sábado, 21 de maio de 2011

Editor fora de área

Prezados leitores.
As crônicas desta página tornar-se-ão menos frequentes enquanto durar um mergulho do editor por caminhos nem sempre servidos pela internet.
Aproveitando o contato de hoje, deixo-vos um pensamento para servir de reflexão para o fim-de-semana:
"Nenhuma estrada é tão longa que não permita que se alcance o seu final; nenhum poço é tão fundo que dele não se consiga sair; nenhuma tristeza é tão grande que dela não se possa sorrir; nenhuma dor é maior que nossa capacidade de sentir; nenhuma miséria é tão maior que nossa capacidade de reduzi-la; nenhum amor acaba totalmente; nenhuma esperança é nula; nenhuma fé é a atoa. A vida não termina, recicla-se". (Yjara'pañerá - Guardião Kary'ó))

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Qual é a sua turma? Descubra!

A grande ventura de uma existência de crescimento e de melhoramento, obedece a quatro prerrogativas básicas, que são (segundo alguns autores que consultamos) as seguintes:
1) harmonizar a intenção, vontade, pensamento, fala e ação diante da realidade que temos e da realidade que podemos merecer;
2) disciplinar a vontade para que ela não emule o erro de foco neste processo de calibração;
3) interpretar e, deste modo, discernir o que seja desvio e o que seja rumo correto;
4) transformar e corrigir antes que os resultados sejam muito negativos.

As nossas escolhas ou as nossas omissões, levam-nos a pertencer a quatro padrões básicos de pessoas:

Os distraídos - grande contingente de pessoas que passam pela vida sem dar atenção a si mesmas e à vida que as rodeia. São massa de manobra de políticos, do mercado, da mídia e dos gurus.
Os traidores - aqueles que se traem mutuamente e acabam por trair o seu próprio destino. Integram este contingente aqueles que se julgam espertos para negócios, relações conjugais, tratos com o meio ambiente, trânsito, relações com vizinhos e amigos, com bancos, comércio, etc.
Os traídos – são os que estavam na lista como distraídos e agora estão no contingente dos traídos. São vítimas de sua desatenção com a vida e presa fácil dos traidores.
Os atraídos - pequeno contingente daqueles que já descobriram ou estão muito perto de descobrir o que a vida nos pede e já estão contribuindo para que as suas vidas, as vidas dos seus familiares e amigos e o todo recebam acréscimos de qualidade.

Esses últimos: harmonizam, disciplinam, interpretam, transformam.

O atraídos, vêem o próprio caminho e são atraídos para lá.

Os nossos resultados são frutos das nossas escolhas.

Os resultados que temos, mesmo que a escolha tenha sido feita por outrem, foi endossada por nossa omissão de escolher. Pertencemos ao contingente dos distraídos. Se o resultado for mau, além de distraídos, fomos traídos.

Iremos chorar, reclamar, apontar culpados, mas o fato é que teremos de recuperar as perdas.

Se a escolha é nossa e o resultado é mau, temos de aceitar que muito provavelmente é isso mesmo que estamos a merecer. Saber superar é ganhar méritos.

É isso que irá contar, no final, como resultado de nossa existência.

Uma doença, um infortúnio, um acidente por conta de negligência ou imperícia, um desacerto, tudo cabe nesta lista de resultados.

Os distraídos talvez se justifiquem que a culpa não é sua, houve um guru fazendo as suas cabeças ou talvez acreditem que serão felizes no final da viagem. Neste último caso, esquecem-se de olhar para o caminho enquanto andam. Afinal, são distraídos.

Boa parte dos distraídos nem querem saber da dor e das provações. Vão logo tomando remédio sem perguntar o que a dor deseja expressar. Vão logo se entorpecendo diante de qualquer atrapalho ou desafio. Os chamados da vida são ignorados, os outdoors escancaram os apelos diante de seus olhos, mas os distraídos parecem olhar em outras direções e nem se apercebem que a viagem deve se tornar feliz para que o objetivo tenha valido a pena.

Felizmente, como vimos, temos um pequeno grupo de atraídos que, como vimos, são aqueles que foram chamados e fazer a diferença em suas próprias vidas como competentes jardineiros de seus próprios jardins, aonde se incluem os seus próprios corpos, suas almas, suas famílias, seus amigos, seu trabalho, sua comunidade, por extensão seu planeta.

É óbvio que se nada escolhemos e achamos que qualquer rumo serve, não haverá um bom lugar nem um bom resultado porque a nossa intenção era fraca, a nossa vontade era fraca, o nosso pensamento era alheio e as nossas falas não eram as falas que Deus queria ouvir.

Quando é assim, o resultado terá de ser o caos, a reclamação, a gritaria, os gemidos, a dor, as perdas.

É mais do que óbvio que a jardinagem quanto ao destino que desejamos como indivíduos ou grupos, não poderá ser terceirizada e, se for, ela será sempre para reparar aquilo que já se perdeu.

Já temos um enorme contingente que prefere terceirizar a cidadania, o essencial. E o caos social está batendo em nossos narizes.

Não deixemos que o jardim de nossas vidas tenha de esperar por aquele que poda, arranca, substitui (quando dá).

Antes disso façamos algo pela vida que clama aí dentro de nós e diante dos nossos olhos.

E se nessa atração pelo lado belo da vida, couber um zelar pelo futuro eterno, embarquemos nesse projeto, que este é o projeto que nos espera.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Quem é o teu Deus?

