quinta-feira, 28 de março de 2013

1025-Pílulas sapiensais


O Segredo e os limites do karma

Quase todas as pessoas leram o livro ou viram o vídeo “The Secret” de Ronda Byrne, traduzido como “O Segredo”, em que a autora australiana fez o maior sucesso ao declarar “peça o que quiser que o Universo lhe dará”.

Realmente, isso é uma coisa certa, a Lei da Atração funciona, mas para obter certas coisas que alguém sempre poderá querer, existem outras leis fazendo a compensação e assim alguns ou muitos dos pedidos ficarão por ser atendidos por conta da Lei do Karma.

Vamos a uma metáfora: Pedro Bernardoni foi um empresário muito da antiga Itália e explorava seus trabalhadores ao máximo, quase em regime de escravidão. Teve uma oportunidade de ouro para converter-se. Seu filho, Francisco, em várias oportunidades tentou mudar a mentalidade do pai, mas em vão, acabou por renunciar toda a fortuna do pai e saiu pelo mundo a fazer caridade. Quem não conhece, deve conhecer a história de Francisco de Assis e, por este meio conhecerá a história de Pedro Bernardoni.

Digamos que Pedro Bernardoni numa das suas reencarnações tenha optado por vir pobre, trabalhador numa indústria (como a sua) e ainda por cima liderar os trabalhadores em busca de direitos.

A mente monetarista, egoísta, escravagista em parte anestesiada na reencarnação, ao tomar conhecimento de que basta pedir que o universo dará, poderá desejar ocupar o lugar do patrão. A Lei de Atração convencionada antes de encarnar tem preferência no seu cumprimento e o Pedro terá de se conformar, ele não será patrão, ao menos não nesta reencarnação.

Vamos à reformulação da Lei da Atração: ele funciona, mas é preciso, antes de sonhar com coisas muito grandes, ver o que ficou convencionado antes de receber este corpo para viver esta experiência.

Tradições ofensivas a Jesus

É muito natural que os cristãos tivessem dedicado duas principais datas para celebrar a passagem de Jesus pelo planeta: o seu nascimento e a sua morte. O bom senso manda reservar cerimônias específicas para as duas datas, mas o que faz a tradição se agregou a estas comemorações? Mete um velhinho barbudo na festa de Natal e mete um coelhinho ovíparo na recordações da morte e transforma tudo numa grande feira, um mercado, um troca-troca febricitante em que o homenageado nem aparece. O interesse negocial substitui a intensão de respeito e fé, numa situação muito parecida com a aquela em que o próprio Jesus entra no templo e se revolta contra os mercadores que negociavam de tudo ali. Mesmo que as igrejas cristãs possam estar interessadas (acredito que não estejam) nos resultados da ciranda negocial que gira em torno dessas duas datas, o que espanta é a sua falta de coragem em chamar seus fiéis para um lado e abrir uma discussão sobre isso e uma linha de orientação aos seus fiéis quanto a comemorar o que não está em celebração e quanto a trocar o Deus dos céus pelo dinheiro que gira de mão em mão e vai parar na conta de alguém completamente sem compromisso com a evolução humana.

Mesmo que a tradicional figura do Papai Noel tenha sido incorporada ao Natal por que o bom Nicolau percorria suas vizinhanças distribuindo presentes, o que se questiona hoje é o motivo pelo qual Nicolau fez aquilo e a distorção que houve numa possível boa intenção daquele “bondoso” homem. Hoje qualquer outro Nicolau será rotulado de outro modo e sua ação será tomada como clientelismo eleitoreiro ou, ou...

Quanto ao coelho ovíparo que se intromete nas celebrações da morte e ressurreição de Jesus, a coisa andou dos ovos de aves decorados e recheados conforme a tradição trazida da cultura de alguns povos europeus, o que assusta é a intromissão dos ovos industrializados a base de chocolate. Num e noutro caso as crianças nunca entenderão a figura de um coelho e seus ovos. São coisas insustentáveis perante a seriedade da Páscoa.

quarta-feira, 27 de março de 2013

1024-Pílulas sapiensais


Proteção ao trabalhador

A propósito das regulamentações ocorridas em favor dos trabalhadores domésticos, é interessante notar, recordar e resgatar situações ocorridas até recentemente com a chamada legislação trabalhista no Brasil. Num passado não muito distante, os trabalhadores da iniciativa privada não tinham FGTS e adquiriam estabilidade no emprego ao completarem 10 anos de serviços prestados ao mesmo empregador. Para ser demitido um trabalhador desse tempo de serviço, o empregador tinha de indenizá-lo arcando com um mês de salário-indenização (atual) para cada ano trabalhado. O que mais se via, eram trabalhadores que se aposentavam trabalhando para a mesma empresa.

Depois, veio o FGTS que, por sua vez, já facilitou bastante a demissão, apesar da multa rescisória, que começou com 20%, foi para 40% e agora está em 50% do saldo do FGTS, mas entrou em cena um recurso estranho facilitador da demissão: é o chamado salário desemprego.

Esses dois “direitos” somados deram origem à maior rotatividade de que tem notícia no setor. Quando não é o empregador que demite, é o empregado que deseja ser demitido para dependurar-se no salário desemprego.

Numa outra ponta, temos outra situação análoga, porém inversa. Até bem pouco tempo atrás o trabalhador do serviço público, chamado servidor público, não possuía estabilidade na função e não era admitido por concurso. Tinha de mostrar serviço se não corria o risco de ser mandado embora. Veio a estabilidade. Agora, ele sabe que sua demissão é a coisa mais improvável do mundo.

No primeiro caso, perde o mercado de trabalho, que não privilegia os trabalhadores que poderiam permanecer na mesma empresa como “capital humano” (a nova figura do setor) e assim oferecer continuidade e melhoria da qualidade ao seu desempenho. No segundo caso, perdem os contribuintes que assistem a pior derrocada na qualidade dos serviços públicos.

O legislador não se dá conta disso, mas a sociedade sim. Tardiamente, mas se dá conta. E como se dá. Infelizmente.

Enquanto isso, os legisladores fazem seu trabalho pensando no próximo mandato.

Pílulas de incentivo à maioridade

O leitor, que assiduamente venha acompanhando as mais de mil postagens feitas neste blog – destinado a falar de maioridade espiritual – pode estar com um pé atrás, ou com os dois, ao presenciar o redator trazendo para cá meio ambiente, política, comunicação, emprego, temas que sob uma ótica apressada nada tem a ver com maioridade espiritual. O que seria MAIORIDADE ESPIRITUAL?

Proponho que entendo ser espiritualmente maduro alguém curado de todas as paixões que só diminuem o ser humano, incluindo-se aí religião, política, futebol e qualquer outra ideologia ou fanatismo.

Mas, não é tudo.

Como seres em evolução, somos responsáveis por transmitir aos nossos pósteros um mundo melhor do que aquele que herdamos de nossos antepassados. É preciso incluir nessa maioridade a ética, a cidadania, a capacidade de mobilização para que a sociedade não descambe, como descamba a nossa, atual, enquanto milhões de cidadãos de uma elite se encastelam nas suas fortalezas residenciais sob a hipótese de que estejam garantidos de que seu mundo não vai pegar fogo. Poderiam fazer a diferença pró melhoria e acabam fazendo a diferença pró piora, como veremos.

Suas fortalezas já foram invadidas, ali dentro há inúmeros consumidores de cocaína, financiadores do crime organizado e, por tanto, o seu mundo já pegou fogo.

E não é tudo, ainda.

Essas pessoas geralmente possuem o número do telefone dos políticos que fazem as leis e dos que aplicam as leis e poderiam, se quisessem, fazer um grande trabalho de sustentação e indução para que o ordenamento jurídico e o encaminhamento das soluções duradouras não fossem tão desprezados como agora.

