terça-feira, 30 de abril de 2013

1052-Normose como falência moral

 
O tratamento espiritual da normose


Deixamos para o último capítulo da série a parte mais delicada da abordagem. É, sem nenhuma dúvida, de relevante importância para autoridades e educadores por um lado e, de outro, para profissionais da saúde, notadamente psiquiatras, psicólogos e demais ramos das terapias, aos quais caberiam compreenderem e considerarem que todas as manifestações da normose, como viemos demonstrando, vêm bater de frente nos aspectos morais dos indivíduos e se tornam “valores” de cultura e acabam se transformando em patologias que, no fundo, são contas para o poder pagar. Uma cultura da pioreia, logo, involucionista (depois você procura o significado destas palavras) é o que é.

Quando uma sociedade se desvia dos princípios sagrados que norteiam a vida, ela vê afetados os seus valores e vê assaltadas as suas virtudes que, por sua vez, afetam as qualidades humanas e desembocam nas atitudes humanas, que são matrizes do comportamento. Como bandos conduzidos por pastores despreparados, caminhamos na direção dos predadores.

Caracterizada a perda dos valores evolucionais, a curva despenca. Mas, a questão não é, aparentemente, só cultural. A cultura não é só a soma do devir individual, ela pode sofrer influência da mídia, da religião, da escola, das lideranças.

Enquanto os ídolos continuarem induzindo seus fãs às práticas que se tornam normóticas, não tem como esperar a cura do sistema.

Aqueles jovens sentados na mureta externa do Shopping Center fumando cigarros industrializados e baseados de maconha, sem a menor cerimônia – viu como rima? – não estão enterrando apenas a sua saúde e nem apenas comprometendo as gerações futuras, se é que eles venham procriar, pois os casamentos homoafetivos sinalizam para uma brutal redução dos nascimentos e, na outra extrema, uma brutal adoção de cãezinhos e gatos em substituição aos humanos. Esses jovens estão comprometendo o seu presente e o seu futuro espiritual.

A sociedade em geral e, por comodismo, as autoridades, os educadores e os profissionais da saúde, notadamente psiquiatras, psicólogos e demais ramos das terapias, já referidos anteriormente, não se detém a compreender que a cura dessas gerações inteiras não passa apenas pelo ambulatório, pela clínica, pel o hospital e pela indústria farmacêutica, passa pelo centro espírita, pois estão todos obsediados por pesadas cargas de agressores da pior espécie, de onde provêm os requintes de perversidades e crueldade no modus operandi das pequenas gangues que assaltam para obter dinheiro exclusivamente para adquirir as drogas.

Não haverá clínicas suficientes e nem remédios capazes de trazer de volta à normalidade psicológica os obsediados. Para cada miligrama de química empregada na reversão dos quadros patogênicos haverá um grau de profundeza maior no ataque dos sequestradores espirituais.

E não se pense que estamos lidando apenas com entidades chamadas “pés de chinelos”, como dizemos para designar facínoras – maior das vezes de menor idade – que praticam latrocínios por pequenos valores: dinheiro, jóias, celulares; estamos lidando com poderosos cartéis do submundo espiritual, interessados no controle dos legisladores (daí o crescente desprestígio do Congresso como instituição), dos magistrados (cuja retomada da dignidade (no Brasil) vem sendo contundentemente bombardeada), dos policiais (cuja busca por maior poder também inclui a liberdade para aliar-se à banda podre), dos educadores (por isso o descrédito do magistério e da escola) e da instituição familiar (por isso a terrível ausência do pai e/ou da mãe na formação de seus filhos e a crescente importância de todos os demais meios insuficientes de formação da cidadania).

Enquanto continuarmos contornando o âmago da questão, que reside nos princípios que dão origem aos valores, não chegaremos ao alvo da reparação. Neste âmago está localizada a espiritualidade. E as religiões precisam parar de enganar seus fiéis, do mesmo modo que a medicina precisa descer dos tamancos e, de pés no chão, pôr a mão na massa real. As doenças espirituais jamais serão curadas com a ajuda da química, apenas. As autoridades normóticas nós, eleitores, temos de ir substituindo uma a uma.

 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

1051-Normose como falência moral

 
Proposições para uma normoterapia



Vamos retornar ao exemplo de uma normose em franco declínio, a do fumo, pois isto nos permite observar como se está efetuando a normoterapia, quer dizer a dissolução da normose. Vamos retornar ao exemplo de como se procura corrigi-la.
Esta normose na sua origem era específica de tribos indígenas e apenas nos rituais sagrados. Se tornou uma normose geral com a conquista das Américas pelos brancos. O que era usado só em rituais sagrados passou a ser feito nas ruas, nos bares, nos cabarés, nas telas dos cinemas, em qualquer situação ou condição.
Numa primeira fase da normoterapia, começou a divulgação dos efeitos patogênicos e mesmo mortais do uso do cigarro. As mídias contribuíram muito, de maneira espontânea na divulgação das descobertas médicas. Estamos aqui na fase social do processo. O público e a própria imprensa começou a fazer pressão para a fase seguinte, a das medidas legislativas. O público e a própria imprensa começaram a fazer pressão para que houvesse leis proibitivas. O Congresso Nacional votou uma lei obrigando toda divulgação de cigarro vir acompanhada da expressão "O Ministério da Saúde adverte: o cigarro faz mal à saúde". Mas as medidas em níveis sociais não formam suficientes, apesar dos inúmeros debates pela TV reforçados por conferências médicas. Esta primeira fase de Socioterapia teve que ser reforçada por medidas no plano individual. Quantas pessoas desejando parar de fumar foram às clínicas pedir socorro médico?!
Com efeito, no plano individual a normose se manifesta por uma neurose de dependência ao cigarro. À Socioterapia foi indispensável acrescentar a psicoterapia nas suas modalidades diversas, individuais e de grupo. Verificou-se que o próprio uso do cigarro era um modo de aliviar tensões de ordem neurótica, sem contar a sua gênese que se encontra muitas vezes numa identificação com a figura masculina no caso dos meninos e numa afirmação masculina na concorrência do movimento feminista.
Isto nos coloca em contato com a relação da normose com a neurose ou vice versa. Tudo indica que a normose se instala na formação do superego e por identificação à ou às figuras parentais portadoras dos componentes normóticos. E não só quanto ao fumo.
A experiência do cigarro nos mostra por extensão que a fase socioterápica no plano social precisa ser reforçada no plano individual por medidas psicoterapêuticas. E quando se fala em terapia, torna implícitos os aspectos educacionais. Isto é bastante evidente na normoterapia ecológica em franco andamento. A normoterapia tem que entrar nas escolas, nas mídias e nos departamentos de recursos humanos (outra palavra de origem normótica) das empresas e, se possível, nos templos onde se fala da relação do homem com Deus.
Assim sendo, a normoterapia se faz em mais níveis distintos porém correlatos.
Primeiro, no nível social, podem e/ou devem ser acionadas as seguintes medidas:
 
Pesquisa dos efeitos patogênicos e letais do vício; divulgação dos resultados em público pelos órgãos científicos e pelas mídias, entre outros; comprometimento dos ídolos populares com aquela causa e não o contrário como ocorre, em que muitos desses ídolos são, na verdade, péssimos exemplos de alcoolismo, drogas e devassidão. É preciso juntar aí a ação das associações de consumidores, sindicatos e entidades de classes, fundações e outros órgãos da sociedade civil.

