, gerados em suas relações com as mulheres existentes na Terra, teriam tudo para serem interpretados como os semideuses. Isso mesmo.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

1862-Vamos à história do cristianismo


Como nasceu o cristianismo que conhecemos


A passagem de Jesus pela Palestina havia ficado para trás. O Império Romano executara o agitador rebelde e contestador, segundo a história, a pedido de importantes judeus da época.

Para ser coerente, havia mandado prender, julgar a abater vários líderes da facção de Jesus.

Judeus continuavam judeus, mas muitos povos da região estavam se convertendo a uma nova seita dedicada à cura dos males do corpo e da alma, coisas que para judeus e romanos era bobagem, crendice.

Mas, a subida de Flavius Valerius Constantinus (285 – 337 d.C.) ao poder de Roma iria mudar o curso das coisas, sob uma ou outra destas razões: no submundo da história se diz que sua esposa fora curada por um pregador cristão e no mundo de cima da história se conhece outro fato.

Desde Lúcio Domício Aureliano (270 - 275 d.C.) os Imperadores tinham abandonado a unidade religiosa, que era praxe em quase todos os governos imperiais do mundo de então, com a renúncia de Aureliano a seus "direitos divinos", em 274. Porém, Constantino, estadista sagaz que era, inverteu a política vigente, passando da perseguição aos cristãos à promoção do cristianismo, vislumbrando a oportunidade de relançar, através desta corporação de fé, a unidade religiosa do seu Império. Contudo, durante todo o seu regime, não abriu mão de sua condição de sumo sacerdote do culto pagão ao "Sol Invictus", que era a religião romana. Tinha um conhecimento rudimentar da doutrina cristã e suas intervenções em matéria religiosa visavam, a princípio, fortalecer a monarquia do seu governo.

O que ele faz? Em 325 d.C. ele convoca o Concílio de Nicéia (cidade), atual cidade de Iznik, província de Anatólia (nome que se costuma dar à antiga Ásia Menor), na Turquia asiática. Este foi o primeiro Concílio Ecumênico da futura Igreja Católica e Apostólica Romana. Veja que nem levou o nome de cristã e sim universal, tal era o desejo de Constantino, que o seu poder pudesse se estender para além do realizado até então. Quando seu pai morreu em 306, Constantino passou a exercer autoridade suprema na Bretanha, Gália (atual França) e Espanha e foi assumindo condados após condados e já tinha o controle de todo o Império Romano. Mas, queria mais.  

Na verdade, Constantino observara a coragem e determinação dos mártires cristãos durante as perseguições promovidas por seu antecessor, Diocleciano, em 303. Sabia que, embora ainda fossem minoritários (10% da população do império), os cristãos se concentravam nos grandes centros urbanos, principalmente em território inimigo, visado por Constantino. Foi uma jogada de mestre, do ponto de vista estratégico. Fez do Cristianismo a Religião Oficial do Império, tomando os cristãos sob sua proteção e estabelecendo a divisão no campo adversário.

Em 325, já como soberano único, convocou mais de 300 bispos da outra religião ao Concílio de Nicéia. Constantino visava dotar a Igreja de uma doutrina padrão, pois as divisões, dentro da nova religião que nascia, ameaçavam sua autoridade e domínio. Era necessário, portanto, um Concílio para dar nova estrutura aos seus poderes.  

E o momento decisivo sobre a doutrina da Trindade ocorreu nesse Concílio. Trezentos Bispos se reúnem para decidir se Cristo era um ser criado (doutrina de Arius) ou não criado, e sim igual e eterno como Deus Seu Pai (doutrina de Atanásio). A igreja acabou rejeitando a ideia ariana de que Jesus era a primeira e mais nobre criatura de Deus, e afirmou que Ele era da mesma "substância" ou "essência" (isto é, a mesma entidade existente) do Pai. Assim, segundo a conclusão desse Concílio, há somente um Deus, não dois; a distância entre Pai e Filho está dentro da unidade divina, e o Filho é Deus no mesmo sentido em que o Pai o é. Dizendo que o Filho e o Pai são "de uma só substância", e que o Filho é "gerado" ("único gerado, ou unigênito", João 1. 14,18; 3. 16,18, e notas ao texto da Nova Versão), mas "não feito", o Credo Niceno estabelece a Divindade do homem da Galiléia, embora essa conclusão não tenha sido unânime. Os Bispos que discordaram, foram simplesmente perseguidos e exilados.  