Infelizmente, os cidadãos das chamadas elites influentes se comportam como alguém que tendo atravessado a ponte não se importa mais com a ponte e com o rio.

A maioridade espiritual passa por esse crescimento também.  Voltaremos a esses assuntos em breve.

terça-feira, 26 de março de 2013

1023-Pílulas sapiensais


Jesus-deus

Equivocadamente o Concílio Católico do ano 325 d.C. deliberou pela equiparação de Jesus com Deus e o entronizou no centro da Igreja Romana como deus dos romanos. Romanos, aliás, que haviam adorado o Sol e Dionísio, a quem chamaram de Baccus e que também foram os responsáveis pela crucificação de Jesus, sob a desculpa de que eram os judeus que assim queriam. A acusação que pesava sobre Jesus era a de querer o trono de Israel e quem estava ameaçado naquele instante era o poder de Roma. O mesmo poder que crucificou Pedro, de cabeça para baixo, depois o chamou para sentar no trono mais importante ocupado pelo Papa da nova igreja.

As buscas que se fazem para que não fique apenas no terreno da crendice, indica que Jesus foi um profeta, conforme está escrito em Mateus 13; 57. E um profeta qualificado, talvez com outras passagens pelo planeta, pois o próprio Jesus, em João 8;58, anuncia: “Em verdade, em verdade, vos digo, antes que Abraão fosse, eu sou”.

Maria-imaculada

Outro manobra da Igreja de Roma ao longo dos primeiros séculos foi ter esquecido de Maria, não só da mãe de Jesus, mas também de Maria Madalena, mulher que teve um destacado trabalho na equipe de Jesus. A mãe foi resgatada tardiamente, em 431 para o papel de santa e ganhou aura de imaculada, nesse conceito, como alguém que não conheceu o sexo. E, portanto a concepção de Jesus, desta forma, se deu por inseminação direta do arcanjo, e também nesse conceito, com sementes enviadas por Deus.

Com isso, tirou-se do extraordinário José, filho de Jacó, de uma família de construtores da Judéia, o privilégio de se tornar pai biológico de Jesus. Mas não tiraram de José e de Maria, conforme o Evangelho, a oportunidade de gerarem outros filhos, irmãos carnais de Jesus, conforme Mateus 13; 56. Nasceram de José e de Maria, depois de Jesus, Tiago, José, Simão e Judas. Consta também uma quinta filha, mulher, que o Evangelho não relata.

Tempo das caixas-pretas

A Era de Aquário, iniciada em 21/12/2012, trará muitas outras verdades subtraídas da humanidade, escondidas nos porões das várias instâncias do poder. Não ficará uma caixa-preta sequer por abrir. E você, leitor, não tem porque ficar surpreso. Em todos os governos e em muitas famílias existiram, existem segredos guardados que, de repente, vêm à luz e nós temos de compreender. Esses novos tempos são trazidos por Aquário. O mensalão de Brasília e os escândalos que levaram o Papa a renunciar passariam em branco sem o empurrão de Aquário. As quedas dos ditadores do norte da África também não ocorreriam.

Povos antigos exemplares

Outra virtude atribuída a Aquário é o resgate da sabedoria antiga. Uma ressalva: dentre os povos antigos estão os hebreus, mas estes se atribuíram o status de povo eleito de Deus, a quem Deus teria destacado uma missão muito especial, que os habitantes de Israel atual não confirmam enquanto não resolverem pacificamente o conflito nas colinas de Golan.

Por povos antigos, exemplares, deve aparecer o Antigo Egito, os sumérios, os maias, os incas, por exemplo.

Energia humana

São três as mais poderosas energias humanas:

a)   a sexual, conhecida pelo nome de kundaliní, que ocupa o primeiro lugar e é a energia criadora;

b)   a do amor ou kardia, com sede na coração, que ocupa o segundo lugar e que também se torna imbatível se unida à energia sexual;

c)    a da mente, com sede na glândula pituitária ou terceiro olho, mais sutil e de elevada freqüência.

Conseguir conjugar estas três energias ou mesmo duas delas e mais ainda de forma coletiva, nas chamadas egrégoras, e usá-las para o bem, é a grande descoberta do ser humano para este século.

Índios Carijós do Litoral Sul

Com exceção dos açorianos, que foram trazidos para o Litoral Sul para ocupar as terras sul-americanas e garantir a sua posse para a Coroa de Portugal, todos os demais habitantes que se fixaram nesse paradisíaco litoral sempre ouviram falar da existência dos Carijós, índios muito especiais que desapareceram com o tempo. Aqueles guaranis que vivem em Biguaçu e Morro dos Cavalos não são Carijós.

Mesmo as comunidades açorianas foram levadas a acreditar que os Carijós minguaram até desaparecerem.

Os velos estão sendo erguidos e a verdade está sendo restabelecida. Os Carijós acreditavam serem guardiões de uma Terra Sem Males, sonhada pelas nações indígenas sul-americanas, espécie de paraíso, lugar divino para se viver, mas as concessões portuguesas para a matança de baleias – retiravam o óleo para iluminação e as barbatanas para botões – através de seis armações na costa catarinense – Itapocorói, Porto Belo, Piedade, Pântano do Sul, Imbituba e mais uma – pestearam o litoral com a podridão das baleias em decomposição. Os escravos utilizados nos serviços morriam por atacado. Os índios que tentavam impedir aquela barbaridade eram repelidos, assassinados. Em torno de 1800 os Carijós revolveram abandonar a Terra Sem Males e se foram para algum lugar da América, exceto os xamãs, que entendiam que sua missão era ficar. E ficaram. Numa cerimônia que durou 36 dias, 23 xamãs abraçados, dançando, cantando, orando, sem comer e sem beber entregaram suas vidas em martírio da Terra Sem Males. E seus espíritos ficaram habitando uma colônia espiritual sobre a região à espera de que a baleias voltassem para retomar o trabalho de guarda da Terra Sem Males. O que os colonizadores não sabiam e foi preciso a NASA e a Academia para a Ciência Futura confirmarem, é que a região está no exato local do 12º Chakra planetário, área de intensas vibrações energéticas e, portanto, tornando exatos os conhecimentos dos indígenas.

segunda-feira, 25 de março de 2013

1022-Saúde e Doença passam pela Fé


Uma maravilha chamada Homem

Os espíritas que se oferecem ao estudo do budismo, trabalham como KARMA o que muitos chamam de destino. Mas, não ficam engessados no KARMA, esperando a morte chegar. Fazem uso do que chamamos de LIVRE-ARBÍTRIO, pelo qual cada ser humano pode escolher mudar o traçado do mapa e alterar a caminhada para melhor ou para pior. Evidentemente, assumem a responsabilidade pelo resultado advindo da mudança.

Entendemos que existem quatro grandes níveis onde administramos nossos erros e acertos. O mais elevado deles chama-se ESPÍRITO, que tudo sabe a respeito dessa vida que levamos e que tem o poder de cobrar quando nos desviamos da rota. Abaixo dele temos a CONSCIÊNCIA, que atua com base nos registros subconscientes e conscientes, verdadeiro tribunal íntimo que se manifesta a qualquer tempo, mas muitíssimo na terceira idade. Abaixo desta, temos o SENTIR, que tem a ver com mente e coração. É capaz de grandes besteiras, mas também de obras grandiosas. E o quarto nível é puramente físico. É onde se materializam as energias positivas e negativas. É o depósito, a caixa de ressonância dos três outros níveis.

Assim, chegamos ao centro de uma discussão que envolve conhecimento científico e religião e vai parar na doença e na cura.