E haja pressão destes órgãos sobre o Legislativo visando elaboração e votação de leis adequadas e sobre as autoridades policiais, se for julgado conveniente.

Divulgação das leis por todos os meios, visando a sua devida aplicação.

Sociodramas, dinâmica de grupo e laboratórios de sensibilização em todos os grupos ou coletividades, onde for julgado conveniente, inclusive desenvolvimento organizacional holístico.

Segundo, no nível individual, temos que pensar em termos educacionais e terapêuticos: programas específicos de educação nas escolas, pelas mídias e empresas; psicoterapia individual e de grupo. Aqui são incluídas, conforme o caso, as centenas de modalidades existentes, mas que estão fora do elenco dos serviços públicos ao cidadão. A conta resultado dessas normoses cabe ao cidadão pagar, a sua prevenção também deveria caber.

Convém os psicoterapeutas terem formação ou informação sobre o assunto para ficarem atentos quando aparecem sinais de normose.

Programas educacionais para os pais e as famílias.

Com estas medidas de Normoterapia, estaremos contribuindo para uma mudança cultural indispensável no plano mundial, nacional, local. Temos um exemplo desta possibilidade na UNESCO, cujo Diretor Geral, Frederico Maior, desencadeou um movimento mundial de transformação da Cultura de Violência em que está mergulhado o mundo, para uma Cultura de Paz. Por detrás desta sugestão se encontra uma verdadeira normoterapia em escala planetária.

domingo, 28 de abril de 2013

1050-Normose como falência moral


Normoses específicas


No domínio da alimentação encontramos inúmeros tipos de normoses, as quais podemos agrupar sob o termo de "Normoses Alimentares". Um exemplo clássico e histórico encontramos na China quando da introdução pelos ingleses das indústrias de refinação do arroz. Começou a aparecer o Beribéri que não se manifestava entre os consumidores de arroz integral.
Nesta categoria podemos colocar todos os alimentos industrializados como cancerígenos tais como os corantes alimentares e as conservas enlatadas. A população não conhecia a farinha refinada e por causa dela ganhamos os celíacos; não conhecia o açúcar refinado e por causa dele ganhamos os diabéticos; não conhecia os destilados alcoólicos e por causa dele ganhamos os cirróticos; não conhecia os cigarros empapelados e por causa deles ganhamos as 46 doenças oriundas do tabagismo; conhecia as gorduras animais e o sal, hoje apontados como vilões, também, mas o comedimento e o árduo trabalho braçal permitiam queimar os excessos.


O consumo de açúcar refinado é também uma das causas de cáries dentárias nas crianças que comem muitas balas e demais confeitos, geralmente no intervalo das refeições quando não se escova os dentes.

Uma normose específica refere-se a certos países produtores de café, os quais produzem uma dependência a este produto gerando cardiopatias e excitação nervosa.

Aliás, nesta categoria alimentar podemos colocar todos os alimentos que praticamente todo mundo consome, mas que são patogênicos. Vamos anotar alguns a título de exemplos: batata frita (colesterol), doces (diabetes), excesso de sal (hipertensão), refrigerantes (obesidade).

Ainda dentro da categoria de normoses alimentares, convêm lembrar o consumo de álcool sob todas as suas formas (vinho, cerveja, licor, whisky, cachaça, etc.) Esta normose é reforçada por inúmeros rituais: antes da refeição os aperitivos; durante as refeições, os vinhos, as cervejas, os refrigerantes associados especificamente com certos tipos de pratos; depois das refeições, o licor, o café, sem contar as celebrações diversas regadas com champanhes ou fartura de chope. Ao longo do tempo se instalam o alcoolismo com as suas nefastas consequências íntimas, familiares e sociais, sem contar a cirrose hepática, o "delírium tremens" e a morte, para os que não conseguiram sair da dependência.
Ainda tem o hiper consumo de carnes. Um relatório das Nações Unidas recomenda a alimentação vegetariana já que só uma diminuição de dez por cento no consumo de carne, só nos USA, permitiria com a economia realizada, alimentar com grãos (que os animais consomem para produzir carne) toda a população faminta do Planeta.

Outra normose provinda do consumo é a do uso de carros. Embora se saiba que a poluição provocada pela queima dos combustíveis ameace a vida dos cidadãos de duas formas: através da impureza do ar e da radiação aumentada provocada pelos buracos na camada de ozônio.
As normoses ligadas ao consumo são reforçadas pela pressão das mídias através da publicidade e da propaganda. No caso do cidadão comum há uma crença baseada em princípios democráticos de que caberia um carro para cada cidadão do mundo, o que nas condições atuais seria um verdadeiro suicídio coletivo.
Existem muitos outros tipos de normoses específicas que merecem estudos especiais. Por exemplo, no domínio da ciência há normose materialista e mecanicista que dita comportamentos e decisões que são perigosas para a vida no Planeta. O mesmo acontece no campo da Medicina dominada por uma visão própria da normose da Ciência em geral.

E haja normose: existe uma comum à maioria das religiões, que consiste em acreditar, cada uma, na sua própria superioridade sobre as demais, o que leva a fundamentalismos e conflitos e mesmo à guerra. Outra normose religiosa que sustenta os fanatismos é a que consiste em se ater ao pé da letra dos textos sagrados esquecendo o espírito e a época em que foram redigidos assim como os seus aspectos de mensagens simbólicas. A descrença cientista atual em relação à existência de dimensões parapsicológicas e transpessoal da realidade pode também ser considerada como normose, pois leva a um credo cientista ocidental que responde por problemas mais sérios, que serão abordados nos dois capítulos seguintes.
No domínio das relações amorosas, existe uma normose bastante destruidora do amor verdadeiro; é a normose sexual que leva milhões de seres humanos a confundir amor com sensualidade, limitando as suas relações com o outro sexo aos seus aspectos puramente genitais.
Vamos citar ainda como último exemplo de normose uma que é educacional: podemos chamá-la de normose racionalista, a que decorre de uma deformação da Ciência no sentido do antigo paradigma racionalista newtoniano-cartesiano, que só aceita a lógica racional e os cinco sentidos como meios de conhecer a verdade. A Educação copiou este modelo reprimindo os seus aspectos intuitivo e sentimental e afastando qualquer abordagem de cunho espiritual.
Poderíamos multiplicar os exemplos, pois o assunto parece inesgotável. Porém, precisamos propor soluções.

