quinta-feira, 30 de junho de 2011

As cobranças dos novos tempos (III)


A síndrome da ameaça

Pare e pense a vida como ela é, como deve ser, e como ela está.
Vou começar pelo como está. Nunca na história humana ficou tão insegura nossa presença na escola, no banco, no supermercado, na rua, dentro de um automóvel, de um ônibus, de um avião, de um navio e mesmo dentro de casa... As crianças que se cuidem, tem mãe jogando o filho no lixo. Tem pai estuprando filhas de 8 aninhos. Pai e mãe agridem seus filhos a ponto de ameaçar sua integridade física.
A nossa insegurança não é causada por temporais, vulcões, terremotos, maremotos ou chuva de meteoros, mas, claro, também alguma assim, porém infinitamente menor em relação a todos os outros motivos geradores de insegurança.
Que motivos são esses outros? O homem, o ser humano.
Nós somos o lobo que devora a nós mesmos. Qual é a causa disso?
Alguma coisa saiu errada, muita coisa está errada. E qual é o remédio?
As penitenciárias estão cheias. As varas de justiça estão abarrotadas. Os apenados emergem das penitenciárias como fugitivos, piores de que quando lá entraram e nem sempre são capturados para retomar o cumprimento da pena. Quem os deixa fugir? Quem responde pelo retorno desses marginais à liberdade?
Você já reparou que quando um deles é apresentado como autor de um novo delito invariavelmente é dito: já estava condenado e estava em liberdade por ter sido enviado para casa no Natal ou porque havia fugido.
Pode-se dizer que 100% das autoridades de segurança e dos analistas ou especialistas em segurança falam de leis mais severas, cadeias mais seguras, aumento do número de policiais, desarmamento da população (ordeira), sistemas de proteção eletrônica, muros mais altos, guardas na porta. E por aí vamos. Vamos pra onde?
Agora temos a campanha pela legalização da maconha. Já se falou em legalização das demais drogas. Aqui nesta crônica não vai uma posição pró ou contra. Vai um convite à reflexão, até porque a solução é complexa.
Agora temos cerca de 20% dos homens e das mulheres manifestando clara opção homossexual. Não gerarão filhos. Tomara que adotem aqueles que já estão gerados e abandonados por milhares de pais e mães que não deveriam ser chamados por estes nomes. Aqui nesta crônica não vai uma posição pró ou contra a opção sexual de ninguém. Vai um convite à reflexão a respeito do que sabíamos da vida, do que sabemos da vida e do que a vida está avisando que virá. Se isso é problema, a solução é complexa e não cairá dos céus.
Mas, os horizontes desta análise ainda irão mais além.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

As cobranças dos novos tempos (II)


Tudo gira em torno do dinheiro

Os melhores analistas do comportamento social andam muito próximos quanto aos diagnósticos para os nossos descaminhos: foi dada uma ênfase desmedida ao fator econômico por conta da expansão da indústria e da necessidade desta de conquistar mercados. Se hoje os telespectadores prestarem atenção no volume de anúncios sobre automóveis concluirão que 4 entre 10 anúncios oferecem ao consumidor a maravilha chamada automóvel. E todos nós sabemos que na maioria das cidades brasileiras já não se anda pelas ruas, entupidas que estão pela excessiva presença dos carros, cada qual com uma ou no máximo duas pessoas a bordo.
Existe algo errado com o ser humano, que anda buscando a qualidade de vida pela via do luxo e da posse. Então, nós proporcionamos à nossa família a casa dos sonhos, no melhor bairro da cidade, colocamos três ou quatro carros na garagem e começamos a enfrentar alguns problemas: nossos filhos saem pra noite e fazem pega nas ruas da madrugada, se rebentam, matam e morrem, com muita probabilidade de ingestão de álcool e drogas; não estamos sossegados no recinto de nossas casas, pois a qualquer momento o assaltante, o seqüestrador, o assassino pode causar os piores males às nossas vidas. Sem falar que renunciamos a condição de educadores. Terceirizamos a educação de nossos filhos. Os pais ausentes estão comprando o respeito dos filhos com presentes tecnológicos.
A indústria, por sua vez, graças à sofisticada ferramenta do marketing, não só descobre no que estamos pensando comprar, como também inventa coisas para que passemos a desejar.
Tudo parece girar em torno do dinheiro e um pouco também em torno da luxúria e dos bacanais, não raro com muitos exageros e falta de pudor. As pessoas pensam o tempo como dinheiro e prazeres arriscados e se esquecem de que tempo é vida. Corremos atrás de mais lucro, mais vantagens, mais posse, mais adrenalina. Aqueles que não ganham o suficiente para as tentações desse “modelo de vida”, apropriam-se do que não é seu por vários modos. O ladrão quer dinheiro. O corrupto precisa de muito dinheiro para financiar seu status. Os cartões de crédito explicam os níveis de endividamento. Muitas corporações religiosas pedem dinheiro escancaradamente pelos canais de televisão, numa triste cantilena de que estão salvando as almas dos contribuintes.
E assim nascem os modismos: a alta costura, os restaurantes sofisticados, as festas chiques, o oba-oba e a indução subliminar de que isso é viver com elevada qualidade. A maioria dos descaminhos que reduzem a qualidade real da vida, tem origem no dinheiro e naquilo que ele proporciona: luxúria, orgulho, ócio, vaidade, prepotência, violência.
A análise prossegue.

terça-feira, 28 de junho de 2011

As cobranças dos novos tempos (I)


O amanhã é dos jovens

Estamos de volta à cultura. Apesar dos avanços tecnológicos, a estabilidade social ainda é obtida com comida, moradia e saúde. Independentemente dos níveis de escolaridade, a fome, a falta de teto e a doença andam juntas e provocam guerras e divisões entre pessoas e nações desde que o homem sabe de si.
As teorias de Marx e de seu parceiro Engels surgiram depois que a Revolução Industrial e o Capitalismo passaram a castigar os trabalhadores europeus impingindo-lhes fome, obrigando-os ao êxodo e restringindo-lhes o conforto habitacional. Desde então, o mundo se dividiu entre capitalistas e socialistas, inicialmente, para depois, numa sucessão de classificações, identificar-se cindida entre as facções a favor e contra as igualdades sociais e raciais, a favor e contra os direitos da mulher, a favor e contra o reconhecimento da opção homossexual, a favor e contra certos direitos da criança e do adolescente, bem como a favor e contra algumas posições de defesa do meio ambiente e por aí a fora.
Nunca seremos uma unanimidade. O maior problema está em que a maior fatia da humanidade não está contra nem a favor de nada, é levada morro abaixo por manipuladores de consciências, criadores de modismos, fabricantes de ondas. Alguns países com uma numerosa e vigorosa juventude, como é o caso do Brasil e de outros ex-terceiro mundistas, não têm ou não sabem o que fazer com seus jovens. A droga não é a pior das derrocadas. Em São Paulo, no terceiro fim de semana de maio de 2011, houve uma festa com muita música, desses megashows com 24 ou mais horas de duração. O saldo foi vergonhoso, desesperador. Mais da metade dos freqüentadores necessitou de atenções médicas dada a embriaguez generalizada.
O que estará passando pela cabeça de uma população jovem que se reúne para ouvir um som de extraordinário mau gosto, excessivamente alto e para embriagar-se? Melhor dizendo, o que estará faltando a eles?
É óbvio que naquele gigantesco bordel – as cenas de sexo e a degradação recomendam este chavão – não se consumiu apenas bebidas alcoólicas. Temos notícias de que na Europa também anda ocorrendo bebedeira comprometora na população com menos de 40 anos.
De volta ao tema de abertura desta crônica, os avanços tecnológicos nada têm a ver com a perda de identidade e nem com a falta de comida, habitação e saúde. O problema é a sua não contribuição para padrões melhoradores do comportamento, isto é, de cultura.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Como nos livramos de um inimigo?


Você sabe?

A fórmula antiga é: eliminando-o. Os mais poderosos pagavam pistoleiros capangas e davam um fim no inimigo. Entre traficantes já foi assim. Hoje, se sabe, eles se respeitam num elevado sistema de conduta ética. Mas, os menos sabidos, que invadem áreas de atuação alheia são eliminados.
Na sociedade um pouco mais hipócrita e menos violenta, os inimigos são provocados, irritados, por qualquer meio disponível ,e a guerra, nem sempre é pelas armas, mas muito no terreno dos negócios, atrapalha aqui, barra ali, denuncia lá, e assim a disputa prossegue, talvez sem o derramamento de sangue.
Entre ignorantes, não. Quantos que são assassinados, mesmo tendo sido ex-namorados, ex-cônjuges, ex-sócios.
Dá um tiro nele, nela, e manda pro inferno.
Bem, mas, e nós, civilizados, internautas, temos inimigos? Temos?
Será a vizinha de porta? Do apartamento abaixo? Do apartamento acima? Será o vizinho de garagem? Será o síndico, este imbecil que anda me pegando no pé?
Como nos livramos deles?
A primeira coisa que vem à mente, certo?, não deve ser responder na mesma moeda, ok?
Um velho professor sempre repetia que se um burro dá um coice na gente, e a gente retribui o coice, somos o quê?
Um novo mestre dos relacionamentos e com algum conhecimento de energias (energias humanas) ensina que quando alguém procura a divergência com voz alterada, palavras ásperas, violência verbal, ainda que o sangue suba pra cabeça (como se diz), o melhor a fazer é não aceitar o duelo, deixar a oferta na mão do ofertante para que continue com ele. Esse novo mestre dos relacionamentos explica isso com base na antiga sabedoria oriental que quando alguém traz um monte de coisa fétida para jogar na gente e a gente as acata, nós ficamos contaminados com a fedentina e o ofensor sai belo e faceiro, descarregado. Se, porém, não acatamos, não aceitamos, deixamos a fedentina nas mãos do ofensor, a fedentina continua com ele, vai com ele.
É isso.
Uma discussão só se prolonga quando tem realimentação.
O sábio oriental ouviria tudo calado e, no final, perguntaria: acabou? Tendo acabo, diria, pode ficar com seus impropérios eles são seus, eu não os aceito porque não estou a fim de descer no seu nível. Tenho dito, passe bem.
Desarmado em seu espírito intrigante e beligerante, quem sabe o inimigo vá perdendo combustível e resolva sentar para conversar. Se chamado para o diálogo, e for possível o acordo, os dois sairão ganhando.
Essa é a Teoria do Ganha-Ganha, coisa que pouca gente conhece e que muito está faltando na humanidade toda.

domingo, 26 de junho de 2011

Edição Extra


Você mataria Bin Laden?

