sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

1318-A Quarta Dimensão Manifestada


A Quarta Dimensão Real

Pois, então, já que você decidiu caminhar junto e já conhece alguns encaminhamentos sobre o tema e talvez não esteja ligado em assuntos da física quântica, o que lhe peço é um pouquinho de paciência e um bom esforço para compreender o que será relatado.

É muito importante dentro do contexto em que o blog atua objetivando capacitar os leitores para a Novíssima Era, que tenhamos disponibilidade para compreender o que será de nossas mentes se as nossas mentes estiverem dispostas a se desprender do passado e da inércia. Já viemos falando da Nova Era, mas, recorde, ela teve início ali pelos anos 60 do século passado e galopa cada pouco com mais velocidade no rumo do ano 4.168, quando de seu término. E começo de outra.

Eu sei, você poderá estar aí com preguiça de pensar em algo previsto para daqui a 2.156 anos, principalmente se você está imaginando em que antes do ano 2.100 já não estaremos mais aqui entre os vivos. Alto lá, nós queremos conversar com pessoas que acreditam que voltarão ao corpo mais algumas, muitas vezes e, portanto, o ano 4.168 não é uma miragem, é uma possibilidade. Então, para voltar sem muitas desvantagens, sempre é prudente acumular algum capital espiritual que, certamente, passa pelo conhecimeto, pela experiência, pela sabedoria.

Hoje, o volume de informações a disposição da humanidade, é três vezes maior que há 30 anos. E a cada 5 anos, em média, dobrará novamente.

Porém, calma, não quero dizer que você tenha de absorver tudo e aceitar tudo. Estamos como num restaurante ou num biblioteca. Você se servirá do que lhe for agradável, apenas. Ninguém vai forçar nada. Só pegue o necessário para o seu estágio atual e futuro. O que vamos mostrar aqui é só o umbral dos próximos portais.

O conceito de uma quarta dimensão é algo frequentemente descrito nos últimos tempos considerando-se suas implicações físicas; isto é, sabemos que em três dimensões temos as dimensões de comprimento (ou profundidade), largura e altura, já referidos. A quarta dimensão (espacial) é ortogonal às outras três dimensões espaciais. As direções principais nas três dimensões conhecidas são chamadas de em cima/embaixo (altitude), norte/sul (longitude) e leste/oeste (latitude). Quando falamos da quarta dimensão, um par de termos adicional é necessário. Entre aqueles comumente empregados, incluem-se ana/kata (algumas vezes chamados de spissitude/spassitude), vinn/vout (usados pelo escritor Rudy Rucker) e upsilon/delta, usado por quem não lembro.

Para ser mais preciso, a quarta dimensão deveria ser identificada com o tempo (ou dimensão temporal). Todavia, entre as décadas de 1870 e 1920, na Grã Bretanha e nos Estados Unidos, a expressão caiu no gosto popular com o significado de "quarta dimensão espacial" (ou seja, seria, na verdade, uma "quinta dimensão") e daí disseminou-se por todos os campos das artes e ciências, tornando-se "uma metáfora para aquilo que é estranho e misterioso".

Portanto, este artigo discute as implicações da quarta dimensão como mais uma dimensão espacial, e não no sentido que lhe é dado, por exemplo, para explicar as teorias sobre o espaço-tempo, de Einstein.

Amarre o cinto, a turbulência a cada frase se tornará mais contundente para quem esteja um tanto dissociado desta temática.


Nós já abordamos os chakras, você viu, em série anterior, e agora, por tabela, eles são novamente invocados. Para alguns setores das pesquisas, quarta dimensão quântica trás para o debate também o quarto chakra, o Cardíaco, chakra das emoções, do amor, das relações afetivas e consaguíneas entre clãs. Nesta consanguinidade, agora, se esvai a idéia do tipo nazista e ergue-se a ideia de família, ancestralidade, raízes.


As três dimensões conhecidas e dominadas pelo conhecimento tradicional, abrangem os três primeiros chakras, também chamados de chakras da terra. Lembra o que foi escrito? O chakra fundamental, energia telúrica, forte, indomada; o segundo, do sexo, da criação, procriação; o terceiro da fixação do homem no mundo. O quarto chakra divide o homem-terra do homem-céu. Se tivermos capacidade de pular esta barreira, seremos recebidos na seara sutil onde as vibrações mudam de padrão. E aí, quem não caminhar no mesmo tranco ficará para trás, sentir-se-á desconfortado, ansioso, com grande aperto no coração tendo a impressão de que foi abandonado ou está sendo sufocado.

Veja, o que está havendo é uma mudança de padrões vibratórios por conta da intensidade de fótons que estão chegando à Terra com a entrada de nosso planeta num cinturão luminoso pelo qual a Terra passa a cada dez ou doze mil anos. Na última vez que estivemos ali a humanidade avançou através do que ficamos conhecendo como era das grandes civilizações: egípcia, indiana – da qual o Tibet é o saldo, babilônica, chinesa, a possível existência (não comprovada) de Atlântida. Todos aqueles conhecimentos que chegaram até nós através de Hermes Trismegistus, hoje conhecidos como conhecimentos herméticos (e por herméticos associamos sagrados ou velados), e só estão entre nós graças aos limitados processos de escrita, que estavam apenas no começo. Hoje temos a cibernética e a rede mundial de computadores que, se não a perdermos por estupidez servirão às gerações que virão para depois do ano 4000.

Veja, isso não quer dizer que a quarta dimensão só passou a existir trazida pela Era de Aquário. Nós é que passamos à capacidade de “vê-la”. Alguns cientistas, como Einstein, já andaram arranhando essa realidade, mas estavam (olha bem) muito bitolados para ir adiante.

A gente precisa ir devagar com o andor, pois se mentes como a de Einstein estava incapaz de penetrar nessa “bolha”, imagine-se de quanto teremos de nos preparar. Continuamos na próxima postagem.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

1317-A Quarta Dimensão Manifestada


A Quarta Dimensão que ninguém enxerga

Nos últimos 100 anos, o conceito de dimensão desenvolveu-se de tal forma que atualmente é comum aos matemáticos falarem de mundos de infinitas dimensões e até de objetos com número fracionário de dimensões. É bem verdade que, há mais de 2 mil anos, os gregos, com base nos sentidos e nos princípios da Geometria de Euclides, o mais famoso matemático da Antiguidade greco-romana (século III a.C.), viviam num mundo tridimensional. Eles observavam, como nós hoje, um mundo repleto de objetos com comprimento, largura e altura – tridimensionais. Natural, portanto, que considerassem o Universo também em três dimensões. Para Euclides, esses atributos – comprimento, largura e altura – correspondiam ao que chamamos matematicamente de dimensão. Assim, a linha passa a ser o modelo de objeto com apenas uma dimensão, pois tem só o comprimento.