sábado, 27 de abril de 2013

1049-Normose como falência moral



Normoses gerais

Temos um exemplo de normose geral, que pode ser considerada como sendo a mais perversa de todas as normoses, conforme Pierre Weil, que antes de conhecer o conceito de normose escreveu um livro inteiro sobre ela sob o título: “A neurose do Paraíso Perdido”. Esta Neurose começa com uma verdadeira Normose, a qual intitula de "Fantasia da Separatividade". Trata-se de uma ilusão, de uma miragem, que consiste em nos perceber como separados do mundo exterior, como se não tivéssemos nenhuma relação com este. As conseqüências desta ilusão são o desenvolvimento de emoções destrutivas tais como o apego a tudo que nos dá prazer neste mundo exterior e a rejeição e raiva contra tudo que nos ameaça de dor e sofrimento. São estas as maiores causas de tensão e stress, que levam às doenças e sofrimentos que, por sua vez, reforçam ainda mais a fantasia da separatividade. As pessoas entram assim num círculo vicioso em que repetem compulsivamente o mesmo comportamento.
Outro exemplo de normose geral que atinge toda a humanidade é a de considerar como normal o uso das guerras para resolver conflitos e desavenças entre nações. Existe até um conceito jurídico de "guerra justa" e “guerra santa”, que sanciona esta normose belígera.
Esta última normose (a belígera) é ainda reforçada por outra que faz com que os povos acreditem piamente serem proprietários da terra que ocupam, levando demasiadamente a sério as fronteiras e os limites territoriais. Esquecem que é das fronteiras que nascem os conflitos violentos, quer sejam fronteiras territoriais, ideológicas, epistemológicas, políticas ou religiosas.
O próprio sentimento de propriedade é também produto de uma normose geral. Podemos em última instância considerar sermos proprietários de objetos constituídos de materiais provindo da terra? Somos proprietários da Terra?
Uma das causas essenciais da destruição ecológica é a normose de posse da Terra. Até muito recentemente a humanidade inteira se conduzia como se fosse proprietária da Terra, achando que podia explorá-la indefinidamente. Aliás, a crença de que os recursos naturais são inesgotáveis também é uma normose geral em plena regressão.
Mais uma causa fundamental de destruição da vida no nosso Planeta é a Normose Consumista, conhecida sob o termo de Consumismo. É ela que deu ensejo ao aparecimento do novo conceito econômico de Desenvolvimento Sustentável ou melhor ainda Viável. A Normose consumista transforma a população do mundo num verdadeiro formigueiro destrutivo da vida no Planeta.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

1048-Normose como falência moral


O que é uma “normose”?

Na visão de Weil, considera-se como Normose o conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou de agir aprovados por um consenso ou pela maioria de uma determinada população e que levam à sofrimentos, doenças ou mortes, degenerações, desvios morais e até ilícitos penais. Entende-se que são patogênicas ou letais, e são executados sem que os seus atores, a rigor, tenham consciência desta natureza patológica ou ilegal, isto é, são deformações de natureza inconsciente.
Assim sendo para considerar um comportamento como normático, este tem que ser:


Inconsciente quanto à sua natureza patogênica;

Haver um consenso em torno da sua normalidade;

Ser patogênico, letal ou ilegal.

Chegou agora o momento de descrevermos as diferentes e inúmeras espécies de normoses que encontramos nas nossas investigações. E o que será objeto da próxima parte de explanação.
 
CLASSIFICAÇÃO E DESCRIÇÃO DAS NORMOSES
 
O número de normoses é muito grande. Cada dia que passa descobrimos uma ou várias delas em áreas as mais inesperadas. Uma vez que assimilamos o conceito e só seu alcance se torna impossível de não ver. Muito mais: tudo se passa como se antes desta descoberta a gente tivesse sido cego. O próprio conceito se comporta como um poderoso revelador facilitando a tomada de consciência de aspectos essenciais à preservação da nossa saúde e à nossa existência.
Podemos distinguir duas grandes categorias de normoses: as normoses gerais e as normoses específicas.

As normoses gerais são as que possuem um consenso comum a praticamente todas as pessoas. É o caso, já abordado, por exemplo, da aceitação do cigarro ou da fantasia da separatividade da qual iremos tratar daqui a pouco.

As normoses específicas têm o seu consenso restrito a determinada nação, população, grupo social ou cultural. Podemos dar como exemplo a prática do duelo entre os homens de classe nobre da Europa até o início deste século, o uso de assentos que deformam aos poucos a coluna vertebral dos passageiros da classe de motoristas e a mutilação de mulheres mediante a retirada do clitóris, como ocorre em alguns países muçulmanos.

Inúmeras outras categoria podem ser criadas em função de diversos parâmetros. Por exemplo, o tipo de patologia ou de morte causadas pelo consumo de determinados produtos ou alimentos, como já citado, no caso dos cheesburgers, que impõe, principalmente, às crianças e adolescentes o ônus de viverem acima do peso, com pressão alta e com risco de diabetes. Mas não é só. Existem as normoses cancerígenas, quer dizer, as que levam à patologia cancerosa. Há também a categoria de "normose de consumo" que inclui os inúmeros objetos e serviços prestados e que se revelam patogênicos ou letais. O objetivo do presente trabalho, sendo apenas para sensibilizar o leitor à existência da normose. Por isso, vamos nos limitar em dar alguns exemplos de cada uma das duas grandes categorias que acabamos de definir.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

1047-Normose como falência moral


Introdução

Há na maioria dos nossos contemporâneos uma crença bastante enraizada. Segundo esta, tudo o que a maioria das pessoas pensa, sente, acredita ou faz, deve ser considerado como normal e por extensão servir de guia para o comportamento de todo mundo e mesmo de roteiro para a educação.

Certos fatos e descobertas recentes sobre origens do sofrimento e de doenças e, sobretudo, sobre as guerras, a violência e a destruição ecológica estão a contestar e questionar seriamente a normalidade de certas "normas" ditadas pela sociedade através dos consensos existentes.

O extraordinário professor Pierre Weil, da Unipaz, é o introdutor do termo “normose” no Brasil. Diz ele em seus escritos que se está descobrindo que muitas normas sociais atuais ou passadas, levam ou levaram ao sofrimento moral ou físico ou mesmo de indivíduos, de grupos, de coletividades inteiras ou mesmo de espécies vivas.
Exemplos: o consumo de cigarros, de cheesburgers, de bebidas alcoólicas, de outras drogas.
Até pouco tempo, no Brasil, fumava-se em ambientes fechados, por exemplo, em boates sem janelas. Isso hoje é proibido, mas ali se pode beber, drogar-se, porque para legiões de jovens, isso é normal. E a proibição do ato de fumar em ambientes fechados, antes de tudo, atendeu ao desejo do governo reduzir gastos com as doenças causadas pelo fumo.
Mas, continua normal furar a fila, por exemplo, no trânsito. Quem não faz fica com cara de babaca. É normal dirigir embriagado, certo, com muitas restrições e pesadas multas, mas a fiscalização é pífia.
O termo de "normose" designa esta forma de comportamento visto como normal, mas que, na realidade, é anormal. O termo foi forjado na França por Jean Yves Leloup, um pesquisador interessado em estudar o assunto mais a fundo e publicar os resultados das suas reflexões e investigações.
Para você entender mais precisa e claramente o termo Normose tem a pretensão de alinhar a Psicose e Neurose na mesma cadeia vocabular do que é psicopatológico.
O Brasil já passou por muitas normoses: a escravidão, a amante (teúda e manteúda), o voto restrito a quem tinha propriedades,   negativa de voto às mulheres, as filhas mulheres sem direito à herança dos pais... E não acabou, continua tendo muitas normoses em pleno vigor.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