Diga-me o que buscas e terás a resposta.
Este artigo propõe analisar as situações em que as pessoas investem tempo, dinheiro e dedicação em busca de vantagens, destaques, benefícios, honrarias, promoções e, na maioria das vezes, sem mérito e nem direito a eles, pelo exclusivo desejo de serem especiais.
O título poderia ser outro, por exemplo: “como ficar rico sem, trabalhar”, ou “como vencer sem muito esforço”, “como se arranjar através de jeitinhos” ou “como tirar proveito daquilo que é de todos”.
Mas, a análise se inclinará exatamente pelo lado oposto:
• enriquecer sem trabalhar pode esconder o perigo das sacanagens, das contravenções, da bandidagem;
• vencer sem esforço pode esconder malandragem;
• arranjar jeitinhos pode esconder corrupção.
A cada 2 anos, o País tem seus processos eleitorais em que bilhões de reais são gastos para garantir a alguns candidatos mais que a outros, os mandatos eletivos que, no fundo, são privilégios.
Há muito se fala em financiamento das campanhas com dinheiro público aprovado em lei, mas ainda existe quem ache isso abominável.
E por mais absurdo que pareça, é o dinheiro público desviado que financia as campanhas. Esse é o privilégio.
Isso é apenas um exemplo de alguém que se torna especial negando às outras pessoas o que, de forma justa, cabe por direito a todos.
Vemos isso:
• Nas relações homem-mulher;
• No cumprimento de deveres e obrigações;
• Nas questões de tributos;
• Nas relações em condomínio;
• Nas barreiras policiais;
• Nos julgamentos pelos tribunais;
• Na lida com o dinheiro público ou alheio;
• Na questão da cor da pele;
• E em muitas outras situações, inclusive, pasmem, na questão da salvação eterna. Para uns mais que a outros, é oferecido salvar-se.
Você conhece pessoas especiais?
Existem pessoas que querem ser olhadas e tratadas como especiais.
Mas, nas leis humanas não é isso que está escrito.
Os legisladores decidiram que os direitos e deveres perante as leis humanas teriam de ser iguais para todos.
O que não igual é a nossa resposta quando buscamos direitos e quando respondemos a deveres.
O espírito igualitário das leis confronta com a realidade, pois nem todos trabalham, nem todos percebem salários proporcionais à sua produção, nem todos pagam impostos proporcionais ao que estariam sujeitos a pagar e nem todos respondem com a mesma intensidade perante as responsabilidades legais.
Isso passa a demonstrar que não somos iguais, apesar de a lei dizer que teria de ser.
Na prática, existem seres especiais.
A genética comprova que não somos iguais em nada. Nem os irmãos gêmeos univitelinos são iguais.
Podemos ter destinos comuns, viver sob o mesmo teto, trabalhar na mesma empresa e até ocupar os mesmos cargos, mas somos indivíduos absolutamente diferentes e diferenciados com ações e reações diferentes, desejos e aspirações diferentes.
A nossa impressão digital e a foto de nossa íris ocular estão aí para comprovar que somos diferentes em tudo.
Mas, isso não quer dizer que haja seres especiais, a quem as leis ou a vida devam dar direitos a mais, privilégios, vantagens, destaques, benefícios, honrarias, promoções.
Aqueles que querem ser especiais, buscam direitos aonde não têm e anulam deveres aonde eles são exigidos.
Para não ficarmos apenas nos exemplos, esta análise vai enveredar agora pela interpretação dos estados mentais que levam determinadas pessoas a buscar vantagens, destaques, benefícios, honrarias, promoções, privilégios, regalias, concessões...
Vamos tentar uma abertura acolhendo conceitos filosóficos, científicos e religiosos sem cair na tentação dos fanatismos ou da arrogância acadêmica.
Como seres não especiais perante as leis humanas e naturais somos igualmente a elas sujeitos. Exemplo: o oxigênio existe para ser respirado por todos. E se faltar, faltará para todos.
Mas, como seres cósmicos diferenciados, temos caminhos diferentes para chegar, possivelmente, ao mesmo destino, o destino que pode estar planejado por Deus para a humanidade. Aqui se encaixa o carma individual e também o carma coletivo.
Primeira dedução:
A vida existe para todos com iguais oportunidades. Os homens é que mudam isso.
O destino final pode ser o mesmo para todos.
Mas, nem todos chegarão ao destino ao mesmo tempo. É nisso que somos desiguais.
Aqueles que estão por cima nesta vida, poderão estar por baixo na outra.
Por sermos desiguais, a felicidade ou a realização são, para cada um, vistas de modos diferentes.
Uma sociedade harmônica jamais poderia ser aquela de uma única classe social.
Mas, também não seria harmônica diante de enormes disparidades entre as oportunidades, como acontece.
O que sobra para uns ou é jogado fora ou não aproveitado, falta ao outro.
Permitimos que alguns se apropriem da água, do ar (oxigênio), do solo e recursos minerais, das florestas e da fauna, que são patrimônio do planeta, sem atentarmos para o fato de que breve farão falta para todos.
Por dinheiro e para acumular riquezas permitimos o tráfico, a agiotagem, a guerra, os cartéis, as máfias, a corrupção.
Como explicar a vida?
Talvez assim: temos um objetivo maior para ser alcançado, regulado por leis eternas, e temos caminhos, vários caminhos, para chegar ao objetivo, que é individual dentro do objetivo maior.
Quando idolatramos o caminho em busca de conveniências, nos desviamos do objetivo maior e também do individual.
Perdemos o rumo de Deus, perdemo-nos de nós mesmos.
A caminhada cobra uma abertura sempre maior do campo de consciência, que inclua e ame.
Por isso, os desviados da vida olham para fora, brilham para fora, expandem-se, enquanto as tentações que desviam e prometem privilégios causam exclusão e exigem deles supremacia sobre os outros.
Por isso, os alinhados com a vida olham para dentro, brilham para dentro, encolhem-se a procura da essência íntima.
As tremendas diferenças sociais na América do Sul tem causa aí.
Viemos de uma cultura desumanista, excludente, escravocrata, rapineira, inconsequente.
Derrubamos a árvore para colher os frutos. Matamos a vaca de leite. Exaurimos as florestas e mares. Contaminamos a água e o ar.
Não pensamos coletivamente.
As tentações que desviam em busca de privilégios e causam exclusão, nos fazem olhar para fora, brilhar para fora, enquanto nossa essência se contrai, míngua, escurece, se apaga.
A caminhada pela trilha iluminada íntima:
• Ganha ofertando;
• Aufere ao se desprender;
• Recebe ao repartir;
• E se torna abençoada.
A caminhada pela trilha obscura lança sobre o mundo o “espírito arrogante”. E se torna amaldiçoada.
A noção de privilégio se torna fundamento pra uma alma gananciosa e vampira.
Almas gananciosas e vampiras:
• Aprisionam pessoas sob o disfarce do amor;
• Aprisionam dinheiro sob o disfarce da riqueza;
• Aprisionam desigualdade perante as leis naturais;
• E aprisionam indiferença perante os objetivos humanos de que falamos atrás.
Com a noção de privilégio buscam imunidade e impunidade para continuar “especiais”, associado à ganância e à arrogância. Este é o vampiro.
Competem, querem que o concorrente seja amaldiçoado, querem ser “especiais” e abençoados com a queda do competidor.
As suas falas íntimas não são as falas dos anjos.
A caminhada desse caminhante se dá em busca não do objetivo (de que falamos atrás), mas se dá no rumo das vantagens, dos privilégios, das regalias, das concessões, dos destaques, dos benefícios, das honrarias, das promoções.
A caminhada desse caminhante deixa de ser o movimento no rumo do objetivo (de que falamos atrás) e a caminhada se torna o objetivo.
A caminhada no rumo do objetivo é abençoada. O desvio de rumo é amaldiçoado.
Por isso não somos especiais, nem iguais.
Por isso morremos doentes, acidentados, contaminados, de fome, de vermes, de frio, de sede, sem remédio, sem hospital, sem escola, sem instrução, sem educação.
Os especiais e, para quem as leis permitem desigualdades, condenam os não especiais e iguais à miséria.
Nós vemos isso acontecendo à frente do nariz, mas achamos que não é conosco, é problema do governo.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Nova Era da Fé

As mentes modernas ou transformadas estão trocando a forma de se relacionar com Deus. Um número espantoso, resultado de uma pesquisa da Nova Era/2005, que aponta 76% da população ocidental como sem religião, (O grifo serve para destacar que “religião” não significa corporação religiosa, igreja ou organização formal, portanto, distante de tudo o que se conhece como estabelecimento praticante da doutrina religiosa) poderia sugerir a falência do ser humano em relação ao projeto de Deus para o planeta? A hipótese é, exatamente, o inverso. Ocorre que 76% da humanidade ocidental não pertencem às religiões formais estabelecidas e segundo a pesquisa, são pessoas que não vêem as religiões formais atuais como caminhos para a verdade, antes são organizações mercantis disfarçadas e sem clareza nos seus fins.
Nova Era, a entidade responsável pela pesquisa, é uma organização não governamental com sede na Califórnia, dedicada a concentrar os conhecimentos metafísicos de todo o mundo – espécie de confederação das entidades comprometidas com o crescimento evolutivo do conhecimento metafísico.
Sem muita certeza sobre a exatidão de uma outra estatística, Nova Era presume que mais da metade dos ocidentais preferem pertencer a seitas, redes, associações, entidades e outras formas gregárias, que não se caracterizam como religião, mas que trabalham a evolução humana sob diferentes enfoques. Então, tomando-se os 24% que se declaram religiosos somados aos (51%?) que militam em outras organizações de apoio espiritual, iremos chegar a (75%?) um número da população ocidental ligada, de alguma forma, a Deus. Embora vago e sem oferecer sustentação ao argumento de que todos esses seres “têm Deus em seus projetos de vida”, não se pode ignorar o crescimento das chamadas religiões alternativas uma das quais o Espiritismo.
No Brasil (IBGE/2000), de 190,7 milhões de habitantes, 26% declararam não pertencer à religião católica e dos 74% que se declararam católicos, apenas 11% freqüentavam os cultos regularmente. O dado relativo aos espíritas é interessante. O número cresceu de 1,6 milhões para 2,3 milhões em 10 anos. O sudoeste, o sul e o nordeste são as três regiões de maior crescimento.
Se tomamos os 11% de católicos, os 26% dos confessos de outras religiões e uma indefinida população que se encontre dentro das características apontadas pela Nova Era, lá se vão mais da metade dos brasileiros em busca de outras alternativas de fé, enquanto as igrejas católicas vão ficando cada dia mais vazias.
A Nova Era também divulga que o seu objetivo é trabalhar para o reconhecimento por parte de toda a humanidade, de uma única religião. (O grifo serve para destacar que “religião” não significa corporação religiosa, igreja ou organização formal, portanto, distante de tudo o que se conhece como estabelecimento praticante da doutrina religiosa).
A futura religião perseguida pela Nova Era permitiria assumir muitas e distintas formas e extrair de todas as tradições religiosas atuais a mesma fé mística (isto é, a Verdade), como base para cada grupo, não importando que rótulo – cristão, budista, islamita, etc. – for escolhido. As religiões da Nova Era, todavia, assumirão uma nova disposição. Adicionarão novas percepções à sua tradição culturalmente restrita – novas percepções extraídas da inspiração da natureza, das estações do ano e do crescimento e desenvolvimento dos indivíduos através dos ciclos normais da vida. Também colocarão uma renovada ênfase no auto-conhecimento, na exploração interior e na participação em um contínuo processo apenas transformador, começando naquela transformação inicial que levou o indivíduo a se identificar como uma pessoa da Nova Era. (O que é ser uma pessoa da Nova Era? Antes de tudo, é rejeitar os condicionamentos dogmáticos presentes em todas as religiões e imediatamente buscar a sua evolução espiritual, independente de credo ou exigência opressiva).
Vejamos o relato evangélico de Lucas 21:10-15 “Disse-lhes também: ‘Levantar-se-á nação contra nação e reino contra reino. Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu. Mas, antes de tudo isto, lançarão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores por causa de mim. Isto vos acontecerá para que vos sirva de testemunho. Gravai bem no vosso espírito de não preparar a defesa, porque eu vos darei uma palavra cheia de sabedoria, à qual não poderão resistir nem contradizer os vossos adversários”.
E também o relato de João 17: 20-23: “Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste para que sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim”.
As palavras de Jesus tinham um largo período de valência, mas os tempos estão demonstrando o encaminhando da entrada do planeta em nova era, a ser marcada pelo declínio das organizações reducionistas e pela liberdade do homem poder relacionar-se com seu Deus ao seu modo, desde que tenha Deus em sua vida.