Com a subida da Igreja ao poder de Roma, discussões doutrinárias passaram a ser tratadas como questões de Estado. E na controvérsia ariana, colocava-se um obstáculo grande à realização da ideia de Constantino de um Império universal que deveria ser alcançado com a uniformidade da adoração divina.  

O Concílio foi aberto formalmente a 20 de maio, na estrutura central do palácio imperial, ocupando-se com discussões preparatórias na questão ariana, em que Arius, com alguns seguidores, em especial Eusébio, de Nicomédia; Teógnis, de Nice, e Maris, de Chalcedon, parecem ter sido os principais líderes. Como era costume, os bispos orientais estavam em maioria. Na primeira linha de influência hierárquica estavam três arcebispos: Alexandre, de Alexandria; Eustáquio, de Antioquia e Macário, de Jerusalém, bem como Eusébio, de Nicomédia e Eusébio, de Cesaréia. Entre os bispos encontravam-se Stratofilus, bispo de Pitiunt (Bichvinta, reino de Egrisi). O ocidente enviou não mais que cinco representantes na proporção relativa das províncias: Marcus, da Calabria (Itália) ; Cecilian, de Cartago (África) ; Hosius, de Córdova (Espanha); Nicasius, de Dijon (França) e Domnus, de Stridon (Província do Danúbio). Apenas 318 bispos compareceram, o que equivalia a apenas uns 18% de todos os bispos do Império. Dos 318, poucos eram da parte ocidental do domínio de Constantino, tornando a votação, no mínimo, tendenciosa. Assim, tendo os bispos orientais como maioria e a seu favor, Constantino aprovaria com facilidade tudo aquilo que fosse do seu interesse.  

E assim foi

As sessões regulares, no entanto, começaram somente com a chegada do Imperador. Após Constantino ter explicitamente ordenado o curso das negociações, ele confiou o controle dos procedimentos a uma comissão designada por ele mesmo, consistindo provavelmente nos participantes mais proeminentes desse corpo. O Imperador manipulou, pressionou e ameaçou os partícipes do Concílio para garantir que votariam no que ele acreditava, e não em algum consenso a que os bispos chegassem. Dois dos bispos que votaram a favor de Arius foram exilados e os escritos de Arius foram destruídos. Constantino decretou que qualquer um que fosse apanhado com documentos arianistas estaria sujeito à pena de morte.  

Mas a decisão da Assembleia não foi unânime, e a influência do imperador era claramente evidente quando diversos bispos do Egito foram expulsos devido à sua oposição ao credo. Na realidade, as decisões de Nicéia foram fruto de uma minoria. Foram mal-entendidas e até rejeitadas por muitos que não eram partidários de Ário. Posteriormente, 90 bispos elaboraram outro credo (O "Credo da Dedicação"), em 341, para substituir o de Nicéia. E em 357, um Concílio em Smirna adotou um credo autenticamente ariano.  

Portanto, as orientações de Constantino nessa etapa foram decisivas para que que o Concílio promulgasse o credo de Nicéia, ou a Divindade de Cristo, em 19 de junho de 325. E com isso, veio a consequente instituição da Santíssima Trindade e a mais discutida, ainda, a instituição do Espírito Santo, o que redundou em interpolações e cortes de textos sagrados, para se adaptar a Bíblia às decisões do conturbado Concílio e outros, como o de Constantinopla, em 38l, cujo objetivo foi confirmar as decisões daquele. 