1046-Sistemas Espirituais


Família e cluster espiritual
Nosso núcleo familiar consanguíneo é o primeiro grupamento no qual nos compete fazer o Bem, consertar lacunas, aparar arestas. Mas não é o único, pois nossa família, a rigor, é a Humanidade inteira. Quando se diz servir ou amar a humanidade, é evidente que precisamos começar por nossos pais, irmãos, cônjuge, filhos, netos e assim por diante, pois ao servir e amar a estes a repercussão será sentida no todo. O contrário também é verdadeiro.
O Dicionário Aurélio define que “família diz respeito a laços de parentesco”. Contudo, não restringe o conceito a este tipo de afinidade: estipula que, “por extensão, família significa grupo de indivíduos que professam o mesmo credo, têm os mesmos interesses, a mesma fonte de renda, o mesmo lugar de origem etc.” Mas, isso não é tudo. Quando nos referimos a clusters espirituais, esse grupo se amplia porque nem todos os membros do cluster encarnam ao mesmo tempo e nem sempre os membros de um cluster tiveram consanguinidade em suas experiências anteriores, até podem ter sido rivais naquelas homéricas disputas de família que a história registra.

Jesus explica o conceito de família espiritual na passagem do Evangelho de Mateus, capítulo 12; 46-50: “Enquanto ele ainda falava à multidão, a mãe e os irmãos dele estavam de fora, procurando falar-lhe. E alguém disse-lhe: ‘olha, tua mãe e teus irmãos estão lá fora e procuram falar-te’. Mas ele respondeu ao que lhe falava: ‘quem é minha mãe e quem são meus irmãos’? E estendendo a mão para seus discípulos, disse: ‘Eis minha mãe e meus irmãos; porque aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe!’”

Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, no Capítulo XIV d’O Evangelho Segundo o Espiritismo, assim analisa esta passagem evangélica: “Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de ideias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consanguíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo pode resolver pela pluralidade das existências. (Cap. IV, nº 13.)

Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo sobre seus discípulos: “aqui estão minha mãe e meus irmãos pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Carlos Torres Pastorino, analisando o versículo 46 do capítulo 12 do Evangelho segundo Mateus (“Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?”), pondera:

“A pergunta, aparentemente desrespeitosa para com Sua mãe, vem demonstrar que Jesus, em Sua missão, não está preso pelos laços sanguíneos, tão frágeis que só vigoram numa dada encarnação. A família espiritual é muito mais sólida, pois os vínculos são espirituais (sintônicos) e não materiais (sangue e células perecíveis). Jesus não pode subordinar-se às exigências do parentesco terreno, mesmo em se tratando de Sua mãe. Com o olhar benévolo sobre os que O rodeavam, Jesus lança Sua doutrina nítida: o ideal é superior aos laços de sangue; a família espiritual é mais importante que a natural e sobreleva a ela”.

Kardec, no mesmo diapasão, esclarece, no item 18 do Capítulo IV de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”: “No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações. Ditosos por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros. (...) Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento”.

Na obra “Entre a Terra e o Céu”, Clarêncio orienta: “A família espiritual é uma constelação de Inteligências, cujos membros estão na Terra e nos Céus. Aquele que já pode ver mais um pouco auxilia a visão daquele que ainda se encontra em luta por desvencilhar-se da própria cegueira. Todos nós, por mais baixo nos revelemos na escala da evolução, possuímos, não longe de nós, alguém que nos ama a impelir-nos para a elevação. Isso podemos verificar nos círculos da matéria mais densa. Temos constantemente corações que nos devotam estima e se consagram ao nosso bem”.

Naturalmente, essas passagens não nos devem jamais levar à conclusão de que a família em que ora encarnamos é de pouca importância. Pelo contrário, encarnamos por necessidade geralmente nos mesmos clãs para dissolvermos mossas impurezas e desatarmos nossos nós. Não nascemos por acaso ou acidente em nenhum círculo familiar. Há pessoas que, em momentos de rebeldia, afirmam que “não pediram para nascer”. Contudo, ainda que não nos lembremos, a maioria da Humanidade terrestre pede novas chances de aprendizado e reparação, dentro de nossas possibilidades de maturidade moral, intelectual e espiritual. Nascemos onde, quando e com quem precisávamos, como lemos, por exemplo, nas respostas às questões 184, 269, 334, 335, 338, 393, 572, 574, 950 e 986 de “O Livro dos Espíritos”.

Portanto, temos, sim, de investir nosso melhor em nossa família consanguínea, pois certamente temos muito a aprender e muito bem a fazer a esses Espíritos. As lições trazidas nas passagens evangélicas citadas é que fazemos parte da família das Humanidades, a mais próxima, a de toda a Terra e a de todo o Universo — e temos o dever de fazer o Bem a todos, a começar pela humanidade que temos em casa, mas não restritos apenas a ela. O Espírito Galileu corrobora essa ideia, no Capítulo VI de “A Gênese”: “Uma mesma família humana foi criada na universalidade dos mundos e os laços de uma fraternidade que ainda não sabeis apreciar foram postos a esses mundos. Se os astros que se harmonizam em seus vastos sistemas são habitados por inteligências, não o são por seres desconhecidos uns dos outros, mas, ao contrário, por seres que trazem marcado na fronte o mesmo destino, que se hão de encontrar temporariamente, segundo suas funções de vida, e encontrar de novo, segundo suas mútuas simpatias. É a grande família dos Espíritos que povoam os astros celestes; é a grande irradiação do Espírito divino que abrange a extensão dos céus e que permanece como tipo primitivo e final da perfeição espiritual”.

Espíritos de maior elevação moral e intelectual, os quais, por seu empenho no Bem, atingem o direito de viver em mundos mais felizes, não desfazem seus laços de afeição a quem amam e que, temporariamente, seguem vivendo na Terra ou em outros mundos de Espíritos em etapas evolutivas anteriores. Observemos o exemplo do Espírito denominado Samuel Filipe, pessoa sempre empenhada em fazer o melhor por seu semelhante, o que o qualificou a fazer uma transição tranquila para o mundo espiritual. Questionado sobre o local onde habitara quando evocado e sobre sua lembrança de seus entes queridos, assim argumentou:

“P. Esse mundo tão novo e comparado ao qual nada vale o nosso, bem como os numerosos amigos que nele reencontrastes, fizeram-vos esquecer a família e amigos encarnados?

