domingo, 31 de julho de 2011

Novamente o cientista...


...indo ao encontro do místico

Costumo ser grato e reconhecido àqueles que contribuem para iluminar consciências. Referi-me numa crônica anterior ao doutor David Servan-Schreiber e à segunda edição, revisada e ampliada, de seu livro, já citado.
Fazendo coro com o que já li, aceito, sei, ensino e aplico, o doutor explica que muito mais o comportamento do que a genética responde pela criação de situações favoráveis ao surgimento dos cânceres. Cita, da mesma forma, que depois do início dos tumores, os instantes que se seguem à comprovação da patologia contribuem em elevada conta para o agravamento dos casos. São as defesas dos pacientes que caem motivadas pelo susto, pela impotência e pela sensação de proximidade da morte, coisas que a nossa sociedade recolheu como verdade e instalou nos seus registros culturais, embora a realidade continue a mostrar que não é bem assim. Por conta também do comportamento, morre mais gente de acidente, por perfurações de armas de fogo e arma branca e por doenças cardíacas, do fígado, estômago e pulmão, sem co-relação com os cânceres.
Está muitíssimo mais ameaçado de morrer aquele sujeito que dirige imprudentemente do que aquele que tem um câncer instalado em seu organismo.
Diz, do mesmo modo o doutor David, que já é consenso médico-científico de que os cânceres não são curáveis apenas pela medicina clássica, aquela que ignora as comprovadas contribuições oferecidas pela transformação do estado mental-emocional-comportamental do paciente.
Depois de lidar com seu próprio câncer, David está convencido e destaca isso em seu livro: ao sair do estado de impotência inicial e ao decidir participar da própria cura, através da idealização de um motivo, de uma razão para viver, o paciente contribui com elevadas taxas para o sucesso do tratamento. É como se as células decidissem acabar a rebelião.
Agora não é mais o dr. David quem escreve para os seus leitores e sim o titular do blog: imaginemos uma alma instalada desconfortavelmente num corpo de difícil adaptação à vida, iniciando por planejar uma saída honrosa, a busca da outra dimensão ou do próximo corpo, se assim pudermos raciocinar. E, qual a surpresa se, não mais que de repente, o corpo promove uma faxina, uma reorganização geral, botando tudo nos eixos para atender a missão pela qual esta alma está na matéria. Seria isso motivo suficiente para um grande recomeço?
Se você também acredita que sim, estamos começando a explicar o motivo de tantos milagres, como são chamadas as curas improváveis naqueles em casos que a medicina desiste de tratar, desengana e manda o paciente para casa a fim de aguardar a morte, mas o paciente dá a volta por cima e deixa perplexos os médicos que desprezam a contribuição tão valorizada pelo dr. David em seu livro, já citado aqui.
Vai demorar um pouquinho, mas a ciência há de chegar à comprovação de que os campos densos de energia, no caso, a matéria, têm sua planta nos campos sutis e que a doença tem origem aí. Logo, é aí que a verdadeira cura precisa ocorrer.

sábado, 30 de julho de 2011

Jujos, remédios e escapulários...


...uma medicina com cheiro de terra e céu

A saúde da população interiorana do Brasil até quase metade do século XX, era tratada por benzedores e curandeiros. Mister herdado de índios e negros, foi primeiramente assimilado por cafuzos e caboclos e mais tarde pelo imigrante e se tornou conteúdo de cultura, não totalmente superado.
Benzimento, pajelança e cura ou prevenção de saúde pelo uso de chás, banhos, jujos e patuás, pertencem a conhecimentos imemoriais e práticas milenares dos povos aborígenes, boa parte resgatado para o conhecimento inclusive acadêmico.
Benzimento é uma ação mística pela qual alguém com poderes especiais de manipular energias magnéticas ainda pouco conhecidas, aplica em favor de seres humanos e animais portadores de dores, infecções, distensões etc. Também funciona para afastar cobras, insetos, etc.
Pajelança é também uma ação mística e fitoterápica profunda, aplicada pelo pajé sobre outro ser, moribundo, de sua raça ou não. Picada de cobra ou de outro animal, vespa ou batráquio venenoso e febres costumam dar motivo às pajelanças.
Chás ou banhos de ervas medicinais, são usados para diferentes distúrbios de saúde.
Breves, patuás, escapulários, amuletos ou “bentinhos”, são peças tidas como portadoras de energias de proteção contra doença, mau-olhado, perseguição, inveja, violência, tiro, facada ou mal-feito, usadas pelos crentes junto do corpo, geralmente dependuradas ao pescoço. As pessoas capazes de produzir os “bentinhos”, manipulam “energias” que se enquadram como simpatia pela qual se desvendam segredos ou se marca presença na seara da sorte ou da felicidade.
Jujo, é um termo da língua quêchua, aprendido pelos guaranis e repassado ao homem branco, usado para definir plantas com poderes miraculosos. A simples crença no poder do jujo é garantia de cura infalível.
Uma das primeiras definições que recolhi para o inexplicável fenômeno das curas por benzimento, é a de que se trata de auto-indução, isto é, o “milagre” ocorre dentro da mente do beneficiado, em que o benzedor desempenha o papel de agente estimulador do processo. Mas, não obtive explicações para o efeito do benzimento em terrenos infestados por cobras e gafanhotos, que testemunhei, em que os irracionais se retiram do ambiente como se estivessem obedecendo a um comando.
Especialmente quanto aos chás já existem enciclopédias organizadas por pessoas interessadas em preservar esses conhecimentos. Elas estão à disposição em vários pontos do País. A grande fonte é o índio e o negro.
Os curandeiros do passado e ainda do presente, no pouco povoado território de nossos sertões, ao lado das parteiras, também chamadas de “cegonhas”, especialistas na arte de trazer ao mundo meninas e meninos naturais dos rincões mais afastados, tiveram (ou ainda têm?) enorme importância na vida de milhares de famílias sem acesso a médico e hospital.
Dor-de-dente, rendidura, maleita, icterícia, míngua, soltura, mal-dos-peitos, picada de cobra de ou de vespa, osso quebrado, nervo rendido, dores de cabeça, aborto, bicheira e dezenas de outros males com nomes científicos ou populares, o povo humilde e crente dos sertões, curava (e quiçá ainda cura) através de abnegados curandeiros e benzedores.
Ainda sobre as parteiras, é preciso dizer: no seu tempo, o parto mais complicado não tinha como receber assistência médica para uma cesária. Não havia médico. Mais tarde um pouco, o médico já podia ser chamado e quantos deles apenas puderam chegar a tempo de realizar a cirurgia ali mesmo na cama da paciente, salvando mãe e filho e, não raro, apenas o filho.
Essas coisas e pessoas, por muitas décadas, séculos talvez, tiveram a maior importância para a sociedade rural emergente na América. Nem mesmo dinheiro havia para recompensar os operadores daquelas “ciências” na comunidade. Na maioria das vezes, nem havia a cobrança. Os serviços eram feitos de graça. “Vancê num me deve nada, cumadre! Aquilo que recebo de Deus, de graça, de graça dô pra vancê!” Eram frases comuns nesse meio.
A gratidão, por vezes, vinha na oferta de exemplares de galinhas, porcos, bezerros, potros ou eqüinos e bovinos adultos. Até mesmo os médicos pioneiros da década de 50 em diante, eram agraciados com generosos presentes “vivos”.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Um cientista se comove...


...ante a espiritualidade

O que vai hoje como conteúdo desta crônica é o drama do médico francês, radicado nos Estados Unidos, especialista em cérebro, que descobriu ser portador de um câncer, localizado, justamente, no cérebro, e que entre as muitas batalhas encetadas por ele, com reforço dos melhores especialistas e dos mais avançados centros de cura, resolve escrever um livro, intitulado "ANTICÂNCER - prevenir e vencer usando nossas defesas naturais", que saiu no Brasil pela editora Fontanar. O doutor David Servan-Schraiber, descendente de uma família de famosos, mostrou na primeira edição toda a sua erudição acadêmica e científica. Foi nada humilde ao tratar e relatar que sua vitória era a vitória simplesmente da ciência. Mas, eis que o cancer contratacou e ele teve de ouvir vozes de outros cientistas/especialistas aconselhando-o a olhar para os lados emocional, psíquico e espiritual se realmente desejasse a cura e mais ainda dividir suas experiências com o grande público através de um livro.
Eis que David retoma o assunto alguns meses mais tarde, com a segunda edição de seu livro, revisada e ampliada, agora sim com todos os enfoques ignorados por ele na primeira edição.
Isto aqui não é um anúncio do livro, é um resgate. Caso você, como eu, leu a primeira edição e se decepcionou, faça como eu, leia a segunda, e comece com um pé atrás, pronto para reclamar das petulâncias que estamos acostumados a enfrentar. Mas, qual não foi a minha surpresa: o livro está irretocável a partir do enfoque que se torna caro para mim. Existem situações clínicas que os dianósticos corretos e os remédios corretos não surtem efeito nas células rebeldes. E não é a atual ciência materialista que dá jeito numa rebelião celular. Aqui entra o poder magnético, energético, que o doutor desconhecia (nenhum demérito nisso, as Universidades não ensinam) e foi chamado a conhecer no seu próprio corpo. O laboratório foi ele próprio.
Tríplice parabéns ao doutor: por ele haver descoberto, por ele haver se curado e por ele dividir esta experiência conosco.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Perguntas que salvam...


...Respostas que iluminam

Você sempre saberá quando se encaminha para a plenitude, do mesmo modo como saberá quando estiver pensando, tendo uma atitude ou produzindo uma ação para ferir. Se não souber isso, não saberá aquilo.
Você perceberá a diferença quando de seu íntimo brotar uma sensação de tortura, amargura refletida de um espelho invisível que mostra a imagem de um ser que não se gosta, apesar de narcisista; de um ser que se detesta, apesar de vaidoso; de um ser que se destrói, apesar de egoísta. Esse incômodo, misto de estresse psicológico, depressão e euforia, provoca um desalinho estrutural das vibrações e os resultados são como que um violino desafinado; ele toca, mas os sons são desagradáveis.
Experimente andar com o carro tendo um ou dois pneus muito abaixo da pressão ideal. Num certo espaço de tempo a desarmonia chamará por reparo e se o reparo não vier, haverá a ruptura, a quebra, a fragmentação, o racha, a fissura.
Você será chamado a entender a ruptura como conseqüência do pensar, da atitude, da ação menos digna ou aquém do que seria de se esperar de você. A indignidade não virá apenas do proceder menos digno, virá também do baixo desempenho, da frustração da expectativa, da supressão das esperanças, da ingratidão movida contra o projeto da vida.
As perguntas que salvam não virão impregnadas de revolta, nem de cobrança, que são atitudes corriqueiras de mentes pouco iluminadas sempre que a vida lhes nega andar para frente e delas exige uma repaginação. As perguntas que salvam virão impregnadas de ternura, da ternura de quem quer aprender com as respostas, de quem quer iluminar-se com as respostas.
Quando você perceber que um pensamento, uma atitude ou ação trouxer mal-estar, desconforto, sensação de indignidade, a sua consciência, juíza de todos os atos, estará sentenciando que o caminho não é este. Sua capacidade de entender esses reclames e sua humildade em reconhecer os erros contam muito, mas não contam tudo. A correção de rumo tem de acontecer.
Feita a correção, aquele ser refletido no espelho invisível da vida olhará para si mesmo com respeito, com carinho, com estima, e não quererá ferir, nem ferir-se. Saberá as respostas para quase tudo de bom e de ruim que surgir. Terá perguntas que salvam, isto é, que libertam e terá as respostas que iluminam. Resumindo: a consciência é a bússola. E o caminho é o destino.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Se não puder falar de fé... (conclusão)


...falaremos de quê?