A concepção da Trindade, tão obscura, tão incompreensível, oferecia grande vantagem às pretensões da Igreja. Permitia-lhe fazer de Jesus Cristo um Deus. Conferia a Jesus, que ela chama de seu fundador, um prestígio, uma autoridade, cujo esplendor recaia sobre a própria Igreja católica e assegurava o seu poder, exatamente como foi planejado por Constantino. Essa estratégia revela o segredo da adoção trinitária pelo concílio de Nicéia.  

Os teólogos justificaram essa doutrina estranha da divinização de Jesus, colocando no Credo a seguinte expressão sobre Jesus Cristo: “Gerado, não criado”. Mas, se foi gerado, Cristo não existia antes de ser gerado pelo Pai. Logo, Ele não é Deus, pois Deus é eterno! Espelhando bem os novos tempos, o Credo de Nicéia não fez qualquer referência aos ensinamentos de Jesus. Faltou nele um "Creio em seus ensinamentos", talvez porque já não interessassem tanto a uma religião agora sócia do poder Imperial Romano.  

Mesmo com a adoção do Credo de Nicéia, os problemas continuaram e, em poucos anos, a facção arianista começou a recuperar o controle. Tornaram-se tão poderosos que Constantino os reabilitou e denunciou o grupo de Atanásio. Arius e os bispos que o apoiavam voltaram do exílio. Agora, Atanásio é que foi banido. Quando Constantino morreu (depois de ser batizado por um bispo arianista), seu filho restaurou a filosofia arianista e seus bispos e condenou o grupo de Atanásio.  

Nos anos seguintes, a disputa política continuou, até que os arianistas abusaram de seu poder e foram derrubados. A controvérsia político-religiosa causou violência e morte generalizadas. Em 381 d.C, o imperador Teodósio (um trinitarista) convocou um concílio em Constantinopla. Apenas bispos trinitários foram convidados a participar. Cento e cinquenta bispos compareceram e votaram uma alteração no Credo de Nicéia para incluir o Espírito Santo como parte da divindade. A doutrina da Trindade era agora oficial para a Igreja e também para o Estado. Com a exclusiva participação dos citados bispos, a Trindade foi imposta a todos como "mais uma verdade teológica da igreja". E os bispos, que não apoiaram essa tese, foram expulsos da Igreja e excomungados.  

Por volta do século IX, o credo já estava estabelecido na Espanha, França e Alemanha. Tinha levado séculos desde o tempo de Cristo para que a doutrina da Trindade "pegasse". A política do governo e da Igreja foram as razões que levaram a Trindade a existir e se tornar a doutrina oficial da Igreja. Como se pode observar, a doutrina trinitária resultou da mistura de fraude, política, um imperador pagão e facções em guerra que causaram mortes e derramamento de sangue.  

As Igrejas Cristãs hoje em dia dizem que Constantino foi o primeiro Imperador Cristão, mas seu "cristianismo" tinha motivação apenas política. É altamente duvidoso que ele realmente aceitasse a Doutrina Cristã. Ele mandou matar um de seus filhos, além de um seu sobrinho, seu cunhado e possivelmente uma de suas esposas. Ele manteve seu título de alto sacerdote de uma religião pagã até o fim da vida e só foi batizado cristão em seu leito de morte apenas para constar.  

O outro lado da história 

Com o grande avanço do cristianismo primitivo, Constantino Magno, assustado com os efeitos da nova crença, se lançou a campo, em 313 d.C., para colocar em prática um plano estratégico para enfrentar seus problemas com o povo romano. Queria uma ideia que lhe permitisse controlar as massas. Aproveitando-se da grande difusão do Cristianismo, apoderou-se dessa Religião e modificou-a, conforme seus interesses.