“R. Se os tivesse esquecido seria indigno da felicidade de que gozo. Deus não recompensa o egoísmo, pune-o. O mundo em que me vejo pode fazer com que desdenhe a Terra, mas não os Espíritos nela encarnados. Somente entre os homens é que a prosperidade faz esquecer os companheiros de infortúnio. Muitas vezes venho visitar os que me são caros, exultando com a recordação que de mim guardaram; assisto às suas diversões, e, atraído por seus pensamentos, gozo se gozam ou sofro se sofrem”.

A Terra, apesar de ainda estar longe da condição de mundo feliz, vem demonstrando constante evolução. Kardec comenta a esse respeito em “A Gênese”, lançado em 6 de janeiro de 1868, já observando, há mais de 145 anos, movimentos mais comumente divulgados nos dias atuais:

“Hoje, a Humanidade está madura para lançar o olhar a alturas que nunca tentou divisar, a fim de nutrir-se de ideias mais amplas e compreender o que antes não compreendia. (...) Essa fase já se revela por sinais inequívocos, por tentativas de reformas úteis e que começam a encontrar eco. Assim é que vemos fundar-se uma imensidade de instituições protetoras, civilizadoras e emancipadoras, sob o influxo e por iniciativa de homens evidentemente predestinados à obra da regeneração; que as leis penais se vão apresentando dia a dia impregnadas de sentimentos mais humanos. Enfraquecem-se os preconceitos de raça, os povos entram a considerar-se membros de uma grande família; pela uniformidade e facilidade dos meios de realizarem suas transações, eles suprimem as barreiras que os separavam e de todos os pontos do mundo reúnem-se em comícios universais, para as justas pacíficas da inteligência. Falta, porém, a essas reformas uma base que permita se desenvolvam, completem e consolidem; falta uma predisposição moral mais generalizada, para fazer com que elas frutifiquem e que as massas as acolham. Ainda aí há um sinal característico da época, porque há o prelúdio do que se efetuará em mais larga escala, à proporção que o terreno se for tornando mais favorável”.

Ao estudarmos as palavras de Jesus, assim como analisando, pela História, a redução das fronteiras entre os povos, bem como estudando, pela Física, a interligação de todos pelo Fluido Universal, sempre chegamos à mesma conclusão: todos somos filhos do mesmo Criador, e, portanto, uma única família, à qual nos compete auxiliar levando todo o Bem que sabemos praticar, e aprendendo para praticar todo o Bem que ainda nos caiba aprender.

BIBLIOGRAFIA DE APOIO:

HOLANDA, Aurélio Buarque de. “Novo Dicionário Eletrônico Aurélio”. Versão 5.0 de 2004. Positivo Informática. Família.
PASTORINO, Carlos Torres. “Sabedoria do Evangelho”. Rio de Janeiro, RJ: Sabedoria, 1964. Volume 3. A Família de Jesus.
KARDEC, Allan. “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. 97ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1987.
XAVIER, Francisco Cândido. “Entre a Terra e o Céu”. 17ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1997.
KARDEC, Allan. “A Gênese”. 34ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1991.
KARDEC, Allan. “O Céu e o Inferno”. 37ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1991.

terça-feira, 23 de abril de 2013

1045-Sistemas Espirituais


Missão individual coletiva
 
Viemos falando de família e de cluster, mas nunca será desprezível aquilo que apenas individualmente nos cabe desenvolver. Quantos de nós ao voltar para outra existência tenhamos assumido tarefas equivalentes as de professor, líder comunitário, pastor, palestrante, voluntário de instituições filantrópicas, vereador, deputado, comunicador, escritor, síndico condominial, motorista de coletivo, piloto ou comissário de aeronave, etc. etc.
 
Em geral e aparentemente aquilo que fazemos nada mais é que o meio de subsistência – assim pensa a maioria -, mas, o que há por trás do véu? Ainda somos crianças nas ciências que identificam a missão de uma alma em trânsito pela carne.
 
Fazer bem feito, acrescentar, fazer a diferença tanto pode ser ganho de crédito como pode ser quitação de débito, não importa, as duas podem fazer parte da missão recebida. Quantos que eu e você conhecemos que são incapazes de parar o carro na faixa de segurança do pedestre, movidos pela ânsia de chegar logo ali. Quantos eu e você conhecemos que se negam a conceder algumas horas para sentar-se numa roda e discutir questões comunitárias? Quantos que jogam no lixo quilos e quilos de restos de comida pela incapacidade de sentir a fome do inválido?
 
A espiritualidade está sentindo muito a falta de alguém que diminua a distância entre virtude, incapacidade, vício e maldade. Há trabalho para todos que queiram somar ingressando em centenas de equipes, quer seja para levar o pão ao faminto, quer seja para ajudá-los a despertarem do sono da indignidade mendicante. Não é só com trabalho braçal que transformaremos a realidade. Você não precisa juntar o lixo da rua para jogá-lo na lixeira, você pode ensinar que lugar do lixo é no lixo. Mas, se você pilota um carrão de 100 mil reais e abre a janela e joga na rua a lata de bebida que acabou de sorver, sinto muito, meu caro, minha cara, talvez (não só por isso) você mereça retornar noutra existência para revirar o lixo dos lixões a procura das latinhas, que reunidas e vendidas, lhe renderão 36 centavos por quilo.
 
Suas falas, não só entre familiares e amigos, suas abordagens ligadas à realidade da qual você faz parte, mas não preza, ou preza, poderão ser tomadas do modo como age a polícia norte-americana quando detém um suspeito: serão usadas contra e a seu favor.
 
Seu olhar para o mundo pode ou não ser um novo olhar diante dos problemas e preocupações, velhos conhecidos, mas sempre irão fazer falta àqueles que o escutam e a você mesmo, irmão de coexistência. Porque quanto mais nos preparamos e escutamos o que dizemos, mais nos tornamos aquilo que dizemos além, é claro, de burilarmos a existência, pela vida, para melhor e para pior, daqueles tocados por nós: pois o exemplo do piloto do carrão que despejou o lixo na rua e o exemplo da criança que apanhou o lixo e o colocou na lixeira, sempre serão tomados como DIFERENÇA.
 
A nossa maneira de ser é única e especial. Eu e você trazemos grandes contribuições ao todo, mesmo que as contribuições sejam para piorar a vida. 
 
Sabendo que as escolhas são nossas, sabendo que não haverá um salvador que se crucifique em holocausto aos hipócritas – o Cristo não se imolou para livrar a cara dos seus algozes, imolou-se para chamar a atenção para suas verdades em benefício não daqueles que o queriam morto, podes crer -, sabendo que as escolhas são individuais e que se somam formando um coletivo, você vai ficar esperando o que? Você vai deixar passar mais uma oportunidade de dizer a que veio? Você vai querer trocar o ar condicionado de seu carrão de luxo pelo calor de uma montanha de lixão em decomposição?
 
Todos nós carregamos inabilidades em lidar com as facetas que a vida nos apresenta e isso é decisivo para nossas escolhas. Então só nos resta pesar cada decisão, cada gesto, cada ação, levando em conta que "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é!" 
 