domingo, 15 de maio de 2011

Mortes por desastres naturais (conclusão)


O arquiinimigo de Deus

Algumas das principais religiões do Ocidente apregoam a existência de um demônio capaz de tentar, abduzir, fazer a cabeça e obter a obediência dos homens e mulheres para a produção das ações mais hediondas. O comandante do lado pior. E o rotulam como o arquiinimigo de Deus, comandante do lado melhor.
Muito interessante.
No caso do islã em que alguns guerrilheiros detonam bombas e matam em série em nome de seu deus, conhecido por Alá, a pergunta que se faz, é: se ali também há um demônio, inimigo de Alá, de que é capaz esse ser ainda mais mortífero?
Interessante, não?
Para que se tenha mais informações sobre o arquiinimigo de Deus, precisamos, antes, questionar: ele sempre existiu? Não foi Deus quem o criou? E se o criou, sabia que ele seria tão cruel? Ou Deus não tem essas capacidades todas?
Sempre que uma mente humana justifica suas iniqüidades por influência do demônio, está fugindo de seus deveres e arranjando desculpas para não assumir suas próprias responsabilidades. Veja por que: as mesmas correntes de fé que se fartam da figura do demônio para iludir seus fiéis, são as que apregoam que os seres comportados, comedidos, fiéis aos preceitos da ética e da moral, estão livres do demônio. Ora, que demônio bonzinho!!! Bonzinho com aqueles que se dirigem pelas trilhas do bem!!!
Estes ele não ataca, não tenta, são preservados, poupados. Teria de ser o oposto, você não acha???!!!
Quem é o demônio, fundamentalmente? Aquele que se destrói a si mesmo ao afastar-se das trilhas do bem, não lhe parece?
Parece não restar dúvida alguma que o Anjo Caído, expulso do Paraíso por desobediência, não é outro, senão o homem. E diante da generosidade e do imenso amor de Deus, quando ele decide voltar à trilha do bem, ele é recebido, é considerado, é acolhido, é dignificado.
Não há um demônio sob a figura individual, antropomórfica, personalizada num ser mau, gestor do inferno, para onde são mandados os maus. Há milhões de mentes doentias, destruidoras, poluídas e poluidoras, capazes de desafiar as leis divinas. Contra esses, a própria natureza age. Age coletivamente como foram os “desastres naturais” da Serra do Rio, em que as encostas impropriamente habitadas deslizaram e levaram consigo as casas, pessoas e animais. Age individualmente quando surgem as doenças emocionais e comportamentais, situação em que as próprias células do corpo se arrependem de ali estarem e pedem para ir embora.
Quanto aos desastres naturais pintados e bordados como “castigo de Deus a este mundo de iniqüidades”, receba-os por este conceito quem quiser. Na verdade, são ajustes da natureza em evolução.
Mas, que o homem fica a dever a si mesmo muito de ética e moral, é verdade. Somos demônios ocupando corpos humanos.

sábado, 14 de maio de 2011

Mortes por desastres naturais (V)


Por que se morre em desastres naturais?

A pergunta é proposital e deve levar a uma outra pergunta: por que se morre nas guerras e em outros tipos de violência?
Não há uma explicação definitiva que responda a primeira pergunta, mas certamente há uma reflexão extraordinariamente próxima da verdadeira resposta para as duas.
Repare nisso: alguém está andando sob a chuva e, numa circunferência de algumas centenas de metros seu corpo é a única antena mais próxima da nuvem, entre ela e a terra. O raio – campo positivo – se desprende das nuvens em evolução e vem aterrar no campo negativo – na terra. Nenhuma pessoa, vítima fatal de raio, conseguiu descrever a sensação que precede o evento, mas as vítimas parciais sim. Há como que um arrebatamento, um enlevo, tão efêmero, que a mente é quase incapaz de captar, no átimo de instante precedente à descarga. Este é o momento em que o campo magnético se estabelece, criando uma espécie de canal por onde virá a poderosa faísca. Tão forte, tão forte, que são raros os sobreviventes, dentre eles, alguns com grandes seqüelas. Como explicar o acidente?
A natureza é constituída de energia, poderosas energias, nem muito bem conhecidas do homem. O entrechoque dessas energias sempre produzirão impactos, seja através da água, da terra, do fogo, do ar, do éter. Em algum lugar, em um determinado momento, a natureza em ebulição, produzirá um fenômeno, e parte desta própria natureza será afetada, como de fato é afetada, através de incêndios (não de autoria do homem), enchentes, vendavais, terremotos, maremotos, raios, deslizamentos, vulcões, pestes... Tudo aquilo que estiver por perto da irrupção deste fenômeno, será afetado.
No passado remoto de nosso planeta tudo isso era mais freqüente e quiçá mais devastador percentualmente considerando. Éramos poucos, a imprensa não existia e a notícia não chegava até as demais regiões não afetadas. Hoje estamos concentrados, muito poucas regiões do planeta são desabitadas e temos uma imprensa ávida por notícias.
Sempre morremos em desastres naturais, certamente que menos do que em guerras e disputas. Estas podem ser explicadas. Aquelas, quem sabe, também possam ser explicadas em termos geológicos, por conta do curso da evolução do cosmos.
Na velocidade que nosso planeta viaja pelo espaço, considerado o seu peso e a atração magnética que exercem os corpos celestes, uns para com os outros, qualquer mente um pouquinho treinada pode imaginar que os fenômenos são tão poucos que quase não existem.
Por outro lado, qualquer mente, um pouquinho treinada, pode constatar que tais fenômenos são mais freqüentes em determinadas regiões. Cabe ao Golfo do México dar origem aos tornados e ciclones. Cabe ao Brasil um número muito maior de raios, se comparado com outros pontos do planeta. Cabe ao Japão, ao Chile, ao México, à costa ocidental dos Estados Unidos, por exemplo, os terremotos. De alguns anos para cá a evaporação havida no Oceano Pacífico, em frente à Colômbia, sobe para as alturas, ganha impulso com os chamados Ventos Alísios – muito altos – e vem desabar sobre a Argentina, Paraguai, Brasil, dando origem à maioria das enchentes. A isso dá-se o nome de “convergência do Pacífico”, por que é lá no Pacífico que começa; convergência porque largas extensões de vapor convergem para um mais estreito corredor de nuvens que, ao se chocarem com as frentes frias vindas da Antártida, se transformam em chuva, muita chuva, chuva em excesso. Chove em poucas horas toda a cota do mês.
Há explicação para isso? Alguma coisa em algumas áreas é explicada, mas a maioria desses fenômenos a ciência não sabe explicar.
Os estudiosos dos temas espirituais que pesquisam os fenômenos naturais talvez invoquem uma das dez leis naturais – a Lei da Destruição – e, com base nela, expliquem que, na natureza, existem os ciclos de nascimento, crescimento, amadurecimento, envelhecimento e morte. Algo tem de ser destruído para que algo novo venha a ocorrer. Seria isso?
Continuemos a pensar que sim, levando em conta, no caso do nosso planeta, que o ciclo é muitíssimo longo; milhões de anos.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Mortes por desastres naturais (IV)