O ser humano se tornou infeliz quando o modelo econômico separou a arte do trabalho e os trabalhadores passaram a adoecer, não apenas por conta da ergonometria e da repetitividade dos movimentos, mas também porque o modo de trabalhar trouxe infelicidade e insatisfação com a perda da autoria. O ser humano se tornou mais doente quando o modelo científico separou o conhecimento acadêmico da fé.

Como seres humanos e, portanto como concepção da engenharia divina, somos uma maravilha. Temos um sistema que em condições equilibradas e harmônicas, equilibra e harmoniza tudo. De volta ao LIVRE-ARBÍTRIO, é preciso dizer que VONTADE e AMBIÇÃO são os fatores mais importantes do ACERTO ou do DESACERTO da vida de cada um de nós e, por extensão, da humanidade.

Equilibrada e harmônica, ESSA MARAVILHA que é o nosso corpo, cuida do sono, do apetite, da libido, do descarte de fezes e urina, da sede, dos movimentos, ritmos e ciclos: pulmões, coração, rins, fígado, intestinos, da defesa, da reposição, da cura, etc.

Os desequilíbrios e as desarmonias em 90% dos casos provém de nossa VONTADE e de nossa AMBIÇÃO, que comandam nosso querer e direcionam os nossos pensamentos, atitudes, palavras e atos. 

Têm origem na VONTADE e na AMBIÇÃO, o medo, o ódio, a ansiedade, o apego e outros sentimentos que são matrizes eficazes de nossas dores e sofrimentos.

Reconhecido o sentimento causador da dor ou do sofrimento, o doente começa a voltar para o seu estado de equilíbrio e harmonia. Se tiver capacidade de lidar com a situação, estará curado.

Medo, ódio, ansiedade, apego e outros sentimentos negativos atuam diretamente no descompasso dos nossos sistemas encarregados de prover a MARAVILHA humana.

Veja como:

MEDO, sentimento natural que atua ao lado do instinto e faz parte do sistema de alerta em prol da autoconservação. Ele deixa de ser natural quando invade os espaços do prazer, do lazer, do amor, do trabalho, do sono, da aprendizagem, das refeições... O medo atua sobre o estômago, os rins e o baço, prejudicando o seu funcionamento e abrindo oportunidade a que agentes patológicos se voltem contra a integridade desses e de outros órgãos.

ÓDIO. Esse é um sentimento apontado como o oposto do Amor, mas não é. O Amor é ação e o ódio também. Logo, não são opostos e sim paralelos: um constrói, o outro, destrói. É muito comum um grande amor se transformar num grande ódio. O ódio atua como corrosivo do sistema emocional, interferindo na qualidade das relações e inibindo a doação. Sem doação, não há Amor. Não havendo Amor, haverá Estagnação (essa sim a oposta do Amor) e o sistema imunológico não corresponderá.

ANSIEDADE. Essa é uma característica de pessoas que só relaxam quando dormem e mesmo assim, ao dormir, elaboram sonhos agitados, pesadelos, pois a mente busca compensações, descarregando o turbilhão de emoções provocadas pela ansiedade. A pior parte de alguém ansioso é detonar o “agora”. Como sabemos, o PRESENTE não se chama presente de forma a toa. É a dádiva que a vida nos dá, o banquete servido, que podemos prolongar indefinidamente, quando se saiba conviver. Uma pessoa ansiosa descarrega adrenalina no organismo e o sistema imunológico passa a não corresponder.

APEGO. Existem quatro dimensões de apego: o apego material, que torna a pessoa ansiada, desconfiada, medrosa, odiosa, sofredora, mal-humorada, imprópria para o Amor; o apego emocional, que torna a pessoa ciumenta, controladora, desconfiada, medrosa, ansiosa, sofredora, triste, podendo chegar à esquizofrenia; o apego intelectual, que torna a pessoa autosuficiente, arrogante, petulante, mal-amada, isolada; o apego espiritual, que torna a pessoa obsessiva nas duas dimensões: enquanto no corpo e fora dele. Não há necessidade de enumerar a quantidade de patologias que podem se desenvolver num ser apegado, lembrando que pode chegar à violência e ao crime.

CESTA BÁSICA (servida com vaidade, orgulho, intolerância, egoísmo, prepotência, soberba, desonestidade, etc.) cujos efeitos vão e voltam e voltam com juros e correção monetária. Quando o tribunal íntimo, chamado consciência, manda consertar os rombos, o sofrimento é muito grande.

Os leitores, se não sabem, devem saber, que o Núcleo Espírita Nosso Lar, de São José, SC, possui um dos melhores serviços de assistência espiritual, enquanto o Centro de Apoio ao Paciente com Câncer, da mesma bandeira, em Florianópolis, SC, possui um dos melhores trabalhos de medicina complementar.

OS PACIENTES DO NENL/CAPC, na maioria absoluta, adentram por aquelas portas procurando a cura fora do corpo, numa poção química, num passe energético, num milagre de Deus. E depois de algum tratamento descobrem que o NENL/CAPC e seus trabalhadores atuam como agentes de uma outra descoberta. A descoberta daquilo que nos faz infelizes, insatisfeitos, e se tivermos coragem de lidar com essa coisa, o nosso corpo agradecerá e nos devolverá a saúde, o equilíbrio, a harmonia.

Os remédios são necessários, muito mais como alimento das células na maratona de retorno à perfeição. A cura está na dimensão astral.

É preciso voltar ao começo do texto. Essa maravilha chamada homem, mulher, é uma bolinha energética, uma estrela de baixa intensidade, cuja luminosidade é concebida para atuar em sintonia com o Universo. Qual é o recado que o Universo nos dá? Olhe para o mar, para a floresta, para os jardins, e descubra se ali existe proposta de ódio, ansiedade, apego, medo mórbido... Precisa dizer mais?

domingo, 24 de março de 2013


Perdoe os erros de revisão havidos na postagem 1021. Leia-a novamente, já ok.

1021-Ainda lidando com o Espírito


Espíritos que ficam são memes espirituais

Não há nenhum segredo para os lidadores com a área espiritual que ali no espaço invisível à maioria dos olhos humanos existe um mar de espíritos. É o que chamamos de espiritualidade em correspondência com humanidade. O mundo humano (humanidade) e o mundo espiritual (espiritualidade).

Do mesmo modo que em meio à humanidade existe de tudo, na espiritualidade não é diferente. Até drogados iremos encontrar ali. E que não podendo cachimbar a droga vêm se encostar naqueles que cachimbam. Aqui “bebem” suas quotas através do vampirismo energético. Da mesma forma que o emanar energético do cachaceiro serve para embriagar seus colegas espirituais, o emanar energético do drogado ou do perverso sexual serve para satisfazer o desejo dos espíritos não libertos dessas tendências e que não desejam ou não sabem libertar-se. Nos meios espíritas esses fenômenos se chamam obsessão, algo que pode ocorrer entre dois espíritos desencarnados, entre um desencarnado e um vivente na carne e entre esses dois últimos. Isso mesmo. Existe obsessão de vivo para vivo.

Quando benfazejos ajudantes espirituais comparecem às casas espíritas para fazer seu trabalho, quer seja entre os humanos, evangelizando, quer seja entre humanos, curando, quer seja entre espíritos, encaminhando os perturbados para as enfermarias do plano espiritual, muitas cadeias obsessivas são rompidas. Esses visitantes benfazejos são tidos como voluntários e comparados com os voluntários humanos que neste instante estão em hospitais, creches, viadutos, presídios, ongs, becos e ruas ou escolas ou igrejas fazendo seu trabalho.