Creio que a pergunta (publicada aqui em 19/06) tenha levado os meus prezados leitores a algumas reflexões. É claro que nenhum de vocês mataria Bin Laden caso topassem com ele e possuíssem meios para exterminá-lo. Ou mataria? Creio que a chance de uma situação como essa vir a acontecer é quase nula no terreno das probabilidades factuais e nem mesmo vocês iriam desejar chegar a este extremo, não têm cabeça para isso, não é mesmo?
Mas, lá fundo, a notícia da morte dele causou o quê?
Só quem sabe o que isso significa é você que lê este texto e ninguém mais.
Mas, a verdade é que o mundo dito civilizado, judaico-cristão, andou soltando todos os seus foguetes: ufa, ele se foi, graças a Deus!!!
Será que se foi?
Do ponto de vista do terror liderado por ele, ninguém é ingênuo acreditar que era ele o líder atual da Al Kaeda. O comando já deve estar com outros e nada mudará, se o terror quiser se manter. Do ponto de vista espiritual, ele, e uma imensa falange desajustada, continuará por aí a desafiar o amor.
O que sobra para comemorar? Sobra o orgulho ferido dos norte-americanos e dos simpatizantes daquele país maravilhoso sob tantos pontos de vista, mas não isento de culpa numa série de estragos causados à harmonia do planeta. A política econômica dos EUA não afasta a invasão, a guerra, o sacrifício de inocentes e as alianças espúrias. Quem ignora que foram os EUA que financiaram Bin Laden durante muitos anos porque lhes interessava.
O ódio – lamentável e não justificável dos muçulmanos aos norte-americanos – tem origem no apoio praticamente incondicional dos EUA a Israel, que os muçulmanos querem derrotar porque Israel invade e pratica retaliação às reações com origem no povo árabe. E não só por isso, do ponto cármico, esses dois povos têm contas a ajustar desde que a história dos homens começou a se escrita.
Uma civilização adiantadíssima, porém não espiritualizada, como a dos EUA, poderia contribuir para o fim do ódio entre judeus e muçulmanos, mas isso não acontece por dois motivos: rende dinheiro e falta capacidade de discernimento espiritual.
Comemorar a morte de Bin Laden serve apenas para premiar as mentes que ainda não aprenderam a sair de uma disputa aplicando a fórmula ganha-ganha e deverá alimentar o perde-ganha ainda por muitos séculos.
Como nos livramos de um inimigo?
Você sabe?

A cultura nos leva aonde queremos ir (conclusão)


Cultivos de Plenitude

Aqueles que buscam aprender, aprendem com nossos Mestres que a Plenitude Humana é diferente do sucesso sócio-intelectual ou financeiro, dos títulos acadêmicos, ou da projeção egocêntrica, como buscam muitas pessoas. Tudo isso fica do lado de fora e, como tal, são deixados para trás, não nos acompanham quando deixamos o corpo. No lado de dentro, aí sim, são incorporados ao nosso Capital Eterno, irão à conta daquilo que nossa Alma recebe e incorpora como Colheita.
Nas duas crônicas anteriores com o título “A cultura nos leva aonde queremos ir” ficaram evidenciados os vagalhões ou arrastões que levam-nos, em geral, para aonde não queremos ir.
Parece claro, pois, que a vida nos convoca a oferecer-nos – como cultivadores de lavouras de muito longo prazo – os melhores resultados que esses cultivos possam produzir. Se renunciamos o direito e o dever de plantar, regar, podar, colher, e entregamos à chamada sociedade esse trabalho, nunca poderemos nos queixar de que o fracasso ou desastre nos alcançou.
Ao receber um corpo para habitar por algum tempo, ou seja, ao receber uma lavoura de curto prazo para cultivar, precisamos desenvolver, com a habilidade de um bom jardineiro, as colheitas que possam corresponder não só aos resultados imediatos, mas principalmente, os resultados, qualquer resultado que some para o todo eterno. Esses resultados poderão ser ótimos ou péssimos do ponto de vista imediato, mas poderão estar fora do foco do plano de longo e de muito longo prazo.
Estas são as circunstâncias em que a inteligência espiritual soa o alarme e nos chama a atenção para a correção do foco, do rumo, do objetivo, da meta.
Planejar uma safra talvez não seja nada difícil. Obter um mau resultado em apenas uma safra talvez não comprometa a Plenitude de uma Vida. “Perde-se aqui, ganha-se ali”, é um jeito conformista de pensar. “E a vida segue”, é o que se imagina.
Existem “cultivadores” e cultivadores. Entre aspas iremos encontrar os desmotivados, que não semeiam porque (pensam que) “não adianta”;
os medrosos, que têm medo de arriscar e não semeiam; os eufóricos, que põem nas covas sementes em excesso; os indecisos que, na dúvida, perdem o prazo certo de semear; os “dodóis”, que não semeiam porque passam o tempo se queixando de seus males; os otimistas que, mesmo sem as condições ideais, semeiam.
Onde encontrar cultivadores habilitados e candidatos às melhores colheitas? A resposta será encontrada nos sinônimos de motivação-entusiasmo, coragem-persistência, prudência-equilíbrio, determinação-vontade, honestidade-sinceridade.
Pode parecer curioso que os sinônimos curadores venham conjugados duplos, mas uma boa solução para retornar à Plenitude sempre traz uma combinação de bons remédios. Cabe um breve comentário sobre os arquétipos “dodói” e “otimista”. A pessoa “dodói” é covarde, desonesta, insincera e egoísta, ao valorizar excessivamente a sua dor para pedir a atenção sobre si. E o “otimista” só precisa corrigir a sua falta de atenção para os riscos, que a prudência poderá corrigir.
Quando planejamos, previmos e calculamos os resultados que queremos obter (esse é um exercício mental indispensável), temos, por outro lado, de mostrar capacidade para acreditar com firmeza e equilíbrio, que as sementes corretas precisarão descer às covas na confiança de que a Natureza se encarregará de nos premiar com generosas safras.
Costuma-se dizer que as bênçãos nada mais são que prêmios aos nossos méritos. E que a maldição vai para a conta do vacilo cometido diante das oportunidades desperdiçadas.
Em resumo: a conquista da Plenitude não é impossível. É um prêmio. Melhor dizendo: uma retribuição.

sábado, 25 de junho de 2011

A cultura nos leva aonde queremos ir (II)


Autoria x permissão

É isso que foi dito na crônica anterior: a cultura nos leva aonde, nem sempre, queremos ir. E quando não queremos ir, somos levados como a onda que leva o camarão que dorme.
Com algumas honrosas exceções, somos fruto do meio e se não abrimos os olhos para escolher os próprios caminhos, sempre seremos “marias indo com as outras” e o resultado dessa marcha cega pode ser a falta de autoria e a perda da auto-estima. Casos em que passamos a mendigar, pedir, rogar, entrar na fila, achando sempre que está faltando algo que alguém deve entregar-nos por misericórdia. Pior, pode representar a perda de entusiasmo por viver. Numa proporção de mais de 50% das probabilidades, isso leva a uma chaga biológica e acaba em dor.
Ser a matriz ou ser a cópia, eis a questão. Matriz do quê? Cópia do quê?
Pode parecer absurdo convidar uma pessoa a ser a matriz, e nisso nada tem a ver com liderar grandes grupos ou comandar conglomerados humanos. Mas, a matriz de que falamos agora é a matriz de si mesmo, diferente do que ser a cópia piorada de outras cópias de algumas matrizes corrompidas, fora de foco, desencaminhadas, como se sabe que existem por conta das muitas modas que arrastam milhões de pessoas, notadamente os jovens. Quantos pais sabem o fazem seus filhos mesmo dentro de casa e pior ainda na rua?
Somos uma sociedade que renunciou a identidade e terceirizou a cidadania. Pagamos para que a formação de nossos filhos seja encaminhada por alguém fora da família. Distantes dos filhos, compramos sua atenção e amizade com parafernálias. Perdemos a liderança. Nossa e de nossos liderados. Votamos não para transformar o país, estado, município, votamos para cumprir a lei. Antes da posse dos eleitos já não sabemos em quem votamos. E o caos político nada tem a ver conosco. A culpa é dos políticos.
Mas, essa argumentação pode mudar de foco, agora mesmo. Vamos falar das notícias que nos chegam. O que a população elege como notícia? O crime, o sangue, a roubalheira... Nas redações dos veículos de comunicação social é isso que norteia a montagem dos noticiários: crime, sangue, roubalheira. Os índices de audiência e leitura vão lá pra cima.
Os pesados conteúdos das notícias diárias não dão chance a que cheguem aos consumidores conteúdos de cultura, lazer e informação útil. Eles vêm impregnar o imaginativo das pessoas e aprisioná-las como reféns de uma realidade que não é a realidade global. As pessoas que produzem fatos criminosos, sanguinários e desonestos são minorias. Quem sabe 2% ou ainda menos. E conseguem impregnar os outros 98% de pessoas do bem.
Então, por que os noticiários estão voltados para a barbárie e para o trivial? Em primeiro lugar por que o consumidor aceita. Em segundo lugar porque custa muito menos produzir uma notícia desse gênero do que uma notícia envolvendo qualidade de vida. O padrão une o útil ao agradável. Qualquer repórter produz um conteúdo trivial ou violento. Não necessita pesquisa, nem conhecimento especializado, basta narrar. E assim, a nossa mídia assume um doloroso papel de impregnar as maiorias notadamente das classes B-C-D com o lado pior da vida, a ameaça, o medo, a ansiedade, a desesperança. O que faz uma maioria impregnada desse modo? Deixa-se levar, acomoda-se, recolhe-se, amedronta-se, adoece, morre aos poucos. Se hoje formos procurar quem queira assumir tarefas de comunidade ou de caridade, quase nada aparece. As pessoas renunciaram lutar pela vida.
Na outra ponta do espectro, hospitais e ambulatórios lotados de pessoas a procura de consolo médico para seus males. Apenas 3% dos espaços de mídia são utilizados com informações destinadas a erguer a qualidade da vida. Apenas 8% das pessoas têm acesso a informações libertadoras que constroem a elevação cultural em benefício do bem.
E você, leitor? Como vai nessa caminhada, na direção da luz ou na direção da escuridão?
Perceba isso, por favor. Escolha organizar uma matriz de comportamento que abdique das cópias que afundam no poço da amargura, da ameaça, do medo, da dor.
Declare-se independente. Declare-se liberto. A independência, a liberdade, haverão de proporcionar a você imensas oportunidades de crescer para o amor, para a paz, para a alegria, para a saúde, para a prosperidade. Podes crer.
Os covardes, acomodados, medrosos e desesperançados morrem mais cedo.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A cultura nos leva aonde queremos ir (I)