E prossegue o cientista. Apresento-me como leitor de, praticamente, toda a obra de Carl Sagan, muito de Voltaire e de Bertrand Russell, alguma coisa de Teillard Chardin, Huberto Rohden, Baruch Spinoza, Giordano Bruno, Galileu Galilei, Albert Einstein, Krisnamurti (que fala, fala, e não se define sobre os pontos fundamentais), de Fritjof Kapra (cujo nome complicado não sei escrever corretamente, mas que procura, por caminhos diferentes, - Tao da Física, Ponto de Mutação, etc. -, o mesmo objetivo seu, meu caro pastor, qual seja, o de superpor o místico ao científico). Porém, respeito. Dentro do possível, tomei conhecimento dos famigerados Tomás de Aquino e Agostinho, (cujos objetivos inconfessados, cada um em seu tempo, foram os de subverter a verdade em nome dos interesses hegemônicos do Vaticano e, em minha opinião, comprometem o conceito de santidade - que, para mim, tem de ser inato e não canônico) e muitos outros.
Einstein, por exemplo, tinha, sabidamente, - ao contrário do que pensam e propalam alguns - uma visão pessoal de Deus que em nenhum momento sugere credos ou doutrinas. Brincou com a idéia ao dizer palavras surrealistas e provocantes como “Deus não joga dados com o mundo”, mas sua concepção era fundamentalmente cósmica. Está a sugerir que o jogo tem regras e as regras se fazem Leis Naturais.
Apesar disso, Einstein deixou, nas entrelinhas, uma profunda mensagem de religiosidade, sentimento que, no sentido lato, ultrapassa os estritos limites de qualquer religião. Ele reverenciava o Universo como um fascinante composto físico-energético, um intrincado binômio pensamento/máquina, de proporções inimagináveis, fundado em verdades imanentes, que devem ser exploradas e buscadas incessantemente pelo método científico da pesquisa e da experimentação, só complementado pela fé, pois também o cientista deve ser um homem de fé, naquilo que a curiosidade e a esperança possam alimentar suas buscas.
Alguém criou este pensamento para uso próprio e regra de vida – aqui aproveitado com muito bom grado: “sempre existem, a respeito de qualquer questão, duas verdades: uma, a verdadeira, que existe por si mesma e independe das nossas crenças e até das nossas certezas; outra, a nossa verdade subjetiva, que só será verdadeira se estiver de acordo com a primeira”.
E á uma outra que acredito ser fundamental: a verdade que deveria ser uma busca indispensável a todos, não é outra senão a verdade íntima de cada um. Quando esta puder ser encontrada, as demais verdades irão se tornando mais claras.
Acredito, em decorrência da evolução geral e especialmente do conhecimento humano, que se Deus é uma cientista como parece ser e como demonstra o produto de suas idéias, visíveis por nós, que chegará o dia em que se possa unir Deus e Ciência e, sobretudo, Profecia e Ciência, se é que a mente humana possa ser encarada como uma engenhoca capaz de receber e transmitir impulsos magnéticos.
Se as certezas do passado têm sido reformadas com tanta velocidade, menos para as igrejas que não querem se desprender dos textos já ultrapassados, prever o futuro é ainda mais leviano.
Mas, a minha crença de que os homens se superarão na sua busca nada tem de profético ou apocalíptico. Não estou afirmando que o mundo acabará. Estou imaginando que o mundo melhorará, como tem evoluído também para melhor, ao longo de alguns milhões de anos terrestres.
Se não puder falar de fé enquanto compreendemos as posições dos cientistas, destitui o homem como o mais habilitado dos seres vivos.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Se não puder falar de fé... (IV)


E se Ele voltar, mesmo?

Ainda o cientista, que volta a atacar. Quanto argumento possui ele!
Quando a espécie humana deste planeta se extinguir, certamente o Mundo não se acabará. O Sol, o Universo prosseguirá existindo eternamente, a menos que a inteligência que o concebeu – nós não sabemos disso – o tenha projetado para existir, extinguir-se e reexistir, como sugere a Lei de Lavoisier. O nada, como tal, talvez não exista...
Acho, decididamente, que um livro que foi escrito por dezenas ou centenas de homens falíveis e composto ao longo de milênios, (incluindo o Velho Testamento) e que, depois de muitas traduções, tiradas, em sua maioria, de manuscritos esfarrapados de origem incerta (ou duvidosa), e obviamente sujeitos a erros de interpretação, - casuais ou voluntários de acordo com a variedade de interesses, de propósitos e de crenças de cada autor e de cada época -, não pode ter sido ditado por um Deus que faça jus ao nome.
O chamado Novo Testamento, então, baseado em evangelhos escritos de memória ou por-ouvir-dizer, cinco a sete décadas após a morte de Cristo por indivíduos comuns e, por suposto, analfabetos ou semi -, alguns dos quais, Lucas, Marcos, Paulo, nem foram Seus discípulos -, não pode ser confiável e, em absoluto, não pode satisfazer alguém que tenha uma mente inquisitiva como é a minha e, suponho, deva ser a de qualquer pessoa que atue no campo da ciência em geral, e mais ainda, das ciências exatas.
Sou de opinião de que Jesus Cristo, a crer em sua divindade e na aludida missão de “salvação” que teria justificado sua “vinda” e sua própria existência, deveria ter previsto a barafunda resultante da confusa interpretação de suas parábolas, metáforas e sermões e a posterior subdivisão do cristianismo em tantas seitas que hoje, visivelmente, se digladiam, em disputas não raro desleais e anti-éticas, pela posse da chamada verdade revelada. Cada uma se proclama ungida do privilégio de representá-lo com exclusividade e, em função dessas dissidências, (que desde Martinho Lutero, - cujos motivos foram moralizadores e, por isso, respeitáveis -, parecem alastrar-se como praga pelo mundo a fora), algumas corporações de fé preferem morrer em nome de uma fé cega na palavra de ordem de seus “pastores” e orientadores espirituais, a aceitar uma transfusão de sangue, em alguns casos, verdadeiramente salvadora. Em minha opinião, teoricamente, nada os diferencia dos fundamentalistas islâmicos que se imolam voluntariamente, envoltos em bombas terroristas, em troca da promessa da bem-aventurança eterna do reino de Alá.
Em nome do mesmo Cristo, tivemos de suportar o obscurantismo da Idade Média, que, com o geocentrismo aristotélico -, adotado e transplantado para a teologia cristã por Agostinho e Tomás de Aquino -, atrasou o progresso do intelecto em séculos, talvez em milênios. Em Seu nome, vivemos (e continuamos vivendo) longas e intermináveis eras de guerras e intolerâncias de parte-a-parte; fomos brindados com a ignomínia pseudo-religiosa das Cruzadas “purificadoras” que dizimaram, a fio de espada, os “pagãos, hereges ou infiéis” por, meramente, não partilharem das mesmas crenças nossas. Em nome desse homem extraordinário que parece ter sido Jesus, envergonhamo-nos até hoje, como seres humanos, da famigerada “Santa Inquisição” racista e hegemônica (que também inspirou Adolf Hitler) e que, alardeando a vontade de Deus, só pensava em locupletar-se de poder e dos bens materiais de suas vítimas indefesas.
Acho mais, professor: a meu ver, Ele, o Cristo, poderia ter evitado tudo isso se tivesse tido o cuidado de escrever de próprio punho sua doutrina e assinado embaixo, como, aliás, fizeram, muito antes, Platão e Aristóteles, (para não falar em Euclides, Archimedes, Demócrito, Epicuro e outros matemáticos e pensadores pré-Socráticos), e, justamente por causa de sua assinatura indiscutível, ninguém duvida hoje de sua autoria e de sua autenticidade.
Fico imaginando, teoricamente e a título de ilustração, o que aconteceria novamente a este Homem se Ele retornasse com as mesmas posições de antes.

domingo, 24 de julho de 2011

Se não puder falar de fé... (III)


Nossas inquietações


Estamos de volta aos argumentos do cientista, que insiste. Já li a Bíblia toda, no começo por imposição familiar e, mais tarde, por legítimo interesse e curiosidade. A primeira leitura não me disse nada. Era criança e achei maçante, como tudo que é feito por obrigação. A segunda, entretanto, me disse muito; era adulto e já sabia pensar, questionar e deduzir. Aprendi muito.
Fazendo eco com Mark Twain, “o que me incomoda na Bíblia não é o que não entendo; é justamente o que entendo”. Descobri, assim, meu caminho, minha opção.
Hoje, sem ser radical, não creio em sua autenticidade como palavra revelada de Deus. Nunca se soube que Deus venha falar com os homens. E pior ainda, se admitirmos que no passado Ele fazia isso, depois parou de fazer.
Considero o Gênesis uma história da carochinha, que, desde Copérnico e Galileu, - e muito antes, a menos que se tome aquele texto como uma lenda tentando explicar um contexto muito, muitíssimo mais amplo.
Por que não prestar atenção à palavra de outros grandes vultos do pensamento grego, que quase ao mesmo em que a Bíblia era escrita, já apontavam para outros rumos. Logo, não há como se esconder atrás da ignorância. Os gnósticos egípcios foram mestres também de Moisés, que viveu no Egito, nasceu lá, antes de se transformar em pastor do povo judeu.
Por idênticas razões, não aceito Adão e, muito menos, Eva, eis que estaria negando a lógica de Charles Darwin, que considero um divisor de águas no campo da epistemologia e que se constitui, sem dúvida, na mais incômoda pedrinha no sapato de todos os teólogos, sejam eles católicos ou protestantes em geral. A menos que, como já disse, para não ser radical, tome-se aqueles textos como uma lenda tentando explicar algo muito, muitíssimo mais amplo.
Acho, por conseguinte, absurda a idéia do chamado pecado original que, em flagrante injustiça, - indigna de qualquer Deus misericordioso -, condena, a priori, o ser humano que, responsável ou não pelo próprio nascimento, não pode nascer devendo uma conta imensa, a menos que se admita a reencarnação e que se leve para as cenas do Gólgota todos os seres humanos renascidos ou reencarnados depois daquilo.
Não creio em céu e, muito menos, em inferno. Não do jeito que me ensinaram. Acima de tudo, não creio em demônios. Acredito, isso sim, no bem e no mal como alternâncias inevitáveis e inerentes à imperfeição humana. Meros conceitos maniqueístas que não existem na Natureza; só na mente do homem.
O Universo tem mais com que se preocupar do que com nossas concepções de Deus e diabo. Para sermos felizes ou infelizes temos, antes, de fazer por merecer, pois ninguém nasce premiado ou desgraçado por mero acaso.
Se fosse assim, não há um Deus, há um carrasco.
Nós é que cultivamos o que iremos colher a muito longo prazo e não apenas em algumas décadas de existência material. Nada mais...

sábado, 23 de julho de 2011

Se não puder falar de fé... (II)


O pastor e o cientista

Não tenho muito para falar, senhor cientista. Apenas que acredito piamente nos textos bíblicos. Deus não tem outra alternativa para comunicar-se com os homens se não através dos escritos sagrados e nós, evangélicos, não iremos buscar a verdade em mais nenhum lugar do que na Bíblia.
Ali está afirmado e sancionado que Deus criou tudo em seis dias e no sétimo descansou. E Ele não disse que somos parentes próximos dos animais, muito menos do chimpanzé, como quiserem infundir-nos os ateus estudantes da natureza.
Ali está dito que Adão e Eva foram os dois primeiros exemplares humanos e que a partir deles toda a humanidade teve origem, a um tempo recente, difícil de calcular, mas talvez uns 14 mil anos.
Por conta da desobediência humana, Deus esteve a um passo de arrepender-se de haver criado tudo e chegou, mesmo, ao extremo de promover uma destruição parcial, quando mandou sobre a Terra um dilúvio, caracterizado por 40 dias e 40 noites de chuvas.
Deste episódio, restaram apenas os exemplares salvos por ordem de Deus, nas pessoas da família de Noé e dos animais que ele convidou para subir na arca por ele construída.
Veja o cientista que já por duas vezes a humanidade partiu de quase zero nas tentativas do misericordioso Deus de promover ajustes no comportamento daquilo que criou. E virão novos ajustes, segundo o Apocalipse. Tudo o que não serve e não presta será destruído, porém agora temos uma generosidade divina: de todos os humanos restarão 144 mil, escolhidos para darem um novo início. Os demais serão mandados para a fogueira infernal.
É isso que está escrito.
Para que o senhor saiba, sempre que um pastor se dirige a um porteiro, a um operário ou a um empresário, em busca de suas atenções para as advertências de Deus, o faz para garantir que sejam, mesmo, 144 mil e não algumas dezenas a menos, os escolhidos para promover, como fala a Bíblia, o recomeço da vida na Terra.
Como está muito próximo o Dia do Armagedom, temos pressa. Muita pressa. Não ficarei polemizando com o senhor porque o senhor não tem fé e Deus só quer entre os seus, aqueles que tiverem fé, muita fé. Passe bem.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Se não puder falar de fé... (I)