Quantos mendigos espirituais separados do corpo por acidente, suicídio, overdose, doença grave, comparecem à crosta terrestre para o último gole, a última dose, o último prazer, o último abraço, e que se agarram aos “doadores” habitantes dos bares, cabarés, antros, cracolândias ou aos seus amados familiares, sem saber como se libertar dali ou preferindo ali ficarem por gosto. Alguns obsedantes de boa índole são de mais fácil remoção; deixam suas “vítimas” tão logo os curadores espirituais possam atuar sobre eles. Mas, ali também está aquele “barra pesada” que não arreda pé e teima em ficar. O pior é que fica, mesmo.

Os “memes espirituais” podem e não podem estar entre eles. Os “memes espirituais” são mais cruéis e mais irreverentes de outro modo. Eles não se beneficiam do que os “doadores” podem oferecer; não são como mendigos. São formadores de idéias, são cooptadores, aliciadores. Os “harckers” da internet são muito parecidos com eles. Espalham seus vírus e os transtornos criados em redes de computadores, muitas vezes, não têm outro propósito que rir. Aleatoriamente estariam ajudando os técnicos na solução desse problema, mas, convenhamos, qual é o “lucro” do “harcker”? Esses seres equivalem-se aos babacas que riem do tombo dos outros, como acontece no domingão do Faustão. Que estranho sentir prazer com o azar alheio!!!

Os “memes espirituais” podem ser espíritos que (enquanto na carne) deixavam a linha da pipa com cerol atravessada na rua para cortar a garganta do motoqueiro ou ciclista; ou que lançavam seus balões juninos para caírem sobre casas e lavouras; enfim um padrão de mente atroz: não se beneficia diretamente com o resultado do estrago causado, mas nem por isso deixa de fazer o que faz e se compraz disso. Talvez, sob tratamento, nem sejam percebidos e nem se desliguem de suas vítimas. Como vírus, que são, acham que já pertencem àquele corpo, do mesmo modo que o HIV fica replicando e “dando risadas” com o resultado (funesto) criado.   

Talvez os fofoqueiros, que se comprazem com as ilusórias e maldosas estórias que criam, possam incluir-se como “memes” nos dois planos: aqui enquanto seres humanos quando espalham suas fofocas e depois de mortos, no plano espiritual, quando sem outro prazer, gozam muito ao obsediar e desencaminhar outras mentes.

Esta classificação não existe, está sendo proposta: obsedante, como sabemos, são espíritos perturbadores que podem ser afastados, uns com mais dureza, outras com mais leveza. Memes espirituais são espíritos que ficam, não se deixam afastar, porque talvez nem cheguem ao ponto de receber tratamento, invisíveis que se fazem através de partículas de informação viciada jogada para dentro do sistema mental de suas vítimas. Quem teve seu computador invadido por vírus terríveis que não são encontrados e obrigam a formatar os arquivos, sabe do que estamos falando. Essas duas coisas são muito iguais.

sábado, 23 de março de 2013

1020-Ainda lidando com o Espírito


Podem existir memes espirituais?

Olha bem, leitor, esta coisa chamada “meme” parece estar indo mais longe do que se pode imaginar. Além do que você já leu, tem mais para ler sobre a possibilidade de existirem os Memes Espirituais.
Bem mais antigos nas lides com a espiritualidade, os orientais têm mais a ensinar. A fé muçulmana também tem espaço para a espiritualidade. Um ser humano pode ser habitado pela alma de um xeique, um santo. Dans le golfe Persique et la péninsule Arabe, le tombeau de Bâbâ Farid est un lieu de pèlerinage important. No Golfo Pérsico e na Península Arábica, o túmulo de Baba Farid é um importante local de peregrinação. Vénéré comme un saint, après sa mort, dit-on, son âme est devenue un esprit, un « vent » qui peut posséder un être humain comme le ferait un vulgaire djinn (si selon une croyance, parmi les djinns se trouvent des saints, alors des saints pourraient bien devenir, post mortem , des esprits).Venerado como um santo depois de sua morte, dizem, sua alma se tornou um espírito, um "vento" que pode ter um ser humano como um djinn vulgar (uma crença de que os gênios podem tornar-se santos, post mortem, espíritos). Mais que veut dire « être possédé par un cheikh ?Mas o que significa "ser possuído por um xeique? » s'agit-il d'une expérience supérieure à la possession, par un « vent » ou un djinn, s'agit-il d'un de ces « dieux » païens dont parle Jamblique, qui ne serait donc pas « mort » mais aurait usurpé l'identité de Bâbâ Farid 10 ? "É uma experiência superior a posse por um "vento" ou gênio. Tem agora uma citação de Jâmblico (o escritor grego) em que ele fala que não seria "morto", mas usurparia a identidade de Baba Farid, importante xeique da época.

Cest possible, car dans cet islam des marges, les « vents » ne sont pas forcément méprisables. Possível porque no Islã "ventos" não são necessariamente os ares apressados correndo entre camadas de atmosfera de temperaturas diferentes, mas alguma coisa que chega, é percebido, não é visto e faz efeito entre as pessoas: espírito? Com certeza.

Posse por espíritos visitação de baixo nível dos santos, "posse" por um santo agora "vento", vakil ou contato muvakal (guardas visíveis e eficiente dos túmulos de santos), presentificação (Hadra, Zuhur) espécies arcanjos maiores, ou a essência divina, são conteúdos encontrados em rituais dentro do Islã de algumas regiões. Um passo a mais e nós estamos no hinduísmo. Alguns muçulmanos consideram a fonte gnóstica de suas doutrinas menos ortodoxa. Le principe des avatars, dont on perçoit un écho chez les mystiques kurdes Ahl-e haqq, peut se comprendre comme une sorte de possession à vie , avec ses phases récessives et paroxystiques. O príncipe dos avatares, que é percebido entre os curdos místicos (Ahl-e Haqq), pode ser entendido como uma espécie de posse para a vida, com suas crises e paroxístico. Au lieu de considérer comme les adeptes que l'essence ( zât ) de l'archange Raphaël s'est manifestée (totalement ou en « visite ») dans la personne de Pir Dâwud, on pourrait aussi bien dire que le sujet est visité par l'essence archangélique, ce qui se traduit par des comportements typiques reflétant les attributs de cette essence – dans ce cas précis, l'intercession et la clémence.Para ser considerado como seguidores da energia (ZAC) do arcanjo Rafael, basta que se manifeste a "visita" espiritual na pessoa.

Da mesma forma, os xamãs do Tajiquistão e Uzbequistão (Bakhshi) entendem que se não mostrar respeito e honra por essas entidades, elas podem se voltar contra as pessoas e machucá-las. Dans leur panthéon, après le Prophète, quelques imâms, quelques grands cheikhs ou saints ('Abdolqâder, Bahauddin Naqshband), sont cités de nombreux saints locaux ( pir ), puis les Quarante (ou 41 quarante, cheltan ou qirqlar ) formant une légion de guerriers célestes à cheval, ainsi que plus d'une centaine de djinns et de fées ( pari ), sans oublier les mamans ( mâmâ et bibi ).Em seu panteão, depois do Profeta Maomé, alguns imãs, xeiques ou alguns grandes santos ('Abdolqâder, Bahauddin Naqshband) são citados muitos santos locais, formando uma legião de guerreiros celestes, a cavalo, e mais de uma centena de gênios e fadas (BET), sem esquecer as mães (e bibi Mama).

À chaque séance, le chamane convoque tous ces êtres pour lui venir en aide, puis, au contact de l'un ou l'autre de ses esprits personnels, il entre en transe, ce qui apporte la guérison du malade. Em cada sessão, o xamã convoca todos esses seres para ajudá-lo, e então, em contato com qualquer um de seus espíritos pessoais, ele entra em transe para trazer a cura aos doentes.

