sexta-feira, 30 de julho de 2010

O medo

A contradição evidente entre o fato de tudo o que existe ser transitório e a procura de uma permanência psicológica – eis a origem do medo. Não queremos sair do que achamos ser o conforto, de onde se está - mesmo que onde se está seja a iminência da morte -, por medo de não continuar a ser o que pensamos que somos e, por medo de não fazer como fazemos, são as maiores causas dos fracassos humanos.
Todo o medo, mesmo inconsciente, é resultado de um pensamento. Temos medo do que não conhecemos e daquilo em que não confiamos. O amor não existe entre desconhecidos e a confiança também não flui entre desconhecidos. Logo, o medo se alimenta da ignorância, do desconhecimento, da desconfiança.
Ao chegar à casa de um amiguinho e ante a presença do cão, é natural que a criança visitante manifeste medo em relação ao animal. Tão logo o amiguinho lhe diga “pode confiar, ele é mansinho”, estabelecer-se-á o conhecimento/confiança de que o animal não morde e ter-se-á acabada a desconfiança preventiva.
O medo geralmente difundido em todos os domínios, e o medo psicológico no interior do ego, sempre serão medos de não ser, medo de não poder, o que vale dizer, medo de perder, medo de não poder. Renunciamos a conquista por medo, por avaliação negativa de nossa capacidade, de nosso potencial.
O atleta que disputa um partida frente a um adversário que teme, já perde o jogo antes de ele começar. Neste plano das competições o excesso de confiança também é prejudicial, pois o auto-confiado exagerado deixará de esmerar-se e nisso pode residir o fator da derrota.
O malabarista sobre a corda bamba despenca dela só ao pensar que poderá cair.
O medo do passado tem conotações de culpa e remorso. O medo do presente tem sabor de covardia. O medo do futuro é irmão da incerteza e da ignorância. O medo do passado se cura com perdão. O medo do presente se cura com fé. O medo do futuro deixa de existir de per si quando acendemos os faróis do conhecimento.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A culpa

A culpa é sentimento de perda ao contrário, pelo qual sentimos a erosão da estima, não porque tenham levado algo de nós; somos nós mesmos que trocamos algo satisfatório por algo ameaçador. A culpa provém da negligência ou da imprudência, ainda que sem o propósito de lesar. Essa transgressão pode ser chamada de pecado, omissão, ato prejudicial, reprovável ou mesmo criminoso.
Nascemos culpados, segundo a cultura dominante. A gênese bíblica narra e algumas religiões nos impõem o pecado original. Se não bastasse a “leviandade” de Eva, ao transgredir (como ensinam) a regra do Éden, nosso tetravô Caim matou nosso tio-tetravô, Abel. Fomos da transgressão ao crime. Na seqüência, um festival de punições se abate sobre as culpas da humanidade – Sodoma, Dilúvio, pestes, opressão, desterro – até chegarmos ao sacrifício de Jesus, onde novamente a humanidade é apontada como causa e beneficiária de seu extremo sacrifício. A principal religião estimuladora da vitória de Jesus sobre a morte, não faz questão de mostrá-lo como vencedor, mas sim, pregado na cruz, sofrendo, através do que nos incute culpa e remorso.
Quer que sintamos culpa por fazer e por deixar de fazer coisas. Quer que corramos para os braços do sacerdote para pedir perdão sem nenhum compromisso de mudanças. Não precisa mudar, basta arrepender-se e pagar penitência.
É como se o assassino pudesse ser indultado toda vez que pedisse perdão pelo mau ato.
O sentimento de culpa torna as pessoas fracas, presas fáceis. Os culpados têm o ego frágil, engolem sapos para fugir da revelação de suas culpas ou da punição por causa delas. É quando a culpa recebe a ajuda do medo.
Conhece-se o culpado no almoço, na janta, na sorveteria, no bar, no motel, na tabacaria, na loja, no trânsito, na igreja.
A culpa parece ser desejada e temida. Seria ela um produto da tentação? Do impulso? Da imaturidade? Da ganância? Da gula? Da luxúria? Da avareza? Da preguiça?
Ela só é útil quando impede-nos de considerar normal e viável o mundo estruturado sobre a desigualdade, a injustiça social e a exploração do homem pelo homem – exatamente o mundo que temos.
Então retornamos à definição: culpa é um sentimento de perda ao contrário; nada nos foi tirado, nós perdemos, nós abdicamos do satisfatório e fomos adoecidos pela não renúncia.
Existem culpas reais e culpas imaginárias. As primeiras se concerta com um pedido de perdão e com a reparação dos danos. As segundas são um caso de psicologia clínica.
O verdadeiro remédio para a culpa e para o remorso, quando verdadeiros. é assumi-los como dívidas a serem saldadas ao longo de nossa caminhada espiritual e partir para a conquista dos créditos que possam amenizá-los. Se falsos, se incutidos em nós por dogmas religiosos, o remédio é chutar o pau da barraca. Se falsos por razões de pobreza psicológicas, o remédio é o divã do analista.

Informação aos leitores

Vosso redator informa a ausência de algumas novas publicações nos próximos dias, em virtude da falta de capacidade técnica para cumprir a tarefa. Peço desculpas e prometo recuperar.

terça-feira, 27 de julho de 2010

O Sopro de Vida, enfim

Para que o leitor possa discernir corretamente o que significa uma experiência de vida no corpo, há a necessidade de entender a relação entre o espírito (inteligência) e a matéria (corpo) passando pela mente (instrumental).
Em primeiríssimo lugar tome-se o espírito por fator positivo, masculino, e o corpo por fator negativo, feminino. A mente deve ser tomada por fator neutro, instrumental, conciliador, administrador. E se pudermos levar esta compreensão um pouquinho mais além, podemos também tomar a mente por fator determinante do resultado a obter pelas relações espírito-corpo.
O fator masculino é objetivo, paterno, focado nas metas, direto, intransigente, com o olhar lá na frente, enquanto o fator feminino é subjetivo, materno, acolhedor, cuidador, transigente, com o olhar no aqui e agora. A mente deve fazer a conciliação entre os dois outros fatores para que disso haja um resultado, o melhor possível.
Por que o melhor possível? Porque a trajetória de toda a vida, observada ao longo de milhares de anos, demonstra uma rota de melhoria constante. Tudo quando se comporta de forma contrária a esta tendência sempre será tomada como oposição à vida e sujeito às conseqüências.
Assim como a casa onde moramos deve ser entendida como o útero que nos acolhe para uma convivência, seja de um único ser, seja de um casal ou de uma família, também o corpo humano deve ser entendido como a casa do espírito, tão importante quanto um santuário destinado a abrigar uma divindade.
O espírito, pai, não se realizará se não contar com a participação do corpo, mãe, para, juntos, gerarem filhos, isto é, resultados dessa união, dessa conjunção, dessa fusão.
O sopro de vida, pelo que se deduz, vem ao corpo para animar a vida, para ganhar ação concreta, para gerar um resultado que influa na história de muito longo prazo daquele fator que não perece com a morte e que prossegue a sua existência num futuro útero, renascendo sequencialmente, como as sementes, que também descem ao ventre da terra para gerar um novo ser.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Sopro de Vida mais uma vez

As Experiências de Quase Morte (EQM), amplamente documentadas em congressos médicos e psicológicos informam a quem queira ousar um pequeno passo a mais para além da bidimensional combinação de matéria e energia. O indivíduo tem apenas batimentos cardíacos. A respiração só existe porque é forçada. Os aparelhos atestam morte cerebral. Chama-se os familiares para que autorizem o desligamento de tudo, o paciente está em óbito. Mas, algo na mente de uma mãe sugere que não: deve haver ainda uma chance de vida. Este diálogo entre equipe médica e a mãe do paciente é, posteriormente reproduzido pelo paciente, que sobrevive a crise.
Agora é preciso decidir: os aparelhos de precisão podem mentir ou a inteligência sobrevive ao cérebro?
Livros e mais livros foram escritos com relatos de EQM. Um especial destaque deve ser dado à cientista norte-americana, Elisabeth Kübler-Ros, estudiosa da morte e principal defensora, sem ser religiosa ou espírita, como se costuma acusar, de que o corpo e o cérebro, especialmente este, são instrumentos da mente e que a mente sobrevivente ao corpo e cérebro é incorporada à inteligência que não se perde na decomposição da matéria.
A questão da reencarnação ou da sucessão de vidas experimentadas por uma mesma inteligência – no caso, a entidade espiritual – é algo subjetivo e pode permanecer em debate por muitas décadas, se assim preferirem os materialistas mais radicais.
Enquanto isso, seria oportuno conhecer os resultados da ousadia de alguns cientistas, como é o caso do psiquiatra norte-americano, Brian L. Weiss, com trabalhos de regressão da mente, aqui referida a mente que permanece após a morte do corpo, em que se constatam experiências de vidas anteriores, que o médico se esforça por comprovar documentalmente.
Não há ou não deveria haver uma disputa ou teimosia por afirmar ou por negar a existência da entidade espiritual – que, ao que se busca saber, sobrevive apesar da matéria e da energia -, pois a questão, se verdadeira, poderia trazer novas concepções para a vida humana.
O que em definitivo deveria acontecer é uma corrida experimental, de uns para comprovar a sua existência e, de outros, para comprovar a sua não existência, porém longe das paixões puramente fanáticas e ancoradas no ranço da arrogância cultural.
O mundo nunca lucrou com a teimosia fanática dos homens.

domingo, 25 de julho de 2010

Ainda o Sopro de Vida

De fato, não podemos sair deste dilema: ou há uma inteligência superior no Universo, uma inteligência de onde emanam numerosas inteligências limitadas, como a matéria em objetividades limitadas emana da energia que, por sua vez, procede de um princípio superior – ou teremos de nos curvar à definitiva verdade lendária, isto é, a lenda de que a matéria e a energia, que compõem o cérebro humano fabricam a inteligência. E se assim for, não existirá na substância universal qualquer outra coisa capaz de produzir idéias, sentimentos, emoções, ou de resolver equações algébricas, criar partituras musicais, inventar máquinas sofisticadas e tantos outros assombros nascidos na mente, esta pequena massa de polpa gordurenta e fosfatada de que se compõem aquelas poucas centenas de gramas de tecido cinzento que carregamos dentro do crânio e que chamamos de cérebro.
Um dos grandes argumentos de quem se limita ficar no plano bidimensional – matéria e energia – é o de que basta bater com a marreta na cabeça do homem mais inteligente do planeta e ele já não será o mesmo, passará a viver um vida vegetativa. “Vede, a inteligência e a alma do ser humano moram ali aonde a marretada atingiu e fez com que o espirituoso e eloqüente sábio se tornasse um idiota”.
É claro que a tese está completamente correta para quem se coloca no plano apenas bidimensional, em que a compreensão humana necessita da manifestação física para deduzir e convencer-se dessa realidade. Ocorre que do ponto de vista científico, fora da experimentação, os argumentos de razões contrárias não valem uns mais que os outros. Todos os argumentos têm de obedecer o mesmo critério. Negar a alma porque ela não funciona mais quando a matéria que lhe serve às manifestações está doente ou ausente, seria como negar a existência do vapor porque a locomotiva já não anda. Ou por outra, seria negar o talento do violinista porque o violino está sem as cordas.
Também será válido contra argumentar tanto quanto reconhecer que nesta, como em muitas outras circunstâncias, a comparação não é razão. E convenhamos: em ambiente de teimosia e arrogância a razão sempre está muito distante.
Mas, o que seria desta vida de buscas e descobertas se todos tivéssemos as mesmas deduções e concordássemos sempre com os mesmos pontos de vista?
Podemos ter provas da existência da alma? Certamente que sim. Isso será possível quando a Ciência se deter a estudar a terceira dimensão ou o terceiro elemento constitutivo do Macrocosmo com o mesmo rigor de como estuda os outros dois elementos, isto é, a matéria e a energia.