Prosperidade x paternalismo

Nenhum outro povo, talvez, seja tão ligado à prosperidade como os americanos do norte, especialmente dos EUA. Os colonizadores daquele próspero país saíram da Europa em busca de prosperidade, diferentemente dos imigrantes do Brasil e de alguns países sul-americanos, que deixaram a Europa para fugir da fome. Situações diferentes, focos diferentes, destinos diferentes, resultados diferentes.
No Brasil ainda persiste a cultura paternalista introduzida pela coroa portuguesa, em que até para estabelecer uma lavoura sobre as terras do rei tinha de ter licença do rei ou de seu preposto. O gigantesco contrabando havido nas fronteiras os países da bacia do Rio da Prata – de onde herdamos o que acontece hoje entre Ciudad Del Leste e Foz do Iguaçu – nasceu justamente desse absurdo “controle” que nada controla, nada fiscaliza, a não ser que a televisão denuncie e então lá vem o gestor público para avisar tudo vai ficar como está. O essencial não é controlado e nem fiscalizado.
Com Argentina e Uruguai temos em vigor um acordo comercial – Mercosul – mas os turistas são obrigados a respeitar cotas de compras e são fiscalizados pela Receita Federal em todos os portos oficiais. Enquanto isso, o essencial não é fiscalizado: armas e munições passam de lá para cá sem interdições e mais ainda se vierem da Bolívia e do Paraguai.
Toda essa narrativa se presta a falar da cultura que se foca na prosperidade e da cultura que não sabe o que é prosperar e se foca na doença, na esmola, no jeitinho, para não dizer o pior.
A população original dos Estados Unidos ali se instalou para prosperar e prosperou tanto que chamou milhões de imigrantes de muitas nacionalidades. Seu foco é a prosperidade. E o do imigrante, principalmente latino, é esmolar, o que equivale a servir-se da prosperidade alheia. A propósito da prosperidade estadunidense, por vezes ela é meio estabanada: eles quebraram em 1929 e novamente em 2006 quase que pelos mesmos motivos: especulação.
No Brasil, os habitantes originais, portugueses, ambicionavam enriquecer com a exploração da madeira, dos minérios, das pedras preciosas e do trabalho escravo de índios e negros para depois retornarem às “santas terrinhas” portando fortuna. Mas, em grande maioria ficaram. E a outorga real, com a ajuda da Igreja, preponderou. A cultura dominante no Brasil é aquela do poderoso que estende a mão ao miserável desvalido; é aquela do desvalido que suplica a ajuda do poderoso; e, nessas relações, são envolvidos os negócios em geral, a Bolsa Família, e mesmo as promessas e súplicas aos santos de devoção seja pelo motivo que for. Trata-se da cultura das mentes que se focam no pedir, no receber, na outorga que transfere poder, no prêmio que virá através da loteria e por aí a fora. Isso vale para a saúde, para a sorte, para a prosperidade...
Os processos culturais são assim: nos induzem a dirigir o foco para aquilo que nossa vontade parece ditar. A uns, a vontade é prosperar; a outros, é receber uma dádiva, um prêmio, uma loteria; a outros – e tem muito disso – é o medo de sentir dor, adoecer, sofrer. E convenhamos: naquilo que focamos nossa energia, é nisso que botamos nossa vontade. Se cada um de nós renunciar ao direito de escolher o próprio foco (diga-se caminho), a cultura dominante nos levará, provavelmente, para onde não gostaríamos de ir.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Corpus Christi

Estamos numa efeméride religiosa cristã que recorda o momento em que Maria de Nazaré teve confirmada a presença do espírito de Jesus encarnado no filho que acabava de conceber. E foi Isabel, mãe de outro importante líder espiritual, João Batista, quem pressentiu a presença daquele luminar entre os homens e saudou “Ave, Maria, tu és bendita entre todos nós, pois trazes em teu ventre, Jesus”.
Com o passar dos séculos, a Igreja instituiu, 60 dias após a Páscoa, e sempre numa quinta-feira, o dia de Corpus Christi, associando-o à Eucaristia e então à hóstia, que diz ser o corpo de Jesus e que é recebida através da língua para simbolizar o ingresso do corpo de Jesus no íntimo dos fiéis.
Esta providência papal foi um dos principais motivos da crise havida entre a Igreja e a ciência nascente, no século 13. É evidente que o Papa exagerou ao tomar ao pé da letra frases da Santa Ceia em que Jesus anunciou, ao partir do pão entre seus apóstolos: eis o meu corpo. E da mesma forma serviu o vinho e anunciou: eis o meu sangue. Toda a cátedra crística veio carregada de simbolismo. Quase não há um anúncio da doutrina de Jesus sem o que se poderia chamar de parábola (correspondência, alusão) e também nessa, mais difícil de decodificar, temos algo que só os iniciados de seu grupo podiam entender. Meu corpo vai ser partido, despedaçado, meu sangue vai ser consumido, mas meu espírito erguer-se-á e retornará ao seio do Pai para assentar-se à sua mão direita (e novamente aqui uma alegoria, pois fala da direita e não da esquerda e nem das duas).
Com interpretações que a ciência não quis aceitar, a instituição da Eucaristia e com a anunciação papal de que a hóstia é o corpo de Jesus, a Igreja arranjou uma discussão que já dura 700 anos.
A introdução do corpo de Jesus no estômago de qualquer mortal que se diga cristão e resolva comungar, acabou por se fazer um ato simples demais, que ganhou popularidade e pode estar servindo para reduzir o extraordinário ato que seria a comunhão energética das pessoas com a energia planetária presidida por Jesus.
Então, o Corpus trocaria de foco para Energia e a hóstia deixaria de ser ingerida. Os fiéis incorporar-se-iam a todo o sistema vibratório da energia de Jesus. E a ciência perderia seus argumentos de oposição ao tema.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Os nossos sonhos (IX)


Vencer com a alma

Comece a leitura de hoje relendo o final do capítulo de ontem. Sempre que contrariamos as leis naturais pagamos um preço que nos obriga aprender a lição ou sucumbir, adaptar-nos às leis da vida ou ser ejetado para fora do sistema. Onde estão as regras da vida? Nela. Muito já se sabe por pesquisa e observação, mas a alma que habita em nós pode ser a melhor conselheira. Está tão próxima de nós e tem total interesse em nosso sucesso. E o que fazemos nós? Nem mesmo lhe perguntamos “como estamos dirigindo?”
Se somos capazes de mover o mundo para aprender uma profissão, ter renda e conforto, por que não ter em casa um laboratório especializado em sucesso?
Sugestão de Wilda Tanner (coisas simples): Manter contínua observação aos sentimentos, emoções, percepções, sonhos e outros sinais, fazer disso um hábito de anotar e refletir sobre os conteúdos e buscar nisso tudo coerências, nexos. Fazê-lo sem pressa, sem casuísmo, acreditando na única coisa da qual não podemos duvidar: nós existimos e isso não é um acaso.
Ficamos muitos séculos afastados de nossas conexões com a porção divina que habita em nós e agora temos de ter paciência para desconstruir e reconstruir os elos.
Através da interpretação que fizermos dessa leitura irá nascendo o objetivo de viver a DIGNIDADE DIVINA que somos e a descoberta da felicidade e do sucesso contidos em nosso plano para esta vida. Se soubermos meditar sobre isso, melhor será.