Uma incomparável penitenciária

Toda a Natureza não humana é amorosa e se comporta invariavelmente dentro das regras ditadas pelas leis de Deus (leis naturais). Nenhum de nós, em tempo algum, viu, ouviu ou tomou conhecimento de que os peixes, as aves, os batráquios, anfíbios, ofídios, quadrúpedes, insetos ou qualquer outro grupo ou espécie da chamada natureza animal, tenha se voltado contra a própria espécie, exceto pela disputa patriarcal ou pela defesa da prole.
Também não viu, ouviu ou tomou conhecimento de nenhuma destruição ambiental partida desses mesmos elementos.
Toda a natureza não humana se respeita, respeita e ama. Ama a si mesma e ao entorno, que lhe dá guarida.
Num dos gestos mais generosos, as árvores se doam para alimentar peixes, aves, insetos e animais. Ainda mais generoso é o gesto dos animais: as espécies mais numerosas se doam, dão a própria vida para alimentar as espécies menos numerosas e mais fortes. Diferente dos vegetais que doam seus frutos, os elementos do chamado mundo animal doam suas próprias vidas para que outras vidas continuem a viver.
O próprio homem de serve desse banquete, abatendo peixes, aves, quadrúpedes, árvores e arbustos, etc., para deles se alimentar e até para se divertir ou para enriquecer.
Nenhum outro gesto é mais forte que este: alguém doa a sua própria vida para que outras vidas prossigam vivendo. Jesus teria feito isso.
Mas, aqui, na dimensão naturalista, a doação se destina a alimentar, aplacar a fome, garantir a sobrevivência... E não se dá (necessariamente) entre os irmãos da mesma espécie, numa bem ordenada cadeia alimentar, em que os menores servem os maiores.
Como é isso entre os homens? Tirando-se os canibais, que parece não existirem mais, o homem abate o seu igual, não para comê-lo, para tirá-lo do caminho e ficar com os seus bens. Não é um predador, é um ladrão assassino.
Nenhum outro comportamento é tão indigno como este do homem: assassino e ladrão. Em resposta, vinga-se com crueldade mortífera, terrificante.
A caminho de ultrapassar esta fase e comportar-se como homem – segundo o que se presume seja a proposta de Deus – o homem permanecerá interno da penitenciária, sua escola, onde cumprirá pena por milhões de anos, até merecer ser chamado de homem.
Mas, ele retorna da penitenciária mais cruel de quando lá entrou.
Estamos falando de uma penitenciária muito singular, erguida por nossas próprias mãos, pagas pelo nosso próprio dinheiro, cada dia mais fechada, cada dia mais vigiada por vídeo-monitoramento. Nela, nós nos internamos por sermos incapazes de viver em liberdade plena, em amor, em solidariedade, com responsabilidade.
Pensamos estar nos defendendo dos outros. Estamos nos defendendo de nós mesmos.
Olhemos para dentro dessas “penitenciárias” apelidadas de casas, condomínios, comunidades... Como é a vida aí dentro?
O conhecimento elementar é respeitar-se, respeitar seu corpo, suas emoções, suas relações íntimas e amistosas, fazendo o mesmo quanto à água, à árvore, ao animal, à terra, ao ar.
Já seria um grande passo.
Milhões as pessoas já estão adentrando nesse patamar, mas se traem quando ficam a defender a natureza não humana enquanto desprezam a própria espécie. Um cãozinho perdido, sem dono, sem teto, comove mais pessoas que uma criança de rua nas mesmas condições. Dá para notar o desvio?
Estamos a procura do bom aluno na escola de Deus. Egresso da penitenciária. Ele existe. Quem sabe estejamos conversando com ele sem conhecê-lo direito.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Mortes por desastres naturais (III)

A implacável evolução

Os cientistas, com acertos ou com muitas dúvidas, continuam a pesquisar para entender certas coisas que acreditávamos estabelecidas e que ruíram diante das descobertas científicas.
Viemos de uma tradição bíblica judaica, onde muita coisa é poesia e lenda, e não podemos levar tudo à conta de coisas líquidas e certas.
Até a ciência sofre com os fundamentos dessa tradição.
O mais perigoso é quando os líderes dessas crenças nem mesmo aceitam tomar conhecimento das descobertas científicas, vociferando contra as pesquisas como sendo coisas do diabo destinadas a desacreditar a palavra de Deus, engendrada pelos inimigos de Deus. Qual é a palavra de Deus de antes que não possa ser a palavra de Deus de agora?
Demorará um pouco, mas as religiões fundadas em poesia e lenda terão de avançar e oferecer-se para a comprovação das crenças que difundem como palavra de Deus. Tudo quanto se disse ou escreveu veio da mente dos homens, enquanto esses homens se diziam falando com Deus. Então Deus ficou mudo porque faz uns três mil anos que não fala mais através dos homens.
A fala mais coerente e mais lógica, em tempos recentes, nos diz, através dos cientistas, que o cosmos continua a expandir-se por conta da explosão inicial – chamada Big Bang – e que a conseqüência, natural, sem dúvida, será a redução da velocidade de rotação e translação dos planetas e satélites. Os nossos dias ficarão maiores; a distância entre o Sol e a Terra será maior; a distância entre a Lua e a Terra será maior. O que virá em conseqüência disso? As marés serão mais baixas; a temperatura será mais amena; as chuvas serão menos intensas; os ventos serão mais comportados.
O que seria isso, se não a melhoria da vida?
Num simples dado científico hipotético caem por terra as teses da destruição pela ira de Deus.
O inimigo de Deus não é o diabo, é o homem. Ao colocar-se contra as leis naturais, que são leis de Deus, o homem só tem a perder e já está perdendo de dez a zero. Todas as catástrofes não naturais são provocadas pela ousadia e transgressão humana.
O excesso de população pela miopia religiosa do não planejamento destinado a controlar o excesso natal, responde por um absurdo que se comete contra a espécie humana.
Mas, as lições não são aprendidas. Muita coisa ainda virá pelos vieses da fome, intolerância, hipocrisia, guerras, ideologias, fundamentalismos.
A possível morte de Ossama Bin Laden ganhou aplausos em quase todo o planeta. Aplaudimos a morte dele, da mesma forma que ele aplaudia a morte dos seus desafetos. Que homens são esses, que precisam da morte de seus oponentes para vencer e se alegram quando o oponente capitula? Qual é o resultado da morte provocada? O que acontecerá aos suicidas? O que acontecerá aos que provocam a própria morte? E aos que provocam a morte do seu próximo?
O que acontecerá aos que desafiam a Deus? Quem desafia a Deus?
São coisas muito distintas e ninguém está autorizado a misturá-las com fins escusos. Uma coisa é a cosmologia evolutiva, outra é o comportamento da humanidade mal formada. A primeira pertence a Deus; a segunda pertence a nós e passa por dentro dos templos de toda fé.
Quando nos encontrarmos com Deus num abraço filial/paternal as duas coisas deixarão de ser separadas.
Enquanto isso, o desafeto de Deus, que não é o cientista (ao menos não genericamente), continuará solto das patas a pisar sobre a obra de Deus. Quem é ele? O quadrúpede, erroneamente chamado de homem.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Mortes por desastres naturais (II)

A profecia fala de Deus ou fala do homem?