sábado, 24 de julho de 2010

O Sopro de Vida

A ciência positivista, também chamada de materialista e certamente evolucionista, costuma metralhar o criacionismo e o seu primeiro alvo é a Gênese Bíblica, para a qual tudo não passa de uma lenda, falada pelos profetas bíblicos e passada adiante durante milênios, em geral de forma oral, pois a imensa maioria dos seres humanos daquele tempo não sabia ler e escrever. Mas, chegou até nós.
Existem outros legados sapiensais além da Bíblia (hebraica), de origem egípcia, persa, babilônica, etc., de onde judeus, gregos e romanos foram buscar muito do que escreveram e impuseram ao mundo que controlaram.
Esta crônica não propõe a defesa do criacionismo, ao menos, não, da forma como o defende a imobilizada filosofia religiosa que o adota. Houve a evolução, isso é inegável. E não reconhecê-la é miopia. Mas, também há arrogância míope naquele segmento científico materialista, como esta crônica tenta convencer.
Os profetas bíblicos desconheciam, como nós, até recentemente, a evolução.
A Teoria Evolucionista é do século XIX, cerca de 40 séculos depois de quando se presume tenha sido escrita a Lenda da Gênese.
Há quanto tempo sabemos que a Terra é redonda?
Não é ético questionar, apenas porque seja confortável, a invenção do Cosmo enquanto se desconhece a forma geométrica do próprio planeta. E nós fizemos isso.
Em defesa, sim, do pouco que os profetas antigos aprenderam e nos legaram, é necessário enfatizar que não pode a ciência moderna discordar de tudo se ela própria nada ensina sobre a natureza real da vida. A Ciência Ocidental caminhou sobre a Bíblia até que se desentendeu com o Papa e só a partir disso virou-se contra o saber religioso.
Continuamos a esperar da ciência, abandonando o campo da vida limitado pela morte, que ela nos dê uma derradeira função para o corpo humano, já que, como matéria e energia, ele sucumbirá à sepultura e dele nada mais restará. Por esta sua concepção, a inteligência terá nascido da matéria ou da energia ou da combinação das duas e, como se pode deduzir, isso não existe, como fica muito difícil sustentar que a vida tenha emergido causalmente. Isto é mais uma lenda. Não existe acaso inteligente.
Se aceitarmos conclusivamente a não participação de uma inteligência superior no processo de surgimento do cosmo, temos de admitir (e provar, evidentemente) que a inteligência é um modo de ação de certas propriedades da matéria organizada e também admitir que no momento da morte tudo volta ao nada.
Pediríamos aos novos profetas da atual escritura sagrada ou profana, que digam aos nossos pósteros: “a matéria organizada, viva, depois de atingir, como matéria, o seu mais alto grau evolutivo de complexidade, é subitamente arrastada para dentro de um buraco negro e retorna ao estado inorgânico do qual partiu”.
Ora, senhores da ciência materialista, aqui há um paralelismo a ser explicado e envolve, justamente, os senhores agnósticos e ateus e os opositores da Teoria da Evolução, freqüentadores dos templos evangélicos e cristãos de várias correntes: “tudo se acabará”. O Criador, dizem uns, que tudo criou, dará fim a tudo. O acaso cósmico, dizem outros, chegará ao fim. A noção de eternidade para o segmento da vida que não se decompõe estará comprometida. A justificativa para que Deus possa existir, não se sustentará.
Não se trata, aqui, de sustentar nada ou justificar algo. O que é Deus, só Ele sabe. Nós é que não sabemos tudo de nós. Trata-se, sim, de tornar mais penosa a compreensão da vida para que não sejamos irresponsáveis e simplórios para com ela.
Queremos resgatar trechinhos da escritura sagrada que nos legaram os profetas antigos através da Gênese Bíblica para não cometer arrogância com relação ao que eles sabiam: “o Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra”, sentença que serve para argumentar, à luz do último boletim científico, que efetivamente o corpo humano nada mais contém que não esteja também presente na natureza que, para o profeta, era a Terra. Nota 10 para o profeta. Mais um trechinho da mesma escritura sagrada: “e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente”. Com este segundo trechinho queremos argumentar, enfim, o que anda faltando à ciência positivista. Sem nenhuma divergência, os cientistas concluem que matéria e energia são uma coisa só em diferentes estados. Lembremos: (1) matéria como energia condensada, reduzida, desacelerada, podendo ser encontrada nos estados conhecidos: sólido, líquido, gasoso e suas quase infinitas combinações; (2) e energia nas suas características que já conhecemos: luz, movimento, calor, magnetismo, eletricidade, eletromagnetismo, radiofreqüência, etc.
Se só isso for o homem, a sepultura sempre será sua última morada e toda a sua capacidade, ao morrer, estará sendo dissolvida, perdida ou reciclada, nunca como um conjunto de memórias, sabedoria, inteligência, criatividade, inventividade, vontade. Até a arrogância científica se perderá.
O profeta, que não conhecia a Evolução, conhecia algo que a ciência não quer conhecer: o sopro de vida.
A matéria sozinha não se anima e nem sequer adquire temperatura em torno de 36ºC, que deve ser a sua temperatura agora, leitor, se não estiver doente. Mas, energia não pensa, não sonha, não imagina e, ironicamente, não se faz arrogante. Eis aí o sopro de vida, aquela outorga que quando retirada do corpo o corpo esfria, o coração pára de bater, o cérebro pára de processar os comandos a ele enviados.
O sopro da vida está pedindo para ser incluído como coisa viva nos estudos científicos do homem.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Nossas escolhas

Nós somos capazes de escolher entre uma e outra marca de cerveja, uma e outra marca de carro, um e outro time para torcer e, mesmo, escolher a mulher ou o homem com quem vamos nos casar e gerar filhos, mas temos uma enorme dificuldade de decidir o que é bom ou mau para nossa evolução como espíritos encarnados. Todos conhecemos a existência da vida além túmulo, independentemente de reencarnar ou não, mas fingimos ter responsabilidades sobre o que acontecerá com nossa alma depois que ela abandonar o atual corpo físico.
O espírito que está em mim e em você, não é propriedade do corpo, o corpo é que lhe serve de instrumento temporário, espécie de cavalo a serviço de uma cavalgada. Aquilo que sobreviverá a esta travessia existencial física, é que terá de ser o piloto da jornada. Mas, como saber dos planos do piloto, se somos apenas o cavalo? Como resolver isto se fomos educados para evitar interações espirituais que já redundaram em execuções nas fogueiras inquisitórias, e se ainda hoje se prega po aí que as coisas do espírito são maquinações de satanás?
As escolhas que fazemos têm de ser sopesadas com um mínimo de lógica. As religiões que procrastinam as manifestações espirituais, são as mesmas que pregam debruçadas sobre evangelhos ditados por espíritos do bem. Nunca foi diferente. Em milênios de nossa história, o conhecimento sagrado foi e continua reservado a castas de iniciados e usado como forma de dominação e lucro. Os clãs ou tribos ancestrais eram mantidos coesos através da orientação de xamãs e pajés, sacerdotes e sacerdotisas que exerciam verdadeiro reinado espiritual sobre os demais. Os colégios sacerdotais e os mosteiros contribuíram para a criação de castas privilegiadas de inspirados pelos “deuses” ensinados ao povo. Videntes, profetas, adivinhos, poetas, filósofos, pitonisas desde a Pérsia, Babilônia, Índia, passando pela Grécia, por Roma, em toda a Europa e também na América, serviram aos dominadores e espalharam a necessidade da iniciação como dogma. Nasceram as fraternidades e religiões encarregadas desse mister por algum tipo de batismo.
Somente após o surgimento do Espiritismo, é que o conhecimento espiritual foi posto à disposição de todos, isto é, de quem por ele tome interesse. Como não poderia ser diferente, trouxe como conseqüência a reação partida dos doutos desde o interior das togas, batinas e hábitos.
A opção que a humanidade contemporânea precisou fazer para fugir da dominação e ter sobre o lombo do cavalo não o domador estranho, mas o verdadeiro piloto da travessia, foi precedida da informação que a codificação espírita colocou à sua disposição. O passo seguinte foi saber interpretar os sinais e recados enviados pelo verdadeiro piloto de nossas vidas, evoluindo para a aglutinação dos indivíduos em associações de elevada qualidade moral e espiritual e pela deflagração de trabalhos em prol da elevação de almas e espíritos.
O resto é conversa de vendedores de passagens para o além. Só isso é o que sobra como novo sinal dos novos tempos.
Não estamos sós e não precisamos de intermediários. Nas dificuldades, no sufoco, em meio ao desespero ou na tragédia, podemos e devemos pedir ajuda a alguém muito experiente que pode nos ajudar: nosso espírito e seus auxiliares, os nossos anjos guardiões. De modo semelhante a uma criança que se machuca e pede socorro à mãe ou ao pai, também nós podemos nos socorrer nos momentos de angústia, dúvida, desespero, fazendo uma parada estratégica, uma oração, uma meditação, pedindo a ajuda do alto, entidades que muito bem podem ser o nosso próprio e experiente espírito, no geral muito abandonado por nós.
Quando viajamos a planos interiores, descobrimos que todo o conhecimento está a nosso alcance. Muitos dos chamados gênios são simplesmente pessoas conscientes de que é possível obter informações a partir da leitura dos sinais, intuições e sonhos, mandados pelo piloto de nossas vidas.
Adquirida a capacidade de nos comunicar com o verdadeiro eu que somos, vemos as coisas de maneira diferente e com muito mais clareza. Desde ali, vemos as coisas do ponto de vista da necessidade de progresso e nosso julgamento é destituído de preconceitos, totalmente justo e abrangente.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Arrogância