Conclusão

As pesquisas sobre o pensamento empreendedor, sobre a iniciativa e sobre a realização pessoal, ainda são muito pouco conhecidas. Mas, há uma crescente preocupação com o preenchimento do vazio existencial das pessoas de todas as idades. Há, hoje, inúmeros multiplicadores desses ideais fazendo o possível para que mais gente abandone a depressão ou tédio (doentios) por não saberem o que vieram fazer no planeta ou estão fazendo as coisas com enorme dose de insatisfação. Com isso, buscam contribuir para a construção de pessoas mais responsáveis e mais comprometidas com as suas próprias qualidades e com seus próprios sonhos. Aprender isso é viver. Viver é sonhar. Sonhar e acreditar nos desígnios dos sonhos, faz toda a diferença.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Os nossos sonhos (VIII)


Quando somos melhores e mais felizes?

O que seria a frustração e o que seria a felicidade? E o sucesso?
A frustração, o desgosto, a depressão e mesmo as fugas pelos desvios dos vícios e até mesmo o suicídio, são conseqüências do fato de não ter sonhos, de não saber qual é o sonho ou da triste realidade dos sonhos desfeitos e da incapacidade de refazer ou cambiar sonhos.
A felicidade, bem, a felicidade tem a ver com fazer o que se gosta e se crê, estar com quem se gosta e respeita, principalmente, e isso nos remete para a realização dos sonhos, sonhos de olhos abertos e sonhos de olhos fechados que, no fundo, são sempre a mesma ou parte da mesma coisa. Estes são os aspectos em que o imã e os recados recebidos em sonho chamam para o mesmo rumo. Se você estava pensando em felicidade centrada em coisas e posses, mude de foco.
E o mais espantoso, segundo a pesquisa de um americano autor do livro "A Descoberta do Fluxo" é que a felicidade, que as pessoas tanto perseguem sem conhecer sua essência, na verdade, não é apenas a meta buscada, mas a meta que se nos apresenta como desafio. Em estado de realização fazemos aquilo que gostamos e/ou acreditamos. Isso é tudo.
Não devemos confundir felicidade com prazer. Há um professor que diz que quanto mais necessitamos de prazer, é porque menos satisfações temos com aquilo que fazemos. Talvez esta frase explique por que as pessoas se atiram em verdadeiros precipícios em busca de prazer e acabam morrendo mais cedo pelo simples fato de que não sabiam o seu verdadeiro caminho. Quanto mais satisfeitos estamos, menos necessitamos do prazer fora do trabalho e do lar, conclui o pesquisador citado.
Ainda sobre o trabalho do americano: ele criou um sistema de medição da satisfação avaliando as sensações de bem-estar das pessoas em vários momentos do dia, escolhidos aleatoriamente. A impressionante descoberta é que as pessoas vivem três vezes mais satisfeitas e sentem-se melhor nos seus ambientes de trabalho do que em seus momentos de lazer (leia-se prazer). Você pode compreender o que isso significa? Ele foi mais adiante e descobriu ainda que esses momentos de FLUXO, conforme ele denomina, é o tempo que permanecemos nesse estado de prêmio, êxtase ou satisfação, que acontece quando temos desafios de graus elevados, compensados por grande habilidade ao vencê-los. Caso tenhamos um desafio muito grande e pouca habilidade, isso gera ansiedade. Caso tenhamos pouco desafio e muita habilidade, isso gera tédio. Caso sejamos especialistas ou excelentes em algo e enfrentamos grandes desafios, isso gera os momentos de FLUXO: períodos de grande satisfação. E diz que a satisfação proveniente da habilidade de enfrentar e conquistar desafios é muito mais duradoura que os momentos passageiros de prazer, que as pessoas têm quando estão descansando. As conseqüências lógicas do que foi exposto são que os problemas de nossa vida são responsáveis não somente pelo nosso aprendizado, mas também pela nossa sensação de satisfação. O nó estará dado quando entendemos o problema como prenúncio de derrota. Indo um pouco além, segundo um outro autor americano chamado Paul Stoltz, sabe-se (naquele país) que apenas 25% dos indivíduos vindos das classes A e B chegarão a grandes e importantes posições por mérito próprio. Os outros 75% provêm de classes sociais menos favorecidas, pois desde cedo são expostos a grandes desafios e reúnem uma das maiores competências requisitadas atualmente nas empresas, que é a capacidade de superar obstáculos, também mensurável, segundo Stoltz, e chamada de Quociente de Adversidade. A boa notícia é que o Q.A. assim como o Q.E. (Quociente Emocional) que esteve algum tempo na moda, podem ser desenvolvidos. E para onde retornamos? Para a educação. Não é a alma que derrota as pessoas. É a educação das pessoas que derrota suas almas.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Os nossos sonhos (VII)


Não estamos de férias

Ainda que muita gente se imagine de férias em sua existência corporal, no planeta, e por isso tente levar a vida irreverentemente, toda a logística da vida sinaliza para os propósitos: nada acontece ao acaso. O nosso nascimento não foi um acaso, como tentamos elucidar no capítulo anterior. O desafio ao ser mais inteligente da criação, é descobrir o propósito de cada coisa, principalmente o seu próprio propósito.
Como saber a que viemos? Não é uma tarefa fácil. Mas, também não é impossível. Existem três meios:
(1) Através dos sonhos sonhados de olhos abertos. Eles não nascem do nada. Lá no fundo da alma eles querem dizer algo. Tê-los e sentir que eles são um imã a chamar para um rumo, para um desafio, tal qual uma bússola, é o indicativo de que somos parte de um plano, temos um plano, como todos têm.
(2) Através dos recados enviados pelos sonhos sonhados de olhos fechados. Ter com os sonhos uma certa promiscuidade, um elevado grau de responsabilidade, capacidade de anotá-los, investigar a sua procedência, prestar atenção na sua coerência e recorrência. O resultado poderá indicar mais do que assuntos para conversas matinais com nossos familiares. “Bárbaro! Tive um sonho legal esta noite!”
(3) Através do desenvolvimento de uma cultura de oração e meditação, contemplação e elevada percepção capazes de abrir canais de diálogo eficaz entre a mente corpórea e a mente espiritual.

domingo, 19 de junho de 2011

Edição Extra: Você materia Bin Laden?

A propósito de conversas travadas na data de hoje numa roda filosófica: você materia Bin Laden se tivesse a oportunidade de ficar frente a frente com ele e, claro, se houvesse como liquidar com ele?
Esta pergunta deveria rodar o mundo. E segundo as respostas, encaminhadas para uma página de enquetes, todos poderíamos avaliar como está o discernimeto das pessoas quando aos propósitos da vida.
Você gostaria de saber o que faria eu?
Não direi aqui para não influenciar as respostas daqueles que acessam este blog. O que está em questão é a sua atitude.
Quer manifestar-se? Este blog lhe dá esta oportunidade.
Por favor, poste um comentário.

Os nossos sonhos (VI)


Comunicação e cultura

Voltemos à cátedra de Wilda. Ela assegura que a maior parte da humanidade adquire conhecimento nos sonhos. Por aproximação, temos entre cinco e sete sonhos por noite. Quando temos desenvolvida a nossa forma de lidar com eles, recebemos e temos consciência de lições, orientações, informação, compreensão, conhecimento e estímulo. Nossos sonhos, diz ela, são sinais, obtidos por telas mentais chamando-nos para os nossos verdadeiros caminhos. Alguns desses recados nos chegam diretamente de nossos níveis subconscientes, particularmente, as informações sobre nosso corpo físico e suas necessidades. Outros vêm de níveis conscientes: imagens e fatos diversos, informações para lidar com nossos problemas cotidianos. Mas, na maioria, as lições vêm do nível superconsciente, de nosso Eu Divino ou Eu Superior. Vêm em forma de lições e vislumbres espirituais que nos ajudam na solução de problemas em todos os níveis. Possivelmente tenham a virtude de nos colocar frente a frente com os nossos desafios associados com a grande missão de nossas vidas.
Você gostaria de ter em casa ou carregar consigo um consultor especializado em destino, missão, sucesso, realização, plenitude? Inteiramente gratuito? Nesses tempos de personal training, personal fashion, que tal um personal sucessing? Você já ouviu falar de visionários, bruxos, magos? Sabe o que eles fazem? Eles apenas confirmam para seus consulentes aquilo que seus consulentes desejam que aconteça. E se os consulentes vierem acreditar naquilo que os adivinhos dizem, terão mudado as suas vida para melhor ou para pior, dependendo daquilo no que andem “sonhando”.
Quando a semente do ser humano parte em busca da fecundação do próprio corpo, no ventre da mãe, põe nesse ato todas as suas esperanças, todo o seu entusiasmo, toda a sua energia. O seu objetivo é viver, cumprir uma missão, fazer tudo certo e alcançar a fita de chegada dessa maratona com a dignidade de um vencedor. Não se trata de derrotar os demais, aquilo não é uma competição. Todos os demais “competidores” envolvidos nessa operação, sabem que em 98,89% dos casos há um só óvulo à espera e que em 99,9999% dos casos uma só semente será premiada com a vida. Aquilo é uma travessia na qual cada um tem de vencer a si mesmo. E provar que é capaz de receber nova missão. A vida, depois do nascimento, não é outra coisa. Alguém já se perguntou por que a vida nos chicoteia em certas circunstâncias? Estaria ela fazendo a mesma coisa que fazem os cavaleiros quando querem superar um obstáculo em plena cavalgada ou numa prova de hipismo? A reposta é sua.
Para desenvolver uma Cultura Multidimensional, o primeiro requisito é sentir-se divino, entender o prêmio da vida como outorga, dádiva, mérito, honra, dignificação, homenagem divina, claro, nunca para que o outorgado se atire nas cordas ou “tire férias”. Entramos na corrente universal da vida para realimentar e reafirmar o sentimento, permanentemente, de que somos um dente da engrenagem e que temos de corresponder a essa confiança. Se não sabemos, ao certo, o que devemos fazer, devemos, ao menos, ao acordar e ao recolher-se para dormir, que é quando adormecemos e nem sabemos o que será de nosso corpo, deixar ligado o instrumento através do qual nos comunicamos com outorgante. Claro, existem outros canais de comunicação, uns mais simples, como a oração e outros mais exigentes, como a meditação.
Importa saber que não pode haver o ser separado, que em um momento se desgasta no jogo da vida desprovido de entusiasmo, vulnerável às energias opostas, abatido por elas e, em outro momento, o ser que se liga ou religa com a Fonte Vital para carregar suas baterias. Como também não pode haver o ser passivo que apenas ergue suas mãos ao infinito pedindo que lhe seja facilitado o papel diante da vida, quando, na realidade, nem sabe ou nem quer saber que papel é esse. Cadê os sonhos?
Somos enviados para a vida com planos por nós definidos, viemos como agentes ou produtores autônomos de ação e não como diligentes ou terceiros da ação delegada.
Ao postar-se como diligente, sem planos próprios, como serviçal de interesses alheios, o ser humano assemelhar-se-á aos animais dos serviços domésticos e terá perdido, em sua existência, a oportunidade de dizer a que veio.