Os objetos planos têm comprimento e largura e, então, o plano passa a ser o modelo das coisas de duas dimensões. Já os sólidos, além de comprimento e largura, também têm altura e são os exemplos acabados de objetos tridimensionais. Dessa maneira, os matemáticos da época de Euclides concordavam com o senso comum de que o Universo é 3-D (tridimensional).

Essa visão perdurou por séculos e a História registra algumas objeções célebres à ideia de uma quarta dimensão. Uma delas é atribuída ao astrônomo Alexandrino Ptolomeu, que ponderava: se é possível desenharmos no espaço três eixos perpendiculares entre si, não podemos ainda afirmar que o plano do Universo seja perpendicular aos outros três.

É curioso, mas a história está cheia de exemplos de pessoas que especularam com ideias consideradas bizarras (coisas de louco), que anos depois acabaram se incorporando à ciência. E não eram cientistas.

Um exemplo dessa visão premonitória aparece no livro “Pontes para o infinito”, de Michael Guillem, quando trata do tema dimensões. Ele relata que o filósofo inglês Henry More (1614-1687) insistia na existência de fantasmas que habitariam a quarta dimensão o que foi repelido nos centros que se alinhavam como precursores da ciência.

Um caso exemplar desse preconceito é o do matemático e filosofo René Descartes: expandindo a linguagem da Geometria euclidiana, ele viu surgir a possibilidade de uma quarta dimensão e prontamente a rejeitou por julgá-la irrealista. Na Geometria analítica inventada por Descartes, as dimensões de um objeto correspondem ao número de coordenadas necessárias para descrever com clareza seus pontos. Um plano é bidimensional quando tem dois planos, ou tridimensional – três números ordenados localizam cada um dos seus pontos. Como destacou Guillem, tratava-se de dois enfoques diferentes: o de Euclides era qualitativo, assentado nas qualidades da forma – comprimento, largura e altura; o de Descartes, quantitativo, importava o número das coordenadas para descrever bem o objeto. Um interpretou nossas experiências sensoriais; o outro, nossa compreensão lógica. Era o que valia para aquele tempo.

Pode parecer pouco, mas tal mudança na visão do conceito de dimensão ocorreu quando os homens ainda estavam presos ao pensamento euclidiano. E não foi fácil perceber que um objeto da quarta dimensão não passa de uma entidade matemática que tem necessidade de quatro coordenadas para ser descrito adequadamente. Isso pode parecer óbvio ao estudante moderno, mas foi insuficiente para vencer a resistência dos matemáticos da geração de Descartes e dos que se seguiram, em aceitar a possibilidade da existência lógica de algo que não podiam visualizar.

Há menos de um século e meio, no entanto, Bernhard Riemann, jovem matemático alemão, ao estender a Geometria de Euclides e de Descartes, desenvolveu em detalhes a ideia de uma Geometria quadridimensional. Mais que isso: provou que a Geometria euclidiana é uma das muitas igualmente lógicas e consistentes geometrias que se referem a espaços de quaisquer números de dimensão, do zero ao infinito.

Da semente plantada por Riemann, em 1854, nasceu um fruto colhido por Albert Einstein, em 1915. Ele mostrou que, embora nosso universo pareça uma variedade 3-D, é, de fato, 4-D. Ao alargar a noção de dimensão ele dava o primeiro passo para se perceber a variedade espaço-temporal que é o Universo.

Cada um contribuiu para o seu tempo.

Nem Ptolomeu estava inteiramente errado: a régua que mede comprimento, largura e altura não é a mesma que mede o tempo. 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

1316-A Quarta Dimensão Manifestada


Uma postura para a Quarta Dimensão

Sabemos que vivemos na terceira dimensão, balizada pela física como sendo largura, altura e comprimento.

A quarta dimensão é um elemento novo acrescido à terceira dimensão que é o tempo-espaço. Muitos cientistas não consideram a quarta dimensão como uma dimensão, mas como sendo um estado de espírito.

Aqui na 4ª dimensão a Terra e os seres humanos serão levados a desenvolver a sensibilidade do ser individual em busca de sua individualidade, de seu eu superior. Podemos classificar isso como sendo uma busca do contato com nossa mônada natal, onde cada um vai descobrir sua alma e seu propósito.

Existe uma teoria da criação dos Espíritos como mônadas que, segundo a necessidade do universo criado são postas em liberdade para iniciarem sua evolução espiritual. Só como exemplo, não poderíamos ter na época de Jesus uma mônada digital, ou de elementos digitais que só agora despontam. Tudo tem o seu tempo. Esses espíritos da Era Digital qualificam-se para fazer suas experiências na Quarta Dimensão.

A quarta dimensão é uma experiência interessante, pois estaremos ligados ao tempo e espaço. Como definição de tempo e espaço universal direi que tudo no universo acontece agora. Não existe passado ou futuro e sim o eterno presente. O que nos distancia desta realidade é nossa prisão nesta terceira dimensão. A partir de agora estaremos integrando esta Quarta Dimensão e poderemos nos conectar com outros seres de outras dimensionalidades. Não falo só com os espíritos, mas com seres vivos da espécie humana, como nós, em outros lugares do Universo. Logicamente isto é um treino progressivo.

Em breve todos os seres deste planeta poderão fazer este contato, fisicamente ou através de sua intuição. Não preciso estar lá para sentir.
É como a psicografia de um livro onde o escritor recebe informações intuitivas, pois, já está ligado nesta nova dimensão.

Temos como exemplo, no Brasil, o médium Chico Xavier. Foi e continua sendo uma pessoa além de seu tempo. Para provarmos que a Quarta Dimensão está em curso, basta citar a Ressonância Schumann, que mede os ciclos ELF (banda de frequências extremamente baixas) aqui no plano terrestre. O nosso ciclo antes do início do tempo do não tempo era de 7,83 ciclos e hoje ela está em 12 ciclos. Para exemplificar: as pessoas dizem que percebem que o ano está mais curto, passa mais rápido e é verdade, isso pode ser atestado por medição. A velocidade da Terra aumentou e a nossa também.

Apesar de termos as 24 horas do dia no planeta elas representam com o novo ciclo somente 16 horas. Tudo se ajusta ao magnetismo da Terra e este ao magnetismo do Sistema Solar e este ao magnetismo de Alcione, onde gravita e assim e assim sucessivamente.