Na Grécia Antiga, os gregos chamavam a arrogância de hýbris, a tomavam como o maior pecado e acreditavam através dela ser possível a danação eterna. A arrogância é a inflação do ego, do desejo e da conquista material. É quando o ser humano se torna deus de si mesmo. O arrogante vive no mundo do ego, como um centro volitivo e racional que gradualmente sobrepuja os componentes não conscientes e emocionais da psique, doravante bloqueados ou reprimidos. O arrogante não sabe resolver certos problemas de conduta. Não se trata, baixa normas repressoras, que não resolvem sua cegueira arbitral.
As mais renomadas instituições científicas de nossos dias não têm competência para abordar e resolver, por exemplo, a crise global do esgotamento dos recursos naturais, do empobrecimento crescente de enormes contingentes humanos, do aumento da violência, da poluição ambiental, das crises econômicas, do modelo energético, tudo por conta de uma arrogância acadêmica. A velha hýbris as torna cegas, embriagadas pela arrogância de um conhecimento capenga e inconseqüente.
Os arrogantes não captam a presença de uma emoção que atravessa as suas almas, gerando neles uma culpa por pertencerem a uma civilização que é arrogante e não consegue recuar. A simples exposição de fatos terríveis – terremotos, ciclones, tornados, enchentes, secas, maremotos – que comprometem o futuro da humanidade, encontra pouca ressonância em nossas academias e não orienta no mundo científico um sentimento ancorado no inconsciente orientado para as coisas duradouras. Nós recebemos todas as informações – porque elas são abundantes – mas é como se elas nada dissessem para os de cá. A bomba estourará do lado de lá. A casa do vizinho está pegando fogo e eu estou contente com o que vejo. Reagimos ao soçobro da embarcação de modo análogo como vemos um filme de violência na tevê: não é conosco.
Quando Jesus anunciou que o Reino de Deus pertence aos pobres de espírito, estava sinalizando que os ricos, aqueles que não querem mais aprender e se dão por satisfeitos, são os arrogantes, adversários do reino sonhado por ele.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Abundância

O SENHOR É MEU PASTOR E NADA ME FALTARÁ (Salmo 23).
Ele me faz descansar em pastos verdes, e me leva a águas calmas.
O Senhor me dá novas forças, e me guia no caminho certo, como Ele mesmo prometeu.
Ainda que eu ande por um vale escuro como a morte, não terei medo de nada, porque tu, Senhor, estás comigo.
A tua vara e o teu cajado me protegem.
Tua Luz divina me protege e orienta.
Preparas um banquete para mim onde os meus inimigos me podem ver.
Em toda a Internet são múltplos os sites e blogs com centenas de textos de consolo, ajuda-mútua, auto-ajuda e a abundância é um dos muito procurados: abundância de amor, de saúde, de paz, de prosperidade...
Quero dividir com você uma técnica para atrair sucesso e abundância, encontrada nos sites da Internet. Você merece também saber o que sei, assim como todos no planeta. Por isso, divida com seus amigos esta página.
Não basta apenas ficar pedindo, querendo, desejando ou fazendo afirmações. Precisamos saber como obter o que desejamos ou queremos. Aquilo que funciona para você, é verdade para você. O mundo é o que você pensa que é.
"O mundo é o que você pensa que é", é um dos sete princípios do xamanismo havaino.
Afirmação: Repita por vezes antes de dormir. (Algumas pessoas são mais afortunadas e menos vezes são suficientes!)
Seu subconsciente ficará "impregnado" com a afirmação e começará a atrair situações e/ou pessoas que facilitem a obtenção do que deseja. Se quiser algumas sugestões de afirmações positivas, clique aqui
Visualização: Visualize o que deseja, mas - e mais importante - visualize você na sua visualização. Se quiser uma casa nova, SINTA-SE na sua casa nova, veja-se vivendo nela, arrumando a casa, recebendo seus amigos, ouvindo música, almoçando, etc.
Para abundância, recite o Salmo 23. A primeira frase é a mais importante e deve ser repetida em voz alta toda vez que se encontrar em alguma dificuldade, tiver alguma necessidade, desejar alguma coisa ou simplesmente quiser pagar suas contas em dia. Este Salmo deve ser recitado toda noite, e a qualquer hora que julgar necessário.
Oração ao Senhor:
Tu me recebes como convidado de honra, e enches o meu copo até a boca.
Certamente que a tua bondade e o teu amor, "saúde e prosperidade" estarão comigo todos os dias da minha vida.
E, enquanto eu viver, a tua casa será o meu lar.
Não coloque limites e nem se preocupe em "como" irá obter o que quer, apenas guarde consigo a convicção de que já está sendo atendido/a. (Faça apenas aquilo que pode e deixe que a Vida ou Deus, se preferir, faça o resto. Acima de tudo "sinta-se" como se já tivesse atingido sua meta.)
Que todos tenham Abundância em coisas boas, Prosperidade em dinheiro, saúde, amor e Paz profunda.

terça-feira, 20 de julho de 2010

A Vontade

Teoria da vontade
(por Elifas Levi)
A Vida Humana e suas dificuldades incontáveis têm por finalidade, na ordem da sabedoria eterna, a educação da vontade do homem. A dignidade do homem consiste em fazer o que quer e em querer o bem, em conformidade com a ciência do verdadeiro.
O bem conforme o verdadeiro é o justo.
A justiça é a prática da razão.
A razão é o verbo da realidade.
A realidade é a ciência da verdade.
A verdade é a história idêntica ao ser.
O homem chega à idéia do ser por duas vias, a experiência e a hipótese. A hipótese é provável quando é solicitada pelos ensinamentos da experiência; é improvável ou absurda quando é rejeitada por esse ensinamento. A experiência é a ciência, e a hipótese é a fé. A verdadeira ciência admite necessariamente a fé; a verdadeira fé conta necessariamente com a ciência.
A palavra DEUS exprime a personificação suprema da lei e, por conseguinte do dever; e, se pela palavra liberdade se quiser entender conosco o direito de fazer o Dever, tomaremos, de nossa parte, por divisa e repetiremos sem contradição e sem erro: Deus é a liberdade.
Como só há liberdade para o homem na ordem que resulta do verdadeiro e do bem, pode-se dizer que a conquista da liberdade é o grande trabalho da alma humana. O homem, libertando-se das más paixões e de sua servidão, de certo modo cria-se a si próprio uma segunda vez. A natureza fizera-o vivo e sofredor, ele se faz feliz e imortal; torna-se, assim, o representante da divindade na terra e exerce relativamente sua onipotência.
Axioma I - Nada resiste à vontade do homem quando ele sabe o verdadeiro e quer o bem.
Axioma II - Querer o mal é querer a morte. Uma vontade perversa é um começo de suicídio.
Axioma III - Querer o bem com violência é querer o mal; pois a violência produz a desordem, e a desordem produz o mal.
Axioma IV - Pode-se e deve-se aceitar o mal como meio para o bem; mas é preciso nunca querê-lo ou fazê-lo, do contrario destruir-se-ia com uma mão o que se edificasse com a outra. A boa fé nunca justifica os maus meios; corrige-os quando são suportados e condena-os quando deles se lança mão.
Axioma V - Para se ter direito de possuir sempre é preciso querer pacientemente e por muito tempo.
Axioma VI - Passar a vida querendo o que é impossível possuir sempre é abdicar da vida e aceitar a eternidade da morte.
Axioma VII - Quanto mais a vontade supera obstáculos, mais se fortalece. É por isso que Cristo glorificou a pobreza e a dor.
Axioma VIII - Quando a vontade é consagrada ao absurdo é reprovada pela eterna razão.
Axioma IX - A vontade do homem justo é a vontade do próprio Deus , e é a lei da natureza.
Axioma X - É pela vontade que a inteligência vê. Se a vontade é sã, a visão é justa. Deus disse: Que seja a luz! e a luz é; a vontade disse: Que o mundo seja como eu o quero ver! e a inteligência o vê como a vontade quis. É o que significa a expressão “assim seja”, que confirma os atos de fé.
Axioma XI - Quando alguém cria fantasmas, põe no mundo vampiros, e será preciso alimentar esses filhos de um pesadelo voluntário com seu sangue, sua vida, sua inteligência e sua razão, sem nunca saciá-los.
Axioma XII - Afirmar e querer o que deve ser é criar; afirmar e querer o que não deve ser é destruir.
Axioma XIII - A luz é um fogo elétrico colocado pela natureza a serviço da vontade: ilumina os que dela sabem servir-se, queima os que dela abusam.
Axioma XIV - O império do mundo é o império da luz.
Axioma XV - As grandes inteligências cuja vontade equilibra-se mal assemelham-se aos cometas, que são sóis abortados.
Axioma XVI - Nada fazer é tão funesto quanto fazer o mal, mas é mais covarde. O mais imperdoável dos pecados mortais é a inércia.
Axioma XVII - Sofrer é trabalhar. Uma grande dor sofrida é um progresso realizado. Os que sofrem muito vivem mais do que os que não sofrem.
Axioma XVIII - A morte voluntária por abnegação não é um suicídio; é a apoteose da vontade.
Axioma XIX - O medo é apenas uma preguiça da vontade, e é por isso que a opinião desencoraja os covardes.
Axioma XX - Consegui não temer o leão, e o leão vos temerá. Dizei à dor: Quero que tu sejas um prazer, e ela se transformará até mais do que um prazer, uma felicidade.
Axioma XXI - Uma corrente de ferro é mais fácil de quebrar que uma corrente de flores.
Axioma XXII - Antes de declarar um homem feliz ou infeliz, sabei como o fez a direção de sua vontade: Tibério morria todos os dias em Capri, enquanto Jesus provava sua imortalidade e sua divindade no Calvário e na cruz.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A Tolerância

A palavra TOLERÂNCIA e o seu sentido já foram confundidos com algo que ali está porque não deveria estar, mas as pessoas vão deixando que fique, vão tolerando e, de muitas formas, esta sua prática acaba sendo nociva. No fundo, a tolerância é a capacidade humana de admitir modos de pensar, de agir e de sentir que diferem de um indivíduo para outro ou de grupo para grupo determinado, seja político, ideológico ou religioso. É admitir e respeitar opiniões ou preferências contrárias sem declarar guerra ou fazer escândalos.
“Tolerância é reflexo vivo da compreensão que nasce, límpida, na fonte da alma, plasmando a esperança, a paciência e o perdão com esquecimento de todo o mal. Pedir que os outros pensem com a nossa cabeça seria exigir que o mundo se adaptasse aos nossos caprichos, quando é nossa obrigação adaptarmo-nos, com dignidade, ao mundo, dentro da firme disposição de ajudá-lo”.
EMMANUEL