Não são só as Testemunhas de Jeová a acreditarem que Deus está decidido a pôr fim a todo o mal que o homem vem causando ao seu próprio lar, e, como afirmam elas, usará de seu filho, Jesus Cristo, para fazer um ato estranho para muitos destruindo completamente este velho sistema e introduzindo aqui mesmo na Terra um novo sistema justo, onde a paz e a felicidade serão a ordem geral. Mais gente olha para os apocalipses e fica de cabelo em pé.
É preciso referir ao que poderia ser chamado de a índole de Deus para buscar uma resposta: as profecias falam de Deus ou falam dos homens? Nós ainda precisamos discutir um pouco mais esta questão para entender que mudanças importantes estão acontecendo no magnetismo do Sistema Solar e isso impacta sobre a Terra, mexe no seu eixo, provoca movimento de placas tectônicas, influencia ventos, marés, chuvas, sismos, vulcões.
As catástrofes do passado longínquo foram muito piores, pois em percentuais da população da época mataram muito mais. Hoje estamos aí à beira de 7 bilhões de almas encarnadas e esta concentração humana faz com que um raio ou uma chuva intensa tenha muito mais gente como vítimas.
O planeta viveu seus milênios de muito longa data sob o impacto de coisas terríveis, como foi o Período Glacial em que tudo ficou congelado. Nem se pode explicar direito a causa daquilo, mas os cientistas desconfiam que ao movimentar-se pela Galáxia, o nosso Sistema Solar, incluindo o nosso planeta, enfrente períodos de maior e menor aquecimento e esfriamento.
E ainda tem uma história da nuvem de pó levantada pelo impacto de um meteoro caído sobre Yucatan, México, quando os dinossauros teriam sido extintos.
Quando congela, a maior parte da vegetação fica debaixo de gelo e sobrevivem aqueles habitantes que tenham o que comer e como se aquecer. Quando esquenta, outros habitantes saem favorecidos.
Pelos cálculos dos especialistas estamos entrando em mais uma temporada de gelo (apesar do discurso do degelo das calotas causado pelo aquecimento).
Quem sabe os desastres naturais possam ser conseqüências das acomodações magnéticas a que somos submetidos nos mega sistemas do cosmos...
Para tranqüilizar os angustiosos influenciados pelos apocalipses, precisamos voltar a lembrar que Deus nunca destruiu nenhuma de suas obras, muito pelo contrário, incentivou-as a melhorarem em busca da perfeição.
O que ocorre e talvez seja entendido como destruição, é a morte cíclica de algumas criaturas. A árvore envelhece e morre para que outras árvores desfrutem daquele espaço. O homem falece. O cosmos estaria em expansão, até quando? Parará de expandir e acontecerá o que?
O planeta, isoladamente, não seria destruído para que a humanidade venha a pagar por seus erros, pois toda a outra natureza, chamada de mineral, vegetal e animal (que também é vida e também sofrerá) seria castigada junto. Isso é um absurdo levado à conta de crendices e uma maneira absurda de pensar com a cabeça de Deus.
O planeta existe há mais de 13 bilhões de anos e muitas estórias que se contam sobre dilúvio, arca de Noé, etc., pertencem a uma série de lendas, talvez com um fundo de verdade, e aludem sobre o afundamento do Continente de Atlântida, quando não só Noé saiu a navegar em busca de outras terras, mas muitos outros navegadores fizeram o mesmo. Os animais que Noé levou consigo eram os seus animais domésticos, necessários a ele quando viesse a se estabelecer em outras terras.
Muito ainda se falará sobre isso graças às descobertas arqueológicas.
Se as configurações magnéticas que teremos daqui a alguns séculos representarão, mesmo, um novo tempo para a paz, para a justiça, para a ética e para o amor, só saberemos quando lá chegarmos, de volta, em nossos ciclos de reencarnações.
Mas, atenção, não vejo como as condições climáticas possam ter tanta influência na índole dos homens. Estes terão de operar as transformações não porque Deus pode querer destruir sua obra; estas transformações não devem acontecer por temor de Deus; elas têm de vir pela vitória do amor sobre o ódio.
Enquanto isso o planeta irá se acomodando nas suas “trilhas” e os solavancos fazem parte do processo.
Pensar que temos um Deus implacável, capaz de pôr tudo a perder num ataque de ira, é tornar a mente de Deus assemelhada à mente do homem, invertendo toda a lógica do processo imaginado para o homem, que é o de aperfeiçoar-se para chegar o mais perto possível da idéia de Deus. Não o contrário. O que seria o contrário? É raciocinar que Deus possa reagir como reagem os homens.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Mortes por desastres naturais (I)

Deus está incomodado?

Antes de tudo, um conceito sobre desastre natural para que não fiquemos atribuindo tudo à Natureza e imediatamente alguns exemplos do que não pode entrar na lista de desastres naturais.
Um desastre natural tem de ser provocado por forças alheias à ação humana. Se, por ventura, o acidente ocorra em reação aos processos humanos sobre o planeta, já não é mais um desastre natural, pois se trata da reação da natureza.
Exemplos do que não pode entrar para a lista de desastres naturais: estouro de uma barragem; incêndio sem origem geológica ou atmosférica; estiagem prolongada por conta de desmatamento excessivo; aquecimento global com o conseqüente degelo das calotas polares e a conseqüente elevação do nível dos mares; construções sobre a orla ribeirinha de rios e mares tornando vulnerável o deslizamento provocado por chuvas intensas.
O leitor precisa entender o que se relata: se o acidente tinha alguma chance de ser evitado por conta da ação preventiva originada pela inteligência dos administradores públicos, o acidente subseqüente à ação equivocada do homem, embora possa ter curso a partir do fogo ou da água (que são os principais agentes de destruição provocada por equívocos humanos) o acidente não pode entrar na lista de desastres naturais.
Vejamos, então, nos últimos anos o que de desastres naturais de grande impacto abalaram o planeta:
1. Terremoto no Afeganistão, em 2001, com 2.500 mortos;
2. Terremoto no Irã, em 2003, com 31.000 mortos;
3. Onda de calor na Europa, em 2003, com 37.451 mortos;
4. Terremoto e tsunami no Sudeste da Ásia, em 2004, com 295 mil mortos;
5. Furacão Katrina, no sul dos EUA, em 2005, com 1.833 mortos;
6. Terremoto no Paquistão, em 2005, com 86 mil mortos;
7. Deslizamento de terra nas Filipinas em 2006 com 1.058 mortos (possivelmente com muita participação humana nas suas causas);
8. Terremoto na Índia, em 2006, com 6.000 mortos;
9. Tufão e inundações, na China, em 2006, com 2.000 mortos;
10. Ciclone Sidr, em Bangladesh, em 2007 com 3.447 mortos;
11. Ciclone Nargis, em Mianmar, no Sudeste Asiático, em 2008, com mais de 100 mil mortos;
12. Terremoto no Haiti, em 2010, com mais de 200 mil mortos;
13. Chuvas intensas na Ilha da Madeira, Portugal, em 2010, com 50 mortos;
14. Terremoto no Chile, em 2010, com cerca de 800 mortos;
15. Chuvas e deslizamentos no Rio de Janeiro, em 2011, com mais 900 mortos (também em consequência da invasão dos morros por habitações);
16. Terremoto e tsunami no Japão, em 2011, com um número de mortes ainda por ser contabilizado.
Nos últimos 10 anos, a Terra enfrentou 60% mais catástrofes naturais do que na década anterior. O número de mortos duplicou, de 600 mil para 1,2 milhão. Apenas no ano de 2010, cerca de 500 tragédias naturais foram contabilizadas, contra 427 do ano anterior.
Tenho pessoas queridas como Testemunhas de Jeová – religião que a cada novo tempo divulga uma notícia de Fim de Mundo – e elas não deixam por menos: estamos vendo os sinais dos últimos dias; o fim deste sistema corrupto; o arquiinimigo está usando todos os meios para detonar a Terra; para isso ele usa o ser humano como maior predador.
Tirando o exagero do Fim do Mundo e trocando a figura do arquiinimigo externo pela figura do próprio homem, o restante dos seus discursos vale aceitar: toda humanidade está ciente de que assim não dá mais para suportar; que a própria existência está ameaçada; sabemos que algo está errado; mas, infelizmente não percebemos os sinais proféticos ou não.
Precisamos assumir que as catástrofes não são de responsabilidade do criador do universo perfeito; ao menos não com essa conotação de castigo; sim com a conotação de movimentos planetários evolutivos. E temos de acrescentar que realmente uma parte dos acidentes são provocados pela ação predatória irresponsável em busca do lucro e do conforto a qualquer custo. Mas, há também que aceitar que o Universo Perfeito é o que buscamos para daqui a alguns milhões ou bilhões de anos. Será o tema de nossa próxima crônica.

domingo, 8 de maio de 2011

Pra você, mãe...

Uma simples mulher existe.

Pela imensidão de seu amor, gera a vida.

Tem um pouco de Deus.

Pela constância de sua dedicação, tem um pouco de anjo.

Sendo moça, pensa como uma anciã.

Sendo anciã, age com todas as forças de uma jovem.

Quando ignorante, melhor que muitos sábios,

desvenda os segredos da vida.

Quando sábia, assume a simplicidade das crianças.

Pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama.

Rica, se empobrece para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos.

Forte, estremece ao choro de uma criancinha.

Fraca, se alteia com a bravura própria dos leões.

Viva, todo o valor que lhe demos, sempre será pouco,

porque à sua sombra todas as nossas dores se apagam.

Morta, tudo o que somos e tudo o temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços,

uma palavra de sua boca e um beijo de seus lábios.