La musique tient ici encore une place indispensable, quoiqu'à un niveau moins artistique que dans le cas des Baloutches.A música tem um lugar indispensável. O transe ou êxtase do xamã durante o contato com outras mentes parece não durar mais que 10 minutos. Nesse tempo tudo tem de estar resolvido.

11 Curieusement, sous le nom d' Ablâ au lieu d' Allâh , mais aussihodâ. Curiosamente, nesses rituais, os nomes sagrados não incluem Allah, mas khoda.

sexta-feira, 22 de março de 2013

1019-Ainda lidando com o Espírito


Há quem duvide: os memes existem?

Parecem existir e ter mais importância do que a que lhe damos. Falando deles e de reflexões sobre a espiritualidade e a ciência, o ocultista Marcelo Del Debbio e o cético Kentaro Mori responderam a muitas perguntas sobre o tema.

Muito já foi dito sobre os memes de Dawkins e, do ponto de vista espiritualista, eu tenho sempre me indagado se os memes diferem tanto assim dos muwakkals dos sufis (ver nota sobre isso aqui no blog), ou das teorias ocultistas acerca do “nascimento, vida e morte dos pensamentos”, ou seja: seriam os memes os genes místicos ou metafísicos?

Podemos incluir espíritos imiscuídos onde não são chamados como memes?

Para não me repetir sobre assuntos já abordados no blog, eu gostaria aqui de falar exatamente sobre a natureza do pensamento. Sabemos que o pensamento, sem dúvida, passa pela mente, independentemente de ter se originado apenas na vontade e de haver passado pelo cérebro, ou de ter vindo de algum outro centro oculto, de alguma usina espiritual. Isto já pode ser comprovado com os eletroencéfalogramas (EEGs) e outras tecnologias de observação objetiva das fagulhas elétricas a navegar pelo espaço neuronal do cérebro. Tudo o que vemos é o resultado da vontade de agir, dos comandos cerebrais; ou, pelo menos, nada que temos visto na neurociência de ponta indica que tal fagulha se originou apenas no cérebro, e não está somente trafegando por ele, ativando as teclas do piano que controla nosso corpo. Observamos, portanto, luzes a passar por extensos e intrincados feixes de luz, que iluminam toda a metrópole cerebral humana, e fazem a cidade (corpo) funcionar – porém, jamais encontramos algo no cérebro que possamos indicar, com boa convicção, como sendo a usina elétrica dessas luzes, o centro da vontade.

Todos concordamos que somos um ser que tem uma mente.

Portanto, ainda que hoje saibamos que a consciência (já estudada aqui) é um processo que simula e elabora realidades para que nosso eu possa decidir o que fazer a seguir; e ainda que a atividade consciente, na verdade, seja apenas reflexo de inputs de informação sensorial e decisões muitas vezes inconscientes que ocorreram a até meio segundo atrás, antes de terem sido percebidas conscientemente; ainda assim, a despeito de todo o ceticismo envolvido com as questões espirituais, podemos dizer pelo menos isto aqui: enquanto vivos, encarnados, todos nós concordamos que somos um ser que tem uma mente e é capaz de elaborar e interagir com pensamentos, ainda que tão somente dentro de nossa própria mente.

Ora, se postulamos que memes são as unidades fundamentais do registro de informações de nossas ideias e pensamentos, e que da interação entre pensamentos, eles podem se desenvolver e replicar, conforme os mecanismos de evolução e seleção natural da teoria da Darwin-Wallace, ainda que eles jamais tenham sido detectados em experimentos, podemos considerá-los também como uma teoria puramente lógica e filosófica de eventos observados na natureza. Dessa forma, conforme os antigos filósofos naturalistas, que não estavam tão distantes dos sufis (já citados) (que conceberam os muwakkals), poderemos examinar de que forma, exatamente, tais memes adentram em nossa mente, e se desenvolvem, até que se repliquem para outras mentes, geralmente através da linguagem que escapa dos sons e das letras.

Nesse mesmo sentido, John Wheeler e outras físicos postulam que as unidades fundamentais da realidade tanto quanto ocorre com os memes, também são puramente informação. Bits de informação: “0s” ou “Is” que, repetidos ad infinitum, estruturam tudo o que há no Cosmos, do neutrino aos maiores agrupamentos de galáxias. Crendo ou não nessa teoria científica, muitos neurocientistas, ainda assim, creem que o registro de informações no cérebro é computacional e que, em essência, somos mais parecidos com uma máquina celular. Ainda que fosse este o caso, não sabemos exatamente como o cérebro gera a subjetividade, como nos permite interpretar – e não apenas computar – informações, de modo que falamos em “vermelhidão” do vermelho, e podemos apreciar as mais belas metáforas poéticas.

‘O registro cerebral’ de tudo o que é vivo tem de ser icônico. Sir Charles Scott Sherrington, neurofisiologista britânico, talvez tenha sido um dos pensadores que mais profundamente adentrou neste problema do registro de informações subjetivas em nossa mente, ao compará-la, metaforicamente, a um tear encantado, sempre tecendo padrões de sentido, através da simbologia: “Esses padrões de sentido transcenderiam programas ou padrões puramente formais ou computistas e dariam margem à qualidade essencialmente pessoal que é inerente à reminiscência, inerente a toda mnesis, gnosis e práxis. Padrões pessoais, padrões para o indivíduo, teriam de possuir a forma de scripts ou partituras – assim como padrões abstratos, padrões para computador, têm de estar na forma de esquemas ou programas. Portanto, acima do nível de programas cerebrais, precisamos conceber um nível de scripts e partituras cerebrais. A experiência não é possível antes de ser organizada iconicamente; a ação não é possível se não for organizada iconicamente. ‘O registro cerebral’ de tudo – tudo o que é vivo tem de ser icônico. Essa é a forma final do registro cerebral, muito embora o feitio preliminar possa ser moldado como cômputo ou programa. A forma final de representação cerebral tem de ser, ou admitir, a ‘arte’ – o cenário e a melodia artística da experiência e da ação”.

Dessa forma, surpreendentemente, quando falamos em pensamento, embora o conceito de “informação” ainda faça sentido (pois no fundo tudo é informação), até mesmo o próprio pensamento, provavelmente o conceito de “símbolo” traga um sentido mais prático se queremos abordar a questão de forma lógica. Ora, apesar de mesmo os símbolos não serem de todo capazes de encerrar o que se dá na experiência subjetiva, na sensação, na intuição, no sentimento, eles pelo menos são as melhores cascas de sentimento que encontramos até hoje, as melhores palavras e imagens capazes de indicar o que é exatamente um pensamento: não somente um conjunto “frio” de “0s” e “Is”, mas toda uma rede intrincada de sentidos que, efetivamente, podem ter seu nascimento, sua vida, e sua morte. E, mais do que isso: podem se replicar, se desenvolver, tal qual a teia da vida. Aì vivem os memes.

Portanto, se pensamentos nada mais são do que informações vivas a trafegar pelas mentes, ainda que antigamente fosse difícil crer que alguém poderia influenciar o pensamento de outro alguém a distância, através de algum plano mental, hoje nem é preciso considerar se isto é ou não uma possibilidade real. Pois que hoje a transmissão de pensamentos se dá também quase a velocidade da luz através do hipertexto da internet, das redes sociais, e de um mundo cada vez mais globalizado. Estamos sim, cada vez mais, formando uma teia de pensamento através do mundo todo. Cuidado, portanto, como a informação, com os símbolos que saem, e também com os que entram: eles serão a nossa realidade.

quinta-feira, 21 de março de 2013

1018-Ainda lidando com o Espírito


Ressonância mêmica
Embora diferente, mas andando em paralelo com a ressonância mórfica, temos os memes, na verdade, espécie de vírus energéticos. Pouco se fala neles atualmente. Os memes podem ser invasores de sistemas fechados. Ali penetram para criar mudanças quase inexplicáveis. Como foi dito, espécie de vìrus, agem exatamente como os clássicos vírus conhecidos na biologia, apenas com a diferença de que são virtuais e a sua maior utilização atual é na Internet e na mídia em geral. O termo é uma referência ao conceito de memes, que se refere a uma teoria ampla de informações culturais criada por Richard Dawkins ainda em 1976 no seu livro “O Gene Egoísta”.