sábado, 18 de junho de 2011

Os nossos sonhos (V)


Computadores e mendigos

Todos sabemos que o princípio que norteia a informática se baseia na mente humana. Programas informatizados já permitem digitar um contexto e oferecer a conjuntura na qual as coisas estão imbricadas e o computador nos dirá, percentualmente, quais as soluções mais adequadas para nossos problemas. Sabemos também que os computadores não têm emoção. Então, emoção à parte, a mente humana seria capaz de fazer melhor trabalho? E se formos além? Como se poderia chamar o ato de convocar um mestre mais inteligente que a máquina e tão mais livre das influências emocionais para indicar-nos os caminhos mais adequados a seguir, que é nosso espírito?
É claro que a coisa não é tão simples como digitar um contexto e oferecer uma conjuntura e pronto. Se não soubermos fazer a encomenda, a entrega pode sair errada. Isso vale para o computador, vale para nossa mente racional e vale para o mestre espiritual que habita em nós. Então, é preciso compreender que, em qualquer circunstância, pressa, sufoco, irreverência, casuísmo, pode estragar tudo.
Continuando com a cátedra de Wilda Tanner, anotemos o que ela sugere: é necessário desenvolver uma cultura de interação com os sonhos e não buscar socorro apenas quando os problemas estouram. Essa é a situação das pessoas que quando têm problemas correm para as igrejas, se curvam, acendem velas, oram, fazem promessas, querem trocar sua omissão por milagres vindos do alto da energia dos santos e guias de sua devoção. Pode ser também a situação daqueles que procuram os adivinhos ou pais-de-santo e pagam qualquer preço, fazem qualquer coisa para que lhes seja dito o que devem fazer. Pode ser, igualmente, algo parecido com o empresário desleixado, que passa o tempo sem se preocupar com a segurança de sua organização, até que um dia, no meio da madrugada, liga para o corpo de bombeiros ou para a polícia, desesperado, querendo que salvem seu patrimônio ameaçado pelo fogo ou pelos ladrões.
Em todos esses casos, estaremos diante de pessoas que querem viver por milagre, por intercessão de alguém de fora, nas mãos de quem depositam sua felicidade e sucesso. São pessoas sem auto-estima, sem valores íntimos, sem capricho, sem garra, sem planejamento, desorganizadas. Culpadas? Não será a resposta mais coerente. Nossa cultura nos empurrou para este labirinto e não sabemos sair dele. Por isso, vivemos apenas enquanto a vida nos seja misericordiosa. Nunca poderemos dizer: “isso eu conquistei”. Temos a mesma sensação dos mendigos: “isso me deram”, isto é, falta-nos DIGNIDADE. Quando não há a esmola dos milagres não sabemos viver.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Os nossos sonhos (IV)


Mais flexível e mais imaginativo

Já se disse que pessoas aposentadas, de larga idade, umas viúvas, outras não, começam dizer que não têm mais idade para isso ou aquilo e também já não falam mais de seus sonhos quando dormem. O que seria isso, se não o prenúncio da morte?
Pode ser um exagero, mas poderemos ver que não é bem assim. Esse é um distúrbio muito comum, chamado de "Síndrome do Ninho Vazio", no qual adultos a partir de 40 ou 50 anos de idade enfrentam grandes depressões quando seus filhos saem de casa para terem suas próprias vidas. Já é possível aceitar que quando uma pessoa pensa em derrota, a vida que está nela desiste de lutar.
Wilda Tanner, num brilhante trabalho intitulado “O Mundo Místico, Mágico e Maravilhoso dos Sonhos”, ensina que os sonhos que acontecem enquanto dormimos, são terapias para nossos males do dia-a-dia. Segundo ela, para uma imensa maioria, o “terapeuta” chega e trabalha de graça nas altas horas da noite, faz muito bem o seu trabalho, vai embora e nem deixa um cartãozinho para esperar uma ligação de “muito obrigado”. Há casos, porém, que o paciente interage e encomenda ao “terapeuta” as tarefas mais absurdas e importantes e, na manhã seguinte, ao abrir os olhos a solução está ali, completa, clara e certa, também a custo zero.
Wilda trabalha com a hipótese de que interagir com nossos sonhos noturnos significa abrir a porta que leva às maiores oportunidades de expansão do conhecimento. Como alguém que se oferece para estudar o lado espiritual do homem, Wilda assegura que estamos na vida corporal para bem mais do que apenas aprender com os professores, que cobram, e não ensinam tudo; há muita sabedoria nos sonhos e cabe a nós entrar nela.
Suas teses são conciliatórias entre o saber acadêmico e o saber empírico. Se temos um problema, o melhor caminho é distanciar-se dele para vê-lo de fora. Não é assim que atua a consultoria empresarial? E por que é assim? No centro do problema, agimos com a emoção. E a emoção contamina a razão. Ter emoção é um dos atributos do ser animal que somos. Enquanto animais, temos instintos, temos impulsos, temos medos. Ao trabalhar com os sonhos, permitimos que nosso espírito, de per si ou com a ajuda de guias espirituais, sem emoção, com a razão pura, nos indique a melhor solução.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Os nossos sonhos (II)


Sonhos de olhos fechados

Todos sonhamos. O sonho é uma necessidade fisiológica. Não sonham aqueles que dormem sob efeito de soníferos, entorpecentes ou bebida alcoólica. E não sabem o que estão perdendo.
Dormir e sonhar, tanto quanto sonhar acordado, pode ser mais interessante e produtivo do que se imagina. Há, no entanto, aqueles que dizem não lembrar dos sonhos sonhados e mesmo aqueles que dizem e acham que não têm nenhum tipo de sonho.
Médicos, psicólogos e místicos estão cada dia mais interessados nessa relação de nossa mente com sensações e percepções que escapam-nos ao controle. Elas podem significar tudo ou nada para a vida.
Sonhar é, no mínimo, tão importante quanto dormir. Não sonhar pode significar nada ser para a vida.
A par do bem que nos acontece ao sonhar, existem sonhos espontâneos, que sonhamos ao dormir e existem sonhos construídos, que sonhamos imaginando, acordados. Uns e outros parecem ser a mais genuína das formas do ser humano expressar seus desejos, anseios, inclinações, motivações e, (por que não?) a missão! Podem expressar a vida que vive em nós e podem, na sua ausência, sinalizar a vida que está indo embora de nós.
Existem sonhos que movem os seres humanos e existem sonhos que poderiam mudar o destino dos seus sonhadores caso fossem levados a sério. De uma forma mais direta se pode dizer que talvez sejam mensagens de Deus, plantadas em nossa mente, que sirvam para nos direcionar na vida ou para dar sentido à nossa existência. Ou, talvez, seja nosso espírito mandando recados à nossa mente. Não sonhar talvez seja uma das primeiras evidências de que abandonamos a vida e esperamos a morte. Vale para quem turba os sentidos para dormir, vale para quem desiste de ver adiante e vale muito para quem já desistiu de viver e esqueceu de avisar que está de partida.
Três explicações para os sonhos, uma do ponto de vista espírita, duas do ponto de vista científico:
(1) Os espíritas ensinam que os sonhos são produtos da emancipação da alma que, ao dormir o corpo, torna-se independente pela suspensão da vida ativa e da convivência. Daí adquire, o espírito, uma espécie de clarividência indefinida e abandona o corpo para efetuar visitas a lugares mais afastados, conhecidos, jamais vistos e algumas vezes até de outros mundos.
(2) Cientificamente se ensina que o sonho se presta para descargas das tensões cotidianas e como capacitação para enfrentarmos os medos e as tensões.
(3) Há, contudo e também, o sonho que se sonha de olhos abertos, como a razão de ser de uma vida, várias vidas, aquilo que, para alguns, tem conotação de destino, missão ou carma.
Nossos sonhos combinam estímulos verbais, visuais, emocionais e espirituais em uma série de histórias fragmentadas e, às vezes, sem sentido, porém sempre muito interessantes. Às vezes, podemos até mesmo resolver problemas em nossos sonhos.
Entre os peritos ainda não há um acordo sobre qual deve ser o propósito de nossos sonhos. Será que eles são somente impulsos mentais ou nosso cérebro está realmente trabalhando em questões da nossa vida cotidiana enquanto dormimos, como se fosse um tipo de mecanismo de imitação? Será que deveríamos nos preocupar até com a interpretação dos nossos sonhos? A resposta é sim! Temos muito o que aprender com eles.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Os nossos sonhos (I)