Há que se ressaltar que, "Igreja" na época de Jesus, não era a "Igreja" que entendemos hoje, pois se lermos os Evangelhos duma ponta à outra veremos que a palavra «Igreja», no sentido que hoje lhe damos, nem sequer neles é mencionada exceto por aproximação e apenas três vezes em dois versículos no Evangelho de Mateus (Mt 16, 18 e Mt 18, 17), pois a palavra grega original, usada por Mateus, ekklêsia, significa simplesmente «assembleia de convocados», neste caso a comunidade dos seguidores da doutrina de Jesus, ou a sua reunião num local, geralmente em casas particulares onde se liam as cartas e as mensagens dos apóstolos. Sabemo-lo pelo testemunho de outros textos do Novo Testamento, já que os Evangelhos a esse respeito são omissos ou foram alterados. Veja-se, por exemplo, a epístola aos Romanos (16, 5) onde Paulo cita o agrupamento (ekklêsia) que se reunia na residência dum casal de tecelões, Aquila e Priscila, ou a epístola a Filémon (1, 2) onde o mesmo Paulo saúda a ekklêsia que se reunia em casa do dito Filémon; num dos casos, como lemos na epístola de Tiago (2, 2), essa congregação cristã é designada por «sinagoga». Nada disto tem a ver, portanto, com a imponente Igreja católica enquanto instituição formal estruturada e oficializada, sobretudo a partir do Concílio de Nícéia, presidido pelo Imperador Constantino, mais de 300 anos após a morte de Cristo.  

Onde termina a IGREJA PRIMITIVA dos Atos dos Apóstolos e começa o Catolicismo Romano? Quando Roma tornou-se o famoso império mundial, assimilou no seu sistema os deuses e as religiões dos vários países pagãos que dominava. Com certeza, a Babilônia era a fonte do paganismo desses países, o que nos leva a constatar que a religião primitiva da Roma pagã não era outra senão o culto babilônico. No decorrer dos anos, os líderes da época começaram a atribuir a si mesmos, o poder de "senhores do povo" de Deus, no lugar da mensagem deixada por Cristo. Na época da Igreja Primitiva, os verdadeiros cristãos eram jogados aos leões. Bastava se recusar a seguir os falsos ensinamentos e o castigo vinha a galope. O paganismo babilônico imperava a custa de vidas humanas.  

No ano 323 d.C, o Imperador Constantino professou conversão ao cristianismo. As ordens imperiais foram espalhadas por todo o império: As perseguições deveriam cessar! Nesta época, a Igreja começou a receber grandes honrarias e poderes mundanos. Ao invés de ser separada do mundo, ela passou a ser parte ativa do sistema político que governava. Daí em diante, as misturas do paganismo com o cristianismo foram crescendo, principalmente em Roma, dando origem ao Catolicismo Romano. O Concílio de Nicéia, na Ásia Menor, presidido por Constantino era composto pelos Bispos que eram nomeados pelo Imperador e por outros que eram nomeados por Líderes Religiosos das diversas comunidades. Tal Concílio consagrou oficialmente a designação "Católica" aplicada à Igreja organizada por Constantino: "Creio na igreja una, santa, católica e apostólica". Poderíamos até mesmo dizer que Constantino foi seu primeiro Papa. Como se vê claramente, a Igreja Católica não foi fundada por Pedro e está longe de ser a Igreja primitiva dos Apóstolos.  

Em resumo: por influência dos imperadores Constantino e Teodósio, o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano e entrou no desvio. Institucionalizou-se; surgiu o profissionalismo religioso; práticas exteriores do paganismo foram assimiladas; criaram-se ritos e rezas, ofícios e oficiantes. Toda uma estrutura teológica foi montada para atender às pretensões absolutistas da casta sacerdotal dominante, que se impunha aos fiéis com a draconiana afirmação: "Fora da Igreja não há salvação". 