As 24 horas estão ligadas ao sistema de rotação de nosso planeta em volta de si mesmo. O novo ciclo não está ligado ao nosso Sol, mas à nossa translação em relação ao nosso Sol Central, Alcione. O nosso sistema solar também gira em torno de um sol. Como Alcione gira em torno de outro sol, ou outra galáxia.

Muito confusa a explicação, mas fácil de compreender se você aceitar a evolução dos mundos e das raças. Os Maias apontam o fim da 5ª raça neste que foi apontado final dos tempos daquela profecia. E apontam que adentramos na 6ª raça e primeira sub-raça. Serão mais 2.150 anos para que este período se ajuste aos ciclos do Universo.

Nos próximos 26 mil anos virão a quinta e sexta dimensões já em processo de reencarnação no planeta. Óbvio que não será da noite para o dia, pois o processo é lento e progressivo.

O que ocorrerá na quarta dimensão é que nosso DNA sofrerá mudanças para adaptar-se à nova realidade. O nosso DNA tem dois filamentos, mas na verdade deveria ter doze filamentos como em planetas para onde iremos depois de completado nosso estágio na Terra.

A realidade da Quarta Dimensão é outra e não como muitos pensam, principalmente depois da abertura do portal 11.11.1992 e fechamento daquele para a abertura do outro em 21.12.2012. O portal 11.11 não é a busca da individualidade, mas a procura do contato com o eu superior, que são as mônadas. Com certeza a procura da unicidade é importante. Observem que falo em unicidade e não individualidade.

As experiências mostram que é importante conhecer a nossa individualidade, mas não somos seres individuais e sim seres coletivos. Na verdade somos todos um. Importante saber que antes na época dos primeiros mestres ascensionados existiu outro portal. O que o Universo nos coloca agora nesta Quarta Dimensão é que deveremos ser num futuro próximo os novos mestres ascensionados a serviço daqueles que vêm atrás.

Resumindo: os espíritos ou seres aqui do planeta serão com o tempo os colaboradores dos dirigentes da Terra.

Não temos capacidade de avaliar, no estágio que estamos, quão grande é tudo isso e a responsabilidade que é, por outro lado, contribuir com isso no sentido correto.

O que importa neste momento é que já estamos na Quarta Dimensão.

Receberemos várias informações é só ficarmos atentos, abertos, naquela posição de pobreza intelectual, desejo de receber mais, enriquecer-se mais.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

1315-A Quarta Dimensão Manifestada


Parece coisa de louco

Mas, não é coisa de louco.

Introduzo aqui mais uma série para pensarmos coletivamente e coletivamente criarmos egrégoras em prol do avanço planetário.

Creio que já abordei aqui em momentos anteriores como ocorre a expansão de consciência. Repito em síntese. Pode-se comparar de duas formas: é como se estivéssemos num balão que se ergue; nos primeiros metros de subida vemos o que é possível ao ângulo de vista e então à medida que sobe alargam-se os horizontes e vemos sempre além até reduzirem-se os detalhes para incorporarem-se mais conjuntos.

Enquanto homens primitivos, no máximo podíamos subir numa árvore, como fazia Tarzan, a fim de ver mais além. Mas, já tínhamos capacidade de ver e perceber em três dimensões. E olha como faz tempo!!!

O mundo dos sentidos físicos, tradicional, aquele que nos limita a cinco sentidos e que Rudolf Steiner diz serem doze, nos oferece o limitável, o básico e, respeitando Steiner, pouquinha coisa mais. Mas isso não é tudo. Os animais também são capazes de tanto e até mais do que é capaz o homem. Todos sabemos que somos animais especiais, dotados de inteligência, espírito, imaginação, mas alguns sentidos estacionamos. Somos capazes de perceber muito mais e nisso também os animais nos dão incríveis lições. Creio que todos puderam conhecer a notícia quanto ao tsunami na Indonésia, em 2004, que os animais selvagens já se haviam retirado para as partes altas algumas horas antes que aquela onda devastou o país. Os animais domésticos possivelmente também teriam feito o mesmo se não estivessem presos.

O que há com o “animal” humano, que se tornou tão pobre dos pontos de vista perceptivo, imaginativo, transcendente? Você sabe? Ainda não é nesta série que iremos abordar esta última questão, mas trata-se de uma questão que precisamos abordar para descobrir como superar.

Nesta série, aos incautos, pode parecer coisa de louco, mas a análise vai mostrar que a nossa realidade física vem sendo desvendada como se este mundo na verdade fosse uma película ultrafina e através desta pudéssemos acessar um Novo Mundo, o Mundo Quântico, um mundo de possibilidades ilimitáveis, além das fronteiras, além da lógica, “coisa de louco” que, na verdade, não é coisa de louco.

Os cientistas trabalham para esclarecer algo como se na montagem do Universo o seu autor tivesse reservado uma bolha para ser ocupada por duas classes de pessoas: os preguiçosos de mente, vítimas do progressivo abandono da realidade espiritual em favor das doutrinas materialistas, isto é, daquelas doutrinas que virtualmente aprisionaram a criatura no mundo fenomênico da medida, do número, do peso, tornando a própria existência da alma humana objeto de dúvida e debate (pão, pão, queijo, queijo); e a outra bolha para ser visitada por pessoas que se interessam pelos fenômenos até então quase inexplicáveis, mas que fazem parte de uma realidade que é nossa, mas que dormimos com ela muitas vezes sem vê-la.

Quando chegamos ao limite da lógica comum às mentes do passado, às mentes preguiçosas e às mentes reféns do materialismo, também é comum exclamar: “parece coisa de louco!” Por que coisa de louco? Justamente porque o louco não é lógico. Veja, uma vez um senhor caminhava pela rua fronteira a um sanatório cujos muros eram altíssimos e ele não via ninguém em lugar algum e andava relaxado e determinado quando ouviu o barulho de algo pesado que caiu à calçada atrás de si. Voltou-se para ver o que era e se tratava de um interno do sanatório que pulara o muro com uma enorme faca à mão. Aquele senhor ficou gelado ante a iminência do ataque e pôs-se a correr a toda força tentando achar um policial ou alguém que pudesse socorrê-lo. Correu o quanto suas forças podiam e nada de socorro. E o louco firme, atrás dele. Não mais resistindo, encostou-se na parede de um muro, abriu os braços e disse: “Pronto, me entrego, pode cravar a faca”. O louco deu uma gargalhada, alcançou-lhe a faca e disse: “Agora você corre atrás de mim!!!”

Coisa de louco! É?

Aprisionados ao mundo onde o bem e o mal se debatem toda hora, não temos tempo para descobrir a divindade humana aprisionada em nós. Estórias à parte (esta do louco foi só pra descontrair e exemplificar que nem sempre aquele que corre atrás de você com uma faca na mão é um agressor), esta nova série vai cuidar das coisas ainda ilógicas e ainda espantosas (para alguns) da dimensão quântica, com a qual os mais caprichosos estudantes do nosso mundo terão de se acostumar, doravante.