O assunto não tem nada de brincadeira, mas cabe perguntar aos oncologistas, “as células revoltosas que geram tumores muitas vezes incuráveis, poderiam ser oriundas de um gene egoísta?” A resposta pode ser levada ao próximo congresso médico da área e publicada na melhor revista científica do planeta.

É mais difícil descrever um meme intelectual ou mental do que um meme de Internet. Na sua forma mais básica, um Meme de Internet é simplesmente uma ideia que é propagada através da World Wide Web. Esta ideia pode assumir a forma de um hiperlink, vídeo, imagem, website, hashtag, ou mesmo apenas uma palavra ou frase. Este meme pode se espalhar de pessoa para pessoa através das redes sociais, blogs, e-mail direto, fontes de notícias e outros serviços baseados na web, tornando-se geralmente viral.

Um meme de Internet pode permanecer em sua forma original ou pode evoluir ao longo do tempo, por acaso ou por meio de comentários, imitações, paródia, ou mesmo através da recolha de relatos na imprensa sobre si mesmo. Memes de Internet podem evoluir e se espalhar mais rapidamente, chegando às vezes a popularidade em todo o mundo e desaparecendo tudo em poucos dias. Eles estão distribuídos de forma orgânica, voluntariamente, e peer-to-peer, ao invés de por meio predeterminado ou automatizado. Uma importante característica de um meme é poder ser recriado ou reutilizado ou por qualquer pessoa.

Seu rápido crescimento e impacto chamou a atenção de pesquisadores e da indústria. Os pesquisadores criaram modelos para explicar como eles evoluem e prever quais os memes que vão sobreviver e se espalhar pela web. Comercialmente, eles são usados ​​ativamente no marketing viral, visto como uma forma livre de publicidade de massa. A comunidade da Internet em si tem cultivado métodos para estimular a geração e a divulgação de memes bem sucedidos (exemplos: TED Talks, digg, hashtags).

O termo "meme" foi cunhado, como dissemos, por Richard Dawkins em seu best-seller de 1976 "The Selfish Gene" ou "O Gene Egoísta" e ficou um tanto sem relevância, como se outro meme estivesse encarregado de amenizar sua repercursão. Mas, quando ele aparece na mente, não só na Internet e quando ele pode estar atuando no DNA humano para criar as tragédias como câncer, Mal Alzeimer, Aids e outras situações que muito transtornam, por um lado, mas que muito dão lucro de outro, há que colocar as barbas de molho e prestar mais relevância ao processo, como também é a ressonância mórfica (já abordada).

Usos dos memes

Relações públicas, publicidade e profissionais de marketing têm abraçado memes da Internet como uma forma de marketing viral e marketing de guerrilha para criar buzz marketing para seu produto ou serviço. Memes de Internet são usados em razão do seu custo-benefício, e porque eles são uma moda (às vezes auto-consciente), e também utilizados como uma forma de criar uma imagem de inteligência ou modismo.

Os comerciantes, por exemplo, usam memes da Internet para criar interesse em filmes que de outra forma não gerariam fama positiva entre os críticos. O filme de 2006 “Snakes on a Plane” gerou muita publicidade através deste método.

Usado no contexto de relações públicas, o termo seria mais um chavão publicitário de um meme próprio da Internet, embora não haja ainda uma implicação de que o interesse no conteúdo é para fins de trivialidades, coisas efêmeras, ou leviandade, ao invés de simples publicidade e novidades. Podemos estar lidando com coisa muito séria e perigosa.

Uma forma comum de meme de internet é criada quando uma pessoa, empresa, grupo, musical, ou gosto, é promovido na internet com o valor da cultura pop. Sites de humor, por exemplo, estão entre os maiores utilizadores desse tipo de recurso cômico. Mas, o importante é que pega.

Pega para o bem e pega para o mal.

quarta-feira, 20 de março de 2013

1017-Ainda lidando com o Espírito


Ressonância mórfica

Para muitas das certezas científicas a Novíssima Idade, os estudos da ressonância mórfica caiu como uma bomba. Traduzia o desconforto da comunidade científica diante de hipóteses que trombavam de frente com a visão de mundo dominante. Afinal, a corrente majoritária da biologia vangloriava-se de reduzir a atividade dos organismos vivos à mera interação físico-química entre moléculas e fazia do DNA uma resposta para todos os mistérios da vida. A realidade, porém, é exuberante demais para caber na saia justa do figurino reducionista.

Existem mais coisas atuando nos campos biológicos influenciados por mais coisas que pela física e pela química. Exemplo disso é o processo de diferenciação e especialização celular que caracteriza o desenvolvimento embrionário. Como explicar que um aglomerado de células absolutamente iguais, dotadas do mesmo patrimônio genético, dê origem a um organismo complexo, no qual órgãos diferentes e especializados se formam, com precisão milimétrica, no lugar certo e no momento adequado?

A biologia reducionista diz que isso se deve à ativação ou inativação de genes específicos e que tal fato depende das interações de cada célula com sua vizinhança (entendendo-se por vizinhança as outras células do mesmo aglomerado e do mesmo meio ambiente). É preciso estar completamente entorpecido por um sistema de crenças para engolir uma "explicação" dessas. Como é que interações entre partes vizinhas, sujeitas a tantos fatores casuais ou acidentais, podem produzir um resultado de conjunto tão exato e previsível? Com todos os defeitos que possa ter, a hipótese dos campos mórficos é bem mais plausível e induz-nos a procurar um ser abstrato que pode estar servindo de modelo para esta organização. Uma estrutura espaço-temporal desse tipo direcionaria a diferenciação celular, fornecendo uma espécie de roteiro básico ou matriz para a ativação ou inativação dos genes.

É demais para o DNA

A biologia reducionista transformou o DNA numa cartola de mágico, da qual é possível tirar qualquer coisa. Na vida real, porém, a atuação do DNA é bem mais modesta. O código genético nele inscrito coordena a síntese das proteínas, determinando a seqüência exata dos aminoácidos na construção dessas macromoléculas. Os genes ditam essa estrutura primária e ponto.
"A maneira como as proteínas se distribuem dentro das células, as células nos tecidos, os tecidos nos órgãos e os órgãos nos organismos não estão programadas no código genético", afirma Rupert Sheldrake, o biólogo inglês autor desse tremendo estrago no paradigma científico.


Diz ele aos seus colegas e ao mundo acadêmico: "Dados os genes corretos, e, portanto, as proteínas adequadas, supõe-se que o organismo, de alguma maneira, se monte automaticamente. Isso é mais ou menos o mesmo que enviar, na ocasião certa, os materiais corretos para um local de construção e esperar que a casa se construa espontaneamente".
A morfogênese, isto é, a modelagem formal de sistemas biológicos como as células, os tecidos, os órgãos e os organismos seria ditada por um tipo particular de campo mórfico: os chamados "campos morfogenéticos". Se as proteínas correspondem ao material de construção, os "campos morfogenéticos" desempenham um papel semelhante ao da planta do edifício. Devemos ter claras, porém, as limitações dessa analogia. Porque a planta é um conjunto estático de informações, que só pode ser implementado pela força de trabalho dos operários envolvidos na construção. Os campos morfogenéticos, ao contrário, estão eles mesmos em permanente interação com os sistemas vivos e se transformam o tempo todo graças ao processo de ressonância mórfica.