A palavra tolerância provém do latim tolerantia, que por sua vez procede de tolero, e significa suportar um peso ou a constância em suportar algo. Teve no passado, e com sentido negativo, a função de designar as atitudes permissivas por parte das autoridades diante de atitudes sociais impróprias ou erradas. Hoje em dia, pode ser considerada uma virtude e se apresenta como algo positivo. Esta é uma atitude social ou individual que nos leva não somente a reconhecer nos demais o direito a ter opiniões e preferências diferentes, mas também de as difundir e manifestar pública ou privadamente.
Tomás de Aquino diz que a tolerância é o mesmo que a paciência. E a paciência é justamente o bom humor ou o amor que nos faz suportar as coisas ruins ou desagradáveis. Ao tratar do tema da justiça, também nos indica que "a paciência - ou tolerância - é perfeita nas suas obras, no que respeita ao sofrimento dos males, em relação aos quais ela não só exclui a justa vingança, que a justiça também exclui; nem só o ódio, como a caridade; nem só a ira, como a mansidão, mas também a tristeza desordenada, raiz de todos os males que acabamos de enumerar. E por isso, é mais perfeita e maior, porque, na matéria em questão, extirpa a raiz. Mas não é, absolutamente falando, mais perfeita que as outras virtudes, porque a fortaleza não suporta os sofrimentos sem se perturbar, o que também o faz a paciência, mas também os afronta, quando necessário. Por isso, quem é forte é paciente, mas não, vice-versa. Pois a paciência é parte da fortaleza".
A diferença de abordagem, seja ela histórica ou dentro dos diferentes campos das ciências particulares, nos permite observar que dentro das humanidades, a tolerância diz respeito ao ser humano ou a sociedade, enquanto que nas ciências exatas, está baseada em leis físico-químicas e biológicas. Alguns exemplos ilustram o uso da palavra (in)tolerância ao longo dos séculos.
No final do séc. XVI, muito se falou de tolerância religiosa, eclesiástica ou teológica. Hoje em dia também se tolera - pacientemente - em pontos que não são essenciais de uma determinada doutrina mesmo que seja em detrimento da mesma, mas para uma melhor convivência social.
No passado (desde meados do séc. XIX), maison de tolérance era a casa ou zona de prostituição: muitos toleram esses locais, procurando evitar, assim, a disseminação desses costumes em toda sociedade.
Na medicina, a palavra "tolerância" é utilizada para significar a aptidão do organismo para suportar a ação de um medicamento, um agente químico ou físico. Desta forma, as diferentes espécies toleram de diferentes modos os microrganismos: alguns adoecem e morrem, a outros nada ocorre. Os níveis de tolerância à radiação têm tal limite... Tecnicamente, a tolerância é o limite do desvio admitido dentro das características exatas de um objeto fabricado ou de um produto e as características previstas. Não são todos que suportam os medicamentos, e algo que está fora das normas algumas vezes pode ser tolerado. E assim pode se falar também de suportar fisicamente ou mentalmente algo pesado; em tolerar erros gramaticais; assim, podemos descer um degrau, recebendo o conhecimento neste nível, o qual é mais tolerável; algo pode ser tolerável, inclusive indiferente, aceitável: "o almoço foi bastante tolerável". Até mesmo dentro da ecologia Odum (1953) no seu livro Fundamentos de Ecologia, coloca exemplos de limites de tolerância dentro da natureza.
Dentro das leis físicas, o universo tende a se desorganizar. Por outro lado, tudo que está vivo, tende a se organizar. Mas o homem, sendo livre, pode "ajudar" a desorganizar o mundo. Como num processo de tentativa e erro, as pessoas buscam soluções para viver consigo mesmo e com as demais. Às vezes parece que temos na mão um saco cheio de bolas, que tentamos arremessar e colocá-las dentro de um buraco distante. De modo simplista, dizemos que podemos acertar ou não, mas na prática, as coisas não ocorrem bem assim. O acerto aparece como uma vitória. Foram centenas de arremessos, e um acerto! Tolerar é aceitar os limites, é na realidade ser paciente. A paciência é justamente aceitar o desagradável, com bom humor.
Também na literatura universal, existem alguns provérbios que nos recordam a tolerância.
Tolérance n’est pas quittance, que poderíamos traduzir por: "Tolerância não é liberdade total...". Numa pequena cidade do interior, um deficiente físico, sem pernas, perambulava pela cidade com auxílio das duas mãos e o apoio do tronco. Durante anos, no seu trajeto, era debochado por um homem que dizia: - Vai gastar o... Um dia ele perdeu a paciência e matou o importunador. Na justiça, o aleijado foi duramente atacado, e tido como assassino cruel. O advogado, ao iniciar a defesa, falou durante dez minutos elogiando a qualidade de cada membro do júri, até que o juiz interrompeu: - Se o senhor não iniciar a defesa, não permitirei que prossiga. Sabiamente, o advogado respondeu: - Meritíssimo, se o senhor não agüentou dez minutos de elogios, imagine a situação do réu que suportou anos de insultos... Nestes casos, pode valer o provérbio: "Não seja intolerante a menos que você se confronte com a intolerância".
Quanto à tolerância, costumamos atuar, como diz o provérbio, "com dois pesos e duas medidas": tendemos a ser muito complacentes com os desvios de nossa conduta (e isto quando os reconhecemos...) e implacáveis com os outros: não lhes damos o tempo necessário para mudar. De fato, abandonar um mau costume e atuar de modo completamente oposto, é uma tarefa que exige esforço e pode durar meses ou anos... E, quanto aos outros, exigimos que tudo ocorra no mesmo instante, esquecendo que as coisas têm seu ritmo natural. Um feijão demora para germinar, crescer, florir, dar a vagem... e nós às vezes somos semelhantes às crianças, que deixam o feijão no algodão do pires com água, e no dia seguinte se decepcionam com a ausência de vagens. Para viver, deixar viver.
O que leva duas pessoas a entrarem em discórdia? A invasão do direito alheio, o ultrapassar o limite de tolerância, a incapacidade de compreensão mútua ou própria, a falta de empatia, a nossa própria natureza, o nosso temperamento. Somos limitados, e isto se manifesta também no modo tosco com que nos relacionamos muitas vezes com as pessoas.
A distância que existe entre as pessoas, em parte é criada por cada um. Às vezes percebemos que com alguns, já num primeiro momento, se consegue chegar perto, e falar sem gritar ou mandar mensageiros, mas nem sempre é assim. É preciso usar a inteligência para encontrar o caminho da comunicação entre as pessoas. Inteligência e vontade de querer se comunicar... ou não.

domingo, 18 de julho de 2010

Leitura domincal - astros galácticos

Enquanto aproveitamos o domingo para qualquer atividade cultural, vamos refletir sobre astros e suas velocidades planetárias:
A luz do Sol demora 8’18” para chegar à Terra. O Sol percorre a galáxia a uma velocidade de 200km/s e demora 225 milhões de anos para fazer um giro completo em torno dela. O Sistema Solar mede 12 bilhões de quilômetros de diâmetro e demora 25.920 anos terrestres para fazer um giro completo sobre si mesmo. Convenciona-se dividir este tempo por 12, atribuindo a cada divisor um nome associado aos signos do zodíaco. Cada era atribuída a um desses signos (Peixes, Aquário, etc.) demora 2.160 anos terrestres. Segundo os astrólogos e astrônomos, no dia 21.12.2012 o Sistema Solar entrará oficialmente na Era de Aquário, deixando para trás a Era de Peixes, que teve Jesus Cristo como símbolo maior. A nova Era, segundo a Fraternidade Branca Universal, terá como símbolo maior o Espírito de Saint Germain (este será um dos nossos próximos assuntos).
A Lua percorre seu caminho ao redor da Terra a uma velocidade de 3.683 km/h. Nós não percebemos mais intensamente essa velocidade porque a Terra também gira sobre o próprio eixo a uma velocidade de 108.000 km/h. Como a Lua não gira sobre o próprio eixo, mostra-nos sempre a mesma face.

A Solidariedade

A solidariedade não pode ser confundida com caridade ou piedade, pois é um caminho de muitas mãos como relação de responsabilidade entre pessoas unidas por interesses ou destinos comuns, de maneira que cada elemento do grupo se sinta na obrigação moral de apoiar aos outros e também é um sentido moral que vincula o indivíduo à vida, ao grupo, aos interesses e às responsabilidades. Um pouco parecida com a cooperação, a solidariedade atua com a confiança, exige recíproca. No universo das relações humanas, a começar pela família e se estendendo para todo o planeta, a solidariedade aparece como uma questão de recíproca de sobrevivência e, no mundo empresarial contemporâneo, esse tema aparece com o nome de responsabilidade social e se compromete com programas humanísticos e ecológicos.

sábado, 17 de julho de 2010

A verdadeira sabedoria

“Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre com um bom proceder as suas obras repassadas de doçura e de sabedoria. Mas, se tendes no coração um ciúme amargo e gosto pelas contendas não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Esta não é a sabedoria que vem do alto, mas é uma sabedoria terrena, humana, diabólica. Onde houver ciúme e contenda, ali há também perturbação e toda espécie de vícios. A sabedoria, porém, que vem de cima, é primeiramente pura, depois pacífica, condescendente, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, nem fingimento. O fruto da justiça semeia-se na paz para aqueles que praticam a paz”. Tiago, 3; 13-18.
É quase impossível acrescentar algo ao que foi retirado do Evangelho de Tiago, irmão carnal de Jesus, encontrado em meio a tantas descobertas em torno do Mar Morto. Mas uma frase pode caber: a verdadeira sabedoria é como a verdade, não precisa de retoques e nem de versões e tem origem naquilo que experimentamos e dá certo toda vez que repetimos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A Responsabilidade

Sempre que soube que cada um de nós responde pelo que diz, faz, assume, se compromete. E que a maior vitória do homem é vencer o ócio, a preguiça, a ignorância, a vaidade, o egoísmo e o egocentrismo. O agricultor sabe que não deve investir suas sementes em terra que não responde. E sabe que não colherá abóboras plantando porongos.
Os homens de bem (e também os maus) se reconhecem pelo grau de confiança entre si, isto é, por aquilo que cada um pode assumir e dar conta, responder.
Por razões afetivas ou simpáticas, muitas vezes, concordamos em nos oferecer para tarefas que dificilmente iremos cumprir. Nada é mais prejudicial ao nosso intelecto e à nossa imagem social. É preferível declinar do compromisso ante uma justificativa plausível, sincera, do que entrar para o rol dos irresponsáveis, dos não cumpridores, dos fazedores de promessas falsas.
Um ser que cumpre todos os compromissos que assume, um ser confiável com quem se pode contar, um ser de palavra, é como desejam ser vistos e tidos aqueles que fazem exatamente o que falam ou escrevem.
No mundo espiritual o engodo desaparece, a falsidade esfumaça-se, a hipocrisia se esvai.
A responsabilidade social, tão apregoada nas esferas empresariais é, no final das contas, sempre do indivíduo, do voluntário, do funcionário, do dono, do acionista, do cliente, porque requer amor, afeto e compaixão.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A Paz