Além disso, Constantino queria um Império unido e forte, sem dissenções. Para manter o seu domínio sobre os homens e estabelecer a ditadura religiosa, as autoridades eclesiásticas romanas deviam manter a ignorância sobre as filosofias e Escrituras. A mesma Bíblia devia ser diferente. Devia exaltar Deus e os Patriarcas, mas, também, um Deus forte, para se opor ao próprio Jeová dos Hebreus, ao Buda dos orientais, aos poderosos deuses do Olimpo. Era necessário trazer a Divindade Arcaica Oriental, misturada às fábulas com as antigas histórias de Moisés, Elias, Isaías, etc, onde colocaram Jesus, não mais como Messias ou Cristo, mas, maliciosamente, colocaram Jesus parafraseado de divindade no lugar de Jezeu Cristna, a segunda pessoa da trindade arcaica do Hinduísmo.  

Nesse quadro de ambições e privilégios, não havia lugar para uma doutrina que exalta a responsabilidade individual e ensina que o nosso futuro está condicionado ao empenho da renovação interior e não à simples adesão e submissão incondicional aos dogmas de uma igreja, os quais, para uma perfeita assimilação, era necessário admitir a quintessência da teologia: "Credo quia absurdum", ou seja, "Acredito mesmo que seja absurdo", criada por Tertuliano (155-220), apologista Cristão.  

Disso tudo deveria nascer uma religião forte como servia ao império romano. Vieram ainda a ser criados os simbolismos da Sagrada Família e de todos os Santos, mas as verdades do real cânone do Novo Testamento e parte das Sagradas Escrituras deviam ser suprimidas ou ocultadas, inclusive as obras de Sócrates e outras Filosofias contrárias aos interesses da Igreja que nascia.  

Esta lógica foi adotada pelas forças clericais mancomunadas com a política romana, que precisava desta religião, forte o bastante, para impor-se aos povos conquistados e reprimidos por Roma, para assegurar-se nas regiões invadidas, onde dominava as terras, mas não o espírito dos povos ocupados. Em troca, esse cristianismo ganhava a universalidade, pois queria se tornar "A Religião Imperial Católica Apostólica Romana", a Toda Poderosa, que vinha a ser sustentada pela força, ao mesmo tempo que simulava a graça divina, recomendando o arrependimento e perdão, mas que na prática, derrotava seus inimigos a golpes de espada.  

Então não era da tolerância pregada pelo Cristianismo que Constantino precisava, mas de uma religião autoritária, rígida, sem evasivas, de longo alcance, com raízes profundas no passado e uma promessa inflexível no futuro, estabelecida mediante poderes, leis e costumes terrenos.  

Para isso, Constantino devia adaptar a Religião do Carpinteiro, dando-lhes origens divinas e assim impressionaria mais o povo o qual sabendo que Jesus era reconhecido como o próprio Deus na nova religião que nascia, haveria facilidade de impor a sua estrutura hierárquica, seu regime monárquico imperial, e assim os seus poderes ganhariam amplos limites, quase inatingíveis.  

Quando Constantino morreu, em 337, foi batizado e enterrado na consideração de que ele se tornara um décimo terceiro Apóstolo, e na iconografia eclesiástica veio a ser representado recebendo a coroa das mãos de Deus.

Maria, a mãe de Jesus ficou excluída durante séculos e depois voltou com o nome MÃE DE DEUS. Então Deus tinha uma mãe. Difícil entender.     

Fontes :  

* http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeiro_Conc%C3%ADlio_de_Niceia  

* UMA HISTÓRIA DA LEITURA, de Alberto Manguel, COMPANHIA DAS LETRAS

SP, 1997 (páginas 228 a 237) da "LEITURA DO FUTURO" - Editora Schwarcz Ltda.  

* Documentos da Igreja Cristã, de H. Bettenson  

* História da Igreja Católica, Philip Hughes, Dominus  

* História Universal, H.G. Wells  

* Instituto São Thomás de Aquino - Fundação para Ciência e Tecnologia - Dominicanos de Lisboa - Portugal.  