Tanto quanto a diferenciação celular, a regeneração de organismos simples é um outro fenômeno que desafia a biologia reducionista e conspira a favor da hipótese dos campos morfogenéticos. Ela ocorre em espécies como a dos platelmintos, por exemplo. Se um animal desses tiver cortado seu corpo em pedaços, cada parte se transforma num organismo completo.

Forma original


Com algum material de ilustração Sheldrake demonstra que o sucesso da operação independe da forma como o pequeno verme é seccionado. O paradigma científico mecanicista herdado do filósofo francês René Descartes (1596-1650) e replicado nos séculos seguintes, capota desastrosamente diante de um caso assim. Porque Descartes concebia os animais como autômatos e uma máquina perde a integridade e deixa de funcionar se algumas de suas peças forem retiradas. Um organismo como o platelminto, ao contrário, parece estar associado a uma matriz invisível, que lhe permite regenerar sua forma original mesmo que partes importantes sejam removidas. E agora aparecem as células-tronco para dar mais um portentoso empurrão na direção de que algo invisível e (até agora não explicado) age no sistema. E os mecanismos (pobres) de detecção não captam.

A hipótese dos campos morfogenéticos é bem anterior a Sheldrake, tendo surgido nas cabeças de vários biólogos durante a década de 1920. O que Sheldrake fez foi generalizar essa idéia, elaborando o conceito mais amplo de campos mórficos, aplicável a todos os sistemas naturais e não apenas aos entes biológicos. Propôs também a existência do processo de ressonância mórfica como princípio capaz de explicar o surgimento e a transformação dos campos mórficos. Não é difícil perceber os impactos que tal processo teria na vida humana. "Experimentos em psicologia mostram que é mais fácil aprender o que outras pessoas já aprenderam", informa Sheldrake.

Ele mesmo vem fazendo interessantes experimentos nessa área. Um deles mostrou que uma figura oculta numa ilustração em alto contraste torna-se mais fácil de perceber depois de ter sido percebida por várias pessoas antes de que todo o grupo a veja (experiência já comprovada). Isso foi verificado numa pesquisa realizada entre populações da Europa, das Américas e da África em 1983. Em duas ocasiões, os pesquisadores mostraram as ilustrações 1 e 2 a pessoas que não conheciam suas respectivas "soluções". Entre uma enquete e outra, a figura 2 e sua "resposta" foram transmitidas pela TV. Verificou-se que o índice de acerto na segunda mostra subiu 76% para a ilustração 2, contra apenas 9% para a 1.

Aprendizado



Se for definitivamente comprovado que os conteúdos mentais se transmitem imperceptivelmente de pessoa a pessoa, essa propriedade terá aplicações óbvias no domínio da educação, da saúde, da comunicação, etc. "Métodos educacionais que realcem o processo de ressonância mórfica podem levar a uma notável aceleração do aprendizado", conjectura Sheldrake. E essa possibilidade vem sendo testada na Ross School, uma escola experimental de Nova York dirigida pelo matemático e filósofo Ralph Abraham.

Outra conseqüência ocorreria no campo da psicologia. Teorias psicológicas como as de Carl Gustav Jung e Stanislav Grof, que enfatizam as dimensões coletivas ou transpessoais da psique, receberiam um notável reforço, em contraposição ao modelo reducionista de Sigmund Freud (leia o artigo "Nas fronteiras da consciência", em Globo Ciência nº 32).

Sem excluir outros fatores, o processo de ressonância mórfica forneceria um novo e importante ingrediente para a compreensão de patologias coletivas, como o sadomasoquismo e os cultos da morbidez e da violência, que assumiram proporções epidêmicas no mundo contemporâneo, e poderia propiciar a criação de métodos mais efetivos de terapia.

"A ressonância mórfica tende a reforçar qualquer padrão repetitivo, seja ele bom ou mal", afirmou Sheldrake à Revista Galileu. "Por isso, cada um de nós é mais responsável do que imagina. Pois nossas ações podem influenciar os outros e serem repetidas". Aliás, se você olhar em volta os bermudões caindo abaixo da cintura, os bonés atravessados na cabeça, os piercings, as tatuagens, os aparelhos de ouvir enfiados sobre as orelhas, você começa a pensar: “isso é bom?” E a resposta é sempre a mesma, “isso é moda!”

De todas as aplicações da ressonância mórfica, porém, as mais fantásticas insinuam-se no domínio da tecnologia. Computadores quânticos, cujo funcionamento comporta uma grande margem de indeterminação, seriam conectados por ressonância mórfica, produzindo sistemas em permanente transformação. "Isso poderia tornar-se uma das tecnologias dominantes do novo milênio", entusiasma-se Sheldrake.


Sem nenhum contato entre si, macacos de uma ilha incorporam os conhecimentos desenvolvidos na outra ilha. Os campos invisíveis comandariam processos e atitudes: da formação do embrião aos modismos.

Num distante passado, menos. Hoje com os campos magnéticos empurrados por equipamentos os mais diferentes, muito.

terça-feira, 19 de março de 2013

1016-Ainda lidando com o Espírito


Envelhecer com nobreza

Depois dos 50 a cada aniversário temos a sensação de que passamos pelo topo e começamos descer a escada. Virá o dia que tudo se acabará.

Muita gente olha para a vida deste modo. O fim é certo. Mas, pode ser encaminhado de modo diferente.

Ainda bem que na outra banda estão os que aproveitam o primeiro meio século para dar bases ao segundo. E não ficam só num século – idade que se tornou comum atingirmos graças aos apoios a uma biologia mais protegida para que se torne longeva; saudável, nem tanto. Mas não é tudo. Mesmo saudáveis, existem muitos idosos acabados emocionalmente ou no plano intelectual, ao que transparecem desejosos de morrer mais cedo. E sofrem muito porque seu organismo cobra vitalidade e seu íntimo planta o contrário. Nas suas relações vão esfriando, recolhendo-se, esperando não se sabe o quê e, com certeza, é bem pequeno o número de velhos e velhas que se dão o luxo de passear e contemplar, meditar e orar, dançar e brincar, namorar e amar... Nem se procuram para um brinde erótico, achando que quando as rugas aparecem a libido acaba. E não é nada disso. A ciência mostra homens e mulheres com mais de 80 anos ainda se dando orgasmos de presente, mesmo que aditivados por comprimidos.

Se há 100 comprimidos para cada tipo de sintoma, por que não pode haver alguns a serviço do prazer? Já andam dizendo que o consumo já é maior entre os jovens.

Veja como poderia pensar um velho de bem com a vida: Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelos brancos ou uma barriga mais enxuta.

E como deveriam pensar todos eles: enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para comigo e menos crítico de mim mesmo e dos outros. Eu me tornei meu próprio amigo. Eu não me censuro por nada bobo ou pouco moderno que eu faça. Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante, de ser alegre, de ser palhaço, brincalhão, inspirado, motivado e até mesmo pouco educado com gente abusada.

O que antes eu não tinha, porque não podia escolher, eram boas companhias. Sabe, no trabalho, a instituição nos absorve e nos coloca em eventos em companhia de colegas que só servem para receber vencimentos. Como companhia, no geral, são uns porres. E por boa educação, companheirismo, cooperação, a gente tem de suportá-los. Mas, agora, aposentado, dono do meu tempo e da minha agenda, apenas aceito o que me interessa, principalmente companhia de pessoas que adoro.