Introdução

Qual é o seu sonho? Não, não estou falando daquilo que sua mente andou produzindo na noite passada. Estou falando daquela proposta de trabalho que você elaborou um pouco antes de receber este corpo ainda no ventre da mamãe. Vai me dizer que você não sabia que viemos todos pautados, com compromissos assumidos, não exatamente com aquela conotação de destino fixo, como ensinam algumas teorias. Os nossos projetos de vida são como a “Mensagem a Garcia”, um conto cubano que destaca o feito de um soldado que recebeu uma mensagem para entregar ao comandante Garcia, que estava no interior, nas montanhas, guerreando, e precisava receber uma informação importante e urgente. O mensageiro sabia o que tinha da fazer, nada perguntou sobre os caminhos a percorrer, nem sobre os meios de locomoção, alimentação, pernoite, etc. Passou a mão na mensagem e foi. Alguns dias depois o comandante Garcia estava com a mensagem em mãos.
Aquilo que erroneamente chamam de destino, é a mensagem, o conteúdo. Fazer uso dele, jogá-lo fora, entregá-lo a alguém, construir um lindo edifício com ele, multiplicá-lo como se fez com os talentos da lenda bíblica, enfim, o modo e a destinação dada ao conteúdo correm por nossa conta, é de nosso livre arbítrio. Sair ao ponto inicial e alcançar a meta final, é a vitória.
O grande problema, como está escrito lá no conto cubano, é que “assistência irregular, desatenção tola, indiferença irritante e trabalho mal-feito, parecem ser a regra geral” entre os humanos destes tempos. Não se fazem mais homens como Rowan, o mensageiro de Cuba. Nenhuma pessoa pode ser verdadeiramente bem-sucedida, salvo se lançar mão de todos os meios ao seu alcance para cumprir seus objetivos de vida.
Deve-se destacar que muito já se escreveu sobre a ajuda de Deus para viver. A isso se chama bênçãos. E se diz que quando encontramos o caminho da meta, as bênçãos se fazem. Até chamam isso de milagre. Quando estamos na rota errada, aparecem as complicações. Chamam isso de maldição. Voltaremos a estes argumentos quando, adiante, for enfocado, aqui, a ajuda dos anjos guardiões para bem cumprir nossa missão neste corpo e neste planeta, nesta existência.
O autor da “Mensagem a Garcia”, Helbert Hubbard, foi muito festejado mundo a fora em virtude da extraordinária repercussão que ganhou o assunto e, numa entrevista a uma revista declarou enfático: “herói é aquele que dá conta do recado, não importa fazendo o que”. E nós acrescentamos aqui: herói de seu próprio destino é aquele que vem e dá conta de sua própria missão.
Agora que você já sabe do que trataremos nesta série, precisamos voltar à pergunta inicial: Qual é o seu sonho? Não sabe? Não quer saber? Quer?
Primeiramente vamos falar dos sonhos que se sonha dormindo. É o tema da próxima crônica.

terça-feira, 14 de junho de 2011

A descoberta do sagrado (conclusão)


Salvar ou destruir

Estudos de uma nova safra de cientistas demonstram que dificilmente a ciência ou outras instituições oficiais de nossa sociedade salvarão a Terra. A nossa visão de mundo, o conjunto dos nossos paradigmas, fazem-nos doentes. Doentes da cabeça. Quando estivermos curados das psicoses que levam os cérebros mais qualificados do planeta a manipular genes, a promover a transgenia modificando estrutura e padrão, que são dois dos três princípios da vida, o que precisa ser curado é a mente do homem.
Quando estivermos curados traremos de volta ao panteão dos deuses que concebemos, a deusa-mãe e nela veremos o corpo da Natureza, para amar, para acariciar, regar, depositar nela a semente, esperar pelo fruto de seu ventre, respeitar o fruto e não servir-se dele com a voragem de quem destrói.
A cura ambiental será então uma conseqüência natural, sem o pesadelo de rasgar-se o Tratado de Kyoto, como tentaram fazer algumas nações mais importantes do planeta.
O homem olha para a Natureza em busca do lucro e fere-a de morte, quando deveria ver nela o seu próprio corpo. Sem consciência do que seja a vida, fere de morte o seu próprio. Nenhuma diferença há entre esse ser que habita o planeta e o viciado que mata a mãe para roubar-lhe o dinheiro que lhe dará a posse de mais drogas. É mais chocante o crime contra a mulher-mãe, mas a Natureza também é mulher e mãe, mãe de todos habitantes do planeta.
O sagrado que buscamos temos de descobrir lidando com a vida biológica. O homem nunca chegará a ser espiritual enquanto não for biológico.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A descoberta do sagrado (VI)


A lição de São Francisco

Todos nós nos relacionamos com o ambiente ao nosso redor e o interpenetramos ao inspirar e expirar, beber água, ingerir alimentos, excretar. Somos muito carbono, um dos principais componentes da vida e um dos elementos mais antigos, criado na incrível explosão que foi o Big Bang. As estrelas são feitas de carbono, assim como nós. O mesmo Deus que deu a ordem que arrojou as estrelas na vasta escuridão do espaço também se curvou sobre o nosso corpo e salpicou-o de substância estelar. Mas, somos bastante energia. A mesma energia de que se suspeita seja a substância do Deus, mentor do mundo. Temos os mesmos pai e mãe, compartilhamos da mesma origem de tudo o que existe.
Desse modo, São Francisco de Assis sabia algo por nós esquecido, quando chamou os corpos celestes de “Irmão Sol”, “Irmã Lua”. E talvez Thoreau estivesse igualmente certo ao perguntar como é possível sentir solidão quando podemos olhar para o céu à noite e ver as luzes dançantes da Via Láctea.
A compaixão pela natureza cresce com a consciência de estarmos interligados com tudo o que existe.
Por isso, se você objetifica alguma coisa, pode imaginá-la como separada de você e assim será mais fácil de usá-la, ter sua posse, feri-la ou abusar dela. Mas se você está intimamente conectado com alguma coisa, ela se torna parte de você. Aí, feri-la é o mesmo que ferir a você mesmo.

domingo, 12 de junho de 2011

A descoberta do sagrado (V)


Comunhão com o Sagrado

Comunhão significa abordar a Natureza com uma reflexividade, baseada na alma, que esteja disposta a esperar, ouvir e permitir que a Natureza se revele ao seu próprio modo, em seu próprio tempo. A comunhão envolve uma atividade de não imposição, uma ausência de categorias predeterminadas e mesmo uma espécie de indefinição filosófica.
É claro que para o realismo determinado e agressivo do Ocidente isso não faz sentido; certamente a pesquisa, a medida, a precisão e a claridade rigorosamente delimitadas são sempre preferíveis à indefinição. Continuarão a dizer que os avanços tecnológicos na agricultura e pecuária servirão para aplacar a fome, como foi a mentira da Revolução Verde. Esta surgiu para matar a fome de 5% da população terrena e em apenas 50 anos levou fome a 40% dos homens.
Em muitas áreas da vida, a abordagem pragmática simplesmente não funciona. As relações íntimas humanas, por exemplo, requerem uma abordagem completamente diferente, o mesmo aplicando-se às nossas relações com a Natureza. Para conhecer seus segredos mais profundos, precisamos estar dispostos a entrar numa relação de comunhão com ela, buscado o que Alan Watts chama de “um toque cálido, enternecido, vagamente definido e carinhoso”. Esta postura em relação à Natureza – homem no meio – é o primeiro degrau para abraçar o corpo de Deus, que se mostra a nós numa árvore, numa pedra, num rio, num pássaro, numa jaguatirica, numa criança.
Em outras palavras, comunhão é um modo de observar que significa carinhosa atenção, sensação de conforto com o que é enevoado, indefinido, obscuro, místico e indistinto, presente em algumas culturas, também herdadas dos xamãs de todos os cantos do mundo.
Já a cultura ocidental produz um tipo insolente de personalidade que está sempre disposta a avançar e esvaziar o mistério, a descobrir com toda a precisão para onde foram os gansos que tanto encantaram o ancião japonês. O homem ocidental não se dá conta da diferença entre a superfície e a profundidade. Somos apartados de nossa própria experiência interior e dela não podemos depender como meio de conhecer o mundo. Aprendemos a depender do ego – a mente analítico-racional – que nos permite operar o mundo sem “estar lá” de fato em corpo e alma.
A glorificação da objetividade, atitude tão predominante em todas as áreas da vida ocidental, só pode acontecer numa cultura em que as pessoas estão apartadas de si mesmas, separadas de sua própria subjetividade.
Somos estranhos para as demais criaturas, até da mesma espécie. Ainda não aprendemos que a vida não está apenas na mente objetiva. A mente existe para servir a vida e não como centro dela. É impossível a vida apenas vivida na cabeça, sem nenhuma necessidade real do corpo, da alma e das emoções. Mas, atenção: tudo que se fizer contra esses componentes da vida, terá retorno. Para as bênçãos ou para as maldições.

sábado, 11 de junho de 2011

A descoberta do sagrado (IV)