O cientista e o pastor

A vida tem dessas coisas. O pastor e o cientista eram vizinhos e, não raro, encontravam-se no elevador e nas assembléias do condomínio.
Uma tarde, o cientista surpreendeu o pastor “fazendo a cabeça” do porteiro do edifício e depois de haver escutado alguma coisa realmente estapafúrdia para seu arbítrio e depois de haver presenciado o pastor deixar nas mãos do porteiro um exemplar de um livreto, disse apenas ao vizinho pastor que gostaria de conversar mais longamente com ele na primeira oportunidade.
Mas, antes, o cientista pediu ao porteiro, emprestado, o dito livreto, por sinal, de autoria do vizinho pastor, que leu de uma única arrancada. Não tinha mais que 80 páginas.
E a oportunidade do diálogo surgiu ou foi provocada.
O cientista se adiantou para dizer ao vizinho pastor que gostava de ler especialmente assuntos relacionados com as misteriosas esferas da fé e da metafísica, e que havia lido o referido livro e, procurando analisá-lo, tinha observações a fazer.
Fé, para mim, vizinho – e parodiando Bertrand Russell –, é crença naquilo que a razão pura não aceita; aquilo que ainda não pode ser comprovado; que não pode ser provado e, por isso mesmo, precisa ser acreditado. Precisa ser sentido. Fé é crédito na existência de algo. E crença é desejo de realidade. É algo que se quer. Daí a afinidade gráfica com “querença”. Mas – repetindo mestre Russell – nem tudo que se quer é aquilo que é... Fé, em suma, é sentimento que não se coaduna com o pensamento científico atual, com a matemática, com a física atual e – entrando um pouco em sua seara – ousaria dizer que quase nunca se coaduna com as estatísticas e com as leis das probabilidades que regem o comportamento de toda a natureza.
Ao mesmo tempo, como irredutível adepto da liberdade de pensamento, acho que cada um tem direito de crer no que quiser, até mesmo no absurdo, desde que guarde consigo sua fé e não procure impô-la a ninguém. Sou contra qualquer espécie de proselitismo, religioso ou não. Parodiando o compositor, fé é coisa para se guardar dentro do peito... - mas não dentro do cérebro (ao menos por enquanto). Então, sou obrigado a censurá-lo na atitude de buscar cooptar a adesão do nosso porteiro ao âmbito de sua fé. Principalmente, pelo fato de que o porteiro é, de certa forma, um subordinado seu. Isso é assédio moral.
Minha visão atual da vida e do mundo, até prova em contrário, é panteísta, é monista; algo semelhante ao Deus-Natureza de Baruch Spinoza, de Giordano Bruno e, em tempos mais recentes, de Albert Einstein. Não aceito o dualismo com que Descartes distinguiu o que chamou de res cogitans do que considerou res extensa, apesar de ele ter também declarado “nunca aceitar como verdade senão aquilo que via clara e distintamente como tal”.
Posso melhorar um pouquinho este posicionamento com a seguinte expressão: tenho dificuldade de aceitar aquilo que outrem escreveu ou disse sentir e generalizou seu sentimento como algo comum a todas as pessoas.
Respeito as posições dos que entendem o espírito com vida própria, independente do cérebro. A menos que me provem que um software (no caso o espírito) tenha vida própria, que funcione sem necessitar de seu respectivo e indispensável hardware...
O que seria o hardware espiritual.
Mas, também não creio na criação como fato executivo, pronta a acabada por iniciativa de Deus. Penso Deus como parte inerente e integrante de um Universo onde a sua inteligência é o plano. E o curso da vida segue o plano infinito e eterno no tempo e no espaço.
Não me considero, em vista disso, um ateu, como o senhor poderia pensar, pois tenho meu próprio Deus, conquanto Ele não seja antropomórfico (nem me tenha criado “à sua imagem e semelhança”), pois o chimpanzé em seu código genético é98% igual ao homem e não seriam aqueles (apenas) 2%, especialmente na massa cinzenta, que iriam determinar que o homem é divino e que o animal não é. Tal “aproveitamento copiativo” seria, na melhor das hipóteses, uma tremenda falta de criatividade, indigna de um Deus onisciente e onipotente. Em outras palavras, o homem só justificaria esse aludido privilégio de semelhança se não apresentasse tantas imperfeições físicas, morais e espirituais. Entretanto, não me ofendo se o senhor, com propósitos doutrinários intransigentes, me rotular como ateu, já que minha concepção de Deus não se prende a religião alguma, a doutrina alguma, a dogma algum. Para mim, Deus é o Todo; não é um ser com identidade independente, separado do resto, que pune ou distribui prêmios. Eu, enquanto matéria e/ou energia, com meus átomos e minhas partículas subatômicas elementares, de duração finita imensurável e em constante estado de movimentação, interação e transformação, faço parte Dele como minúscula parcela inserida no eterno e no infinito. Diria, plagiando Bertrand Russell, que “o átomo que existe agora não é, necessariamente, o mesmo que existia há um segundo atrás.” Assim sendo, meu todo também não é. O que resta, e permanece enquanto eu tiver vida, é uma memória sináptica preservada (neuro-química-e-bioelétrica), que me dá a impressão da continuidade do Eu. Isto é, sinto-me Eu enquanto penso, (algo como “penso, logo ainda existo” ), embora, do ponto de vista físico-energético, esteja sendo sempre substituído por alguém (ou algo) que é cópia ou réplica quase exata de mim mesmo. Digo “quase” por que a qualidade dessa reprodução não é estável a longo prazo. Daí o envelhecimento, o desgaste e, finalmente, (mais para uns que para outros), a perda progressiva da memória e até da noção do próprio Eu (da moléstia de Alzheimer) e, em alguns casos tristes, as mutações genéticas viciosas que geram os tumores malignos e que culminam com a morte.
Portanto, sou hoje, no meu todo, - insisto -, uma réplica repetitiva e, embora muito parecida, cada vez mais inexata de mim mesmo há alguns milhares de anos. Mas, não pense que estou falando do que acontece com um xerox sempre copiado a partir da última cópia. A antiga nitidez do modelo original vai desaparecendo, substituída pela progressiva imprecisão dos contornos. Parece-me mais lógico aceitar esse inevitável destino comum do que estamos evoluindo e melhorando em quase tudo, exceto naquilo que as religiões se negam a revisar. Em minhas pretensiosas e egoísticas ânsias de imortalidade, necessito, cada dia mais, de um veículo físico que me sustente e me permita interagir conscientemente com o mundo em evolução.
Não vejo razões justas para pleitear uma sobrevivência idealística, quando deixo de dar a uma ameba a mesma prerrogativa. Isso, para não aludir novamente ao chimpanzé, que é quase igual a mim. Sim, porque, do ponto de vista vital, ambos, - ameba e chimpanzé -, nascem, crescem, se reproduzem e morrem. Morrem? Fundamentalmente, seu ciclo de vida é idêntico. Apenas não pensam como eu e, por isso, não sonham com a eternidade, como eu.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Uma evolução constante, eterna...


...inclusive para a Gnose

Não é novidade, aos estudiosos de uma das mais brilhantes épocas de nossa civilização, que foi o auge egípcio, que gnose sempre foi um termo traduzido para o grego para designar conhecimento ou sabedoria. Os gnósticos eram, pois, sábios ou conhecedores e estiveram por vários séculos associados à alquimia, primeiros cientistas experimentais de nossa longa e lenta história de pesquisas, que culmina agora na Era Tecnológica.
Se ouvíssemos apenas os retrógrados pregadores que ainda colocam a Terra como centro do Universo e nem ficam corados, ainda estaríamos imaginando o Sol a dar voltas em torno da Terra e a acreditar que a existência do homem sobre este planeta é coisa de menos de 10 mil anos.
Muita gente critica os cientistas que se declararam ateus e promoveram a separação da ciência e da religião. Entenda-se, aqui, religião como instituição estatutária, organizada, dirigida sob rigorosa hierarquia e sustentada por dogmas que não se sustentam diante do pensamento racional. Mas, se a ciência tivesse se curvado aos caprichos dos papas, ainda hoje olharíamos para tanta coisa e nem a transfusão de sangue seria protegida por lei como um ato de amor tão importante ou mais que dar água a quem tem sede e alimento a quem tem fome.
Os cientistas não romperam com a gnose e nem com a fé, tanto que o diretor internacional do Projeto Genoma é autor da seguinte frase:
“Hoje estamos aprendendo a linguagem pela qual Deus fez a vida. Estamos ficando cada vez mais admirados pela complexidade, pela beleza e pela maravilha da dádiva mais divina e mais sagrada de Deus: a vida.”
(Francis Collins)
Segundo tese desse mesmo pesquisador encontrada em muitos de seus escritos, Deus usa a evolução para aperfeiçoar o seu projeto. A criação é um projeto em direção à perfeição, constantemente reformulado e aperfeiçoado com base na lei de evolução, que é uma Lei Divina.
A razão não é mais da natureza (como pensavam os xamãs) ou de um deus antropomórfico (como se ensinava na mitologia e mesmo depois, como o Vaticano tentou impor), nem é a razão humana (como se disse no início da ciência), agora é a Razão Cósmica, que provém e pertence a uma Inteligência Superior, à qual se pode dar qualquer nome, qualquer concepção humana, mas o importante é que ela está a revelar-se em sua perfeição.
Cabe a nós entender que não somos frutos do acaso, que não existe acaso inteligente.
E é com base nessa evolução constante, quiçá eterna, que os gnósticos buscavam ancorar suas teses.
O mais recente resgatador das teses gnósticas foi Jung em muitos dos seus escritos. Num deles, inspirado por um sábio alexandrino que teria vivido no século II antes de Cristo, chamado Basilides (talvez uma invenção literária ou uma entidade espiritual orientadora), Jung escreveu “Os Sete Sermões aos Mortos”, no qual nos apresenta um personagem chamado Abraxas, que se debate entre o bem e o mal e vai num crescendo infantil, adolescente, jovem, adulto, maduro, ancião (a evolução a caminho), até descobrir que sua busca consiste na fusão do Ego e da Alma.
Há momentos em que Abraxas tem comportamento diabólico. Noutros momentos, ele rompe com o aquilo que se poderia chamar inclinação ou tentação para o mal e descobre-se mais feliz e mais iluminado com isso.
Uma antiga tradição cabalística ensina que os aliados da Inteligência Superior são premiados com bênçãos (o chamado vento na popa), enquanto que os adversários são deixados ao sabor das marés e tempestades e aí o resultado é chamado de maldição.
Abençoados os aliados, amaldiçoados os adversários.
Não é a toa que Ava e Ave acabaram sendo termos comuns a muitas línguas-mães para simbolizar o que é inerente a Deus. “Aven-çoados” os aliados, que soe a voz que vem de Deus.
Já o termo “maldição” tem a ver com “dizer o que vai mal”, “o mal que vem do dizer”, claro, e também, do pensar, do fazer.
Quanto à fusão dos dois – Ego e Alma – a Gnose ensina que nada deve ser destruído e sim transformado. Quando os dois se fundem numa coisa só, segundo a gnose de Basilides/Jung, terá chegado ao fim a evolução para o homem, para esta fase do homem. Seu próximo passo ainda é desconhecido, mas se a evolução é constante e eterna, haverão outros passos adiante,
Observada a carreira do homem sobre o planeta em evolução, os gnósticos conseguem explicar até mesmo a Gênese Bíblica, que é um dos pontos da discórdia frente às religiões. Lá nos tempos anteriores a Moisés éramos crianças e os contos da Carochinha caíam bem na mente do homem infante. Quem precisa renovar o discurso são as igrejas, não a ciência, pois, afinal, de degrau em degrau, chegamos ao estágio de contestar aquilo que nos contaram como “verdade”, que só eram verdades para mentes em formação. Hoje somos adolescentes, quiçá adultos em busca da próxima descoberta gnóstica.
Que venham os ventos na popa do barco da evolução humana!!!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O poder do pensamento na vida a dois