A posse, o poder, o ter, estão intrinsecamente ligados à guerra, ao conflito, aos embates. Fica mais fácil falar de paz quando descobrimos por que ela não existe. Se a acumulação é a causa do oposto da paz, já era tempo de os homens descobrirem onde buscar a paz. A acumulação tem sido a medida da falta de qualidade no homem, a inversão do elementar princípio da preservação da espécie. Não aprendemos a preservar-nos como espécie e sim como castas, clãs.
Num breve exercício espacial começa-se a compreender porque é tão difícil de buscar a paz a partir dos gabinetes de governo, dos tratados por eles produzidos ou dos acordos comerciais desiguais, pois ali sempre haverá alguém buscando uma vantagem para acumular. Nem mesmo a exortação religiosa tem funcionado em prol da paz, porque também muitas igrejas atuam de forma a obter vantagem numérica pessoal ou material. Onde, então, buscar a paz?
O planeta vive tempos de angústia e perplexidade ante o desamor , que gera injustiça, que sepulta a paz. É difícil aceitar tanta maldade, tanto ódio, tanta intolerância, tanta hipocrisia, tanta cara-de-pau. Mas, é o mundo que temos.
Mesmo que eu e você demonstremos inconformidade, revolta, ou outra reação e até desejemos que “se não há jeito, eles que se explodam”, nada de novo haverá se não começar em mim e em você. A paz, a concórdia e o equilíbrio universal não cairão dos céus, não serão bandeiras hasteadas num passe de mágica. A paz e a concórdia são conquistas muito caras e podem ser obtidas se, primeiro, forem desejadas e, em segundo lugar, se forem praticadas. E sempre em vias de mão dupla, reciprocamente. Nenhum dos contendores sairá vitorioso da demanda que afasta a paz. Os dois lados têm de sair vitoriosos. Aqui está o ponto.
Precisamos crescer, evoluir, engrandecer-nos para compreender esta realidade que sepultará os tempos do ganhar ou perder, cedendo lugar aos tempos do ganhar-ganhar. Vale mesmo para as mais simples questões entre dois homens ou duas mulheres. Enquanto houver um único lado vencedor a qualquer custo, a paz e a concórdia estarão ausentes, cedendo lugar aos ressentimentos, à vingança, à prepotência, à dominação, ao desrespeito, à vilania, à bandidagem, ao terrorismo, ao fanatismo, ao fundamentalismo e a outros “ismos” estranhos à paz e à concórdia.
Podemos experimentar nosso preparo para a paz e a concórdia num evento de trânsito. Enquanto um dos lados se embrutecer para apontar o outro como culpado, ou enquanto eu continuar apontando o condutor do veículo lento como motorista medroso e o condutor do veículo veloz como motorista maluco, não há a menor possibilidade de paz em mim e nem nas ruas e estradas por onde trafego. Enquanto a razão, a sabedoria, o direito, por exemplo, estiverem comigo, e a burrice, a ignorância e o erro estiverem do lado de lá, o mundo não terá paz e concórdia, pois aquilo que acontece lá longe, acontece aqui comigo e com você também. Aquilo é a ampliação do nosso estado mental que gera as tragédias humanas ao redor do mundo. Não existe uma pequena paz. Ela é íntegra e tem de estar presente nas pequenas coisas. A paz não é a ausência de conflitos... é a sabedoria de como lidamos com eles.
Rememorando: a paz, em primeiríssimo lugar, tem de ser cultivada e robustecida dentro de nosso próprio coração e inicialmente voltada para nós mesmos. Temos de estar em paz conosco mesmos para poder imaginar um mundo de paz a partir de nossa aura. Em segundo lugar, precisamos exercitar a paz no casamento, na família, no trabalho, nas ruas e estradas, nos estádios e demais locais onde bebida, velocidade, conquista, vaidade, prepotência e arrogância, são estopins de guerras, violências, acidentes, tragédias, que são produtos da injustiça, da falta de paz.
A paz não é o gesto da bandeira branca. É evitar que se chegue a isto.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Paciência

A paciência é uma virtude que consiste em suportar dores, incômodos e infortúnios sem queixas e com resignação. Normalmente a paciência é comparada à perseverança tranqüila. Os doentes são chamados de pacientes na maioria das clínicas do mundo, mas quem já esteve de cama por doença, sabe que paciência não é bem o caso. Resignação, talvez. Educação, melhor ainda. Isto quer ensinar-nos que a dor é educadora. Se não aprendemos com a dor, de nenhum outro modo aprenderemos.
Conta a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre da paciência.
O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo.
Chegou a jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção e gritou todos os tipos de insultos.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.
No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e retirou-se.
Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
O mestre perguntou: Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. E se nos for permitido levar um pouco mais a fundo este assunto, vale também para os pacotes de magia negra.
Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. Como autor ou como entregador.

A sua paz interior depende exclusivamente de você.
As pessoas não podem lhe tirar a calma.
Só se você permitir!!!

terça-feira, 13 de julho de 2010

A Humildade

Durante muito tempo, a humildade foi erroneamente comparada à humilhação. Tínhamos uma sociedade muito excludente, que vem melhorando lentamente, onde as coisas eram obtidas a chicotaço, a laçaço, a balaço, a carteiraço. Trabalhar era vergonhoso, coisa para os humildes, despossuídos e, geralmente, negros. Não se pedia favor. Cobrava-se as tarefas exigidas. Os humildes apareceram no Evangelho de Jesus como pobres de espírito e muita gente não interpretou o que é isso. O pobre de espírito é aquele que vem ao mundo para aprender, enriquecer-se, fazendo do aprendizado um valor eterno e a riqueza que se pode carregar em mais de uma dimensão da vida.
Então, a humildade nada mais é do que a postura de quem quer aprender e por isso não se importa de ouvir o que tem a dizer uma criança, um mestre, uma floresta, uma lagoa. O humilde é o oposto do prepotente, do arrogante, do auto-suficiente.
Ser humilde não é abaixar-se, desvalorizar-se, humilhar-se, perder a dignidade, nem obrigar os outros a isso. Ser humilde com amor próprio é valorizar-se para o tempo e para a eternidade.

A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.

Humildade vem do Latim e significa "filho da terra".
Filhos da Terra: sentimo-nos oprimidos sabendo que nosso lugar não é aqui, fomos criados a imagem e semelhança do Criador, descemos por nosso próprio livre arbítrio, devendo retornar através do nosso esforço e trabalho, fazendo florescer as virtudes latentes em nossa alma.

Se diz que a humildade é uma virtude humilde; quem se vangloria da sua humildade mostra simplesmente que lhe falta humildade.

A humildade torna as virtudes discretas, despercebidas de si mesma.

A humildade não é a depreciação de si mesmo, não é ignorância com relação ao que somos, mas ao contrário, tem-se conhecimento exato do que não precisamos exaltar. Quem a possui apresenta-se com humildade sem que a vaidade se manifeste.

Podem-se encontrar diferentes graus de humildade, como também falsas humildades; pode-se ser humilde em breves momentos, ante algo que nos parece grandioso.

São falsas humildades quando nos rebaixamos ante os outros querendo parecer humildes, porém estando cheios de ressentimentos, inveja ou ambição, vaidade e orgulho.

Outra falsa humildade é não reconhecer ou não acreditar em nosso real valor a ponto de sentir-nos inferiorizados. Pode até possuir humildade, porém leva à inferioridade ante aos semelhantes ao ponto de sentir grande sofrimento em seu interior. Nestes casos, estes seres não respeitam a sua dignidade.

Ter humildade não significa ser servil.

Ter humildade não é signo de fraqueza.

Pode-se ser humilde sem se depreciar, reconhecendo os valores de cada um.

Mas, a verdadeira humildade é aquela que o homem tem consciência e possui uma convicção do que ele é, da sua capacidade, da sua força ou da sua fraqueza, compreende a sua inferioridade, reconhece seus limites, mas, não sofre por isso, se esforça e trabalha para ser melhor e procura constantemente seu aperfeiçoamento físico, moral e espiritual.

Ser humilde é saber ir até o ponto de não interferir nos outros; ser humilde é não intrometer-se na vida dos outros.

Esta humildade, esta consciência, este sentimento, se adquire lentamente pelo trabalho interior ou pode ser provocada pelo recolhimento da existência de algo superior em nós mesmos, reconhecer a grandeza de Deus, o Ser Supremo, das suas Forças Universais ou das leis que as regem, ante essa compreensão e reconhecimento interior há humildade, reverência à grandeza do Criador.

A verdadeira humildade sempre está acompanhada de outras virtudes: caridade, misericórdia, amor, verdade e compaixão.

O Reparador deixou grandes ensinamentos de humildade: ao lavar os pés dos seus discípulos, assim como nos ensinou o amor ao próximo e a caridade, quando mitigava o sofrimento dos pobres.

Suas bem-aventuranças são os humildes que alcançam o Reino dos Céus, humildes no coração, nos sentimentos e na alma.

O homem pode nascer com tendências à virtude da humildade, pode nascer humilde, como também pode trabalhar para adquiri-la.

A humildade é uma virtude que atua sem ilusão, sendo guiada pela razão. Um bom conhecimento teórico da humildade favorece o aprofundamento nesta virtude assim como também o conhecimento exato de nossas limitações.

A humildade produz no interior do homem alegria, paz e serenidade, todo o ser tem conformidade do que ele realmente é e se sente satisfeito em sua fraqueza.

A força da virtude está na alma e não precisamos ser santos para ter humildade, afastando o orgulho, a vaidade, a prepotência e o egoísmo, tal como disse Davi em seus Salmos: "oferecendo o arrependimento ao Senhor, de nossas faltas, seremos melhores". É neste ser que encontramos eloqüente expressão de humildade a virtude que o coroou com majestade.

Quando Deus disse a Davi que Ele o tinha escolhido para ser rei, Davi prostrou-se diante de Deus e exclamou: "Nada fiz de merecedor, todas as minhas realizações foram inteiramente as Tuas ações".