A primeira coisa foi aderir a um grupo especial, fraterno, comprometido com a idéia de uma humanidade feliz, distante dos vícios e o mais próximo possível das virtudes. Essa escolha tem de ser nossa. Opções existem.  

Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento e depois da aposentadoria.

Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogando no computador até tarde e dormir até o meio-dia? Quem tem a ver quando me deito muito cedo da noite e me ergo da cama às 5 da manhã para sair caminhar e ver o dia despertar ao som das sinfonias aladas?

Eu ainda danço aos sons daqueles sucessos maravilhosos dos anos da minha juventude, música que não tem mais para meus netos se fazerem românticos como fui e sou. Eu ainda lembro dos amores perdidos daquela época e até arranjo umas lágrimas de saudade...

Eu vou. E tu?

Vou andar na praia ou à beira do lago ou do rio sem preocupação de mostrar traços de meu corpo decadente; vou mergulhar nas águas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros e outras que lá comparecem para beber, para falar mal das pessoas, para caçar ou para voar sobre aquelas máquinas enlouquecidas. 

Eles, também, vão envelhecer.

Eu sei que às vezes esqueço algumas coisas. Mas há, com certeza, algumas coisas na vida que devem ser, mesmo, esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes. Só.

Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado ou derrotado várias vezes e todas as vezes eu fui buscar o seu conserto, a sua volta por cima. Antigamente morria-se por causa de uma veia entupida; hoje não.

Nunca será fácil perder um ente querido ou ver uma criança sofrer, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro.

Mas, corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão.

Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito. É como a lenha que nunca queimou e por isso perdeu a chance de reunir em torno dela pessoas apreciadoras do calor.

Eu sou tão abençoado por estar vivendo o suficiente para ter meus cabelos grisalhos com o poder dos risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. E quantos eu conheço que nunca riram; morreram antes de seus cabelos virarem prata.

Descubro que conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo.

Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais.

Eu ganhei o direito de estar errado (no pensar dos normóticos da pós-modernidade). Assim, para responder a muitas perguntas, eu vou dizendo que gosto de ser idoso. A idade me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estiver aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que poderá ser. E eu vou fazer o que me apetecer.

Que eu e meus bons amigos nunca nos separemos.

Porque é um direto dos nossos corações: AMAR!

segunda-feira, 18 de março de 2013

1015-Ainda lidando com o Espírito


 
Uma visão holística para pacificar o mundo

As falhas de estrutura nos quatro pilares da construção humana têm levado o homem ao extremo de ser indigno de si mesmo.

Alguns estudiosos da totalidade humana recomendam que a correta construção dessa complexa maravilha da criação divina, que é o homem, passa pelo equilíbrio e harmonia entre quatro pilares ou fatores:

Tradições – que responde pela descoberta do ser, pelos princípios e valores adquiridos no clã, pela identidade cósmica e espiritual e pelas relações indivíduo-teia da vida;

Econômico – que responde pelo espaço, território, sobrevivência, alimento, vestuário, casa, comida, estrutura material familiar;

Socialque responde pela convivência em família, grupo e clã, preservação, emergência, sociedade, nação;

Político – que responde pela governabilidade e estabelece regras, contratos e organização relativa a indivíduos, famílias, grupos, sociedades, nações, humanidade.

O mau encaminhamento de um ou mais desses pilares ou fatores pode conduzir a diferentes e indesejados resultados para o indivíduo, sua família, sua sociedade, sua nação, a saber: individualismo, fanatismo, fundamentalismo ou ao oposto; ausência de respeito para com a teia; tirania; banditismo; consumismo; egoísmo; possessão; vaidade; hipocrisia; preguiça; perda de espaço e território; desagregação; fome e decadência; baderna; guerra civil; guerrilha; insurreição; guerra entre indivíduos, facções, nações ou grupos de nações.

Se observarmos o que acontece com a nossa sociedade atual, creio que é possível perceber nela muitos ou quase todos os sintomas indicados pelos estudiosos. Dedução lógica: nela se dá ou se dão os desequilíbrios assinalados. As tragédias começam no indivíduo e têm de ser assumidas pela sociedade muito mais que pelos governos. Logo, cabe a esta mesma sociedade parar para pensar onde ela chegará ou quer chegar.

Bons encaminhamentos



Se tomarmos os mesmos fatores como pilares a partir dos quais se possam dar bons encaminhamentos, as respostas serão outras, opostas aos que foi apontado como sintomas.

O homem bem construído eticamente através das tradições e da espiritualização, descobre-se pertencendo ao todo e integrante da teia da vida, conhecendo os limites e responsabilidades pessoais e intransferíveis perante a vida. Em conseqüência, respeita espaço e território alheios, vive e deixa viver e busca apoiar-se em seu grupo mais diretamente interativo, a família ou clã. Com esta construção resolvida, o indivíduo convive, preserva valores, dons e patrimônios, principalmente o ecológico e emerge como cidadão perante uma nação resolvida. Fica evidente que socialmente e economicamente as suas relações estão asseguradas sem necessidade de mendicância, dependência endêmica, furto, roubo, assalto, latrocínio. O quarto fator é o que estabelece regras sociais e civis, contratos de relacionamentos grupais e a organização de todo o conjunto necessário à vida, onde a cidadania se realiza e onde a sociedade se estrutura para a sua própria harmonia e equilíbrio.

A descoberta


Não existe grande dificuldade em se obter uma construção humana, eis que o ser nasce benigno e entrega sua construção às instituições que cuidam da criança, do adolescente, do jovem, do adulto e do ancião. As falhas decorrentes dos processos em andamento trarão como resultado a criança abandonada, o adolescente problema, o jovem desencaminhado, o adulto marginal e o ancião sem assistência.

É preciso descobrir por que os homens se agridem, se na estrutura animal entre animais da mesma espécie apenas há competição pelo alimento e reprodução e, assim mesmo, nem sempre ao nível de eliminação. Fora desses aspectos, os pares, o grupo, a manada, o cardume, o bando, se protege, se preserva. Entre os humanos, mesmo dentro do clã e muitas vezes no seio de uma mesma família, os conflitos podem se tornar insustentáveis ao nível do homicídio. O que que há com o homem? Acho que não tem ninguém vingando a morte de Abel, mas a descendência de Caim se tornou imensa.

Descobrindo isso, descobriremos por que eles não se toleram. Não se respeitam quando, por norma, deveriam amar-se. Descobrindo isso saberemos o que os afasta da alegria, da paz, da felicidade, da saúde, do prazer e do amor, que são os ingredientes básicos da vida. Sem isso, não se pode dizer que há vida. Quantas famílias têm entre seus membros assassinos e vítimas de uma mesma ordem genética?

Para quem queira iniciar-se na tarefa de observar por que os homens se agridem, dizemos que é preciso observar oikos (palavra que nos ensinaram os pensadores gregos da antiguidade, que designa “casa”, usada quando se quer trabalhar o planeta como a nossa casa, a casa de todos nós, seres viventes de todas as espécies, de todos os continentes, de todos os mares).

Esta palavra é trazida para cá para nos permitir concluir que a casa nos foi entregue pronta, em evolução e os homens não souberam cuidar dela. O homem tem a permissão de juntar, compor, fracionar, extrair, reciclar, desde que aguente as consequências de seus atos. Nada mais. Tudo mais que se queira atribuir ao homem extrapola os seus papéis, dá-se a ele poderes que não lhe são outorgados, ao menos enquanto ele não crescer para a vida.

O sábio e o louco nadam no mesmo oceano. O sábio o atravessa. O louco se afoga nele. O louco é aquele que joga pedras no telhado do vizinho. O sábio é aquele que manda flores para o vizinho.