A mente humana aprendeu a raciocinar com as três dimensões (altura, largura, profundidade) e a entender a existência do objeto e do observador.

Já não é mais assim. Com a entrada da quarta dimensão (espacial) quem observa não vê tudo, isto é, vê o agora. O depois modifica tudo. O leitor que começou a ler a este texto há exatos 5 min e 42 seg não é mais a mesma pessoa neste novo instante. Tudo está passando. Somos todos passantes, passageiros. Eternos passantes. Creio valer a pena ler o que virá nas postagens seguintes. Você passa ou fica? Se ficar não vai, não embarca.

Então, embarca?

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

1314-Deus e o diabo na concepção dos homens


A descoberta de Deus

Eu não preciso saber o nome, o tamanho, o endereço, a cor, a língua ou as preferências deste ser que os homens concebem e chamam de Deus. Tudo o que eu preciso saber sobre ele está aqui diante dos meus olhos numa estupenda continuidade, que a cada segundo se perpetua, se modifica, cria, recria e se torna mais bela – a vida.

Vejo a vegetação crescendo e se reproduzindo, os animais respirando, disputando seus espaços, os insetos se doando, as marés se sucedendo num ritmo contínuo, a chuva caindo, as águas rolando pelos rios e estacionando nas lagoas, a noite descendo sobre os vales e montanhas, o sol nascendo sobre as montanhas e vales, vejo essa maravilhosa dança da vida que, para mim, não importa se é ou não eterna, sempre em mutação, onde o homem é apenas mais um elemento.

Não preciso saber se o homem é ou deixou de ser o mais qualificado dos seres da vida. Não estou preocupado com quem é mais ou é menos, nem a quem pertence os controles de Tudo.

Penso, mesmo, que com ou sem o homem a natureza prosseguiria, e isso faz toda a diferença. Em certas circunstâncias, a natureza viveria até melhor, mas isso não tem toda a importância se penso que ela existe para se doar. Nada pede, além de respeito.

Então penso que nisso esteja contido um propósito capaz de esclarecer para que serve o orgulho e a superioridade do homem se ele não sobreviveria por muito tempo sem água, luz, calor, frio, oxigênio, alimento. Chego, mesmo, a pensar que o orgulho e a superioridade sejam instrumentos de sofrimento e que o sofrimento não seja o caminho do amor e sim do ódio. Mas, penso que orgulho, superioridade, sofrimento e ódio se reproduzem como sementes lançadas ao solo. E que depois de muita produção de sofrimento e ódio, em repetidas tentativas de vencer o sofrimento e o ódio, a vida nos ensine que só saberemos da beleza quando tivermos nos cansado do não belo; só saberemos o que é o dia quando a noite for vencida pela luz. E penso que o não belo e a noite devem continuar existindo para outro alguém possa descobrir o belo e a luz.

A vencedura do orgulho e da superioridade retirará da vida a necessidade de derrotar o outro para alcançar a vitória. As mais duradouras vitórias são aquelas que não derrotam ninguém. Não serão as conquistas individuais – por princípio e nem a soma parcial de individualidades – que qualificarão o homem entre todos os demais seres. Isso ele já pode confirmar olhando para a natureza circundante. Há uma complementariedade espantosa aos olhos do orgulhoso e do egoísta. Toda a outra natureza já se resolveu. Por isso se se retirar dela o homem, o processo da vida continuará ainda mais maravilhoso e intocado.

Mas, esse não parece ser um propósito do ser que o homem chama de Deus e não o ama. Muito pelo contrário, sua aposta é no homem. Para o homem deve haver um destino, um porto, uma chegada, um termo, um acabamento ao qual tudo mais já chegou, menos o homem.

Seremos nós – ou querem que sejamos -, possivelmente, como as gotas de água do rio, que para ser rio é mister que elas se misturem continuamente. Nisso está o processo biofísico. E através da evaporação iremos nos purificando, volatilizando, rolando, transmutando, descendo das alturas, oferecendo-se às corredeiras e cachoeiras, estacionando nos remansos, dançando nas ondas e maretas, buscando sempre mais quantidade, densidade e diversidade.

Tomada pela luz que a aquece, vez por outra, uma gota escapa fora do rio e se desfaz de sua matéria densa e vai transmutar-se em vapor, gelo e novamente partícula, gota, vertente a brotar do útero da terra para recomeçar a andar pelas veredas dos rios, não sem antes haver servido a terra, às árvores, aos animais...

Engolida por qualquer um que tenha sede, vai transportar nutrientes através de canais, veias e dutos minúsculos, até ser excretada novamente trazendo com ela as impurezas que lhe cabiam carregar, para contribuir com a perpetuação das outras partes do imenso sistema natural.

Aquela gota, que contém mil partes de outras gotas e que não se importa mais em permanecer gota difusa no conjunto de todas as demais gotas, abandona-se membro do todo porque agora ela é rio, manancial, lagoa, oceano...

Percebo que a vida – eterna ou não – não está no indivíduo, mas na perpetuação dela mesma. O indivíduo é ninguém. Nem reproduzir-se consegue sozinho. O indivíduo por uma série de motivos desaparece, é substituído, sucedido. Mas, o conjunto, o sistema, se refaz, se cura, melhora-se e vai adiante.

Todo indivíduo que não se compõe ou não se conjuga, sobra. Mas a natureza precisa do indivíduo como expoente da diversidade, pois é como indivíduo que ele evolui e permite a evolução do seu sistema.

Estamos indivíduos, mas somos Universo. E assim somos deuses. Pequenos deuses-partículas do Grande Deus. Parte Dele. A serviço Dele. E Ele a nosso serviço.

Ensine isso a uma criança e a vida será bem diferente. Sem medo de nada.
 
Paz em teu coração, leitor meu. Paz a todos os seres. Preparemos-nos para uma próxima série.   

domingo, 26 de janeiro de 2014

1313-Deus e o diabo na concepção dos homens


Verdades transitórias sobre Deus

A mente do homem que olhava para os céus sem saber o que via, não ia muito além daquilo, mesmo.

A mente do homem que pensava que terra era plana como um tabuleiro à borda do qual havia um precipício e por isso não pensava em sair do lugar onde estava, era refém de sua mente subdesenvolvida.

A mente do homem que pensa(va) a criação do mundo em seis dias e que dá(va) como data para isso algo em torno de seis a sete mil anos é(ra) uma mente parada naquela data.