Isso é um pouco dessa criatura que conhecemos por Mãe.

sábado, 7 de maio de 2011

Poema de despedida a quem parte (ou retorna)

Nada a acrescentar

(Mano Terra)

Então, aqui nos separamos, ché.
Só na aparência é que te digo adeus.
Não se trata de uma partida, real,
mas de uma chegada aos portais de Deus.

Esse seu corpo irá se transformar, ché,
e aqui, eu sei, não o encontrarei mais.
Os mais diligentes são os que saem antes
preparar a seara pra esperar por nós.

Só restarão lembranças, estimado ché,
o que resta sempre, é apenas consciência.
Viver no corpo é sempre grande escola
e dela só se leva o lucro da experiência.

Pois é, o que se há de fazer, ché,
segue teu caminho e apressa teus passos.
Oferece-te ao socorro de amigos de luz
que estão aqui pra oferecer-te abraços.

Como posso dizer mais, ché?
Se tudo o que sei é que seria assim?
Quando nascemos já se está sabendo
que tudo o que começa, tem um meio e fim.

O tempo é vida e a vida é a marcha.
Para uns a estrada parece mais comprida.
Certamente aqueles que partem mais cedo
dão por terminada a messe e a missão cumprida.

Nada a acrescentar, só a saudade, ché,
enquanto durar esta indefinida ausência.
Quanto ao resto, tudo mais tá certo,
existe a Lei, cumpre-se a Lei, com toda obediência.

(Ché – do quéchua ao guarani, com significado de você e amigo)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Tá ou não tá mudado?

Talvez você não tenha a idade que sirva para alguns resgates históricos que a crônica de hoje deseja fazer. Contudo, seu pai, seu avô, se puderem ajudar, seria desejável.
Na década de 1940 e sempre pior quanto mais para trás formos pesquisar, o voto, no Brasil, era privativo dos homens, maiores de 21 anos, que pudessem comprovar renda e nem sempre era secreto, pois se compunha de cédulas com os nomes dos candidatos, depositadas em um envelope e este era guardado numa urna que era aberta pela própria comissão receptora, ao fim das votações, e o resultado era enviado ao juiz da Comarca.
Para se ter uma idéia, desde 1889, quando a República passou a existir, o Brasil teve 19 militares na presidência e teve 35 anos de ditadura em pouco mais de um século de República.
Se olharmos para o recente período de governos militares e o intenso combate a ideologias de esquerda e aos extremismos guerrilheiros, do quais a presidenta Dilma fez parte, a sensação que se tem é que se passaram 100 anos entre uma coisa e outra.
O estava ou está fora da casinha? Aquilo que tinha antes de 1980 ou aquilo que se tem agora?
Os eleitos dependiam de uma patente militar (general ou equivalente), de influência política, riqueza, popularidade... A mulher desconhecida, ex-guerrilheira, pobre, que se elegeu não tem nada disso.
Outros tempos? Sim, outros tempos.
Obama, negro, pobre, não cristão, também chegou ao poder nos Estados Unidos.
O que está havendo?
A questão política nunca foi só ideológica, sempre se relacionou à economia e, por conseqüência, sempre dependeu do nível intelectual, da informação, da politização. Os jornais, lidos por uma classe mais abastada e melhor informada, juntamente com as tevês por assinatura, são tribunas conservadoras, mas a televisão, canal aberto, ao penetrar em todos os lares de todas as classes, passou a ter enorme influência.
As condicionantes que levaram Lula, Obama e Dilma ao poder estiveram relacionadas com a economia e a informação, antes de serem ideológicas ou preconceituosas, expressões de inconformidade com o status quo. Com os meios de comunicação cumprindo seus papéis com imparcialidade e isenção, a decisão passa para o eleitor.
O bolso e a mente elegem e derrubam os governos.
O fenômeno de 2010, no Brasil, em que a maioria dos empresários se inclinaram por manter o esquema Lula em vigor, o que falou mais alto, entre os poder econômico, foi a economia, sobrepujando o ideológico.
Nada diferente foi o comportamento do povão que é alcançado pelos programas sociais acelerados pelo governo de Lula.
Se a informação não derruba o candidato e se o bolso recomenda continuidade, os eleitos não precisam temer o fator ideológico.
Ta mudado? Tá. O eleitor tem mais informação. O restante é a resposta econômica e esta cabe a cada grupo que aspira o poder.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Japão voltará a ser lindo

São poucas as vozes sábias a dizer que a maior ajuda possível ao povo do Japão, um dos países mais avançados de nossa atual civilização, é informar àquela gente que não deve voltar a fazer as mesmas coisas. Isso seria um suicídio calculado.
Não é só o Japão, o Rio de Janeiro, Blumenau, Angra dos Reis, os vales, os morros, os mangues em todos os lugares deste lindo planeta.
Somos muita gente e os espaços para viver se tornaram caóticos, os transportes faliram, faltam estradas, bondes, metrôs, ônibus, barcos, o número de motos é espantoso e vamos morrendo de todos os modos por conta de nossa insensatez, pior do que isso, de nossa tolice. É isso, somos tolos completamente. Aquele tolo que desafia a morte achando que pode derrotá-la.

Nossa leitora Tânia Vieira, carioca radicada em Florianópolis, assim escreve sobre a tragédia de Petrópolis, Teresópolis, etc.:

Paisagens belíssimas, recantos paradisíacos reduzidos a dor e a lama...
Amados irmãos, o ano que se inicia nos pede reflexões severas sobre nosso papel na preservação e continuidade da vida humana genuína no planeta azul.
Durante esta semana a mídia nos parou e falou claramente sobre nosso verdadeiro tamanho diante daquilo que convencionamos chamar de “meio”. Seria a Biosfera um “meio” a ser utilizado pelo homem em seu desejo desregrado de “desenvolvimento” e consumo? Dividimos a Terra, denominamos de “recursos” os biomas que guardam a cura, a possibilidade do novo. Avançamos famintamente contra a Natureza, destruímos desenfreadamente tudo aquilo de que mais precisamos e precisaremos para nos mantermos vivos e as catástrofes chegam alertando-nos sobre nossos enganos e nossa prepotência”.
Continua a mensagem de Tânia: “o atual modelo de civilização fundamentado no desenvolvimento científico e tecnológico, coloca a tecnologia como motor da vida, mas as catástrofes nos demonstram que a tecnologia tomada como garantia de vida não passa de obra humana, falha e imperfeita, que não garantirá a humanidade do próprio humano. Se não pensarmos nos incluir como parte deste delicado sistema, não nos será garantida a vida genuína. Mais do que preservar o “meio ambiente” se faz necessário modificar, repensar, desconstruir este velho modelo vivenciado desde o tempo em que o homem ousou fazer ciência e colocou a “razão” como fundamento da existência, deixando de lado, definitivamente, os laços que mantinham a espécie como parte integrante da Natureza”.

Hoje, a Natureza, da qual somos parte, nos cobra seu lugar central e, nos demonstra que pela força ou pelo amor seremos obrigados a devolver a ela o seu legítimo lugar.

Equivocados em nossa forma de partilha das riquezas e ocupação do solo, fizemos indústrias demais, casas demais, carros demais, usinas demais, para atender ao desenfreado aumento da população, não por necessidade de que existam mais pessoas, mas por desleixo no planejamento demográfico e até mesmo para que houvessem mais consumidores para a produção tecnológica. A indústria farmacêutica aliada à medicina permitiu a não seleção natural que a sábia natureza vinha fazendo ao longo de milhões de anos.

Mais gente, mais consumo, mais problemas...

A ecologia, em suas diversas dimensões, deve ser tomada como base à vida genuína. A ética que fundamentará nossas ações na Era da Informação, que já termina, teria como papel relevante construir princípios que considerem que tanto a Natureza quanto a própria humanidade são de responsabilidade do homem. Não o fez.
Interferimos em tudo com nosso aporte tecnológico e hoje a Natureza não nos deixa saída. Não temos a quem culpar, a responsabilidade é tão somente e intransferivelmente nossa.

Nossa inteligência deverá estar a serviço de nossa preservação.

Esta é a próxima era, Era da Inteligência?

Nossa inteligência deve nos auxiliar na busca de formas sustentáveis de viver, que assegurem nossa continuidade, pois estamos ameaçados enquanto espécie.

Só o amor pode operar a desconstrução deste modelo de egoísmo.

Que daqui pra frente possamos pensar em forças de operacionalizar ações que permitam o renascimento da vida genuína em nosso planeta e em implantar valores éticos fundamentados na responsabilidade.