(Obtido de artigo assinado por Jael Klein Coaracy)

O maior instrumento de poder de que se tem notícia se encontra dentro de nós: o nosso pensamento.
Como a eletricidade, o dinheiro e tantas outras coisas que, em essência, não são boas nem más, o pensamento produz resultados de acordo com o uso que se faz dele.
O fato é que estamos continuamente interagindo com o cosmos, emitindo e recebendo vibrações, e assim, criando as experiências que vivemos.
Ao tomar consciência do poder do pensamento, conquista-se a chave para abrir as portas que levam à realização dos nossos desejos mais profundos.
Depois de Einstein e da física quântica, não há como negar que, em essência, somos energia. É essa energia se consubstancia na matéria, transformando-se em corpo, mente, emoção.
Se temos bons pensamentos e nos mantemos em sintonia com as correntes vibratórias carregadas de energia positiva, nos tornamos capazes de realizar as ações que nos levarão à felicidade.
Se, ao contrário, abrigamos pensamentos negativos de inveja, maldade, crítica, intolerância, por exemplo, as nossas ações não irão resultar em experiências positivas.
Os pensamentos nos fazem sentir emoções variadas, das mais alegres e elevadas às mais deprimentes e assustadoras. Essas emoções, por sua vez, influenciam a nossa mente, o nosso organismo e a nossa saúde, ajudando a nos manter saudáveis e bem dispostos ou nos tornando depressivos e doentes.
Cria-se assim, um círculo virtuoso ou vicioso, dependendo do cuidado que temos com aquilo que abrigamos em nossas mentes.
Assim, se queremos ter relacionamentos amorosos felizes, o primeiro cuidado a ser adotado é em relação aos nossos pensamentos.
A lei da sintonia, como toda lei espiritual, pode não ser aceita ou compreendida, mas nem por isso deixa de produzir efeitos.
Assim como a gravidade atrai os corpos para o centro da Terra, os nossos pensamentos têm o poder de atrair para nós aqueles relacionamentos que desejamos viver.
Se nos dispomos a ver o que o outro tem de bom, nossas atitudes refletirão esses pensamentos e serão agradáveis e amorosas, despertando uma reação de igual natureza.
Se pensarmos positivamente sobre as pessoas com quem nos relacionamos, naturalmente, as nossas palavras o nosso modo de agir se tornará muito mais leve e atraente.
O contrário também é verdadeiro. Quando focamos os pensamentos no que não gostamos no parceiro (a), desconfiando que ele(a) irá nos trair ou desapontar, nosso comportamento muda. Tornamo-nos mais agressivos, ríspidos ou impacientes e o relacionamento vai perdendo a graça e se tornando pesado.
Para pensar bem do outro é preciso, antes, que pensemos bem sobre nós mesmos. É necessário reconhecer as próprias qualidades e a potencialidade que trazemos dentro de nós e que nos torna capazes de crescer, aprender e avançar.
Só é possível dar aquilo que se possui. Apenas quem é capaz de se amar e de se valorizar pode amar e valorizar o outro.
O caminho para uma boa auto-estima está em cultivar bons pensamentos e ter em mente que eles são a nossa companhia mais constante.
Temos a opção de escolher, a cada momento, o que abrigamos em nossas mentes. Com atenção, esforço e responsabilidade é possível detectar um pensamento menos bom na sua origem, e substituí-lo por outro que irá produzir resultados positivos.
A melhor estratégia para se encontrar uma princesa ou um príncipe encantado é tornar-se, você mesmo(a), um príncipe ou uma princesa encantada. O universo funciona como um espelho e tudo aquilo que transmitimos retorna para nós amplificado.
Para despertar os melhores sentimentos em alguém é preciso pensar o melhor dele(a). Só assim estaremos irradiando o tipo de energia e de vibrações que desejamos receber, estabelecendo uma sintonia de amor e de harmonia nos nossos relacionamentos a dois.
Pense o melhor do seu (sua) parceiro (parceira), acredite na harmonia e na felicidade a dois com todo o seu ser, trabalhe para isso e o resultado se seguirá.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Reencarnes marcantes (II)


Segunda parte

No artigo anterior, o leitor tomou conhecimento de nomes famosos que, segundo algumas fontes, tiveram a oportunidade de voltar reencarnados em situação também de fama, desafio, impacto.
Ali naquele texto nos parece de grande curiosidade os casos de Judas e de Davi, isto é, Joana D’Arc e Hitler.
Davi, segundo pesquisas, foi o segundo rei da unificação judaica. Viveu entre 1040 e 970 a. C.
É retratado como um rei querido, embora dotado de alguns defeitos, como de preferir a guerra para consolidar suas conquistas. Os livros bíblicos de Samuel, I Reis e I Crônicas são a única fonte de informação disponível sobre sua vida e seu reinado, embora se registre a existência em outras fontes, em meados do século IX a. C., de uma dinastia real judaica chamada de "Casa de David".
Davi tornou-se rei sucedendo a Saul, seu irmão. Eram filhos de Salomão e amigos, mas se tornaram inimigos. Davi, herói da história com o gigante Golias, era um homem determinado e ambicioso. Conquistou Jerusalém, que transformou em capital dos Reinos Unidos de Israel, não sem enorme derramamento de sangue, ao que se diz, para atender às insistentes exigências dos sacerdotes.
O retorno de Davi, como Hitler, e seu desejo de conquista da Europa e mais especialmente sua raiva contra os judeus radicados nos territórios por ele controlados, inclusive na Itália, de Mussolini, seu aliado, é dado como uma determinação espiritual para reeducar os judeus e em resgate aos episódios da conquista de Jerusalém.
Não menos cuirioso é o caso de Iscariotes.
Para que se cumprissem as escrituras, para que Jesus fosse entregue aos soldados, condenado e crucificado, naquela sexta-feira e ressuscitasse no domingo de Páscoa (como previam as escrituras), o réu tinha de ser entregue. Quem dos apóstolos faria esse trabalho “sujo”? O grande amigo de Jesus, seu tesoureiro, Judas Iscariotes. A ordem do Mestre é dada em plena ceia, um de vós me entregará. E olhando para Judas (que se assusta e pergunta: Serei eu, senhor?) teria Jesus aquiscido: Tu o dizes! Vai e cumpre a missão que te peço!
O apóstolo apavorado vai ao centro da cidade onde estão as autoridades de plantão porque sabiam da chegada de Jesus e seu bando a Jerusalém (recolhido a algum reduto, no caso, ao Monte das Oliveiras), e se apresenta Judas, não como um dos principais amigos de Jesus, mas como alguém que quer vender a informação: eu sei onde ele está. Recebe a gratificação e imediatamente se dá conta do absurdo de que se reveste esta ação, joga o dinheiro ao chão e sai desesperado, segundo dizem as próprias escrituras, para cometer suicídio.
Judas não aguentou o impacto da missão a ele entregue.
Cumpriram-se as escrituras.
O réu foi entregue, interrogado, condenado, executado. E voltou à vida para provar que tinha poderes a mais.
Judas precisou de muitos séculos de tratamento espiritual até receber autorização para retornar a um corpo e veio como Joana Darc, uma extraordinária médium que colaborou de maneira decisiva para o sucesso francês na Guerra dos Cem Anos (século XIV). Foi um período em que a Inquisição alcançava as bruxas e bruxos e que determinou profundas transformações na vida européia, inclusive quanto ao comportaento da França em relação a Roma (diga-se Vaticano).
Joana foi queimada viva e quase 500 anos depois voltou como uma Santa da Igreja Católica.
É muito bonita a história de Joana D’Arc. Recomendo.
Quanto a Hitler, dificilmente o teremos entre os reencarnados deste planeta.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Reencarnes marcantes (I)


Primeira parte

As maiores críticas feitas à tese da reencarnação partem dos adversários desta tese e se dirigem ao fato de que quando há referência a reencarnes são apontados apenas nomes de pessoas famosas, reis, rainhas, líderes, ícones. Os anônimos não são citados.
Sem querer defender este ou aquele posicionamento, o que dá para entender é que nomes de pessoas comuns não gerariam interesse: vem a público os nomes que o público conhece. Se disser que o Antônio da Silva é uma reencarnação do escravo João de Deus, que viveu no século XVII, isso não tem o mesmo impacto do que dizer que o Juscelino Kubitschek foi uma reencarnação da Rainha Maria Antonieta, da França. Importa que essa hipótese foi divulgada por verdadeira ou não.
Num trabalho do cineasta Luciano Urpia, baseado em suas pesquisas por centros espíritas e com o trabalho de médiuns famosos, há um documentário cinematográfico com uma relação de personalidades conhecidas dadas como reencarnações de outras tantas personalidades famosas.
Por exemplo:
Paulo de Tarso teria voltado como Martinho Luthero, reformador da igreja e noutra publicação se diz ele voltou como João Paulo II, o papa;
Judas Iscariotes teria voltado como Joana D’Arc;
Rei Davi teria voltado como Adolf Hitler;
Cardeal Richillieu encarnou no Brasil como Antônio Carlos Magalhães.
Outros famosos que reencarnaram no Brasil:
Allan Kardec como Chico Xavier;
Lavoisier como Hernani Guimarães de Andrade;
Michelangelo como Aleijadinho;
Cristóvão Colombo como Padre. Bartolomeu e mais tarde como Santos
Dumont;
Mém de Sá como Osvaldo Cruz;
José Bonifácio como Rui Barbosa;
Centurião Longinus (que perfurou o corpo de Jesus com a lança) como Pedro I;
Em outras publicações, é encontrada a informação de que Pedro, o apóstolo, reencarnou na Itália como Pietro Ubaldi, que imigrou para o Brasil e foi escritor aqui.
Ainda através de Urpia se sabe que:
Júlio César voltou como Napoleão Bonaparte e que estão voltando ou já voltaram, Mozart, Galileu, Tomás Edison, Graham Bell, Newton, todos com a missão de completarem sua obra.
Numa publicação da Nova Era (Estados Unidos) fala-se da volta de Lincoln, Ghandi, George Washington, Benjamin Franklin, Thomas Jefferson, todos marcados para um retorno complementar àquilo que vieram fazer quando aqui estiveram.
E você, leitor, o que você quer ser quando reencarnar?
A pergunta é muito chata e exige uma resposta estratégica. Toda a reencarnação futura se dará com base naquilo que estamos agora transformando em realidade.

domingo, 17 de julho de 2011

Natureza e Vida...