Existem muitos outros casos de mentes estacionadas. Para não perder muito tempo com que ficou pra trás na caminhada que se acelera, vamos acelerar.

Nosso entendimento se desenvolve indefinidamente por adições subjetivas. O que vemos e experimentamos contribuem para a nossa sabedoria, o saber factível. A capacidade de entendimento cresce com adições subjetivas.

Não entender que os céus estão para mais além do que um teto para a terra; não entender que a Terra poderia ser redonda tal como se mostram a lua e o sol; não entender que a construção do mundo se torna tarefa para mais que seis dias; não entender muito mais que o óbvio, são sintomas de não expansão ou não desenvolvimento do entendimento.

Des-envolver (escrito assim), nesse caso, tem esse sentido: retirar as cascas que envolvem aquilo que precisa sair de dentro; quebrar a semente para que ela possa gerar. Nascemos lá no marco zero da caminhada espiritual tal como uma tela em que tudo precisará ser pintado. As notícias espirituais dão o homem como um ser incompleto, completando-se a cada novo passo, passível de construção e (se possível) faz de Deus um ser completo, perfeito. Caminhamos para a progressiva perfeição (ambulare pro Deo).

Ou será que também Deus está evoluindo? Quem pode dizer a verdade?

De uma coisa podemos estar certos: na concepção filosófica concluímos que existimos (cogito, ergo sum). Há dúvida sobre isso? Não, não há. A menos que você não pense, se recuse pensar e entregue tudo a uma terceira inteligência que faça isso por você.

Existimos e percebemos que alguém nos trouxe até aqui. O que sabemos neste instante não se resume ao aprendizado desta existência. Como explicar que uma criança atual aos 3 anos e meio fala todas as palavras usuais de sua língua? E, em alguns casos nasce brasileiro e domina outra língua que não é de seus pais?

Vamos ao “cogito ergo sum”: se o que eu sinto, percebo e penso não é um engano, o mundo existe e há uma clara evidência, não engano, da existência de um ser que é o Autor de Tudo, e não enganador.

Aquele que não engana, é do bem, é sincero, respeita, é amoroso. Eis um breve perfil que cabe para definir o homem e pode caber para definir aquele que chamamos de Deus e cogitamos ser cópias dEle.

O caminho mais seguro para se chegar a Deus tem de ser aquele que esteja sinalizado, sinalizando a partir do que nós imaginamos que existe não seja acaso. Se o homem não é acaso, o mundo também não. Deus não pode ser acaso. Vá pensando mais livremente sobre Tudo. Abandone um pouco o que os homens escreveram ao longo dos séculos. Eles também não sabiam sobre Deus. Não sabem ainda. O procuram no microscópio é não o veem. No telescópio também não o veem. Será que estão olhando para as direções certas?

Maioridade Espiritual esforça-se para que sejam eliminados os vazamentos de energia desperdiçados com informação inócua, imagem distorcida, foco fora de rumo. Não temos mais tanto tempo quanto já tivemos para longas discussões em que todos querem ter a última palavra, a verdade final. Se todos fizermos votos de pobreza em matéria de conhecimento, a busca enriquecer-se-á, os obstáculos interpostos na trajetória da visão serão derrubados e a visão mudará de alcance ou profundidade. A descoberta de Deus estará facilitada.

sábado, 25 de janeiro de 2014

1312-Deus e o diabo na concepção dos homens


Qual o sexo da divindade?

Um dos temas mais comentados na mídia e nos ambientes acadêmicos tem sido o machismo – que se supõe de origem religiosa – que é, com certeza, a maior causa de discriminação e de violência contra o sexo feminino e, por extensão, aos homens que renunciam ser machos em função do homossexualismo.

Basta lembrar que nas três maiores religiões do Ocidente (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo), a divindade é sempre descrita e nomeada como Ele, um ser masculino, nunca negro, guerreiro, juiz e na mais amena das suas imagens, um pai. E em nenhuma dessas concepções há espaço para a mulher, mãe e, por extensão àqueles cuja pele não é clara.

Mas, na verdade, não são estas religiões que geraram o machismo, e sim o machismo é que deu origem a estas religiões. Pois, nem sempre foi assim. E nunca se soube que Deus tenha instituído uma religião sequer.


Estudos comprovam que no Oriente Médio e nas costas do Mediterrâneo, berço destas três religiões, floresceu e perdurou por séculos o culto à deusa. Indícios desse tipo de fé ainda podem ser notados inclusive na Bíblia, textos sagrados que a caracterizam.

No Judaísmo puro os seus textos sagrados sempre se referem à força feminina de Deus. A Shekinah, que é a manifestação concreta do divino, é feminina. Feminino também é o nome do espírito criador (que atua por Deus), Ruáh, que significa respiração, brisa, ventania, espécie de Espírito Santo que, no catolicismo faz parte da Trindade, mas tem nome masculino, numa evidente demonstração de que a influência romana masculinizou a divindade.

Também os profetas mostram Yaweh com aspectos de mãe. Tem útero, gera, amamenta, carrega no colo e cuida do ser humano até que ele possa caminhar com as próprias pernas.

O mais importante dos profetas, Jesus de Nazaré, descreve sempre deus como tendo entranhas (útero) que pulsam de pena do sofrimento humano.

E a parábola do Filho Pródigo apresenta um pai tão feminino que muitos estudiosos garantem que Jesus deve ter usado a imagem de uma mãe e que depois isso foi mudado pelo machismo dos redatores romanos do Evangelho.

Era a mãe que dividia a herança dos filhos, quando o pai morria. Enquanto vivo o pai era o único dono dos bens da família.

Também era, na imensa maioria das vezes, a mulher que, viúva, assumia os filhos. Por muitos milênios as estatísticas demonstram que os homens desencarnavam antes que as mulheres.

Reformulados os evangelhos, por Roma, as parábolas não falam momento algum num casal, só no chefe da casa, que a Igreja passou a descrever como o pai, bem ao feitio da cultura romana, que será tema de outra série sobre a mulher.

Naquela parábola do Filho Pródigo, quando o filho retorna, o pai que o vê de longe, sai ao seu encontro: um gesto tipicamente feminino naquela cultura. Tantas evidências fizeram com que um pintor renascentista pintasse a cena do retorno do Filho Pródigo onde o pai que o acolhe usa roupas femininas e tem as mãos delicadas de mulher.

Será que Jesus, como os demais profetas queriam se referir à face feminina de Deus? É bem possível. Não há aqui neste artigo nenhuma intenção de “forçar a barra” para fazer de Deus uma fêmea, muito pelo contrário, quero mostrar que o macho pode não ser tosco, bruto, nada sentimental e sim menos racional, quem sabe a maravilhosa soma dos dois hemisférios dando causa à androginia defendida por Jung.