Ajudemos todos os que necessitarem de reconstrução de suas vidas, inclusive dos excluídos do mercado, mas, que, antes de tudo, nenhum deles invente de reconstruir a vida aonde não é para o ser humano construir casas, empresas e lavouras.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O mundo necessita de Espíritos Elevados

O replique assustador da violência está a pedir a todos nós que demos início a uma Cruzada de Paz. Paz interior para que não sejamos agressivos com quem faz do desrespeito uma ação normal; para que nos lares as pessoas não se agridam espontaneamente, principalmente contra quem não pode se defender ou não sabe interpretar a agressão como uma violência; para que o trânsito, o transporte de pessoas, as filas, os espetáculos, deixem de ser arenas para extravasar ansiedade, estrelismo, raiva, decepção, desesperança. Os Espíritos Elevados de que necessita o mundo, atuarão como facilitadores, agentes de luz, demonstrando, ensinando, chamando a atenção para coisas rotineiras e extraordinárias que as pessoas devem incorporar ao seu dia-dia para que a vida humana recomece urgentemente um retorno aos valores essenciais.
Nos tópicos a seguir estão algumas dessas idéias, pequenas grandes aulas para serem aplicadas às nossas vidas e/ou ao nosso mundo onde convivemos. Vamos a elas?

1. Os valores pessoais devem ser baseados na verdade de sua origem. Acima de tudo, somos Espírito. Nós fazemos com que a energia tome forma de acordo com os nossos pensamentos, sentimentos e palavras, e nós somos responsáveis pela qualidade daquilo com que contribuímos para a criação da vida. É, portanto, de nosso melhor interesse, assim como deveria ser do interesse de todos os outros, criar com amor e sabedoria. Mantenhamos nossas palavras, pensamentos e emoções claros e honestos, éticos e capazes de gerar dignidade.
2. Princípios Universais servem como orientação para a criação: causa e efeito, o que está em um está no todo, manifestação que é o resultado da intenção. Esses, e todos os demais Princípios Universais, são nossos instrumentos de poder. Quanto mais nós conhecemos e compreendemos os Princípios Universais, mais fortes e poderosos nos tornaremos. Fortaleza e poder para serem usados para o bem.
3. Cada ser que entra em nossas vidas é o reflexo de algum aspecto do nosso próprio ser. Da mesma forma, nós também somos o reflexo de cada ser que atraímos. Se somos atraídos pelas qualidades positivas, ou repelido pelos traços negativos, nós apenas estamos vendo a nós próprios. Esse reflexo é difícil de ser visto claramente porque a sua profundidade geralmente é escondida pela personalidade dos indivíduos. Se pudermos olhar além dos traços da personalidade, iremos nos ver nas motivações, nos medos, nas forças e na compaixão mais profundas da pessoa. Portanto, não tem nenhum sentido culpar os outros pelos eventos que nos acontecem ou que nos irritam.
4. Todas as barreiras artificiais que separam a unidade essencial da vida deveriam ser desconsideradas. Fronteiras entre nações, cidades, partidos, religiões, raças, assinalando nossas diferenças, não têm sentido e servem apenas àqueles que se beneficiam disso. A lealdade é a própria vida e a vida não tem fronteiras. Ela se desenvolve em qualquer lugar onde exista amor. E onde exista amor, existirá o respeito e a ética.
5. Da mesma forma, as fronteiras atualmente existentes entre todos os outros reinos da vida – bacteriano, entômico, mineral, vegetal, animal, humano – também são barreiras artificiais que impedem o respeito, a comunicação entre as espécies e a interligação emocional. Toda a vida tem consciência. Sempre que um membro da vida perde, a vida toda perde; sempre que um membro da vida ganha sem tirar nada de ninguém, a vida toda ganha.
6. O que está em um está no todo. Assim é na Terra como nos céus e em todos os espaços habitados ou vazios. Apliquemos esse ensinamento à nossa vida e em tudo o que criamos, compreendendo que toda ação positiva e negativa que colocamos em movimento afeta toda a vida.
7. O tempo e o espaço não existem na dimensão do pensamento. Os pensamentos viajam num instante por todo o cosmos. Portanto, aprendamos a pensar como um sistema de comunicações em vários níveis, em que atividades como a cura à distância e a intercomunicação entre duas ou mais mentes podem ser realizadas plenamente.
8. Como pensamento é poder, desenvolvamos um sistema regular de controle de qualidade em nós mesmos. Quando sentirmos que há uma negatividade no nosso sistema, façamos algo para nos curar imediatamente. Prestemos atenção à lei de causa e efeito, e estudemos as conseqüências de nossas ações, de nossas palavras e de nossos pensamentos, compreendendo sempre que somos o criador que está por trás daquilo que estamos estudando ou planejando.
9. Curemos a nossa inclinação para a violência em toda e qualquer forma: ações, atitudes, palavras, hábitos, pensamentos. Nossa natureza violenta cria a política violenta, as armas e todas as ações e interações humanas violentas. Todos temos a violência dentro de nós como herança inconsciente de milhões de anos terrestres. Nosso mundo ainda é um espaço violento e essas inclinações penetraram em nós através da cultura desenvolvida pelos que nasceram antes de hoje. As egrégoras humanas se inclinam, na maior parte das vezes, por produtos gerados na violência. A riqueza das nações foi obtida pela via da violência contra os recursos naturais e humanos. Lembremos que a violência alimenta a doença e destrói o sistema emocional humano. Todas as desgraças de que temos notícias são fruto de nosso planejamento como ideal a ser vivido. Até mesmo a maioria das catástrofes naturais deixaria de ser mortífera se nós não estivéssemos lá onde elas costumam aparecer.
10. Estudemos os desejos que nos controlam e lutemos para nos libertar de qualquer coisa não natural que exerça poder sobre nós: drogas, álcool, hábitos negativos, medos, cobiça, avareza – qualquer coisa que nos conduza à perda do poder. Todo aquele que se imagina poderoso pela posse de arma, dinheiro, bens materiais, autoridade ou posição social, desconhece que são exatamente essas coisas que mais denunciam a falta do poder verdadeiro.
11. Lembremos que o sentido verdadeiro da vida chama para que estejamos constantemente curando e nos curando. O processo de cura é um verbo (ação) e não um substantivo (coisa). Nosso corpo está reagindo a cada segundo aos nossos pensamentos, sentimentos, emoções e experiências. A saúde, não só do corpo, também das emoções, da mente, da psique e do espírito, é uma condição permanente, a não ser que nós criemos o contrário a cada dia.
12. Quando for necessário tempo para a auto-cura, façamo-lo gentilmente. Não nos ressintamos quando nosso corpo fraquejar. Aprendamos com a experiência para não repeti-la. Não podemos nos curar apenas através da força de vontade. Às vezes é preciso parar com determinação, com compaixão por nós mesmos. E tenhamos confiança no processo de cura. Ele tem uma inteligência própria. Aprendamos a ouvir as necessidades de nosso corpo e de nosso espírito. Acima de tudo, valorizemos nossa saúde e nosso bem-estar como nossa primeira prioridade. Respeitemo-nos.
13. Os nossos princípios espirituais devem estar definidos e aceitos pelo nosso coração. Do contrário, seriam convenções a observar e a quebrar. Conheçamos e sejamos claros naquilo que acreditamos. Não aceitemos crenças sem questionar. Mantenhamos a atenção em nós mesmos e não nos outros.
14. Diariamente, reservemos um tempo para a prática espiritual. A meditação e a prece são fundamentais. Aprendamos a ficar quietos e a ouvir a voz interior de nossas almas.
15. Acima de tudo, pratiquemos o amor. O amor incondicional requer o máximo de esforço e obtém o máximo de recompensa.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Trato é trato, acordo é acordo, jogo é jogo