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Esperança

Ao lado do Amor, quiçá a esperança seja um dos principais valores humanos. Ela assinala a não desistência, o não fenecimento, a não capitulação, a vontade de prosseguir, buscar, acreditar.
Diz uma lenda que nosso planeta já foi habitado por pessoas que expressavam em suas auras o sentir profundo. Dava para saber se alguém se aproximava com instintos ou sentimentos baixos ou puros e elevados. A regra da vida estava em evitar que os sentimentos baixos consumissem todo o poder dos sentimentos elevados porque a partir da vitória do mal, perder-se-ia a capacidade de conhecerem-se uns aos outros pelas auras. Foi o que aconteceu. As auras foram ficando lúgubres como a ferrugem dos metais, mais escuras e mais pesadas até sumirem para sempre de diante dos nossos olhos, como hoje acontece.
Um dia, porém, apareceu um jovem cheio de boas intenções e pregou entre a humanidade que se todos se dessem as mãos com boas intenções, querendo uns ajudar aos outros, sem deixar ninguém esquecido ou perdido pelas sarjetas da vida, as auras voltariam a brilhar a teriam, no geral, uma cor verde água. Todos poderiam confiar uns nos outros porque todos seriam irmãos entre si. Ao produto dessa cor verde água, deu-se o nome de ESPERANÇA.

domingo, 11 de julho de 2010

A Cooperação

A ajuda mútua, a cooperação e a solidariedade são imprescindíveis ao ser humano. Só os estúpidos não admitem isso. O antropólogo, sociólogo e filósofo Edgard Morin resumiu bem a questão quando afirmou: “os animais descobriram, antes dos homens, que andar em bandos era mais seguro”. E não é só por isso que os homens vivem em sociedade.
É evidente que a segurança integra as necessidades básicas humanas. Mas, mesmo que o mundo fosse seguro para os homens, haveria razões para vivermos em sociedade: não sobreviveríamos fora dela. O problema está em que para viver em sociedade, os homens carecem de regras válidas para, por exemplo, brecar o individualismo, que experimentamos ainda na fase pré-embrionária. O instinto, onde se origina o individualismo, não é próprio da consciência racional. Logo, o individualista pode ser chamado de ignorante. Se, por um lado, o que caracteriza o homem como indivíduo semelhante, mas não igual, é ser uno, de dimensões pessoais diferenciadas em razão de tudo o que se sabe sobre ele e o meio social em que vive e reflete, de outro, são poucas as atividades eminentemente individuais ao seu alcance e necessárias à sua sobrevivência física e psíquica: beber, comer, dormir, respirar, pensar, excretar, caminhar... Pensando bem, nem mesmo isso!
Toda a natureza envolvente já havia demonstrado, desde o princípio, que somos fios uma teia sensível a qualquer intervenção em qualquer dos seus fios. Já decorreram milhões de anos e essa descoberta, pelo do homem, ainda é promessa.
A vida tem regras, que não pertencem ao homem, mas incluem-no, principalmente.
As regras de conciliação de interesses individuais e de grupos, servem para proteger a vida, uma vez que somos seres pensantes, possuidores de vontades, criativos e destrutivos. O aprendizado dessas regras é tarefa para os sábios. Alguns já compreendem que os campos Político, Social, Econômico e Religioso devem estar em eqüidade relativa para que os homens descubram a felicidade. Andar na contramão das regras da vida, é tarefa para os estúpidos.
A sabedoria para a sobrevivência feliz do homem em sociedade, alimentando a teia sem destruí-la, passa pela ajuda mútua, pela cooperação e pela solidariedade.
O Cooperativismo moderno (uma vez que a cooperação é multimilenar) tem sido, ao longo de quase dois séculos, a melhor ferramenta conhecida para atender a grande parte das necessidades do homem nos campos político, social e econômico. Quem duvida que o quarto campo – o religioso – esteja subjacente à harmonização em eqüidade dos outros três?
Quem duvida que a socialização do poder, da sociedade e da economia não tornará mais divino o homem?
Por isso e mais, estamos adentrando (ainda que lentamente) no mundo da Cooperação.
Sejamos agentes de seus benefícios à vida humana! Em benefício da sustentabilidade do homem no planeta!

sábado, 10 de julho de 2010

A Caridade

A caridade ao lado da fé e da esperança, é um dos valores máximos do ser humano. Ela pode ser definida como o amor que move a vontade à busca efetiva do bem de outrem e que procura identificar-se com o amor de Deus, como ágape da excelência humana. A caridade é a soma de benevolência, complacência e compaixão.

Terminara, finalmente, um insigne poeta o seu árduo trabalho: grandioso poema sobre as maravilhas de Deus na ordem do cosmos.

E agora, numa roda de amigos e admiradores, declamava o mais belo capítulo da obra prima do seu engenho.

Foi um assombro total!

De tamanha beleza eram as idéias, tão profundos os conceitos, tão cintilantes as frases, tão suaves as cadências dos períodos, que os ouvintes ficaram como que extáticos de enlevo.

E quando o poeta, no auge do entusiasmo, declamava a mais grandiosa página do poema, ouviu-se bater à porta da casa.

Mais se avolumou a voz do inspirado poeta, mais vibrante se tornou o seu estro, para abafar o ruído do inoportuno visitante.

Persistem, porém, na porta, os golpes indiscretos. Interrompe então o cantor das grandezas de Deus a faiscante cadeia de idéias e, contrariado, com um arranco violento, abre a porta.

"Por gentileza, senhor, a sua roupa suja" diz uma vozinha tímida, ecoando dos lábios pálidos duma menina magríssima. É a filha da pobre lavadeira.

"Agora não posso, menina! Venha amanhã!"

"Mas a mamãe vai ficar sem serviço, e sem pão, somos tão pobres. Por favor, senhor, a sua roupa suja"

"Não posso, já disse!"

Com estrondo infernal fecha-se a porta na cara da pálida menina. E, tornando a subir ao estrado, retoma o trovador o fio do poema. Por entre tempestades de aplausos termina a declaração da grande apoteose que elaborou pela maior glória de Deus.

Felicitações, abraços, sorrisos, elogios e luminosas perspectivas.

Altas horas da noite.......

Surge no seio das trevas o rosto pálido duma menina paupérrima. Correm pelo quarto olhares sonâmbulos, apanha da mesa os originais do poema, folha por folha e as rasga em mil pedaços. E jogando-as ao cesto de papéis murmura: "Roupa suja, senhor". E desaparece.

O poeta acorda, os originais lá estão, intactos. E põe-se a pensar, a pensar, a pensar. É verdade que escrevi este poema pela maior glória de Deus? Se é verdade, porque não cantei, ontem à noite, o mais belo de todos os poemas do mundo, o poema da Caridade? Por que não entreguei à probrezinha a minha roupa suja? Por que preferi a vaidade à caridade?

Levantou-se e resolveu, logo de manhã, entregar à filha da lavadeira a roupa suja que ela pedira, e lavou com as lágrimas do arrependimento a "roupa suja" que tinha dentro da alma.

E o seu coração cantou em silêncio o mais lindo poema de humanidade: o divino poema de Jesus de Nazaré!!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A bondade

O valor humano conhecido pelo nome de BONDADE é, no fundo, uma qualidade humana ou caráter de bom, boa ação, benemerência, indulgência, benignidade, clemência. Pode ser confundida com brandura e doçura. Tem como antônimo a MALDADE. Tem, no entanto, conotações perigosas que encobrem o elevado sentimento de benemerência, quando é confundida com ingenuidade, pobreza intelectual e uma espécie de ignorância ou indiferença.
Para contribuir para com um mundo melhor, a BONDADE deve ser utilizada em dupla com a tolerância e com o compromisso de difundir a elevação dos espíritos.
A bondade cresce por meio do exercício, tornando-se um hábito de vida ou desaparecendo por falta de ação. Em tudo e em todos jazendo a presença de Deus, é necessário saber descobrir neles a bondade que expressa a sua essência, a sua origem, igualmente presente em todas as vidas.
(Joana De Ângelis)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A alteridade

O que significa a alteridade de que fala Bezerra de Menezes?
Esse é um termo que vem sendo cada vez mais utilizado não apenas nos meios espíritas, e seu significado reflete uma nova mentalidade, aquela que irá vigorar na civilização que deverá transformar a Terra num mundo de regeneração, porque se refere à aceitação das diferenças; também significa a não-indiferença, o aprender com os diferentes, o amar e acolher o outro, aceitando e respeitando as suas diferenças.
É uma palavra que representa, em sua profundidade, as leis cósmicas de convívio entre os seres: viver o outro.
A pessoa que a vivencia passa a ser mais fraterna em todos os sentidos, deixando de criticar, julgar, agredir, excluir, desprezar, separar...
A não-crítica, a não-agressão, o não-julgamento deixam o ser em paz consigo mesmo, com a humanidade, com a vida.
“Amar é uma aprendizagem. Conviver é uma construção”.
Será que, nas atividades da casa espírita, somos conduzidos a essa aprendizagem do amor? Será que somos “trabalhados” no sentido de convivermos cada vez melhor? Há reuniões sistemáticas visando a esse desiderato, de forma realmente prática e proveitosa? Estamos construindo um convívio verdadeiramente fraterno e alteritário?
“Não existe amor ou desamor à primeira vista, e sim simpatia ou antipatia. Amor não pode ser confundido com um sentimento ocasional e especialmente dirigido a alguém. Devemos entendê-lo como O Sentimento Divino que alcançamos a partir da conscientização de nossa condição de operários na obra universal, um “estado afetivo de plenitude”, incondicional, imparcial e crescente.”
O amor realmente só o é quando incondicional, imparcial e crescente. É como uma fonte sempre em estado de doação, sem guardar-se para uns ou outros. Quem ama não necessita de que o amem, porque o amor verdadeiro nutre-se nas fontes do amor divino, ou cósmico.
Quando tomamos contato com o Espiritismo e passamos a participar de reuniões, ouvir palestras, ler livros espíritas, praticar o trabalho espiritual, encantamo-nos com a beleza dessa Doutrina e ingressamos nessa corrente que visa à evolução do ser, à transmutação de valores negativos em positivos, a mudança do ego para o alter.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Uma pausa para pensar a derrota

A maioria dos apreciadores do futebol em tempo de Copa do Mundo pensa a sua seleção como uma extensão de sua emoção, de sua casa, de seu país e vibra nas correntes que querem empurrar sua seleção ao ápice que demonstre a grandeza, a honra e a vitalidade da nação. Vencer é prazeroso; receber um prêmio é distinto; ser reconhecido é confortante; ser considerado é estimulante.
Na verdade, de tudo quanto necessita uma seleção para vencer-se a si mesma e então poder derrotar os oponentes, é também de tudo quanto carece um país, um grupo humano, uma pessoa. Estou falando de equipe, cooperação, ajuda mútua, espírito de corpo, auto-estima.
Quantos gols a mais a nossa seleção teria marcado e não teria sofrido se o chamado espírito de corpo tivesse prevalecido? Quantos daqueles atletas não só brasileiros lá estiveram para aparecer, chamar a atenção dos clubes ricos, candidatar-se a ser o melhor do mundo? E lá estiveram com a vitória pessoal no primeiro plano de suas mentes.
Então quando a jabolani caísse aos seus pés, esse seria o momento aparecer, chutar, fazer firula, pedalar, aparecer nos telões.
O futebol nasceu com o nome de soccer – associação – e só se consolida se entre os 23 (de cada equipe) houver associação, cooperação, ajuda mútua, espírito de corpo, auto-estima.
Uma nação também só se consolida quando entre os seus concidadãos há cooperação, ajuda mútua, espírito de corpo, auto-estima. Ou por outra onde não haja egoísmo, vaidade, orgulho, individualismo.
Os vícios e defeitos do Congresso Nacional também têm como causa a ausência de cooperação, ajuda mútua, espírito de corpo naqueles que os elegem.
Você, leitor, não tira leite de pedra, não obtém trigo numa plantação de joio e assim por diante. Se os nossos rapazes tivessem um comportamento diferente, cooperador, com espírito de corpo, essa teria sido a diferença, pois as equipes que vêm obtendo os melhores resultados nem são aquelas do futebol show, são aquelas do futebol solidário, em que o jogador não joga para os holofotes, joga para sua nação.
As famílias são assim, as empresas são assim, as associações são assim. O mundo espiritual convida-nos a ser assim. Essa é a diferença entre o sucesso e o fracasso.
Por que não somos sempre vencedores? Por imaturidade!!!
Se as derrotas nos ensinarem a olhar para a outra margem, quem sabe a gente se dirija para lá. Caso contrário, a vida continuará insistindo em impor-nos derrotas e mais derrotas como convites ao aprendizado e à superação. Não só no futebol.