Já que a Igreja, na tentativa de diminuir a importância da mulher na História da Salvação, fez de Jesus um celibatário - o que era um escândalo entre os judeus -, e fez de sua mãe uma virgem, ou seja, uma mulher incompleta e, o pior, fez da principal e mais amada discípula de Jesus, Maria Madalena, uma prostituta, e tirou de José a honra da paternidade, chegamos, pela via do machismo exacerbado romano, a uma viagem pelos séculos engolindo essas mentiras institucionalizadas.

Mas a imagem feminina de Deus é algo bem mais enraizado no mente e no coração do ser humano. Como o cristianismo romano não assumiu o lado feminino da divindade, ela própria se infiltrou na vida da religião, de tal forma que no próprio catolicismo a parte maior e mais poderosa da religião tem de ser entendida na figura de Maria Santíssima. Mais que mãe de Jesus, Maria acabou ocupando um lugar tão importante equivalente ao de seu filho no coração dos católicos. Não como a mãe de Deus, como a mãe do menino gerado em seu ventre e que se tornou o Messias – homem e filho do homem – entre nós. Esse Jesus nascido de Maria, gerado por seus pais tem mais credibilidade em nossas mentes que o outro, pintado por Roma.

Ainda sobre a feminilidade divina: basta ver as aparições ou materializações percebidas ao longo da história católica. Há somente duas ou três aparições de Jesus. Mas são centenas as aparições de Maria, e sob as mais diversas formas. Seria então essa a vingança da deusa? Creio que não, espíritos dessa envergadura não se vingam.

Afinal isto seria mais o explodir de um vulcão de sentimentos que nasce no próprio coração humano. Óbvio.

Tendo toda a sede de ternura e de aconchego materno, sufocada por uma doutrina que nega esse aspecto-mãe da divindade, o ser humano projeta para fora de si e para os outros a imagem da figura desejada, querida e da qual sente imensa saudade: a mãe.

Como a história da evolução humana se desenvolve segundo a dialética (tese-antítese=síntese), pode ser que depois do matriarcalismo inicial sobreposto pelo seu contrário, o patriarcalismo ocidental, a Humanidade consiga chegar à síntese que contemple todos os aspectos da divindade: pai + mãe = família. Sem essa conjugação o mundo humano acabará.

Afinal, a perfeição divina não pode ser restrita pelos limites de gênero. Perfeito e único, Deus ou Deusa, tem que reunir em si mesmo ambos os aspectos. "Quando de dois fizeres um, entrarás no reino do céu", garantiu Jesus de Nazaré ao seu discípulo Tomé. Jung voltou à tese e chegou à androginia.

Quando o equilíbrio absoluto reinar nos corações humanos, as distinções se tornarão inúteis. Também será inútil e desnecessário explicar o Absoluto com imagens humanas. Mas, até lá, que não nos fechemos ao Todo e o sirvamos em todas as formas de como se nos revela.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

1311-Deus e o diabo na concepção dos homens


Como se conceitua Deus?

Que coisa, você viu, numa simples proposta de analisar Deus e o diabo justamente a partir das concepções que nós, humanos, lhes damos, utilizamos mais capítulos descrevendo e enquadrando o diabo e a única justificativa para tanto é a sua poderosa influência sobre a nossa sociedade.

Sobre Deus, nos tempos modernos, muitos conceitos abstratos foram desenvolvidos, tais como a Teologia do Processo, o Teísmo Aberto e a Redução Fenomenológica ou Transcendental.

Segundo o Teísmo Aberto: os seres humanos são verdadeiramente livres; se Deus puder ver o futuro, os seres humanos deixam de ser livres; portanto, Deus não sabe absolutamente tudo sobre o futuro.

O Teísmo Aberto baseia estas crenças em Escrituras que descrevem Deus “mudando de ideia”, ou “sendo surpreendido”, ou “parecendo adquirir conhecimento” (Gênesis 6:6; 22:12; Êxodo 32:14; Jonas 3:10). À luz de diversas outras Escrituras que declaram o conhecimento de Deus acerca do futuro, estas Escrituras devem ser entendidas como Deus descrevendo a si próprio de maneira que possamos entender. Deus sabe quais serão nossas ações e decisões, mas Ele “muda de idéia” com relação às Suas ideias baseado nas nossas ações. Deus estando “surpreso” e decepcionado com a perversidade da humanidade não significa que Ele não sabia que as coisas iriam ocorrer.

A Teologia do Processo, que deu origem ao Teísmo Aberto, em resumo, defende que o universo é caracterizado pelo processo e pela mudança, carregado pelos agentes do livre arbítrio. A autodeterminação caracteriza tudo, e não apenas seres humanos. Deus não pode forçar nada a acontecer, apenas exerce seu livre-arbítrio, possibilitando novas possibilidades.

O filósofo francês, falecido em 2002, Michel Henry, tem proposto, entretanto, uma definição fenomenológica de Deus para tomá-lo como a essência fenomenológica da vida. Retorna lá no interior das cavernas para colocar o sentido de Deus diretamente em relação ao que dele vemos e sentimos e faz nascer uma transcendentalidade compreendida como Redução Fenomenológica. Divagaram tanto sobre Deus, que Henry resgatando Edmond Husserl, seu mestre, plantaram um modo simples para compreender Deus.

Fenomenologia (do grego phainesthai - aquilo que se apresenta ou que se mostra - logos - explicação, estudo) afirma a importância dos fenômenos da consciência, os quais devem ser estudados em si mesmos – tudo que podemos saber do mundo resume-se a esses fenômenos, a esses objetos ideais que existem na mente, cada um designado por uma palavra que representa a sua essência, sua "significação". Os objetos da fenomenologia são dados absolutos apreendidos em intuição pura, com o propósito de descobrir estruturas essenciais dos atos (noesis – ou compreensão imediata, habilidade de sentir e perceber ou saber algo imediatamente) e as entidades objetivas que correspondem a elas (noema - uma frase, alegoria, ilação ou história/estória que serve para entender algo diferente do que é dito). Edmund Husserl (1859-1938) - filósofo, matemático e lógico – é o fundador desse método de investigação filosófica, que estabeleceu os principais conceitos e métodos que seriam amplamente usados pelos filósofos desta tradição.

A fenomenologia é o estudo da consciência e dos objetos da consciência. A redução fenomenológica, "epochè" (um termo trazido do grego antigo que significa “paragem”, “interrupção” ou “suspensão” de juízo), é o processo pelo qual tudo que é informado pelos sentidos é mudado em uma experiência de consciência, em um fenômeno que consiste em se estar consciente de algo. Coisas, imagens, fantasias, atos, relações, pensamentos, eventos, memórias, sentimentos, etc. constituem nossas experiências de consciência, que se dão para além do que os sentidos permitem.