Há uma grande arena, universal

Nela, somos chamados a atuar. Seria o jogo da vida? Sim, a resposta mais adequada é: este é o jogo da vida. Jogo que tem regras muito bem definidas e dentro das quais os nossos talentos devem ser revelados ou desvelados. É nesse campo que nos formaremos como seres humanos.
Ao jogar, iremos nos encontrar com jogadores medíocres, incapazes, sem ânimo, aqueles que já entram na arena derrotados e sempre terão as maiores dificuldades de acreditar nas suas próprias forças, por isso entregam o resultado a ser obtido não ao seu próprio esforço e capacidade, talento e criatividade, mas a alguma força externa. No seu pensar, o seu sucesso virá de fora.
Iremos olhar para esse jogador como um coitado, um zero à esquerda, sem fibra, sem gana, sem garra, sem paixão, sem sonho...
Opa, e se esse for o nosso perfil de jogador?
(pausa para uma auto-análise)
Enquanto jogamos, iremos encontrar aquele jogador que faz muita questão do resultado escuso, do gol de mão, do pênalti que não existiu, da conquista usurpada, do atalho que encurta a estrada, do prêmio extra, da conquista arranjada, da cola, da fraude, do jeitinho.
Iremos olhar também para este parceiro do jogo com piedade, com dó, com pena, desejosos de ajudá-lo a trazer seus desejos e ânsias para o campo da verdade, para a luz da razão, para a clareza das regras?
Agora, neste momento, parece ser esta a nossa reação.
Mas, cabe-nos, também, a elevada missão de analisar se este é ou não o nosso perfil de jogador. E se for?
(pausa para a auto-análise)
Há um terceiro perfil de jogador com o qual fatalmente iremos também encontrar: é aquele que se mata jogando; joga na sua posição, joga na posição dos outros, quer carregar o fardo do próximo, extenua-se, vive cansado de tanto jogar e não pára de reclamar que os outros deixam a desejar, por isso a sua grande batalha, a sua grande luta. São jogadores que viverão em estado de esgotamento e jamais obterão nem os seus próprios resultados e nem permitirão que os demais façam o seu jogo e sintam-se responsáveis por seus próprios resultados.
Este perfil de jogador é encontrado muito em sala de aula, assoprando "respostas certas" aos colegas em dias de provas, ou então "passando a mão na cabecinha" de filhos ou subordinados que cometem besteiras e não são corrigidos.
O que pensar desse jogador?
Parado lá! E se esse for o nosso caso?
(pausa para a auto-análise)
Há outros perfis, como, por exemplo, o daquele jogador que só joga bem quando o jogo é televisado, quando os holofotes são ligados sobre a sua própria "estrela". Há o jogador medroso, que entra em campo tremendo de medo, sem confiança, sem auto-estima. Há o bronqueiro que, logo iniciado o jogo, já começa a xingar. Xinga os colegas, xinga o árbitro, reclama do campo, do sol, da chuva, do calor, do frio, da torcida...
Tem aquele que gostaria de levar consigo a arrecadação das bilheterias.
Enfim, nesta imensa arena universal, iremos encontrar jogadores de muitos perfis.
Não é difícil imaginar que todos terão de lapidar-se para alcançar o mais elevado nível profissional.
Esses são instantes ou são casos em que um olho "que se vê a si mesmo" precisa ser aberto e acionado - em cada um de nós -, de forma isenta e elevada para ver o que é preciso ser visto. Esse olho poderoso tem o nome de consciência. Quando ele faz o seu trabalho, nós adquirimos consciência de nós mesmos e somos o juiz de nós mesmos, o mentor de nós mesmos, o timoneiro da nossa navegação, o piloto da nossa nave.
Não há outro modo de obter a dignidade de cumprir o trato, de dar cabo ao acordo, de jogar corretamente o jogo se não for assim. Trato é trato, acordo é acordo, jogo e jogo. Ninguém passará por aqui - aqui é a vida - sem levar dela os resultados que produzir. Sem levar dela as colheitas das sementes que plantar. Ninguém passará por debaixo da cerca, sem experimentar sua própria senha na porta oficial. Não vale gol de mão. As multas jamais serão zeradas. Terão de ser pagas uma a uma.
Em compensação, os louros, os troféus, as conquistas, jamais serão desviados daqueles que tiverem o mérito de obtê-los.
Se não for assim, o jogador incompleto, deficiente, improdutivo, desleal, exagerado, sempre estará sendo advertido com "cartão amarelo", que poderá chegar a "cartão vermelho" e pode, mesmo, deixar de ser escalado na equipe titular.
Cabe, pois, para encerrar a reflexão deste momento, a cada jogador do jogo da vida, descobrir sua posição no jogo, jogá-lo com lealdade e afinco, esforçando-se ao máximo para que o seu quinhão seja completado com eficácia. A torcida desses jogos todos sempre saberá olhar para a arena com olhares de sabedoria e sempre saberá quem jogou o jogo, quem cumpriu o trato, quem deu cabo do acordo.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Os mistérios de Atlântida (V)

Nada sabemos

O processo cultural de longo, médio e curto prazo, responde por todo o sucesso e insucesso da humanidade. Somos peritos em repetir erros, em manter paradigmas, em eternizar axiomas. A cultura leva boa parte dos homens a acreditar que a vaca é sagrada. Maior ainda é a fatia da humanidade que acredita que a existência do ser humano, no planeta, data de menos de 7 mil anos. O que fazer? Há 30 anos atrás as pessoas não consumiam frutas com leite porque acreditavam fazer mal à saúde. Hoje as batidas são alimentos dos mais interessantes, em que o leite se mescla com a maioria das frutas sem (naturalmente) a menor possibilidade de malefício à saúde.
Como o dinheiro vem sendo cultuado como sinônimo de felicidade, ele tem sido buscado com o sacrifício da própria vida e os próprios governos se voltam muito mais para a arrecadação do que para o investimento sábio em prol da vida.
Para exemplificar: uma prefeitura acaba de proibir a venda de bebidas alcoólicas em locais públicos, tipo aquelas mesas que são postas sobre as calçadas, mania que muitos bares vêm adotando. Não pode, viu? Será que não pode, mesmo? Veja o que diz a lei daquela proibição: os bares que pagarem uma taxa extra à prefeitura, podem vender bebidas alcoólicas sem nenhuma restrição. Viu como pode! Pagando pode!
É o caso da alta velocidade nas estradas. É causa de morte? É. Mas, se o condutor do veículo pagar a multa, ele pode continuar dirigindo na velocidade que quiser. O mau comportamento, a fraude, a delinqüência, pagando fiança, pode.
De volta aos mistérios de Atlântida. As pesquisas que interessam ao crescimento humano, ficam para depois. São prioritários os investimentos que renderem lucros. Os investimentos que possam melhorar a qualidade da vida, ficam pra depois. Por isso, hospitais, postos de saúde, escolas, assistência a drogados, tudo vai ficando pra depois. Vêm antes os investimentos que tragam lucro.
As descobertas arqueológicas não são incentivadas pelos poderes públicos e quando são feitas pela iniciativa privada, objetivam lucro. E então...
Atlântida, Lemúria, Pangéia, tudo quanto tenha de ser buscado no distante passado da humanidade, ficará para depois. As descobertas espaciais, que podem trazer bilhões em lucros, estão grandemente incentivadas.
Assim caminha a humanidade.

domingo, 1 de maio de 2011

Os mistérios de Atlântida (IV)

E as reencarnações de São José?

O extraordinário reforço dado à hipótese de Atlântida tem sido dado pela Organização Nova Era, espécie de federação dos movimentos esotéricos, teosóficos, ufológicos e espíritas, de 1970 para cá. Com sede nos Estados Unidos e favorecida pela extraordinária penetração da língua, da cultura e da economia estadunidense, vem açambarcando as informações esotéricas em circulação. Dezenas de médiuns passaram a canalizar mensagens que falam do continente desaparecido, dos poucos exemplares da civilização atlante que vivem entre nós, relacionam a aparição dos discos voadores aos atlantes, e fazem especulações as mais diversas sobre o apelos da elevada espiritualidade quanto ao futuro do planeta Terra.
Ignatius Donnelly desponta como um dos mais produtivos médiuns, misturando ideologia política e religião com espiritismo, para condenar os grandes grupos empresariais e banqueiros como principais responsáveis pelo insucesso sócio-econômico do planeta.
Guy Warren Bellard, a propósito do Monte Shasta, tido como centro de energias concentradas, afirma ter se encontrado ali com o espírito que foi do Conde Saint Germain – que se atribui ser uma reencarnação de São José (pai de Jesus), de Cristóvão Colombo, de Francis Bacon (na verdade Shakespeare), do Mago Merlin (da história do Rei Arthur, na Inglaterra) e finalmente, do bruxo Saint Germain, a quem teria sido entregue a tarefa de coordenar a transição da Terra de planeta de provas e expiações para planeta de transformação.
Se o leitor tomar interesse por este assunto pode buscar publicações relacionadas com a Grande Fraternidade Branca do Universo, com a New Age (Nova Era), com Atlântida, entre outros temas. Há milhares de livros publicados sobre isso.