Causa e efeito

Intervir na Natureza para tirar proveito além que ela pode suportar, significa correr o risco e pagar um preço. As cidades inundadas por enchentes, as encostas desabadas, a camada de ozônio, as queimadas, os motores à explosão, o efeito estufa, as mortes por insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória, pancreática e outras, causadas por envenenamento de clorados e organo-fosforados, bem como a maioria dos cânceres, nada mais são do que o pagamento do preço a que está sujeito aquele que provoca a ira natural.
Interagir com a Natureza para ser feliz, significa acarinhar a deusa do ventre exuberante, plantar nele a semente, esperar o nascimento, receber o prêmio do fruto, do grão, da fibra, da essência. As comunidades que aprenderam respeitar a Grande Mãe Gaia – que são poucas ainda – podem capitalizar a comunhão com a Deusa Natureza.
A maioria dos homens aborda a Natureza com mapas e diagramas em vez de abrir a alma para o silêncio perfeito das estrelas, para os cochichos do rocio, para os sussurros do riacho e para a irradiação da beleza das flores. Embora as abordagens objetivas tenham seu lugar, comunhão significa romper com os discursos e práticas de transformar a Natureza em objeto, termo que está sendo criado: objetificação e significa ir ao encontro da Natureza para um abraço e um beijo místico, profundo e umedecido, onde ela se revela diretamente para a alma aberta à admiração e ao assombro de machos e fêmeas de qualquer espécie, notadamente a humana.
A corrida tecnológica não trouxe felicidade ao homem, trouxe conforto e dependência. Estamos matando-nos sem motivo nas escolas, nos cinemas, nas ruas, nas estradas, nas fábricas. As UTIs dos hospitais já são apontadas como motivo de aprofundamento da crise dos doentes a ela submetidos. Os seres arrancados de seu habitat morrem aos poucos. As plantas e animais estressados por agentes estranhos à sua natureza, fazem mal ao homem porque são consumidos em estado de desequilíbrio.
O homem precisa reconciliar-se com a Natureza, a começar pela sua natureza.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Edição Extra: Dia dos Namorados

A palavra namorado tem uma origem interessante. Ela objetiva definir alguém amorado (algo assim como dizer amarelado para definir algo que tem tons de amarelo), amorado, ocupante da estação de véspera do amor. Mas inicia com "n", o que lhe lhe confere negação. Logo, estar não-amorado é o mesmo que não ter amor.
Será que todo namorado pode ser classificado como alguém que não tem amor? Mas se faz pretendente ao amor, pois o comportamento mais notável dos namorados é aquela ânsia de insunuar-se, chamar a atenção de quem namora, tornar-se agradável, gentil, fidalgo...
Coisa incrível, não? O que mais acontece é que passada a fase do namoro depois das núpcias, os cônjuges costumam perder, em relação ao parceiro, a ânsia de insinuar-se, chamar a atenção, tornar-se agradável, gentil, fidalgo. Não amorado parece estar, definitivamente, aquele que perdeu a capacidade de amar ou cansou do amor ou gastou o estoque de amor.
Como este blog trás como proposta a Maioridade Espiritual, dirijo-me aos amantes espirituais, namoradores através dos valores da alma e desejo cumprimentá-los não pelo Dia dos Namorados - esse dia só existe para que as lojas possam vender presentinhos para serem trocados entre quem namora - quero cumprimentá-los pela capacidade de perceber e sentir no outro emanações da alma afim. Quem namora com o espírito não se presenteia, troca energias. E consegue transmitir à mente da alma afim mensagens de muito carinho e respeito, de muito conforto e prazer. Prazer que excita não as zonas erógenas do corpo, excita as sensibilidades que nos fazem amar sem limites, além dos preconceitos, das idades, dos padrões sociais e das preferências por gozos. E compensam-nos com extraordiárias bênçãos de prazer espiritual.
Se você é mais um ser que ama através da alma, o melhor presente que você pode oferecer ao namorado ou namorada neste e em todos os dias, é a emanação de sua melhor energia amorosa acompanhada de desejos de paz, alegria, saúde, amor, bem-estar.
Sejam esses os votos desta página, hoje e sempre, a todos os amantes que amam com a alma, todos os dias.

A descoberta do sagrado (III)


Um Deus patriarcal

De acordo com alguns estudiosos, a alienação do homem ocidental em relação à Natureza, começou quando as religiões derivadas do deus hebreu substituíram e eliminaram o culto às deusas e castraram essa relação naquelas comunidades que viam a Terra como a Grande Mãe.
A origem da fé em Jeová nasceu com os antigos hebreus, nômades, sujeitos à fome e ao frio, impedidos de contemplar e interagir com a Natureza, forçados a migrar e predar para sobreviver e, não raro, a brigar e a matar para comer, foram direcionados para a eliminação da deusa mãe carinhosa e meiga. Com isso eliminaram de entre os membros de suas tribos todos os sinais de adoração da Natureza e, por extensão, todos os sinais de reverência à deusa. Jeová era um deus ciumento e colérico, que insistia em ser o único deus verdadeiro e sancionava a destruição dos que discordassem dele e se opusessem aos interesses de seus filhos escolhidos. Jeová não tinha esposa nem contrapartida feminina. Entre os seus seguidores a mulher e o princípio feminino mereciam pouco respeito.
Essa perspectiva patriarcal causou grande impacto no modo de como era vista a Natureza. Enquanto as comunidades agrárias adoravam a Natureza como sendo a personificação da deusa com o ventre sempre amoroso para receber a semente, os nômades patriarcais e pastores viam a Natureza de um modo funcional: era preciso brigar com ela para dominá-la. O seu estilo de vida nômade levou-os a entrar em conflito com os outros seres humanos. Desse modo, aderiram à luta e ao desenvolvimento de armas de guerra. Ao contrário da deusa que deitava ao chão para receber a semente, Jeová não era considerado como imanente à criação; ele era sobrenatural – sobre a natureza, estava nos céus.
Jeová aparece no livro Gênese, da Bíblia, como o criador do mundo, que a ele pertencia, e por isso tinha o direito de fazer dele o que bem entendesse, até mesmo dá-lo ao seu povo ou destruí-lo, como de fato pensou fazer. O povo, por sua vez, tinha o direito de posse e usufruto da Terra. A Natureza foi objetificada, deixou de ser vista como o corpo sagrado da mãe-fêmea e, por extensão, deusa.
“Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra e sujeitai-a: dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela Terra”. Esta é a linguagem do patriarcado, a linguagem da guerra, da dominação, do reinado territorial e da autorização para que cientistas – ainda que ateus – introduzam células animais em corpos vegetais e vice versa ou manipulem componentes minerais ou bacterianos e façam cruzamentos químicos e biológicos em nome do lucro.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A descoberta do sagrado (II)


Um Deus natural

Qual é a diferença entre os ecológicos e os silvícolas não contaminados pela cultura do homem branco? Quase nenhuma. Os seres que chamamos de índios, por influência da expressão usada pelos europeus para designar as terras descobertas por Colombo (Índias Ocidentalis), está errada, primeiro, porque se refere à Índia, que é um país e não está localizado na América. Seu povo é identificado como INDIANO. Os “índios”, cidadão de terceira classe para a sociedade desenvolvida, tinham por seu deus a Natureza e sentiam-se membros desse deus e faziam profundas interações com esse deus. Depois veio o homem branco, melhor dizendo, o padre católico, e ensinou ao “índio” que deus estava no céu, não estava na Natureza. Mais tarde, vieram os pastores evangélicos e agora ensinam aos “índios” que deus se chama Jeová e é muito bravo, irado, decidido a castigar severamente todos os que pisarem fora da linha. Em troca, as florestas amazônicas podem ser exploradas por potências estrangeiras, desde que paguem o dízimo àquelas igrejas.
E assim o deus foi trocando de cara e o cidadão de terceira classe cada vez mais ignorante vai trocando seu deus natural por dinheiro.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A descoberta do sagrado (I)


Ecológicos ou ecoloucos?

O equivocado discernimento de que o homem pode controlar a natureza e dirigir o seu curso, concebido por força de uma cultura antropocêntrica, é talvez o engano mais perigoso na história do mundo. Nossa cultura sinaliza que nos consideramos separados da Natureza. Este é o maior equívoco do homem em todos os tempos. Somos apenas mais uma espécie dentre milhões de outras e seremos a mais atingida caso venham a perecer os ecossistemas que nos sustentam.
Darwin já deixou evidente a lição mais importante: não somos nem mais nem menos do que um filho na prole numerosa da Terra. Mas, foram os ecologistas, muitas décadas mais tarde que reativaram esta sabedoria.
O fato de termos aprendido a caminhar eretos e de termos desenvolvido um cérebro um pouco maior que os outros animais, pode não ser mais que um experimento na curva evolutiva e pode ser uma responsabilidade a mais que tenhamos de assumir.
Se formos, como temos sido, tolos o suficiente para fazer com que esse cérebro pequeno e calculista se volte contra a Natureza, é certo, a natureza se voltará contra nós. Isso vale para o meio ambiente e vale para o nosso corpo.
As enchentes, os deslizamentos, o fogo, o câncer de pele, a intoxicação por venenos e outras reações às nossas agressões à Natureza – homem no meio – é só uma amostra. As doenças emocionais e comportamentais (quase 90% de todas as demais doenças) são apenas uma amostra de quanto somos maléficos a nós mesmos.
A vaca louca não está sozinha. O mesmo problema atinge milhares de pessoas na Europa e quiçá já em outros continentes. A próxima reação poderá vir dos transgênicos. A vaca louca é um produto transgênico.
Quando se pergunta se somos ecológicos, gostaríamos de ter como resposta, somos aqueles que olham para a Natureza com olhares observadores, de estudantes, de pesquisadores, voltados para sermos irmãos das árvores, das aves, dos bichos, das águas, do vento, da Terra. Isto porque a outra palavra (ecoloucos), apesar de usadas para rotular as pessoas que defendem a Natureza, na verdade é o termo mais apropriado para designar os loucos que botam fogo na casa onde moram.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Pronto, passou, se foi!