...ou Vida-Natureza

A Natureza e a Vida – ou Natureza-Vida – escolhe de quem ser e a quem se dar. O bom observador notará que ela escolhe se dar a todos, sem distinção e decide ser de quem lhe corresponde, de quem lhe retribui com carinho, respeito, amabilidade.
Todos os seres portadores de vida vegetal, microbiana, entômica, viral, animal e humana podem colher dos recursos naturais - ar, água, nutrientes orgânicos, fibras, essências, luz e calor, frio, etc. – desde que em quantidades que não comprometam o equilíbrio, pois o equilíbrio sempre é buscado.
Todos os participantes da vida-natureza, com exceção do homem, tratam-na correspondendo, acarinhando-a, respeitando-a, amando-a.
A nós, seres possuidores de maior grau de inteligência, falta assimilar essa que é uma das leis naturais: a Natureza-Vida decide ser de quem lhe retribua ou corresponda. E ao desconhecê-la ou ignorá-la damos a mais sobeja demonstração de pouca inteligência e quase nula sabedoria.
Essa lei pode ser assimilada nas condições em que o homem é seu co-gestor ou co-criador. Neste papel, pode o homem escolher melhorar ou piorar a natureza-vida, principalmente ao lidar com o seu código genético, sem excluir, evidentemente, o meio ambiente de seu entorno.
Aqueles indivíduos que cooperam com a vida, através de um comportamento saudável – alimentação, hidratação, oxigenação, exercícios, sono, cultura, vibrações ou transcendentalidade, acrescentam doses melhoradoras e são brindados com mais Natureza-Vida. Podem, de muitos modos, transmitir isso às gerações subseqüentes, seja pela genética ou pela cultura.
No trato com o meio ambiente podem transmitir às gerações futuras um planeta em condições melhoradas.
O contrário também é verdadeiro. E, na verdade, é o que mais acontece, infelizmente.
No caso dos contrários à lei, são estes que acrescentam doses pioradoras e irão transmitir essa realidade diretamente aos herdeiros de seus genes e indiretamente aos seus herdeiros culturais.
Assim, nesta dança do melhorar e do piorar, aqueles que não correspondem e não retribuem recebem doses sempre menores de Natureza-Vida que, ao irem se esgotando, irão restringir a vida, perseguindo a escassez, a fome, a sede, a asfixia, a dor, a doença e a morte sempre mais prematuramente.
Se, ao contrário disso, um maior número de indivíduos correspondem e retribuem, a Natureza-Vida oferecerá ar puro, água limpa, alimentos saudáveis, remédios, flores, frutos, grãos, fibras, o que se traduz por saúde, bem-estar, equilíbrio, harmonia, estabilidade, sustentabilidade.
Mais uma vez repetindo: os não sustentáveis realmente não se sustentam. Não há solução para eles.

sábado, 16 de julho de 2011

Estados e estágios de consciência...


...são coisas distintas

A trajetória de uma alma/espírito (alma enquanto no corpo – espírito fora do corpo) desenha-se como uma grande operação de desbaste das rugosidades, eliminação das impurezas, do revelar-se, do iluminar-se, que se pode definir como o encontro com a essência ou, se preferirem, do estágio do olho que se vê a si mesmo.
A este processo normalmente se chama Aquisição de Consciência, mas o mais correto seria dizer Ampliação de Consciência. Parece ser verdadeiro compreender que à medida que a consciência se agranda as imperfeições se apequenam.
Há duas bonitas metáforas sobre isso: uma fala do escultor que sabe que a sua obra de arte está no interior da pedra bruta e se põe a buscá-la; a outra fala do vinho que se encontra na raiz da videira e que a natureza vai buscá-lo e o oferece no cacho de uvas para que o homem o elabore eliminando-lhe as impurezas até chegar à taça para ser sorvido, que é quando ele, vinho, se torna veículo de invocação aos deuses.
Ao falar de estados e estágios de consciência, o que por si só lembra o polimento dos cristais a caminho de serem diamantes, não estamos falando daquilo que a maioria dos estudiosos chamam só de estados de consciência. Estado e estágio de consciência são coisas distintas. Estados de consciência podem ser identificados como vigília, devaneio, sonho, sono, estado alterado (quando provocado por agentes estimuladores) e um último, chamado de “experiência de pico”, que os vários autores nem sempre concordam entre si, mas que pode ser descrita como um êxtase mental, uma descoberta, uma paixão, uma explosão.
Estágios de consciência são ampliações de consciência, capital espiritual, marcos de crescimento, desenvolvimento, desvelamento, expansão.
Aquele que busca sair do lugar na sua trajetória espiritual, mexe-se e avança; em geral ficará perturbado quando mudar de faixa; mas, em seguida, ficará maravilhado.
Então é preciso dizer que a palavra maravilha tem como origem semântica “miraculu”, do sânscrito. É isso mesmo que você está associando: milagre. Estamos de volta à experiência de pico para dizer que ela pode ser confundida com estado de milagres, de maravilhas.
É essa a maravilhosa trajetória de quem se esforça por sair do lugar em termos espirituais, de consciência, de expansão, de aquisição.
Mas, você também precisa convencer-se de que esta operação não pode ser confundida com empanturramento intelectual, pois, como já foi dito, o caminho não é para fora, é para dentro.
Boas leituras, que expliquem como lidar com nossa natureza íntima sem necessidade de regressões ou de bebidas alucinógenas e com muita prática meditativa, muita contemplação, muita oração, oração não decorada, mas construída por aquilo que nosso coração quer dizer com a ajuda da mente.
Os resultados desses investimentos que as pessoas fazem em busca de um melhor modo de lidar com a espiritualidade (estágios de consciência) irão aparecer nos passageiros estados de consciência, quando em vigília e parece que saímos desta para uma sintonia (mente) mais elevada; pode aparecer em rápidos devaneios no meio de uma leitura ou de um momento de concentração; pode vir através dos sonhos; e certamente estarão ao nosso alcance em novas e constantes experiências de pico, para as quais devemos nos oferecer orando, contemplando, meditando.
Estados de consciência podem ajudar a conquista de estágios de consciência. Os primeiro são passageiros e se dissipam. Os segundos permanecem e nos enriquecem.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Nossas fugas


Sempre a cultura

Fomos educados ou aculturados para abrir a gaveta e engolir o comprido ao menor sinal de dor de cabeça ou ao menor sinal de uma gastura estomacal ou coisas do gênero. Não só. Nós também fugimos de algo que nos incomoda, trocando-o pelo shopping, pela loja, pelo cinema, pelo chopinho ou coisa maior e nem sempre ideal.
Nós temos uma mania cultural e ligar o piloto automático e deixar que a nave deslize pelos mares da vida, enquanto baixamos as cortinas, esquecemos de celebrar a passagem do tempo e nem mesmo damos atenção para o nosso corpo, que é, como deveríamos saber, nosso barco, nosso equipamento de travessia.
Também temos o hábito de, quando somos atingidos por um revés qualquer, correr para o divã do analista sem mesmo sabermos o que queremos. Tentamos terceirizar a solução e isto é absurdamente equivocado, pois o analista só irá juntar os pedaços das coisas desconexas que carregamos e, quem sabe, tentar juntá-las e organizá-las. Ele, o analista, não adivinha nada, não inventa nada, não introduz nada além do que seja, efetivamente, conteúdos relacionados com nossas emoções, sentimentos, pensamentos, vontades...
Pior ainda (e já fizemos abordagens aqui neste blog), é o comportamento daquelas pessoas que correm para os pais-de-santo, adivinhos, cartomantes, etc. na esperança de que eles nos digam o que não sabemos. E eles somente irão nos dizer aquilo que já está conosco, repetirão isso e nós sairemos dali achando que tudo foi legal.
Não vai aqui nenhuma oposição a qualquer agente de solução psicológica, pois de certa forma essas criaturas, quando agem com honestidade e sinceridade, ajudam e acalmam muita gente angustiosa e desconcertada.
A perda da auto-estima motivada por reveses, a perda da coragem pelos mesmos motivos e a perda da maestria pessoal por conseqüência, têm sido motivos de flagelos de difícil recuperação como alcoolismo, drogas, suicídios.
Os mais antigos mestres da cura, xamãs dos remotos tempos, chamavam isso de “perda da alma”. Não significa que a alma tivesse sido jogada fora ou esquecida. Significa que a sintonia entre corpo-mente-alma estava dificultada ou interrompida.
Logo, os antiqüíssimos, os antigos, novos e novíssimos terapeutas da emoção, da mente e da psique, são, na verdade, calibradores dessa sintonia. Isso todos nós precisamos saber. Precisamos saber, do mesmo modo, que um sistema corrompido pelas dependências químicas e psicológicos, são de muito difícil recuperação. O maior tratamento que podemos fazer, a priori, é evitar de adquirir dependência. Antes de entrar neste buraco tudo fica mais fácil.
Quando buscamos uma fuga para nossos sintomas físicos ou psíquicos nada mais estamos arranjando do que máscaras, mentiras, engodos, fugas, cuja desmontagem é um milhão de vezes pior do que a construção.
Nunca devemos mascarar uma necessidade de nosso corpo, mente ou subconsciente. Devemos encarar a coisa e dialogar com ela através da oração, da contemplação, da meditação, enfim, pesquisar as causas e iluminar os cantinhos escuros de nossa consciência, se necessário, com ajuda de quem nos possa ajudar, não para adivinhar o que há ali, mas para organizar as nossas desorganizações.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Navegar é preciso...


...viver não é preciso

“Navegar é preciso, viver não é preciso”, disse o poeta, evidentemente levado pela certeza de que navegar é viver, não viver é não navegar, tomando-se o NAVEGAR por algo maior que singrar as águas.
Sinta o seu coração a pulsar. A cada movimento ele é outro e não o mesmo. A cada pulsar, seu coração movimenta o remo do navegar vital e embora possa parecer que você esta sentado ou deitado, a viagem do planeta pelo espaço sideral se dá a milhares de quilômetros por hora. Somos passageiros siderais. Parar, desistir, travar a progressão da vida é morrer ou candidatar-se à morte.
Fazer-se ao mar da vida, navegar, é viver. Ninguém passa a vida em mar de rosas, nem em céu de brigadeiro. Mar revolto, céu nebuloso, caminho de pedras, fazem parte do viver de todos, embora para uns o mar, o céu e a estrada possam parecer mais generosos.
A segurança ao navegar vem dos faróis, dos radares, dos sonares que, à beira do caminho ou a bordo das naves, nos ajudam a proteger-nos dos naufrágios, dos desvios, das quedas.
Faróis, radares, sonares, GPSs e outros recursos podem ser comparados aos nossos anjos guardiões, que existem para proteger e sinalizar caminhos. Infelizmente, muita gente não se serve deles acreditando muito mais nos seus próprios recursos. Em geral, navegam a esmo, andam em círculos, não sabem para onde estão indo.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Desaconselháveis conselheiros...


...a quem não sabe aonde quer chegar

Pessoas há que abrem os jornais, as revistas e as páginas da internet a procura dos prognósticos zodiacais ou dos conselhos dos místicos, profetas e adivinhos, quando não se sentam à frente dos consultórios divinatórios das cartomantes e coisas do gênero.
Quem os procura, procura por respostas que não estão do lado de fora, gastam dinheiro e tempo e não terão as respostas buscadas. Quem os recebe como consultores, são, ainda, os últimos operadores dos oráculos de Delphos em extinção.
Viemos de culturas afeitas a descobrir segredos guardados em cofres localizados em esconderijos acessíveis apenas por bruxos e bruxas, manipuladores de energias misteriosas e milagrosas. Com muita facilidade entregamos a um padre, a um pastor, a um místico ou profeta, a autoridade de dirigir o nosso destino. Quem, naturalmente, se oferece para isso? As crianças. E quem, naturalmente, está autorizado a fazer isso? Os seus pais.
No entanto, não são o pai e a mãe os mentores procurados; os mentores procurados são desconhecidos, intrometidos na vida íntima de pessoas indecisas e indefinidas.
As ligações biológicas e espirituais de pai, mãe, avô, avó, são credenciais imperativas, impositivas quase, obrigacionais, mas, ao tempo certo, a criança crescerá e deixará de pedir a mão quando for atravessar a rua. É quando diminuem os pedidos de conselhos e orientações aos pais, mas é também quando aparecem as oportunidades de consultar com os estranhos, de se colocar a mercê dos perigos que rondam uma mente em formação. É também quando começará a crescer o uso do livre-arbítrio.
Do mesmo modo que o estudante de medicina evoluirá e deixará de fazer tantas perguntas aos professores e terá de optar entre A, B ou C no momento de decidir por um remédio ou um procedimento diante do seu paciente, também o jovem ao chegar ao livre-arbítrio terá de estar apto a fazer suas próprias escolhas. Não é o que acontece com este último.
Infelizmente, a corrida da vida agitada manda muito cedo para a fase das decisões os seus jovens e dentre eles os seus médicos, os seus engenheiros, candidatos a provar sua capacidade na prática. Para muitos, a vida proverá instrumentos de precisão a subsidiar suas decisões. Se não sabemos ou não temos certeza, uma informação laboratorial poderá ajudar. Mas, ao jovem indeciso ou indefinido sobre a própria vida, restará sempre o padre, o pastor, a cartomante, o pai-de-santo, como decifradores de enigmas.
Culturalmente afeitos a buscar fora as respostas para a maioria das nossas dúvidas, esquecemos de buscá-las dentro de nosso íntimo. Ao obtê-las fora, mediante conselhos e palpites de terceiros, abdicamos da autoria e facilmente arranjamos culpados para aquilo que nos acontece de errado. Nunca crescemos, pouco aprendemos e nos declaramos incapazes de assumir os nossos riscos e responsabilidades.
Em suma, viemos para aplicar o que sabíamos, fracassamos ou nos desviamos da rota. Está explicado por que existem oráculos e consulentes: somos crianças medrosas, acomodadas, acovardadas, a espera de uma mão que nos leve para algum lugar. Qualquer lugar.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Amigo...