A nossa torcida é para a minha e a sua decisão contribuam para o bem.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

1044-Sistemas espirituais


Cluster espiritual, fracasso e vitória

Estamos evoluindo na análise dos clusters espirituais e de seus papéis, de suas missões. Quem tenha lido “Os Exilados de Capela” já está em condições de entender que aquelas levas (não era um cluster só, eram vários) tinham por missão comum um trabalho árduo aqui neste planeta.

Os clusters não se formam só pela necessidade de os seus integrantes conviverem e resolverem questões afins, eles se formam também para oferecer soluções coletivas além do próprio cluster.

Aquelas dezenas de reencarnações importantes e famosas havidas na Itália, dentre as quais estavam Francisco de Assis e Clara, tinham uma missão coletiva da maior importância. É preciso ler “Francisco de Assis” do espírito Miramez para entender o que era essa missão. Quando dá tudo certo, viva! O grupo é promovido a missões de maior envergadura. E quando dá errado?

O leitor já percebeu que de época em época o destino de alguns países ou regiões sofre profundas alterações? O que dizer do Chile de Pinochet, de repente cai nas mãos de governos exatamente opostos à prática daquele general. Não vamos longe, o Brasil também passou por aí, vindo de uma ditadura de 15 anos, com Vargas, Vargas voltando e suicidando-se para chegar a Juscelino, Juscelino fracassando e perdendo para Jânio, que renunciou e deixou nas mãos de Jango, enfim, para chegar ao regime militar por longos 18 anos. À saída do regime militar, Tancredo não toma posse e o Brasil vai para as mãos de Sarney e deste às mãos de Collor, que não resistiu. Com FHC, seguido de Lula e Dilma, o país dá uma equilibrada institucional, mas despenca do ponto de vista moral. Sim, já foi assim com FHC: quem não lembra dos escândalos do Serjão com as privatizações?

Escreve aí: Getúlio, Juscelino, Jânio, Jango, alguns militares, Sarney, Collor, Lula, todos fracassaram diante de uma nobre missão recebida. Como será com Dilma? O que virá depois de Dilma?

Em qualquer situação ou espaço iremos encontrar pessoas, famílias ou grupos missionados para contribuir com a humanidade, na parte que lhe diz respeito. Em Santa Catarina as famílias Ramos e Bornhausen, sem dúvida, receberam missão em prol deste Estado. Sua influência tem enorme peso sobre a vida do Estado. Frustrar essa outorga também tem um peso enorme sobre as almas dessas pessoas outorgadas.

Os clusters oficiais e formais se organizam com missão evidente. Quem vislumbra esses chamados, vislumbra e vai. Quem não vislumbra, fica, tropeça, cai.

Sempre que somos colocados diante de uma função, cargo, missão, mandato, a nossa tendência é entender isso como uma homenagem, uma distinção, uma vitória pessoal. E não é assim. Isso só será verdadeiro se a missão for cumprida. Se não for cumprida, é gol contra, prejuízo, débito, carma.

Os fracassos em relação à missão são doenças que terão de ser curadas numa das duas dimensões. O fracassado terá a oportunidade de redimir-se, é certo.

Pense assim que você estará pensando exatamente como as coisas se resolvem, no amor. 

domingo, 21 de abril de 2013

1043-Sistemas Espirituais


Doenças espirituais II

Vimos que as doenças em quaase 100% dos casos são espirituais. Elas vêm gravadas na alma desde vidas passadas ou são postas na alma pelos descaminhos da atual existência. Elas se apresentam de très modos, como vimos reduzidamente na postagem anterior.

Primeiro grupo: Doenças espirituais auto-induzidas - desequilíbrios vibratórios.

No livro "Nos Domínios da Mediunidade", psicografado por Chico Xavier, André Luiz (autor espiritual) explica que "assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que lhe degradam, com reflexos sobre as células materiais".

Significa dizer que a conduta da pessoa pode gerar nela própria desequilíbrio de sua energia vital. Este desequilíbrio em dado momento começa a transferir-se do organismo perispiritual para o corpo físico. Estas manifestações físicas são conhecidas por doenças psicossomáticas. As doenças psicossomáticas podem se manifestar nos diversos sistemas orgânicos de nosso corpo. Por exemplo, doenças gastrointestinais podem advir de "descargas" espirituais. O organismo perispiritual repleto de energias negativas decorrentes da raiva, do ódio, acaba por desviar esta mesma energia negativa para o estomago criando ambiente propicio para o surgimento de úlceras, gastrites e outras doenças do sistema digestivo.

O desequilíbrio pode vir também de uma palavra direcionada por terceira pessoa, às vezes sem que esta a tenha proferido com más intenções. Quem absorve o elemento negativo é o organismo perispiritual, caso a pessoa atingida mantenha pensamentos relacionados com a palavra mal dirigida, pode, após algum tempo, desenvolver alguma doença física, de difícil diagnóstico.

Uma colocação importante encontramos no site www.palavraescuta.com.br "não é raro, nos casos de doenças psicossomáticas, que as pessoas enfrentem dificuldades no diagnóstico e consequentemente, insucesso no tratamento, gerando várias visitas a muitos médicos especialistas, em busca de alívio.

A doença, nesses casos, está relacionada a estados emocionais, devendo a pessoa buscar auxílio com médicos que tratem do problema físico, mas também busquem ajuda com terapeutas, psicanalistas e/ou se utilizem de orientadores espirituais (pastores, padres, lideres espirituais de suas comunidades religiosas)".

Segundo grupo: Doenças Espirituais Compartilhadas - Espíritos obsessores - Vampirismo

Algumas doenças espirituais podem ocorrer em razão da atuação de espíritos obsessores que se ligam ao doente e o fazem sofrer. Uma pessoa pode, em razão de seu mau comportamento, atrair para perto de si espiritos de mesma vibração. Por exemplo, uma pessoa que se entrega ao vício da bebida, atrai para ela a presença de espiritos que, enquanto encarnados, eram igualmente viciados. Acabam por se tornarem parceiros no vício. O doente ingere a bebida pelo prazer do beber, o espírito obsessor sente o prazer no hálito e na exudação expelidos pelo viciado.

No mesmo exemplo ainda pode ocorrer de o doente ter o espírito obsessor como inimigo, pode tê-lo feito inimigo nesta vida e tendo ele desencarnado aproveita-se dessa condição e o influencia para que use a bebida como meio de livrar-se dos problemas.

No “Livro dos Espíritos” é feita a seguinte pergunta "474 ...a alma pode se encontrar na dependência de outro Espírito, de maneira a estar por ele subjugada ou obsediada, a ponto de sua vontade ficar, de algum modo, paralisada?" A resposta é afirmativa: "Sim, e esses são os verdadeiros possessos. Mas é preciso entender que essa dominação nunca ocorre sem a participação daquele que a sofre, seja por sua fraqueza, seja por seu desejo".