A Doutrina Espírita, por exemplo, considera Deus a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas, eterno, imutável, imaterial, único, onipotente e soberanamente justo e bom. Reconhece a inexorabilidade das leis naturais, mas absolutamente nega a imobilidade da vida, aceitando, por isso, a Teoria da Evolução das Espécies, tudo dentro de um plano melhorador em que Deus é seu autor. E dá os seres humanos como livres, autores do seu destino.

No Martinismo podemos encontrar no livro “Corpus Hermeticum” a seguinte citação: "vejo o Todo, vejo-me na mente… No céu eu estou, na terra, nas águas, no ar; estou nos animais, nas plantas. Estou no útero, antes do útero, após o útero - estou em todos os lugares". Martinismo é uma escola de pensamento místico-filosófica, derivada dos ensinamentos e escritos de Martinez de Pasqually e de Louis Claude de Saint-Martin, relacionada com o cristianismo esotérico e a mística judaica. É também a designação de um rito da maçonaria.

A Teosofia é baseada numa interpretação não-ortodoxa das doutrinas místicas orientais e ocidentais e afirma que o Universo é, em sua essência, espiritual, e o homem é um ser espiritual em progresso evolutivo cujo ápice é conhecer e integrar a Realidade Fundamental, que é Deus.

Em algumas organizações que estudam viagens humanas através das galáxias, pessoas especulam que Deus ou os deuses são ou podem ser seres extraterrestres. Muitas dessas teorias sustentam que seres inteligentes provenientes de outros planetas visitaram a Terra no passado e influenciaram no seu desenvolvimento, inclusive, das religiões. Alguns livros, como o livro "Eram os Deus Astronautas? " de Erich von Däniken, propõem que tanto os profetas como também os messias foram enviados ao nosso mundo com o objetivo exclusivo de ensinar conceitos morais e encorajar o desenvolvimento da civilização. Em “Exilados de Capela” Edgard Armond advoga que foram espíritos evoluídos provindos do planeta Capela, que fundaram as grandes civilizações do passado em nosso planeta.

Especula-se também que toda a religiosidade do homem criará no futuro uma entidade chamada Deus, a qual emergirá de uma inteligência artificial. Arthur Charles Clarke, escritor de ficção científica, disse em uma entrevista que: "Pode ser que nosso destino nesse planeta não seja adorar a Deus, mas sim criá-Lo".

Vários pensadores de renome e muitos não tão conhecidos especulam que as religiões e mitos são derivados do medo. Medo da morte, medo das doenças, medo das calamidades, medo dos predadores, medo de um "inferno eterno", ou mesmo medo do desconhecido. Com o passar do tempo, essas religiões foram subjugadas sob a tutela das autoridades dominantes, as quais se transformaram em governantes outorgados pelos céus ou enviados pelos deuses. Nessa linha de raciocínio, a religião é vista simplesmente como um meio para se dominar as massas valendo-se das fraquezas humanas, que nada mais é que a ignorância. Napoleão Bonaparte disse: "o povo não precisa de Deus, mas precisa de religião"; afirmando em essência que a massa necessita de uma doutrina que lhe discipline e lhe estabeleça um rumo. Nesse caso, Deus é um detalhe meramente secundário, um meio para um fim.

A verdade é que não é dado ao homem sondar a natureza íntima de Deus. Para compreendê-Lo nos falta, ainda, o sentido que não se adquire senão pela completa depuração do espírito. Uma mente inferior não é capaz de avaliar uma mente superior. O homem pode, pelo raciocínio, chegar ao conhecimento dos seus atributos necessários; porque, em vendo o que Deus não pode deixar, sem cessar, de ser, disso conclui o que deve ser. É isso, avaliamos Deus por aquilo que sentimos ser a sua essência. Grosso modo, ainda estamos lá atrás como estava o homem de Neanderthal.

O conhecimento dos atributos divinos é o ponto de partida de todas as crenças religiosas, e foi pela falta de a eles se referirem, que a maioria das religiões errou em seus dogmas. As que não Lhe atribuíram a onipotência, imaginaram vários deuses; as que não Lhe atribuíram a soberana bondade, dele fizeram um deus ciumento, parcial e vingativo.

Vejamos então, em resumo, atributos sem os quais Deus não poderia ser Deus:

Deus é a suprema e soberana inteligência.
A inteligência de Deus, abarcando o infinito, deve ser infinita. Se a supuséssemos limitada em um ponto qualquer, poder-se-ia conceber um ser ainda mais inteligente, capaz de compreender e de fazer o que o outro não faria, e, assim sucessivamente, até o infinito.

Deus é eterno.
Deus não teve começo e não terá fim. Se houvesse tido um começo, teria saído do nada; o nada não sendo nada, nada pode produzir; ou bem ele haveria sido criado por um ser anterior e, então, esse ser é que seria Deus. Lhe supondo um começo ou um fim, poder-se-á, pois, conceber um ser tendo existido antes dele, ou podendo existir depois dele, e, assim sucessivamente, até o infinito.

Deus é imutável.
Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o universo não teriam nenhuma estabilidade.

Deus é imaterial.
Sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria; de outro modo, não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da matéria.

Deus é todo-poderoso.
Se não tivesse o supremo poder, poder-se ia conceber um ser mais poderoso, e, assim, sucessivamente, até que se encontrasse o ser que nenhum outro poderia superar em poder, e este é que seria Deus.

Deus é soberanamente justo e bom.
A sabedoria providencial das leis divinas se revela tanto nas pequenas coisas como nas maiores, e essa sabedoria não permite duvidar-se, nem da sua justiça, nem da sua bondade.
O infinito de uma qualidade exclui a possibilidade da existência de uma qualidade contrária que a diminuiria ou a anularia. Deus não poderia, pois, ser ao mesmo tempo, bom e mau, porque, então, não possuindo nem uma nem outra dessas qualidades no grau supremo, não seria Deus. Não poderia, pois, ser senão infinitamente bom ou infinitamente mau; ora, tendo em vista que suas obras testemunham a sua sabedoria, sua bondade e sua solicitude, é preciso disso concluir que, não podendo ser, ao mesmo tempo, bom e mau sem deixar de ser Deus, Ele deve ser infinitamente bom.

Deus é infinitamente perfeito.
É impossível conceber Deus sem o infinito das perfeições, sem o que não seria Deus, já que se poderia sempre conceber um ser possuindo o que lhe faltasse. Para que nenhum ser possa superá-lo, é preciso que seja infinito em tudo.