...Amigo é coisa pra se guardar

As amizades nascem, crescem, se fortalecem, consolidam-se ou não e podem ter longa ou breve duração, muitas vezes sem nenhuma explicação lógica. Temos amigos que nos são mais caros que os próprios irmãos biológicos, assim como temos irmãos biológicos mais desafetos que os piores inimigos. Como entender isso? Através das reencarnações, é uma excelente linha de raciocínio.
Do mesmo modo que temos de entender as antipatias gratuitas que movemos contra determinadas pessoas, também as simpatias caminham sob os mesmos trilhos. Gostar, apreciar, amar, costuma-se dizer, depende da química. É evidente que sim, mas não só. Uma paixão pode brotar da química entre dois corpos. Mas, uma grande amizade ou um amor duradouro vai mais além do que a química pode oferecer. Depende da energia espiritual.
Para melhor entender esse mecanismo, deve-se dizer que a energia envolve a aura, suas cores, o magnetismo pessoal e, mesmo, a fisionomia retida na memória de longo prazo, que dirigimos e captamos das pessoas. Por conta desse “raio X” que nossas memórias processam automaticamente, vem as expressões que conhecemos: “Não gosto dele” ou “Que coisa forte, parece que a conheço não sei de onde, e tenho a maior simpatia por ela”.
Amigos são pessoas que nos socorrem, mais do que aquelas que tem dó de nós. Como nosso passado está marcado por guerras, muitas vezes encontramos entre as pessoas do povo aqueles que em algum tempo ou lugar esquecidos – como parceiros ou como inimigos – tenham feito algo por nossa salvação ou minorado o nosso sofrimento, a dor, a fome, a sede, o frio.
Vem daí, provavelmente, a explicação para amizades inexplicáveis dos dias atuais.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Você sabe onde está o equilíbrio?


Não brinca, tá?

Alguns leitores deste blog, devido a proximidade das nossas relações e também por conta da confiança que existe, telefonam-me para perguntar exatamente o que a crônica de hoje utiliza como título. E por conta das ilações que muitos dos assuntos abordados permitem fazer, é inevitável que surjam as brincadeiras. Mas, o assunto é sério por demais.
O equilíbrio? Ora, o equilíbrio.
Nós, que temos mais de 40 anos de idade, aprendemos com muita solenidade que fumar, beber, fazer sexo, coisa e tal, era coisa para quem tenha idade. Qual a idade? Pergunta ao papai, que fumava, bebia, fazia sexo (nem sempre com a mamãe), mas levava adiante a disciplina e cuidava de seus meninos e mais ainda das suas meninas. Justiça seja feita à maioria dos papais de antigamente, que eram e são fiéis às suas esposas.
Se o sisudo disciplinador pegasse um dos seus pupilos em situação alheia às suas ordens, vinha a corrigenda, que podia ser umas palmadas, umas cintadas, um castigo.
Hoje, essa coisa de fumar caiu de moda em relação ao tabaco, mas não em relação à maconha, a ponto de haver passeatas pedindo a sua legalização. E a moçada tem todas as oportunidades de experimentá-la. Não sabem os apreciadores daquela erva que adquirem um produto vendido ilegalmente e que por trás do fornecedor há uma bandidagem organizada e assassina.
Hoje, essa coisa de beber está generalizada, com a mais ampla oportunidade de os menores fazerem a aquisição disfarçada da bebida proibida a menores e isso está acontecendo com a participação de aproveitadores com mais que 18 anos.
Longe de querer ser pregador de moral, mas existem informações que a sociedade não discute e acaba incorporando como coisa normal. É a tal normose, de que falam alguns especialistas, a ponto de entender como normal a propina e a corrupção no serviço público. Mas, voltemos ao ensaio moralista: o homem branco aprendeu fumar e beber com os ancestrais da mais antiga época xamânica em que o fumo e o preparado fermentado eram usados exclusivamente em cerimônias sagradas. Não só jogamos fora a idéia das cerimônias sagradas, como trouxemos o fumo e o álcool para o cotidiano, sem nenhuma cerimônia e sem nenhuma vergonha na cara.
A questão sexual, aliás, tratada como tabu na sociedade ocidental, a ponto de padres e freiras serem proibidos de se casarem e de levarem uma vida perfeitamente igual a dos fiéis de sua fé, e de se fazerem pais e mães, e de experimentarem educá-los e prepará-los diretamente, sem terceirização...
...A questão sexual, como dizia, sempre foi vista como pecado, coisa ruim, algo proibido, punido, desonestamente apontado como “o pecado de Eva” e uma questão sempre presente em toda a sociedade. O maior dos nossos psicanalistas do passado ainda é apontado como o cara que explica todos os desvios humanos por conta de suas freudianas pesquisas dadas como fruto de mentes perturbadas pelas repressões do modelo de lidar com o sexo.
A história está cheia de contos de homossexualismo, da mesma forma que está cheia de contos de heterossexualismo. O exagero é fazer passeata para enaltecer o direito de ser isto ou isto. Não existe aquilo. Talvez porque o aquilo sempre condenou isto ou levou isto às raias da gozação, sem nenhuma responsabilidade, da mesma forma que trata sem responsabilidade a questão da maconha e da embriaguez dos adolescentes e coisas e mais coisas que podiam caber nesta crônica.
O apelo de um lado e a omissão de outro.
A hipocrisia de um lado e a cara de pau de outro.
A sociedade não discute seus problemas, os empurra para baixo do tapete.
Ou será que isto e aquilo não são problemas?
Você sabe onde está equilíbrio? Todos queremos saber.

domingo, 10 de julho de 2011

Erramos o caminho. Dá para voltar?


Uma reflexão dominical sobre nossa sociedade

Este é um enfoque destinado a leitores do mundo ocidental, principalmente.
Mas, ultrapassa fronteiras étnicas e geográficas naquilo que respeita provar pela via cultural o tremendo desvio de rota de nossa sociedade.
Aprendemos com as aves e animais mamíferos que os pais têm responsabilidades para com a prole. Todas as culturas universais registram isso como dever indubitável. Quem foi que mudou isso no lado de cá do planeta? Quem mudou isso foi o modelo econômico, a corrida imposta pela sociedade de consumo inaugurada com a Revolução Industrial e intensificada pela Era Tecnológica.
Vamos fechar um pouco o foco para ficar quase só no Brasil, alcançado que foi mais decisivamente pela Revolução Industrial apenas no século XX.
Os bens de consumo da primeira metade daquele século eram caros e duráveis. Quem podia comprá-los, comprava-os. E os tinha por muitos anos. Quem não podia, não os comprava, não os possuía, não os usava, dava outro jeito, se conformava. Isto valia para o automóvel, a geladeira, o rádio, o telefone, o televisor e até para o ferro de passar roupa.
Os membros de todas as famílias tomavam café, almoçavam, jantavam juntos, passavam suas horas de lazer juntos, incluindo-se o que hoje chamamos de balada.
As mães, grandes educadoras e cuidadoras por desígnio genético, ficavam em casa tomando conta do caixa, da despensa, do armário, do guarda-roupa, da cama, da mesa, do banho, dos deveres escolares de seus filhos, dos fluxos e refluxos familiares.
Os pais, grandes educadores e disciplinadores, tinham a função de juiz, além de mantenedores da casa, atuando segundo a moral, os usos e costumes, no que também as mães atuavam bastante.
Era normal a família investir no futuro, construir um “pé de meia”, uma poupança, ações, terrenos, imóveis, ouro, jóias. Havia algo cafona nisso, mas assim a sociedade se comportava, fazer o que?
Um belo dia, a mulher e o homem modificaram isso ou foram levados a modificar isso por conta do desejo de obter maior renda para ampliar o poder aquisitivo, diga-se o poder de consumo. Aqueles que podiam trouxeram para dentro de casa uma doméstica-babá ou as duas. Aqueles que não puderam levaram seus filhos para a creche. Só uns poucos puderam deixar seus filhos com a vovó/vovô enquanto trabalhavam.
As refeições em conjunto foram suspensas, exceto e raramente nos fins de semana, mas, agora, o papai e a mamãe também passaram a ter agendas distintas em virtude de cursos, especializações, pós-graduações, seminários e outros eventos de iniciativa do empregador ou dos colegas de trabalho.
Para compensar suas ausências e omissões, papai e mamãe, que agora também já nem sempre moravam no mesmo endereço, passaram a “comprar” a atenção dos filhos com presentinhos e presentões.
Para variar e nem tanto assim, os ganhos familiares aumentaram muito, mas isso já não significava dizer poupança, pois as sempre maiores exigências do consumo sempre mais levaram os saldos e sempre mais exigiram endividamento, uso de cartões de crédito, carnês, compras parceladas, consórcios, etc.
Note-se a inversão do “guardar para o futuro” pelo “comprometer o futuro”.
Uma ressalva: os empregos eram perenes e estáveis. Quantos papais do século passado fizeram suas carreiras num único emprego? Quantos empregos já constam do currículo dos filhos e netos daqueles papais do século passado?
Até este ponto da crônica, os argumentos foram, por assim dizer, narrativos. Daqui para frente passam a ser também interpretativos.
As crianças nascidas de algum tempo para cá tiveram por educadores não os seus pais. Os educadores não foram, necessariamente, os responsáveis por elas dos pontos de vista genético e espiritual. Babás, nem sempre preparadas, educadores de creche, nem sempre capacitados, horas e horas de exposição a terríveis conteúdos de televisão, alimentação adulterada, drive in, drive thru, congelada, industrializada, pré-cozida e lá fomos nós perdendo em evolução e ganhando em facilitação.
A ausência de conteúdos desafiadores e de boa resposta emocional, intelectual, psíquica e religiosa criou um ser humano mutilado, depressivo, fora de foco, candidato a embriaguez, a histeria, a fuga, a droga. Alguns desses índices cresceram quase na vertical, inclusive a AIDS, que surgiu em meio a tudo isso. A natureza sempre arruma respostas para equilibrar-se.
E tudo isso bateu à porta da velha sociedade patriarcal/matriarcal antes mesmo que ela tivesse tido tempo para preparar-se para enfrentar tais desafios.
Para completar a aceleração da facilitação/degradação, vieram as redes de internet e os telefones celulares, agravados pela formação de gangues de briga e de paz, as primeiras para provar que uns são melhores que outros e as segundas para provar que todos somos iguais. Então, neste último caso, mulher com mulher e homem com homem também podem ser parceiros sexuais e expor suas preferências em público. Não houve propriamente uma tendência para tais comportamentos, o que houve foi o incentivo midiático.
O que tem de errado nisso? O que tem certo nisso? Nada. Não existe certo ou errado, existe resultado.
A sociedade se estruturou para chegar até aqui e terá de suportar-se, suportar os resultados daí advindos. Para muitos, o caminho não é esse, ao menos não desse jeito. E para tantos outros ainda há como buscar o ponto de equilíbrio.