Ou seja a doença espiritual compartilhada pode ser [no primeiro caso] o resultado de uma vontade do próprio doente que busca o vício por ser um espírito fraco, pois não quer lutar com suas próprias forças contra as adversidades, adversidade que, se vencida, serviria para seu crescimento espiritual. Nesse caso, ao entregar-se ao vício (bebida, drogas, etc.) encontra parceiros espirituais que o instigarão a aprofundar-se mais ainda no vício como meio de escapar da adversidade. O espírito obsessor, neste exemplo, quer apenas usar a pessoa para inalar os hálitos e suores expelidos pelo obsediado.

Pode ser também [no segundo caso] o resultado de uma inimizade iniciada nesta vida, ou decorrente de outras vidas. O obsessor cheio de ódio pelo obsediado o induz ao vício, fazendo-o sofrer e, por consequência, levando a sofrimentos todos os seus familiares. É importante deixar claro que o espírito obsessor quando faz a maldade ele o faz de sua própria vontade e sofre as conseqüências futuramente. A elevada espiritualidade pode deixá-lo fazer isso para pôr à prova o doente e o próprio obsessor, mas não ordena que ele o faça, cabendo ao doente rejeitá-lo, buscando forças na oração e na orientação de mentores espirituais.

Aqui demos exemplo de uma pessoa que se entrega ao vicio da bebida ou das drogas, mas há outras situações que devem ser analisadas individualmente.

André Luiz (autor espiritual) afirma que "se a mente encarnada não conseguiu ainda disciplinar e dominar suas emoções e alimenta paixões (ódio, inveja, idéias de vingança), ela entrará em sintonia com os irmãos do plano espiritual, que emitirão fluidos maléficos para impregnar o perispírito do encarnado, intoxicando-o com essas emissões mentais e podendo levá-lo até à doença".

Terceiro grupo: Doenças Espirituais Cármicas

Todo e qualquer pensamento, ou emoção, ou sensação, ou sentimento negativo, gera no perispírito um acúmulo de energia negativa. O organismo perispiritual adquire uma forma mais densa e sua cor fica mais escura por causa da absorção dessas energias nocivas. Imagine que você vai fazer um bule de café. O coador, inicialmente está limpo. Ao colocar o pó de café e adicionar a água quente forma-se a borra, que é o mesmo pó, só que molhado. Mesmo que você tente limpar o coador ele permanecerá manchado. Se o coador for de pano ou papel levará um certo tempo para limpá-lo.

O mesmo ocorre com o espírito. Ainda que o organismo perispiritual absorva a maior parte das energias negativas e embora possa até "descarregar" estas substâncias no corpo físico, o espírito ficará "manchado". Necessitará de uma limpeza mais profunda. A encarnação em um corpo doente ou predisposto a uma doença mais grave contribui para que essa limpeza seja efetuada mais rapidamente.

Deve ficar evidente que estamos envolvidos pela lei maior [Lei do Amor]. Deus em sua Sabedoria infinita não deseja o sofrimento do ser humano. Há na literatura espírita exemplos de personagens que utilizaram outros meios de se harmonizarem com a lei cósmica do amor. Embora tenham descumprido as regras maiores, escolheram tarefas voltadas para o bem da humanidade, ou para o bem das comunidades onde viveram, resgatando com o bem realizado o mal realizado em outras vidas.

A limpeza cármica pode e deve ser realizada sem o sofrimento, através do serviço desinteressado ao próximo. Ocorre que muitos espíritos buscam aprimorar-se mais rapidamente escolhendo muitas vezes a doença ou o defeito físico como meio de expiar o mal feito anteriormente.

É ou pode ser mais grave e mais demorada a limpeza cármica quando o espírito traz um missão importante, como nos referimos nos casos de Hitler, Lula, Chávez e outros.

Para aprofundar: leia Facure, Núbor. Artigo Os enigmas da mente, Revista Universo Espírita, Ano 3, N° 35. Página 8; e os livros Obsessão e Desobsessão e O céu e o inferno.

sábado, 20 de abril de 2013

1042-Sistemas Espirituais


Doenças espirituais I

A chamada doença espiritual é aquela que se diz ter origem no espírito. E sua cura tem de ser buscada no espírito. Sob a ótica da espiritualidade iremos encontrar respostas para tantas anomalias principalmente em crianças, nas quais os processos doentios surgem antes que um inocente possa ser responsabilizado por nenhum dos distúrbios comuns aos adultos. E absolutamente se pode afirmar tratar-se de carma dos pais. Antes, se trata de oportunidade de ganharam léguas de avanços em sua evolução, com toda certeza. Ao se tornarem genitores de alguém com Síndrome de Down, Anencefalia, surdez, mudez, leucemia, defeitos congênitos diversos, talvez nem se possa esclarecer por via biológica por não não irá às causas.

Sob a ótica espírita, as doenças têm origem e solução no próprio indivíduo.

Antes de avançar neste assunto, examinemos o significado da expressão "doença". A palavra doença origina-se do termo em latim "dolentia" que significa “sentir ou causar dor”. Mais tarde, quando foram admitidas as doenças psicossomáticas, também essas passaram para a classificação “doença”. Foi quando os atos de afligir-se e amargurar-se passaram a nomear-se como doenças.

Várias podem ser as definições para o termo “doença”, porém os especialistas consideram doenças como manifestações patológicas que se apresentam em nosso organismo. Elas estão sempre associadas a sintomas específicos, levando o indivíduo que as apresenta a privar-se de liberdades e prazeres físicos, emocionais e mentais.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) classifica doença como a ausência de saúde e disponibiliza para a sociedade a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, designada pela sigla CID (Classificação Internacional de Doenças). No CID temos acesso à classificação das doenças e à grande variedade de sinais, sintomas, aspectos normais, queixas, circunstâncias sociais e causas externas para ferimentos e doenças.

Por outro lado para o neurocientista Núbor Facure, "toda doença, de qualquer natureza, tem sempre uma motivação espiritual".

Segundo a literatura espírita, a doença espiritual pode ter como motivação a necessidade de aprendizado que um espírito tem; pode também ocorrer que um grupo de espíritos tenham necessidade de aprendizado por meio da doença.

Deitado numa cama e privado até de ir ao banheiro, alimentar-se ou servir-se de um copo d’água, aprende-se muito. Isto é, nos é dado aprender nestas condições. Nem todos aproveitam. O aprendizado se dá individualmente para os casos de curto prazo ou em grupos, de espíritos, para os casos de longo prazo, alcançando os chamados clusters, já enfocados. Neste segundo caso se incluem as tragédias coletivas. Em muitas oportunidades só se consegue a evolução do espírito através de enfermidades que agem sobre o corpo para causar respostas na alma. Ou ainda, pode ocorrer de as enfermidades servirem como "freios" para vícios que o espírito costuma reincidir ao longo de diversas reencarnações.

O mesmo doutor Facure (já mencionado) costuma classificar as doenças espirituais da seguinte forma:

  1. Doenças espirituais auto-induzidas, tais como o desequilíbrio vibratório e a auto-obsessão, prática de pensar negativamente recorrentemente;
  2. Doenças espirituais compartilhadas, tais como o vampirismo e a obsessão;
  3. Doenças cármicas, que são aquelas em conseqüência de atos viciosos desta vida ou de vidas passadas.