No segundo dia após o Dia Nacional do Meio Ambiente, 90% dos seres humanos já nem se lembram que o país instituiu, por lei, uma data para assinalar e homenagear o meio ambiente. Assim já podem jogar lixo na rua, nos rios, nos lagos, nos mares; já podem voltar a fumar; já podem misturar os lixos que serão mandados para os lixões; já podem ligar os motores de milhões de automóveis, camionetas e caminhões; já podem deixar abertas as torneiras enquanto se servem da água para o banho ou para escovar os dentes; já podem tantas outras coisas que seria enfadonho ficar a comentá-las.
Afinal, são essas mesmas pessoas, cujo percentual em relação ao total não se sabe exatamente quantas são, que não se amam, não se estimam, não se cuidam, abusam de suas próprias naturezas e, por isso, também não cuidam da natureza que as acolhe.
São, por assim dizer, doentes de atitudes: pensam mal, projetam errado, têm atitudes incorretas e acabam metendo os pés pelas mãos em quase tudo que fazem; suas vidas são uma sucessão de desvios, absurdos, riscos, temeridades, vulgaridades, babaquices, não só quanto a si mesmas, são, também, quanto às outras pessoas, quanto ao meio ambiente, quanto ao presente e futuro do planeta.
São compulsivas, ansiosas, desastradas.
São pessoas que acham que têm amor; não têm; são egoístas e egocêntricas, o que não quer dizer que tenham amor próprio. São narcisistas, vaidosas, orgulhosas, se bastam, são verdadeiros buracos negros de energia.
Nas comunidades onde residem, não têm amigos; têm adversários, são detestadas, temidas, evitadas. No comércio e nas demais relações, não se fazem prezar. Gostam de impor. Nada põem, apenas retiram do planeta. Retiram e destroem.
São inimigas do meio e de si mesmas. Não sabem disso porque optaram por ignorar o que seja a proposta da vida.
Que pena tê-las por parceiras em nosso dia-a-dia. Elas nos dão tanto trabalho que até parece que nós somos os culpados por tudo que há de errado.
Pronto, passou, desabafei. Amanhã estarei mais aliviado e pensando mais livremente.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Um dia após o Dia do Meio Ambiente

Até por ser domingo, dia da semana em que muita gente se desliga da rotina, a efeméride dedicada ao Meio Ambiente em 2011, passou meio esquecida. O meio ambiente anda meio esquecido. Nós andamos meio esquecidos de nós mesmos.
Podemos repercutir a data de ontem e abrir uma nova frente de discussão sobre poluição tomando o ser humano como centro da questão.
Qual terá sido o objetivo do criador universal ao planejar um planeta como a Terra? Nenhuma outra resposta é mais coerente que esta: foi oferecer um lar planetário à espécie humana!
Se você tem uma boa leitura deve saber não só pela cronologia bíblica (Gênese – que tem muito de lenda e parábola), que os últimos seres a habitar o planeta foram os humanos. Toda a natureza mineral, vegetal e animal, além da bacteriana, entômica e viral, preparou-se, enfeitou-se, proveu-se para esperar a chegada dos humanos, numa clara intenção de que tudo estava, de fato, a espera do homenageado principal, o ser humano.
Não há, pois, porque ficar fazendo rodeios com discursos marcados por radicalismos e nem tapar o sol com a peneira: o elemento central dos ecossistemas é o homem. Claro, ele não sobreviverá sem o aporte mineral, vegetal, bacteriano, entômico, viral e animal e sem o concurso dos 92 elementos químicos conhecidos. Poderá perecer, como de fato perecerá, se ele próprio não resolver-se como espécie.
Se analisarmos o andamento dos aspectos conjugais e familiares e se projetarmos a lógica de hoje para uns 300 anos para frente, veremos que a população será drasticamente reduzida pela falta de casamentos, uniões estáveis, famílias estáveis e o enorme crescimento das uniões homossexuais, que não gerarão filhos. Ao que dizem os números essas uniões já chegam a 25% do total de “famílias”.
Até que números a população terráquea poderá ser reduzida sem ameaçar a estabilidade da espécie? Não se sabe, mas... É um problema tão grave quanto uma superpopulação, estigma este já afastado graças às estatísticas disponíveis.
Outra ameaça não menos real: as pessoas saudáveis, estáveis economicamente e capazes intelectualmente estão reduzindo aceleradamente a sua prole. Na outra ponta, aquela população que cresce sem uma alimentação correta, sem muita higiene, sem muita saúde, com baixo poder aquisitivo, intelectualmente instável, é que tem gerado o maior número de filhos. Essas crianças têm tido baixa escolaridade e não estarão aptas a preencher os cargos que o mercado oferecerá sempre com maior exigência. O que acontecerá? Teremos mais consumidores sempre com menor capacidade aquisitiva, teremos trabalhadores sempre com menor qualificação técnica. A indústria, o comércio, os serviços sofrerão redução de crescimento e entrarão em depressão, a taxa de crescimento será negativa.
Esse problema já afeta alguns países da Europa. Falta mão de obra e o imigrante não é bem recebido porque vem dos países do chamado Terceiro Mundo: trazem mais problemas que soluções (no ideal do chamado Primeiro Mundo). Esse problema será real dentro das próprias fronteiras dos países, como o Brasil, em que a exclusão já tem cinco séculos e nós ainda não nos livramos da maldição do “apartheid”. O que determina a discriminação no Brasil não é a cor da pele, é o poder aquisitivo. Claro, se o miserável for negro, pobre e mulher, terá piorado muito sua situação.
Isso, tudo, caro leitor, para falar do principal personagem do Meio Ambiente: o homem, a mulher.
Não se pode falar de meio ambiente excluindo os seres humanos. E como anda o ambiente dos seres humanos? Parece que vai de mal a pior, porque eu e você não abrimos os olhos para o óbvio: achamos que os problemas não nos pertencem, elegemos as pessoas erradas, fugimos do debate, somos hipócritas.
Pense nisso, já no dia seguinte ao Dia do Meio Ambiente. E não se deprima, reaja. O navio está fazendo água e quanto mais os passageiros adiarem a solução mais rapidamente ele afundará.

domingo, 5 de junho de 2011

Todos os dias deveriam ser do Meio Ambiente

Muitas efemérides, como esta de 5 de junho e o dia das mães, dos namorados, da criança e tantos outros, deveriam ser lembrados e respeitados todos dias do ano.
Especialmente o Meio Ambiente por sua relevância na vida planetária, não poderia ter seu impacto e não poderia ser repercutido em nossas mentes apenas um dia entre os 364 outros dias do ano. E não podemos ser hipócritas a ponto de ir à mídia para falar de borboletas, derrubadas, lixões, efeito estufa, enquanto, nesse mesmo “meio” há uma erosão social avassaladora, imaginando que isso nada tem a ver com nossos dias passados, atuais e futuros.
Nossa intelectualidade planetária tem o hábito de olhar para as árvores, máquinas e animais sem ver o ser humano que está no mesmo contexto. E isso dá bem um diagnóstico de nossa doença: queremos ar puro, água boa, alimentos, conforto, não para todos.
Sempre que, ao pedir a uma pessoa que nos mostre a natureza, e ela abrir a janela e apontar para a paisagem vegetal e animal, estaremos a repetir: não somos completos, excluímos-nos desse ambiente, esquecemos de bater no próprio peito para afirmar: eu sou a natureza (também). Assim chegaremos ao dia de parar de fazer escândalo quando um cãozinho é abandonado e iremos atrás (também e antes) das crianças que já foram abandonadas quando oferecemos um lar a um cãozinho antes ou ao mesmo tempo de oferecê-lo ao ser humano.
Nesse grau de hipocrisia, o nosso Meio Ambiente continuará tendo a importância de 1/365 avos em nossas vidas e o triste espetáculo de 5 de junho de todos os anos continuará sendo o Dia da Hipocrisia.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

As nossas crianças

Muita coisa contribui para o extraordinário avanço no comportamento e desenvolvimento das crianças atuais. Elas dão de dez a zero nos adultos, não é mesmo? Mas, não se pode creditar tudo isso à tevê e aos demais instrumentos tecnológicos que invadiram o mercado e caem nas preferências dos pequenos gênios. Não é o instrumento que faz o gênio, mas o gênio que expande o instrumento.
Precisamos refletir na possibilidade de uma rigorosa seleção aplicada aos espíritos que estão encarnando no planeta Terra por estes tempos, desde uns vinte ou mais anos para cá. Talvez, quase certo, seja parte do processo de transição de “planeta de provas e expiações” para “planeta de regeneração”, como se anuncia.
Como se sabe, a Terra atravessou alguns milênios como lugar de provação e expiações”, espécie de penitenciária-escola e agora está sendo promovida a “lugar de regeneração”, espécie de hospital-escola.
Aquilo que sempre se disse, que as crianças não repetem tanto o que os adultos falam, mas repetem sempre o que os adultos fazem é, hoje, uma sentença fora de moda, superada. Elas ouvem pouco e fazem quase nada do que os ancestrais dizem ou recomendam. Elas têm a iniciativa e levam consigo, muitas vezes, os seus pais, não só nas coisas positivas, também naquilo que os adultos costumam escandalizar-se. Elas vieram para quebrar o paradigma. Elas agem, fazem coisas que os adultos não saberiam ou não teriam coragem de fazer.
Dê-se a elas os nomes que se queira dar, “índigos”, “cristais”, “azuis”, “violetas”, etc., parece relevante que elas são levas e levas de espíritos evoluídos ocupando espaços entre nós e preparando o Planeta Azul para um salto de qualidade. Vamos junto com elas?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Redator está de volta

Saludos, leitores.
Depois de uma ausência de 12 dias, a trabalho de uma mega pesquisa que será objeto de comentários aqui, retorno aos trabalhos do blog.
Peço desculpas pelo silêncio, mas entendo que todos nós sairemos premiados com os resultados.
Um grande abraço.
Continuem acessando está página.
Obrigado.
O redator.