sábado, 9 de julho de 2011

Comunicação sofisticada



A fala, a escrita/sinais e os gestos são os mais rudimentares instrumentos de comunicação entre pessoas. São, na realidade, os primórdios de um processo que se acelera com o passar do tempo. Quem sabe, um dia, como relatei na crônica de 4 de julho de 2011, já fomos capazes de nos comunicar por telepatia!?
Desenvolvemos códigos e recursos através dos quais fazemos e fizemos evoluir nossa capacidade de nos comunicar com indivíduos e grupos, multidões e sociedades. Nosso destino é a interação transparente, a inclusão, a cooperação, a solidariedade, a derrubada das fronteiras.
Hoje, ainda, podemos escrever a mentira, assinar o engodo, prometer aquilo que não acontecerá, jurar em falsidade, achando que nenhuma conseqüência advirá e ela virá, sem nenhuma dúvida. No futuro, deixará de ser assim.
As formigas e as abelhas são nossas mestras em comunicação e interação. Quem as observe, verá que no carreiro por onde vêm e vão as formigas em trabalho umas têm o exclusivo papel da comunicação e essa tarefa é desempenhada quimicamente: um toque de cabeça com cabeça é suficiente para indicar à operária que vai ao encontro do local da coleta. De lá ela voltará carregada e depositará a “mercadoria” no ninho e voltará para mais uma viagem até terminar a operação. E o término também é avisado pelo mesmo toque de cabeça com cabeça. Com as abelhas é um pouco diferente: elas usam a química e o som, isto é, o cheiro e o bater de asas característico a cada operação, que indica onde está a florada de onde será retirado o néctar; o mesmo se dá com a colheita de pólen e de cera.
A comunicação entre formigas e abelhas não tem falhas, nem dúbias interpretações, como ocorre com os humanos. “Não foi bem isso que eu disse!” Lembram de quantas vezes já ouvimos essa frase? Entre formigas e abelhas também não tem mentira, engodo, falsidade. Aqueles insetos, mais conhecidos por estarem muito próximos dos homens, não conhecem a mentira, o engodo, a falsidade, que são corrupções do caráter. Talvez por não possuírem o mesmo grau de arbítrio, sejam como crianças: acreditam no que dizemos e copiam o que fazemos.
Nós, humanos, temos de evoluir, descobrir, aprender como purificar esses sistemas, entre outras coisas que devem evoluir. Iremos inventar cada dia mais instrumentos e modos auxiliares de nossa evolução. O detector de mentiras, usado em algumas ocasiões, é mais uma tentativa. O CPF nacional tem tudo para se transformar num documento internacional com a mesma finalidade que hoje tem num único país: identificar uma pessoa e saber se ela é limpa em seus deveres para com determinadas coisas fiscais e econômicas, mas pode chegar às folhas corridas da justiça e às fichas policiais. O futuro nos dará uma única base de dados e os lidadores com a mentira, com o engodo e a falsidade terão muito trabalho para mentir, enganar e falsear.
Não é preciso dizer que haverá oponentes a uma coisa assim, como já acontece com o monitoramento eletrônico de ruas. Os opositores têm muitas coisas para esconder?
As instituições que emprestam dinheiro e vendem a crédito estão montando um cadastro nacional dos bons pagadores com vistas a dispensar a estas operações valores mais baixos por conta dos juros. Trata-se de uma evolução do SPC – Serviço de Proteção ao Crédito. Mas, não tem faltado opositores à proposta. Motivo: imaginemos.
Nossa evolução caminha mais rápido do que imaginamos. O telefone, que hoje se leva no bolso e amanhã estará atrás da orelha, é um exemplo vivo dessa corrida, que acabará desenvolvendo nossa capacidade telepática e dela evoluamos para as outras capacidades, como a de identificar nas cores da aura o mau caráter de determinadas pessoas. É isso, a aura será o CPF das pessoas. Demorará, não tenha dúvida, mas é para lá que caminhamos.
Será um sofisticado processo para o qual só as mentes abertas contribuirão. Haverá aqui entre nós, habitantes de corpos físicos, o que é verdade entre os espíritos.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Capital espiritual



Como é intrigante ou surpreendente o comportamento da grande maioria dos seres humanos: corre atrás de aumentar e multiplicar tudo quanto deixará para trás quando se for desta dimensão e não há nenhuma ou pouca atenção àquilo que, sim, ficará integrado ao seu capital espiritual.
Poderíamos chamar isso de guerra ou disputa entre o capital material e o capital espiritual? Seria isso que Jesus manifestou com clareza quando disse “abandone tudo e siga-me se quiseres salvar-te”?
O mais intrigante é que por conta da corrida acumulativa material torna-se quase regra o comportamento indigno, através da exacerbação do egoísmo, da manobra, da negaça, da meia verdade, da sonegação, da corrupção e tanta coisa mais que povoa o mundo dos negócios. Custa acreditar, mas é isso que a mídia anda mostrando: o plano dos negócios parece assumir uma perigosa conotação com a degradação humana. E, no entanto, quanta gente deposita no plano dos negócios a única razão de ser de suas vidas.
Melhor interpretando o resultado desse embate: se ao mergulhar no mundo material o ser espiritual sair-se vencedor ao derrotar as suas tendências degradantes proporcionadas pelo mundo da matéria, terá ele sido aprovado na primeira prova a seu favor e estará ele apto a desenvolver as demais virtudes específicas.
Se se tomar o plano dos negócios como tentadora escola de degradação e se se tomar a passagem do homem por este plano sem corromper-se, sim, a sua vitória o credenciará a desenvolver as demais virtudes, curado que estará em relação às tentações do chamado mundo profano.
Aprofundando ainda um pouquinho mais: ao passar pelo plano material sem perdas morais, terá o homem adquirido a primeira vitória quanto ao seu capital espiritual. Dali para frente tudo dependerá de sua capacidade de acumulação no plano das conquistas espirituais.
Esta aí um tema de muita profundidade para nossas meditações.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

As nossas crianças



Muita coisa contribui para o extraordinário avanço no comportamento e desenvolvimento das crianças atuais. Elas dão de dez a zero nos adultos, não é mesmo? Mas, não se pode creditar tudo isso à tevê e aos demais instrumentos tecnológicos que invadiram o mercado e caem nas preferências dos pequenos gênios. Não é o instrumento que faz o gênio, mas o gênio que expande o instrumento.
Precisamos refletir na possibilidade de uma rigorosa seleção aplicada aos espíritos que estão encarnando no planeta Terra por estes tempos, desde uns vinte ou mais anos para cá. Talvez, quase certo, seja parte do processo de transição de “planeta de provas e expiações” para “planeta de regeneração”, como se anuncia.
Como se sabe, a Terra atravessou alguns milênios como lugar de provação e expiações”, espécie de penitenciária-escola e agora está sendo promovida a “lugar de regeneração”, espécie de hospital-escola.
Aquilo que sempre se disse, que as crianças não repetem tanto o que os adultos falam, mas repetem sempre o que os adultos fazem é, hoje, uma sentença fora de moda, superada. Elas ouvem pouco e fazem quase nada do que os ancestrais dizem ou recomendam. Elas têm a iniciativa e levam consigo, muitas vezes, os seus pais, não só nas coisas positivas, também naquilo que os adultos costumam escandalizar-se. Elas vieram para quebrar o paradigma. Elas agem, fazem coisas que os adultos não saberiam ou não teriam coragem de fazer.
Dê-se a elas os nomes que se queira dar, “índigos”, “cristais”, “azuis”, “violetas”, etc., parece relevante que elas integram levas e levas de espíritos evoluídos ocupando espaços entre nós e preparando o Planeta Azul para um salto de qualidade. Vamos junto com elas?

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Cultivos de plenitude



Aqueles que buscam aprender, aprendem com nossos Mestres que a Plenitude Humana é diferente do sucesso sócio-intelectual ou financeiro e diferente dos títulos acadêmicos ou da projeção egocêntrica, como buscam muitas pessoas. Tudo isso fica do lado de fora e, como tal, tudo é deixado para trás, não nos acompanha quando deixamos o corpo. No lado de dentro, aí sim, são incorporados ao nosso Capital Eterno, irá aquilo que nossa Alma recebe e incorpora como Colheita de Longo Prazo.
Em duas crônicas anteriores intituladas “A cultura nos leva aonde queremos ir” ficaram evidenciados os vagalhões ou arrastões que levam-nos, em geral, para aonde não queremos ir.
Parece claro, pois, que a vida nos convoca a que nos ofereçamos – como cultivadores de lavouras de muito longo prazo – os melhores resultados que esses cultivos possam produzir. Se renunciamos o direito e o dever de plantar, regar, podar, colher, e se entregamos à chamada sociedade esse trabalho, nunca poderemos nos queixar de que o fracasso ou desastre nos alcançou.
Ao receber um corpo para habitar por algum tempo, ou seja, ao receber uma lavoura de curto prazo para cultivar, precisamos desenvolver com a habilidade de um bom jardineiro as colheitas que possam corresponder não só aos resultados imediatos, mas principalmente, os resultados, qualquer resultado, que se some ao todo eterno. Esses resultados poderão ser ótimos ou péssimos do ponto de vista imediato, mas poderão estar fora do foco do plano de longo e de muito longo prazo.
Estas são as circunstâncias em que a inteligência espiritual soa o alarme e nos chama a atenção para a correção do foco, do rumo, do objetivo, da meta.
Planejar uma safra talvez não seja nada difícil. Obter um mau resultado em apenas uma safra talvez não comprometa a Plenitude de uma Vida. “Perde-se aqui, ganha-se ali”, é um jeito conformista de pensar. “E a vida segue”, é o que se imagina.
Existem “cultivadores” e cultivadores. Entre aspas iremos encontrar os desmotivados ou omissos, que não semeiam porque (pensam que) “não adianta”; iremos encontrar os medrosos, que têm medo de arriscar e não semeiam; os eufóricos, que põem nas covas sementes em excesso; os indecisos que, na dúvida, perdem o prazo certo de semear; os “dodóis”, que não semeiam porque passam o tempo se queixando de seus males; os otimistas que, mesmo sem as condições ideais, semeiam.
Onde encontrar cultivadores habilitados, competentes, e candidatos às melhores colheitas? A resposta será encontrada nos sinônimos de motivação-entusiasmo, coragem-persistência, prudência-equilíbrio, determinação-vontade, honestidade-sinceridade.
Pode parecer curioso que os sinônimos curadores venham conjugados, duplos, mas uma boa solução para manter ou recuperar a Plenitude sempre traz uma combinação de bons remédios.
Cabe um breve comentário sobre os arquétipos “dodói” e “otimista”. A pessoa “dodói” é covarde, desonesta, insincera e egoísta, ao valorizar excessivamente a sua dor para pedir a atenção sobre si. E o “otimista” só precisa corrigir a sua falta de atenção para os riscos, que a prudência poderá corrigir.
Quando planejamos, previmos e calculamos os resultados que queremos obter (esse é um exercício mental indispensável), temos, por outro lado, de mostrar capacidade para acreditar com firmeza e equilíbrio, que as sementes corretas precisarão descer às covas na confiança de que a Natureza se encarregará de nos premiar com generosas safras.
Costuma-se dizer que as bênçãos nada mais são que prêmios aos nossos méritos. E que a maldição vai para a conta do vacilo cometido diante das oportunidades desperdiçadas.
Em resumo: a conquista da Plenitude não é impossível. É um prêmio. Melhor dizendo: uma retribuição. A natureza-vida escolhe de quem ser e a quem se dar. O bom observador notará que ela escolhe se dar a todos, sem distinção e decide ser de quem lhe corresponde, de quem lhe retribui.