* http://www.angelfire.com/on2/mikemcclellan/baf.html  

* http://www.anzwers.org/free/jesuschrist/index.html      

OS LIVROS RETIRADOS DAS SANTAS ESCRITURAS   

Os quatro evangelhos canônicos, que se acredita terem sido inspirados pelo Espírito Santo, não eram aceitos como tais no início da Igreja. O bispo de Lyon, Irineu, explica os pitorescos critérios utilizados na escolha dos quatro evangelhos (reparem na fragilidade dos argumentos...) : "O evangelho é a coluna da Igreja, a Igreja está espalhada por todo o mundo, o mundo tem quatro regiões, e convém, portanto, que haja também quatro evangelhos. O evangelho é o sopro do vento divino da vida para os homens, e pois, como há quatro ventos cardiais, daí a necessidade de quatro evangelhos. (...) O Verbo criador do Universo reina e brilha sobre os querubins, os querubins têm quatro formas, eis porque o Verbo nos obsequiou com quatro evangelhos”.  

As versões sobre como se deu a separação entre os evangelhos canônicos e apócrifos, durante o Concílio de Nicéia no ano 325 D.C, são também singulares. Uma das versões diz que estando os bispos em oração, os evangelhos inspirados foram depositar-se no altar por si só!!! ... Uma outra versão informa que todos os evangelhos foram colocados por sobre o altar, e os apócrifos caíram no chão... Uma terceira versão afirma que o Espírito Santo entrou no recinto do Concílio em forma de pomba, através de uma vidraça (sem quebra-la), e foi pousando no ombro direito de cada bispo, cochichando nos ouvidos deles os evangelhos inspirados...  

A Bíblia como um todo, aliás, não apresentou sempre a forma como é hoje conhecida. Vários textos, chamados hoje de "apócrifos", figuravam anteriormente na Bíblia, em contraposição aos canônicos reconhecidos pela Igreja.  

Segundo o Dicionário Aurélio, o termo Apócrifos significa:  

"Entre os Católicos, Apócrifos eram os Escritos de assuntos sagrados que não foram incluídos pela Igreja no Cânon das Escrituras autênticas e divinamente inspiradas".

Obs - Note que o próprio Dicionário Aurélio registra a expressão: "divinamente inspiradas ". Por que será?    

Maria Helena de Oliveira Tricca, compiladora da obra Apócrifos, Os Proscritos da Bíblia, diz: "Muitos dos chamados textos apócrifos já fizeram parte da Bíblia, mas ao longo dos sucessivos concílios acabaram sendo eliminados. Houve os que depois viriam a ser beneficiados por uma reconsideração e tornariam a partilhar a Bíblia. Exemplos: O Livro da Sabedoria, atribuído a Salomão, o Eclesiástico ou Sirac, as Odes de Salomão, o Tobit ou Livro de Tobias, o Livro dos Macabeus e outros mais. A maioria ficou definitivamente fora, como o famoso Livro de Enoch, o Livro da Ascensão de Isaías e os Livros III e IV dos Macabeus".  

Perguntamos: Quais foram os motivos para excluir esses Livros das Santas Escrituras definitivamente? Será que os "santos padres" daquela época se achavam superiores aos Apóstolos e mártires que vivenciaram de perto os acontecimentos relacionados a Cristo e ao judaísmo? De que poder esses mesmos "santos padres" se revestiam a ponto de afirmarem que alguns Textos Evangélicos não representavam os ensinamentos e a Palavra de Deus?  

Visando maiores esclarecimentos, sugerimos, para aqueles que desejam aprofundar-se no assunto, uma leitura dos Livros que tratam com mais detalhe esse tema, os quais podem ser encontrados na Internet. 