Magnetismo e Atração (VIII) Final

Para Demitir os Salvadores

O filme/livro “The Secret” comete apenas um equívoco quando afirma que tudo é possível a qualquer pessoa. Quem possua algum conhecimento de carma, dharma ou resgate reencarnatório haverá de concordar que se temos ajustado um programa de reparação, revista, reajuste, reparo ou reconquista, pode melhorar ou piorar muito esta programação, mas não pode mudar tudo.
No outro extremo podem estar aqueles que só entregam seu destino nas mãos de um poder que tudo dirige e em geral vivem frustrados por achar que o poder diretor está incomodado e não quer colaborar. Àqueles a quem a vida muito dá, geralmente se esquecem de corresponder e serão chamados a reparar.
Nem tudo é possível a qualquer pessoa e nem tudo está nas mãos de Deus para dirigir nossas vidas.
Há uma enorme margem de manobra entregue ao nosso livre-arbítrio, em cujo espaço nós podemos fazer muito melhor ou muito pior para levar adiante a nossa missão de vida e é justamente aqui que as regras de magnetismo e atração podem contribuir positiva ou negativamente.
Aquelas pessoas que vivem nos templos fazendo promessas, pedindo ajuda e, normalmente, nada fazendo para ajudar-se a si mesmas, sempre serão consideradas “mendigas” do Universo. Sempre estarão em busca de salvadores, curadores, mestres, gurus, adivinhos e sempre estarão buscando fora de si o tesouro que não enxergam dentro de si mesmas.
Por outro lado, existem pessoas que convivem com o azar, com a tragédia, com o prejuízo, com a miséria, porque em suas mentes acreditam que é dessas coisas que precisam defender-se. Então atraem para si o azar, a tragédia, a miséria.
O correto será focar naquilo que seja justo, verdadeiro, belo, alegre, saudável, abundante, feliz, amoroso. O Universo haverá de conspirar a favor.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Magnetismo e Atração (VII)

Para Atrair Bons Relacionamentos

Lá no filme/livro também encontramos preciosidades de como nos relacionar com as pessoas (cônjuge, amigo, sócio), especialmente com a pessoa amada.

Seis qualidades para procurar em um parceiro:

- Compromisso com o crescimento pessoal - O parceiro deve ter como meta sempre aprender tudo que puder para se tornar uma pessoa melhor, amigo melhor, um sócio melhor, um cônjuge melhor.
- Abertura emocional - Deve cultivar a abertura emocional que lhe permita acesso a seu mundo interior, trocas, incentivos, apoios.
- Integridade - Deve ser alguém honesto com todos e, antes de qualquer coisa, ser honesto consigo mesmo.
- Maturidade e responsabilidade – Esta talvez seja a maior qualidade, pois existem pessoas que não estão preparadas para assumir um relacionamento com compromisso.
- Atitude positiva diante da vida - Os relacionamentos se tornam muito fáceis quando se está ao lado de uma pessoa positiva.
- Auto-estima elevada - Seu parceiro (cônjuge, amigo, sócio) só poderá gostar muito de você se ele próprio se ama.

Finalmente, chegamos ao ponto chave com relação: a lei da atração. Em um relacionamento, é preciso entender, primeiro, como e porque se está entrando nele. Uma pessoa com baixa-estima por si, ama com o objetivo de se sentir bem consigo mesma. Buscará sempre em suas parcerias aquilo que não possui. E se tornará cruel quando algo estiver ameaçando esta conquista.
Seria como perguntar: Como você pode esperar que os outros gostem de sua companhia se você mesmo não gosta dela?
E tudo isso são questões muito importantes para se entender a lei da atração e como você atrai as coisas. Você trata a si mesmo como você espera que os outros tratem de você?
O normal é que você se torne a solução para si mesmo. Será seu mestre, seu guia, seu próprio professor. O ideal é que você comece a dar mais tempo e energia a si mesmo; só você pode se entender, se compreender de verdade. E a partir daí poderá doar aos outros sua amizade, seus serviços, seu amor; mas não se doar e sim doar o que apreendeu, o que você tem. As pessoas que doam suas vidas, acabam mal. As pessoas que doam o que sabem, se tornam heróis.
Quer que as pessoas se apaixonem por você? É simples, é só você se apaixonar por você mesmo antes. Pois, quando você ama a si mesmo você pode amar a outros.
Você deve se focar na melhor parte de cada pessoa que lhe cerca. Faça até mesmo uma lista dos pontos positivos que te agradem nas pessoas com as quais você passa muito tempo.
Na privacidade da sua própria mente, você deve pensar, lembrar e sentir apenas as coisas que você mais gosta dessas pessoas e elas irão apresentar apenas esses pontos positivos para você. Quando elas estiverem com atitudes que não se encaixam com o seu desejo, vocês passarão a se desencontrar. Isso serve para conhecidos, colegas, amigos, parentes e até seu cônjuge. Simplesmente a lei de atração irá colocá-los em lugares diferentes nestes momentos.
Se você conhecesse o seu potencial para se sentir bem, não iria pedir a ninguém para ser diferente ao seu lado. Você se libertaria de todas as necessidades de mudar o mundo, o seu parceiro, os seus filhos, os seus amigos, os seus sócios...
Quando você compreender por que fez as escolhas amorosas, amistosas ou de interesse que fez no passado, estará livre para fazer novas e melhores escolhas no futuro. Suas crenças filosóficas ou programações mentais inconscientes são responsáveis por grande parte do sofrimento na sua vida amorosa.
“Aqueles que se lembram de seu passado com sentimentos negativos, estão condenados a repeti-los no futuro”, diz um provérbio chinês.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Magnetismo e Atração (VI)

Para Atrair Saúde

A grande maioria das pessoas atribui à sorte, ao azar, ao acaso ou a um poder superior ou mesmo inferior a causa e o comando de tudo que lhes acontece na vida.
É importante reconhecer que o estado de nosso corpo atual é o produto dos nossos pensamentos, sentimentos e ações do passado. Mas o que é saúde? Para você, leitor, o que é saúde?
Alguns pensarão simplesmente na ausência de doenças ou de sintomas desagradáveis; outros pensarão no funcionamento harmônico entre corpo e mente.
Mas..."Saúde é a tranqüilidade, é uma condição em que um indivíduo é capaz de realizar suas aspirações, satisfazer suas necessidades e mudar ou enfrentar o ambiente".
Depois de inúmeras pesquisas com placebo, descobriu-se que a mente humana é o fator mais poderoso na arte da cura.
Todas as doenças são resultados de uma coisa: o estresse seja físico,
mental, emocional e espiritual.
Nossa fisiologia cria doenças para que nós saibamos que nós estamos fora demais do equilíbrio. É um alarme do corpo, uma forma de nos chamar a atenção para o retorno à normalidade.
Então a pergunta é: - Se a pessoa tem uma doença manifestada é possível se curar? Bem, se estamos a partir de agora substituindo o nome doença por alerta, a resposta é sim, podemos desativar a causa do alerta.
A nós cabe estar receptivos às respostas e resolver fazendo a melhor escolha.
Para cada um de nós existe um ritmo na vida. Algumas vezes estamos mais "elétricos", noutras, mais lentos. No entanto, temos um ritmo próprio, adaptável às diversas situações de vida. A saúde ou doença depende diretamente de como nos relacionamos com nosso próprio ritmo e também do respeito a ele.
Quando falamos de ritmo, indiretamente nos referimos ao processo de estresse.
O estresse é uma reação do organismo a estímulos externos ou internos, relacionados à necessidade de lutar, fugir, parar ou começar.
A doença surge muitas vezes como um alerta do corpo à necessidade de mudar o ritmo.
Doenças não sobrevivem em um corpo que está emocionalmente saudável.
Se você, leitor, estiver em um estado de doença e se focar nela, pensando, reclamando e sentindo-a, você estará dando mais poder a ela e irá atrair mais doenças.
Pensamentos mais felizes geram uma bioquímica interna de felicidade e criam um corpo mais resistente, feliz e mais saudável.
Nada é impossível para o corpo resolver, o corpo elimina milhões de células e cria novas células, em minutos, dias, semanas, e em poucos meses nós teremos um corpo físico totalmente novo.
Então remova o estresse fisiológico ou psicológico e seu corpo fará o que foi dito para fazer, “AUTOCURAR-SE”.
Precisamos ter cada dia mais consciência de nossas vidas, e consciência é um processo individual; cada um vive e sente suas próprias experiências de acordo com o que pensa da vida. À medida que ampliamos esse tal de conhecimento assumiremos mais responsabilidade sobre nossos atos. Responsabilidade é o poder de você ser você mesmo, de ser responsável por si. Outro nome para isso: autonomia. Conceito de autonomia: capacidade de formular as próprias leis.

domingo, 4 de julho de 2010

Magnetismo e Atração (V)

Para se tornar co-criador

A partir do momento em que o ser humano descobriu como atirar uma pedra, acender uma fogueira, usar uma machadinha de pedra, uma flecha, etc., ele nunca mais parou de criar. A mente imagina, planeja e a engenhosidade humana plasma. Começamos pelas coisas mais simples. Já estamos nos telescopios siderais, nas sondas espaciais, para não falar dos foguetes, das estações orbitais, dos inventos médicos e tecnológicos.
Estamos treinando para chegar a inventos e processos mais e mais sofisticados. A ciência quântica sugere que a mente pode “manipular” o fluido (prana) universal e plasmar tudo quanto seja possível à criação humana e, claro, possa caber-lhe por mérito. No mesmo filme e livro “The Secret”, vemos e lemos o que fazer dentro dessa seqüência:
- Pedir o que se deseja. E para pedir devemos escrever, falar, sentir, imaginar, ouvir e ter gratidão; aí, sim, a lei da atração funciona. O processo de atração só funciona correta e rapidamente se passar pelos cinco sentidos (Ver, Falar, Ouvir, Tocar, Sentir) e sempre afirmando no presente do indicativo. Sugestão: Comprar um caderno novo que inspire e começar escrevendo o que já temos, já conquistamos, e pelo que somos gratos; relacionar também, as coisas que de não gostamos, para ignorá-las e descartá-las de nossa mente e de nossa vida. Este caderno vai ser um catálogo, nele devemos desenhar o que queremos, abaixo do desenho devemos fazer um “X” e colocar nosso nome assim como se fosse um catálogo de compras, as encomendas que fazemos; colocar neste desenho a maior quantidade de detalhes possíveis. Se quiser pode colocar a expressão “Entrega Imediata, Pedido Urgente”.