Infelizmente ainda são poucos os prifissionais da medicina que se oferecem aos estudos desta questão diferenciando Espiritualidade de Espiritismo. É natural que um médico católico, luterano, evangélico, neopentecostal, ateu ou o que for, rejeite estudar livros escritos por Allan Kardec entendendo estarem em desacordo com suas convicções religiosas. Acontece que espiritualidade e religiosidade são coisas muito próximas: uma complementa e amplia a outra.

Lidar com a Espiritualidade nada tem nada a ver com espiritismo. A Espiritualidade é a essência do ser humano. O Espiritismo é uma doutrina e filosofia que lida com a esfera espiritual.

Infelizmente, também, somos levados a crer numa recompensa futura depois da morte e em paralelo debitamos nossos vícios à tentações de seres diabólicas. Vivemos a espera de salvadores e a mercê de tentações ou ação de capetas. Nunca assumimos o mérito de nossos avanços e nem o demérito de nossas imperfeições. Quando avançamos, há o empurrão do alto. Quando caímos, há o puxão de baixo.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

1041-Sistemas Espirituais


Salvadores versus belzebus

Metade da humanidade terrestre (o Oriente) consolida sua cultura fora do eixo médio-oriental onde têm origem as religiões judaica, cristãs e islâmica. O que isso significa para o raciocínio dos sistemas espirituais? Tudo.

Se você voltar a atenção para a cultura hindu, japonesa, chinesa, por exemplo, notará que ali não houve um salvador, não há um salvador aguardado e tão pouco há um destruidor adversário de Deus, como na cultura ocidental onde ele é chamado de diabo, capeta, satã, coisa ruim e uma dezena mais de alcunhas.

Numa época aproximada de 700 anos antes da Era Cristã os judeus estavam cativos na Babilônia e ali crescia em importância o que hoje é chamado de zoroastrismo (lá está em desuso), uma visão teológica que divide a vida em duas bandas, a do bem e a do mal. Enquanto o bem se esforça por construir, a banda ruim atua sob a tática da tentação procurando destruir. Os judeus herdaram essa visão e a adaptaram ao seu caso, nascendo daí a visão de que o chefe da banda do bem se chama Yahweh (Jeová) e o chefe da banda do mal se chama belzebu ou aqueles outros nomes já citados. Como Pitágoras, primeiro filósofo importante da grande safra grega, andou pelo Oriente, Médio Oriente e Egito, de onde recolheu muita coisa, e recolheu também a visão de Zoroastro, que se implantou nas culturas de então (judaica, islâmica, cristãs), o restante do raciocínio está pronto. Quando digo cristãs refiro-me às duas ramificações da Católica, a romana e a ortodoxa e a todas as demais correntes de fé que vieram por extensão: as protestantes, luteranas, evangélicas e pentecostais.

Tudo isso vem ensinando aos povos de cá que os nossos erros são induzidos pelo diabo e, portanto, a culpa não é totalmente nossa, a nossa culpa é dar espaço para que o canto maligno seja ouvido e se torne prática. Por outro lado, a salvação também não é mérito nosso, pois temos salvadores, alguns já passados e outro(s) por chegar. Algumas correntes de fé afirmam com vigor que o Cristo voltará em breve. Ele já veio, entregou-se aos seus inimigos para salvar-nos, como ensina o catecismo cristão. Sem Ele estaríamos todos condenados.

Essa visão teológica sugere que os salvadores estão por aí, eles podem se chamar Collor, Lula, Neymar, assim como já foram (ou são) Tiradentes, Pedro I, Pedro II, Princesa Isabel, Deodoro, Padre Cícero, salvadores e mártires a serviço ou não desta fatia da humanidade em que o Brasil é parte.

Parece hilário, mas não é. O hino da Inglaterra, um dos países líderes da cultura ocidental, faz repetidas citações à rainha, salvadora daquele povo.

Assim, você, leitor, vai assimilando o que quero encaminhar a partir do ponto de vista dos sistemas espirituais: esse modo de elaborar a visão sobre Deus e o diabo influencia profundamente o resultado da missão do povo ocidental no planeta Terra. Somos o que somos nem tanto porque queremos ser o que somos, mas somos aquilo que disseram que deveríamos ser. Certo ou errado, novamente o acerto ou erro precisa, com certeza, ser debitado aos formadores de opinião, aos orientadores, aos pregadores, que modelaram a autoestima e a dignidade coletiva.

A visão teológica da humanidade ocidental já foi alterada várias vezes nestes últimos cinco mil anos, mas a última visão, a atual, esta que mereceu destaque nesta crônica, está demorando demais para ser substituída. O avanço tecnológico não é acompanhado pela evolução teológica. Não há dúvida. E a culpa é das religiões.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

1040-Sistemas Espirituais


Comissões espirituais

Ainda no afã de levar adiante o entendimento dos clusters espirituais, acabo de aplicar (ao título) a palavra comissão, não com aquele sentido em que o corretor ou alguém recebe um determinado valor por sua intermediação entre vendedor e comprador de um bem. Comissão entra aqui como co-missão, projeto no qual muitas pessoas são pautadas para a missão aquela. Um time de futebol é um grupo co-missionado para ganhar jogos. Nem sempre ganha. Tem dias que tudo vai bem até que aquele zagueiro erra a direção da bola e ela vai parar no pé do adversário ou diretamente para dentro das redes.

Infelizmente, num grupo comissionado para promover uma determinada transformação, como já citamos o Lula (artigo 1038) em relação ao Brasil, pode haver fracasso ou do comando ou dos comandados. Um câncer nas cordas vocais pode ter sido o alerta: fala Lula, diga o que você ficou encarregado de dizer!

Poderíamos ir além, trazendo o caso Chávez (foi além da missão e teve de ser abatido) e muitos outros, como os casos de Jânio Quadros, Fernando Collor, mas o terreno é muito escorregadio, e então temos de ficar nas generalidades ou nas teses.

O primeiro-ministro alemão Adolf Hitler aparece nos apocalipses como anti-Cristo, aquele que joga cocô no ventilador para que todos os alcançados pela matéria ou pelo cheiro sintam como é bom não ter cocô grudado às roupas e nem o seu mau cheiro. Explicando: os horrores da guerra são mostrados para que não haja uma nova guerra. Infelizmente, a lição ficou pela metade.

Jesus reiterou a importância do escândalo, mas advertiu: ai daquele que o provoca. O escândalo nazista não foi a guerra, foi ter levado os prisioneiros de guerra à fome e à morte. As câmeras de gás nem puderam ser comprovadas, mas o estado esquelético de milhares de pessoas, como mostram as fotos da época, não deixam dúvidas: morreram de fome e sede.

O planeta estava mais doente que hoje.

O mal de 1945 foi afastado. O belzebu foi abatido. Salve o herói.

Mas, o mundo continua querendo a guerra e fazendo genocídios. Tem outro belzebu?

Falaremos, a seguir, das doenças do planeta e dos seus belzebus.