terça-feira, 5 de julho de 2011

A busca da cura


Com mérito e sem ele

Aquilo que realmente ajuda uma pessoa na sua superação não é você tomar o seu fardo e retirá-lo de suas costas, mas sim aquilo que você possa fazer para mostrar ao sobrecarregado como pode ele livrar-se do fardo sem tantos desgastes. Não é diferente o trabalho do terapeuta moderno perante o doente e em busca da cura.
O novo entendimento sobre a cura já não a atribui à dimensão física exclusivamente e nem exclusivamente aos remédios, mas a entende como um processo amplo, holístico, envolvendo também as dimensões emocional, intelectual, psíquica e espiritual, onde se ajunta a fé.
Como se percebe, para determinados tratamentos de males emocionais e outros, como relatado, não se usa, exclusivamente remédios químicos. Na maior parte das vezes, o tratamento, a terapia, consiste no modo de o paciente encarar e resolver seus conflitos, responsáveis por seu sofrimento ou estresse psicológico, que acaba por se refletir no desencadear de um mal físico, casos em que a ciência denomina de doenças psicossomáticas.
A cura ou a ação do terapeuta sobre a cura é aquela ajuda efetiva capaz de conduzir o paciente a um novo padrão de consciência que promova a transcendência. Ao transcender do modo velho para o modo novo de pensar e comportar-se, o paciente se convence de que a cura não seria alcançada totalmente sem a sua participação e aí o mérito não terá vindo exclusivamente de fora, como a maioria pensa.
Uma conquista pessoal de tamanha envergadura como formar-se num curso superior e também de fazer a travessia de um estado doentio para um estado saudável tem de ser encarada como méritos do autor, claro, sem desmerecer a ação do professor ou do terapeuta e nem do remédio. Mas, sem dúvida, com um gosto íntimo de triunfo, auto-estima e realização calcado no esforço individual.
Já pensou o aluno formar-se à base da cola?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Uma torre para falar com Deus


Babel

Uma lenda bíblica, narrada no livro de Gênesis, fala da construção da Torre de Babel, de iniciativa dos humanos que queriam chegar ao céu e estarem mais perto de Deus ou mesmo descobrir seus segredos. Foram castigados, segundo a lenda, pois Deus teria entendido tratar-se de uma afronta. A obra desmoronou e desde então cada etnia, cada clã, passou a falar uma língua diferente para que nunca mais houvesse entendimento entre os homens e nunca mais pudessem os homens voltar a construir uma coisa semelhante. A lenda é usada para explicar a existência de muitas línguas e etnias entre a raça humana.
A lenda dá como localização da construção da torre a planície entre os rios Tigre e Eufrates, algo assim como a região atual do Iraque, antiga Babilônia, também chamada de Mesopotâmia, uma região célebre por sua localização estratégica, caudatária dos aluviões trazidos pelas enchentes dos dois rios e por sua fertilidade rica em depósito de material orgânico.
Esta é lenda provinda da cultura judaica.
Entre os orientais, porém, a lenda se repete, mas acrescenta um dado por demais curioso. Até esse tempo, os humanos desenvolviam a telepatia e conseguiam se entender independentemente da corporação étnica.
A idéia de chegar aos céus e dominar a ciência de Deus (algo parecido com a lenda do Eden) foi que anulou a capacidade telepática e obrigou todos a uma comunicação rudimentar, oral, desenvolvida segundo as tradições de cada clã ou etnia, de onde se originam as línguas e idiomas hoje existentes, que chegam a mais de 2.000 ao redor do mundo.
São também os orientais que acreditam que a volta da capacidade telepática, o seu desenvolvimento e a sua prática, poderia representar a reabilitação do ser humano e sua inserção na condição de ser divino, não porém com a arrogância de querer substituir a Deus.
O gigantesco esforço da internet, do esperanto, da língua inglesa, dos telefones celulares e das tentativas de popularizar a mediunidade e a telepatia, seriam caminhos da humanidade em busca desta reabilitação.
O primeiro ganho moral seria a anulação do engodo, da traição, da negaça, pois os pensamentos deletérios seriam denunciados pelas vibrações áuricas.
Fica o registro para você pensar.

domingo, 3 de julho de 2011

As cobranças dos novos tempos (conclusão)


Qual será a proposta da vida?

Você e eu não precisamos saber nada de Deus, nada de religião, nada de espiritualidade, para fazer uma parada e observar como a vida em geral se comporta. As águas, os vegetais, os peixes, os pássaros, os mamíferos e tudo mais, integrados nos seus ecossistemas em nenhum momento entram em falência a menos que a própria natureza, isto é o seu entorno, se apresente hostil, tipo gelo, vulcão, tempestade, terremoto, maremoto, seca, queda de meteoro, etc.
Os fora-da-lei natural, que somos, precisamos nos convencer de que os passarinhos cantam não porque estejam infelizes; que os vegetais se enchem de flores e frutos não porque estejam insatisfeitos; que os ecossistemas se sustentam; que os menores suprem a vida dos maiores não porque haja uma guerra entre eles; que entre eles não há vencidos e vencedores; que a natureza se faz pródiga de fibras, grãos, frutos, essências, água, oxigênio, calor, por nenhum outro motivo: ali há equilíbrio e, sempre que ocorre o caos, tudo contribui para o retorno da harmonia.
Será que o mais inteligente dos seres desse habitat consegue fazer esta leitura? Deveria conseguir, pois o burro, que é assim chamado porque empresta seu título aos humanos que nada sabem, é um dos primeiros na leitura correta do que lhe cabe saber. E o inteligente que se intitula sapiente, faz o quê? Põe fogo na própria casa; mata a vaca que lhe dá o sustento. E este comportamento fora-da-lei não se restringe apenas ao meio-ambiente, abrange tudo: ecologia, economia, política, religião, saúde, lazer, emoção, intelecto, psique, espírito.
Você, amado leitor, amada leitora, ao proporcionar-me a alegria dos seus acessos esporádicos ou diários, precisa estar convencido de que é preciso erguer o corpo da cadeira, descruzar os braços, abrir a boca, buscar aliados, formar correntes operativas e não apenas mentais para semear um amanhã menos nebuloso para nossa civilização. Não pense que é pouco a sua adesão. Outros farão o mesmo e o resultado poderá ser outro.
Estas são as cobranças dos novos tempos. Os desafios do ser espiritualmente emancipado.
Vem conosco!!!

sábado, 2 de julho de 2011

As cobranças dos novos tempos (V)


A pergunta que cobra resposta

Todos os acessos a este blog são motivados por quem busque temas de sua proposta: a maioridade espiritual. E quando o blog envereda por assuntos de marginalidade, criminalidade, polícia, justiça, penitenciária, é natural que o leitor se questione: o que são estas abordagens?
A resposta não deve ser longa nem demorada: a maioridade espiritual não exclui a cidadania e não inclui o medo. O redator do blog não pode ser ingênuo e nem sugerir que você crie uma redoma, uma blindagem sobre sua pessoa e sua família e acredite que tudo estará ótimo quando estivermos plugados à espiritualidade maior, protegidos, imunes. As coisas não são assim, não acontecem assim.
A primeira regra de um sistema eco-social-espiritual manda não cometer o equívoco de sentir-se feliz enquanto o entorno está pegando fogo. Mais cedo ou mais tarde o entorno baterá à porta. Tipo assim: os mais experientes observadores diziam, quando surgiu o vírus HIV, que ele chegaria muito perto de nossa família caso não fosse contido. Foi contido. A comunidade de risco precaveu-se e o vírus está contido. Ainda continuam dizendo que a obesidade infantil-juvenil e os perigos da diabetes também chegarão muito perto de nós. E, claro, continuam dizendo que o assalto, o seqüestro e estas coisas que principalmente os bandidinhos com menos de 18 anos andam praticando à sombra da impunidade, podem também bater à nossa porta. Dá para ser feliz, assim?
Sempre que você sai à rua ou se recolhe ao lar com medo de ser atacado por um marginal, todo o seu sistema energético é atingido e prejudicado. Não há estabilidade energética que se sustente desta forma. E em segundo lugar, jamais poderemos imaginar viver de forma estável numa sociedade que não se corrige e não resolve seus problemas.
Os poderes constituídos, pela via das leis e das verbas arrecadadas com as contribuições dos cidadãos, são os responsáveis pela solução dos problemas sociais. Sim, sem dúvida, desde que os cidadãos se posicionem com clareza. Olhar para o palácio e exclamar que lá trabalham safados, enganadores do povo e, na eleição seguinte, renovar os seus mandatos, não é solução.
O cidadão, eu e você, não podemos nos negar de discutir, sugerir, cobrar, a começar pelo simples ato de dirigir bem o nosso voto quando somos chamados às urnas.
É por isso que ensaiamos estas abordagens. Prosseguir com isso ou esquecer tudo é uma atitude de cada um, uma escolha de cada um.
Vamos deixar tudo como está? O que você acha?
Se a sua resposta ainda não está pronta porque você não sabe exatamente o que deve ser feito para corrigir os rumos perigosos que nossa sociedade já tomou, experimente conversar com seus amigos mais chegados sobre o que eles pensam e o que eles sugerem como solução. Se as conversas girarem sobre a velha cantilena de mais policiais, mais cadeias, mais rigor na repressão, cabe a você orientar os novos rumos dos raciocínios, simplesmente ao perguntar se os ex-detentos estão voltando à integração da sociedade do bem. Se não estão voltando, esse caminho é falho.
Quem está cuidando da redução da entrada de novos indivíduos na senda do crime?
A nossa sociedade não pode imaginar-se mais desenvolvida se cada dia tem mais gente no crime e se os criminosos não são reabilitados para o bem.
Essas são as cobranças dos novos tempos: o cidadão que terceirizar sua obrigações perante a sua sociedade, será engolido pelo turbilhão desregrado e não poderá reclamar.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

As cobranças dos novos empos (IV)


Haja fôlego

Duas situações se apresentam curiosas, intrigantes, merecedoras de análise, explicação e solução.
A primeira: a sociologia define a marginalidade voltada para a ocorrência policial no mundo econômico (roubo, contrabando, falsificação) como conseqüência da falta de oportunidades no mercado. O modelo econômico é cruel e empurra para a marginalidade aqueles indivíduos que não obtém renda pela via legal. Então as pessoas tomam o caminho da marginalidade quando não conseguem um trabalho, uma renda. Se verdadeira a equação sociológica, caberia a esta sociedade que valida o seu modelo econômico, apanhar os contraventores e criminosos cujo motivo do delito seja apenas econômico, puni-los, reeducá-los e reinseri-los no mercado, cessando a prática de atos ilegais. Acontece assim? Não. O detido, julgado e condenado volta à senda do crime, sempre mais apto que antes. Este é o primeiro desafio a ser vencido pela sociedade a que pertencemos.
Segunda: a propaganda oficial anuncia que sobram empregos no Brasil, existem postos de trabalho vagos e falta candidatos a eles. Nas searas da marginalidade cresce a níveis sem controle o número de novos traficantes, novos contrabandistas, novos falsificadores, novos assaltantes, novos ladrões. Conclui-se que não seja por falta de oportunidades de trabalho. Conclui-se que seja por desvio de caráter. O criminoso sabe dos riscos de ser preso, desafia os riscos, não teme a punição e não é desestimulado. Conclui-se que a legislação está falha, a polícia está falha, o sistema prisional está falho, a justiça está falha. Este é o segundo desafio a ser vencido pela sociedade a que pertencemos.
Num primeiro raciocínio, a impressão que se tem é de que o contribuinte paga por um serviço de qualidade duvidosa e não reage. Se você abastece seu carro com gasolina falsa, você retorna ao posto para reclamar? E se você paga por um serviço público mal feito, você faz o quê?