- Responder é a hora de ver, ouvir, sentir. Após pedir devemos ficar atentos a cada resposta que o universo ou a lei da atração irá nos dar; se prestar atenção nestas respostas mais rapidamente iremos atrair o seu propósito e ele estará no lugar certo na hora exata. Prestemos atenção e iremos sentir, ver ou ouvir essas coordenadas. Uma ferramenta que teremos para estar no lugar certo, são as emoções. São elas que ajudarão a alinhar e seguir para a próxima etapa.

- Recepção é o momento de nos alinhar e ficar no lugar e hora certa; seguir as coordenadas que suas emoções irão nos dar; lembrar sempre: emoções boas são caminhos e horas corretas; emoções ruins são caminhos errados para tudo.

sábado, 3 de julho de 2010

Uma pausa para falar de maioridade emocional no esporte

Sim, esta é, também, a nossa proposta. Maioridade Espiritual passa pela maioridade emocional, intelectual, além de física, atlética, técnica e além do talento.
A Copa do Mundo de Futebol, da FIFA, possivelmente o maior show de um único e rico esporte, está mandando embora para suas casas algumas das seleções mais representativas daquele esporte e maiores exportadores e maiores importadores de “talentos”, seleções de países que ou trazem de fora todos ou quase todos os talentos de seus espetáculos futebolísticos, ou mandam para fora todos os quase todos os seus talentos futebolísticos. Enquanto isso, esquecem de desenvolver em seus talentosos artistas da bola, a sua maioridade emocional, intelectual, para que aprendam a conviver com riqueza, fama, tensões, cobranças, notoriedade...
Estamos falando de Brasil, Itália, Inglaterra, Portugal, países africanos e alguns sul-americanos desta presente Copa do Mundo de Futebol. E agora também a Argentina.
Claro, em 32 competidores 31 perdem e 1 voltará para casa com a copa nas mãos.
Mas, a mediocridade do desempenho de alguns conjuntos não se coaduna com a riqueza de seu apogeu financeiro e marqueteiro - em futebol -, onde falta maioridade emocional e intelectual aos artistas da bola e aos dirigentes do show. Ao olhar para as expressões dos treinadores durante o revés em campo, qualquer um vê o despreparo emocional. Com raras exceções, esse milionário show reúne meninos que foram pobres e que galgam notoriedade e riqueza, sem o correspondente preparo para enfrentar as tensões e as responsabilidades das grandes decisões em campo e fora dele. E nem estamos falando de caráter ou de moral. Este é outro departamento, evidentemente de fundo espiritual.
Países exportadores e países importadores desse futebol que só considera o show e a riqueza, sem investir na maioridade emocional e intelectual dos seus profissionais, estão sendo mandados embora por incompetência. A vida nos cobra competência e competência passa pela maioridade integral.
Sempre mais os grandes vencedores serão aqueles que associarem maioridade física, atlética, técnica e talento com o fortalecido estado emocional, intelectual, espiritual de seus atletas. Não é isso que ocorre com muitos representantes do "melhor futebol" do planeta e os derrotados terão de aprender para, no futuro, voltar para casa com a copa de vencedores.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Magnetismo e Atração (IV)

Para Atrair o Sucesso
Muito se tem falado e escrito sobre o ato de atrair do sucesso, atrair a saúde, atrair o amor e muito mais. No entanto a obra mais badalada foi o “The Secret”, livro e filme, no qual o autor explica o que é o SEGREDO: atração magnética. E ensina que a nossa felicidade depende exclusivamente de nossos pensamentos e de nossos desejos.
O filme inicia com a seguinte frase:
“Bem vindo ao planeta Terra! Não há nada que você não possa ser, fazer ou ter. Você é uma criatura magnífica e está aqui pela sua poderosa e deliberada vontade de estar aqui. Vá em frente, dando atenção para o que você quer, atraindo vivências para lhe ajudar a decidir o que você quer. Uma vez que você decida, dê atenção a isso. Muito do seu tempo será passado coletando dados que o ajudarão a decidir o que você irá querer. Mas o seu verdadeiro trabalho é decidir o que você quer e se focar nisso. Focando-se no que você quer, é que você irá atrair o que quer. Esse é o processo de criação”.
Numa tentativa de sintetizar tudo, anotamos:
Como usar do segredo? Pedindo, respondendo e recepcionando aquilo que possa advir como resultado.
Como usar o segredo quanto ao dinheiro? Focar naquilo que se quer obter e não no dinheiro que pode comprar aquilo.
Como usar do segredo para a saúde? Focar na harmonia, na felicidade e nunca pensar na tristeza e na doença.
Como usar o segredo nas relações? Focar nas pessoas que você quer atrair.
O poema a seguir parece resumir muito que estamos tratando aqui:
"Foi um longo caminho, de lá até aqui, passou muito tempo.
Mas minha hora está chegando.
E o meu sonho vai virar realidade.
Vou tocar o céu.
E nada mais vai me atrapalhar.
Ninguém vai me fazer mudar de idéia.
Porque tenho fé, no coração.
Vou aonde meu coração me levar.
Tenho fé, para acreditar.
Posso fazer qualquer coisa. Tenho fé, na alma.
E ninguém vai me atrapalhar.
Posso alcançar qualquer estrela.
Tenho fé. Tenho fé.
Fé no coração.
Tem sido uma longa noite.
Tentando achar meu modo de ser.
Através da escuridão.
Mas agora finalmente chegou meu dia.
E eu verei meu sonho virar realidade.
Eu tocarei o céu.
E nada mais vai me atrapalhar.
Ninguém vai me fazer mudar de idéia.
Porque tenho fé, no coração.
Vou aonde meu coração me levar.
Tenho fé, para acreditar.
Posso fazer qualquer coisa.
Tenho fé, na alma.
E ninguém vai me atrapalhar.
Posso alcançar qualquer estrela.
Tenho fé. Tenho fé.
Fé no coração.
Eu sei foram dias difíceis.
Passamos pelos dias mais escuros.
Mas agora que eu sinto o vento.
E o vento mudou de lado.
Eu vou através do fogo.
Eu vou através da chuva
Mas sempre estarei voando, oh ieah.
Porque tenho fé, no coração.
Vou aonde meu coração me levar.
Tenho fé, para acreditar.
Posso fazer qualquer coisa.
Tenho fé, na alma.
E ninguém vai me atrapalhar.
Posso alcançar qualquer estrela.
Eu consegui fé,
E agora tenho fé.
Fé no coração.

Tem sido uma longa estrada..."

Letra da música “Faith of the Heart” de Rod Stewart, Dianne Warren e Russell Watson

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Magnetismo e Atração (III)

Corpo energético/Homem Integral

A ventura humana decorre de saber lidar com esses três (ou quatro) componentes energéticos: a inteligência (criação), a energia (força), a matéria (operação) e a qualidade da operação, da mesma forma como conhecemos a origem do mundo, retratada no Gênesis bíblico, e que está presente no nosso corpo, que veio do barro (princípio obediente), animado por um sopro divino (princípio inteligente). Nisso são encontrados os quatro componentes energéticos. E ali está dito: Deus viu que tudo era bom, logo nada poderia tender para o mal, porque se fosse para o mal estaria contra a Lei da Criação. É a qualidade da operação que sugere a inclusão do quarto fator. Matéria, Energia (Coração) e Inteligência, explicam o nosso todo: Corpo, Espírito, (Vontade) e Mente. Para melhor compreensão, estudaremos isso a partir dos pontos de vista de energia (pensamento, prana, chakras), mente (idéias, fala, comportamento, atitude, crenças, comando), coração (vontade, qualidade da ação) e matéria (corpo, equilíbrio, ação).
Antes, porém, temos de aprofundar um pouquinho na questão magnética. São dois os aspectos. No primeiro, cabe lembrar que cada átomo se dirige para aquilo que é o seu composto. São diferentes os átomos do fígado, dos ossos, dos olhos, etc, como são ultra diferentes os átomos que compõem os espíritos. E o que determina as composições em cada órgão é o que a Física moderna está chamando de padrão de organização, sujeito à inteligência que o programou. Ainda merece ser dito que para o átomo ir parar lá aonde foi, dois outros fenômenos físicos foram necessários: o padrão do próprio átomo, isto é, a sua família e a estrutura, campo em que ele vai atuar. No segundo aspecto, cabe notar que a pureza, sutileza, elevação, saúde, alegria, viço, produtividade, disposição, boa qualidade de um átomo, de uma célula, de uma molécula, de um órgão, de um corpo, de um conjunto de corpos, estão integralmente vinculados à vibração do corpo; e a vibração está integralmente vinculada ao pensamento que dá origem às vibrações. Os campos magnéticos atuam atraindo e repulsando em todos os reinos.
• No reino mineral, a ação magnética se identifica nas múltiplas aplicações dos seus componentes: plutônio, urânio, cristal, magnetita, água, etc. e trata da coesão e da união do conjunto.
• No reino vegetal, a ação magnética se identifica pela interação do Sol com as plantas e pelo resultado obtido: madeira, tinta, frutos, perfumes, remédios, flores, pelo papel fundamental das árvores na transformação do carbono em oxigênio, entre outros e trata das sensações dos elementos do conjunto.
• No reino animal, a ação magnética se identifica pela emanação dos corpos, pela predisposição doadora de toda a cadeia em que o instinto gregário e a domesticabilidade de muitos animais são os melhores exemplos, entre outros, e trata da defesa da vida na qual o instinto é a principal manifestação.
• No reino humano, o magnetismo assume características mais abrangentes, pois além de se expressar pela atração e repulsão físico-etérica, emocional e mental, pode emergir como radiações da alma e do espírito, em que a principal manifestação se dá pela razão e em casos muitos especiais para permitir a transfiguração dos corpos.
Aquilo que por milênios o homem tentou decifrar, vai ficando menos complicado de estudar. O mundo não está à deriva, sujeito às mutações aleatórias da natureza. Esse é apenas um aspecto do conjunto. Ao paradigma científico da criação do universo deve ser acrescentado: toda a criação obedece a um padrão de organização (inteligência aplicada), um padrão de desempenho (sua função no conjunto) e estrutura (encaixe no campo em que vai atuar).