Existem mais de 60 evangelhos apócrifos, como os de Tomé, de Pedro, de Felipe, de Tiago, dos Hebreus, dos Nazarenos, dos Doze, dos Setenta, etc. Foi um bispo quem escolheu, no século IV, os 27 textos do atual Novo Testamento. Em relação ao Antigo Testamento, o problema só foi definitivamente resolvido no ano de 1546, durante o Concílio de Trento. Depois de muita controvérsia, acalorados debates e até luta física entre os participantes, o Concílio decretou que os livros 1 e 2 de Esdras e a Oração de Manassés sairiam da Bíblia. Em compensação, alguns textos apócrifos foram incorporados aos livros canônicos, como o livro de Judite (acrescido em Ester), os livros do Dragão e do Cântico dos Três Santos Filhos (acrescidos em Daniel) e o livro de Baruque (contendo a Epístola de Jeremias).  

Os católicos não foram unânimes quanto a inspiração divina nesses livros. No Concílio de Trento houve luta corporal quando este assunto foi tratado. Lorraine Boetner ( in Catolicismo Romano ) cita o seguinte : " O papa Gregório, o grande, declarou que primeiro Macabeus, um livro apócrifo, não é canônico. O cardeal Ximenes, em sua Bíblia poliglota, exatamente antes do Concílio de Trento, exclui os apócrifos e sua obra foi aprovada pelo papa Leão X. Será que estes papas se enganaram ? Se eles estavam certos, a decisão do Concílio de Trento estava errada. Se eles estavam errados, onde fica a infalibilidade do papa como mestre da doutrina ? "  

No início do cristianismo, os evangelhos eram em número de 315, sendo posteriormente reduzidos para 4, no Concílio de Nicéia. Tal número, indica perfeitamente as várias formas de interpretação local das crenças religiosas da orla mediterrânea, acerca da ideia messiânica lançada pelos sacerdotes judeus. Sem dúvida, este fato deve ter levado Irineu a escrever o seguinte: " Há apenas 4 Evangelhos, nem mais um, nem menos um, e que só pessoas de espírito leviano, os ignorantes e os insolentes é que andam falseando a verdade”.

Disse isso, mesmo diante dos acontecimentos acima relatados e que eram de conhecimento geral.  

Havia então, os Evangelhos dos Naziazenos, dos Judeus, dos Egípcios, dos Ebionistas, o de Pedro, o de Barnabé, entre outros, 03 dos quais foram queimados, restando apenas os 4 “sorteados” e oficializados no Concílio de Nicéia.  

Celso, erudito romano, contemporâneo de Irineu, entre os anos 170 e 180 D.C, disse: "Certos fiéis modificaram o primeiro texto dos Evangelhos, três, quatro e mais vezes, para poder assim subtraí-los às refutações".  

Foi necessária uma cuidadosa triagem de todos eles, visando retirar as divergências mais acentuadas, sendo adotada a de Hesíquies, de Alexandria; e de Pânfilo, de Cesaréía e a de Luciano, de Antióquia. Mesmo assim, só na de Luciano existem 3.500 passagens redigidas diferentemente. Disso resulta que, mesmo para os Padres da Igreja, os Evangelhos não são fonte segura e original.  

Os Evangelhos que trazem a palavra "segundo", que em grego é "cata", não vieram diretamente dos pretensos evangelistas.  

A discutível origem dos Evangelhos, explica porque os documentos mais antigos não fazem referência à vida terrena de Jesus.  

Não é razoável supor que uma "palavra divina" possa ser alterada assim tão fácil e impunemente por mãos humanas. Que fique na dependência de ser julgada boa ou má por juízes e dignitários eclesiásticos.  

Só me foi possível escrever este livro através dos conceitos que pude assimilar da obra Na Luz da Verdade, a Mensagem do Graal de Abdruschin. (Segundo o Dic. Aurélio: Graal – Vaso Santo de esmeralda que segundo a tradição corrente nos romances de cavalaria, teria servido a Cristo na última Ceia, e no qual José de Arimateia haveria recolhido o Sangue que de Cristo jorrou quando o centurião lhe desferiu a lança).    

Contribuiu para estes textos Roberto C. P. Júnior, Escritor.