Deus é único.
A unidade de Deus é a conseqüência do infinito das perfeições. Um outro deus não poderia existir senão com a condição de ser igualmente infinito em todas as coisas; porque se houvesse, entre eles, a mais leve diferença, um ser seria inferior ao outro, subordinado ao seu poder, e não seria Deus. Se houvesse, entre eles, igualdade absoluta, seria de toda a eternidade um mesmo pensamento, uma mesma vontade, um mesmo poder; assim, confundidos em sua identidade, não seriam, em realidade, senão um único Deus.

Mais um resumo: Deus não pode ser Deus senão com a condição de não ser superado, em nada, por outro ser (aqui sai de cena o seu adversário, apresentado por nós em muitos capítulos anteriores); porque, então, o ser que o superasse, no que quer que fosse, seria o verdadeiro Deus. Por isso, é preciso que seja infinito e imbatível em todas as coisas.

Deus é, pois, a suprema e soberana inteligência, é único, eterno, imutável, imaterial, todo-poderoso, soberanamente justo e bom, infinito em todas as suas perfeições, e não pode ser outra coisa.

Em filosofia, em psicologia, em moral, em religião, não há de ser verdadeiro senão aquilo que não se desvie um jota das qualidades essenciais da Divindade. A verdadeira religião será aquela na qual nenhum artigo de fé esteja em oposição com essas qualidades, na qual todos os dogmas poderão sofrer a prova desse controle, sem dele receber nenhum prejuízo.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

1310-Deus e o diabo na concepção dos homens


Como se discute a existência de um deus/deusa?

Há milênios, a questão da existência de Deus?Deusa foi levantada dentro do pensamento do homem. As principais correntes filosóficas que investigam e procuram dar respostas (mas não têm respostas) para a questão são:

O Deísmo – Doutrina que considera a razão como a única via capaz de nos assegurar da existência de Deus, rejeitando, para tal fim, o ensinamento ou a prática de qualquer religião organizada com fins de revelação. O deísmo é uma postura filosófico-religiosa que admite a existência de um Deus criador, mas rejeita a idéia de revelação divina.

É muito alta a percentagem de pessoas que, na Europa e nas Américas, afirmaram acreditar num Deus com essa ressalva. Note que os países da Europa Oriental de maioria ortodoxa (como Grécia e Romênia) ou muçulmana (Turquia) apresentam percentagem mais elevadas ainda.

O Teísmo – É um conceito que surgiu no século XVII. Contrapõe-se ao ateísmo, deísmo e panteísmo. Sustenta a existência de um Deus (oposto ao ateísmo), ser absoluto transcendental (contra o panteísmo), pessoal, vivo, que atua no mundo através de sua providência, mantendo-o. No teísmo a existência de um Deus pode ser provada pela razão e por evidências empíricas, prescindindo da revelação; mas não a negando, contudo. Seu ramo principal é o teísmo Cristão, que fundamenta sua crença em Deus e na Sua revelação sobrenatural através da Bíblia.

O Teísmo agnóstico – É a filosofia que engloba tanto o teísmo quanto o agnosticismo. Um teísta agnóstico é alguém que admite não poder ter conhecimento algum acerca de Deus, mas decide acreditar em Deus mesmo assim. A partir do teísmo se desenvolve a Teologia, que é encarada principalmente, mas não exclusivamente, do ponto de vista da fé. Embora tenha suas raízes no teísmo, pode ser aplicada e desenvolvida no âmbito de todas as religiões. Não deve ser confundida com o estudo e codificação dos rituais e legislação de cada credo.

O Agnosticismo – Dentro da visão agnóstica, não é possível provar racional e cientificamente a existência de Deus, como também é igualmente impossível provar a sua inexistência. O agnóstico pode ser teísta ou ateísta, dependendo da posição pessoal de acreditar (sem certeza) na existência ou não de divindades.

O Ateísmo – Engloba tanto a negação da existência de divindades quanto a simples ausência da crença em sua existência.

Em resumo, podem-se distinguir três linhas centrais de pensamento:

Entre os teístas, além das revelações oriundas de livros considerados sagrados, como a Bíblia, muitos argumentam que pode-se conhecer Deus e suas qualidades observando a natureza e suas criações. Argumentam que existem evidências científicas suficientes que inequivocamente implicam uma fonte de energia ilimitada, e que esta seria o criador da substância do universo. Alegam que, observando a ordem, o poder e a complexidade da criação, tanto macroscópica quanto microscópica, podem inequivocamente concluir pela existência de Deus.

Como exemplo, uma das correntes cristãs que defendem tal posição é a dos protestantes norteamericanos engajados no movimento do Desenho Inteligente. William Dembski é um dos defensores dessa linha de pensamento.

Para vários ateístas e agnósticos a situação é diferente. Para a maioria desses, a definição de Deus, conforme proposta pelos teístas, se faz por sentença não testável frente ao mundo natural, que segue seu curso seguindo regras inexoráveis; e nesses termos Deus é sustentado apenas por fé, não havendo razão física natural que permita decisão racional ou a favor ou contra Sua existência. Citam não raramente, a fim de corroborar seu posicionamento, a postura similar adotada pela ciência moderna; a de que deus(es) transcende(m) aos "tubos de ensaio"; e que por tal não se pode entrar empiricamente nos "métiros daqEle(s)". Adotam em essência o posicionamento definido pela ciência, sendo Marcelo Gleiser um dos defensores dessa linha de pensamento.

Há ainda os que vão além, e afirmam que a situação inicial se inverte. Para alguns ateístas a análise fria do universo e do que nele e na Terra ocorrem mostra-nos claramente que não há um Deus ou mesmo outra deidade onipotente qualquer. Segundo essa corrente de pensamento, o universo, se fosse projetado e concebido por um ser onipotente, onisciente, justo e paternal - como geralmente definido pelos teístas - teria certamente características muito distintas das cientificamente observadas. Richard Dawkins é um dos mais famosos defensores dessa linha de pensamento.

Como se inventa um Deus/Deusa? Não é fácil responder. Cada um tem uma concepção para Ele/Ela.

As concepções de Deus/Deusa variam amplamente. Filósofos e teólogos têm estudado inúmeras concepções de Deus/Deusa desde o início das civilizações, focando-se, sobretudo, nas concepções socializadas ou institucionalizadas, já que concepções de Deus/Deusa formuladas por pessoas individuais usualmente variam tanto que não há claro consenso possível sobre a natureza deste Ser.

Será que cada um de nós tem o seu Deus/Deusa concebido exclusivamente?

As concepções abraâmicas de Deus (masculino) incluem a visão cristã da Trindade (onde o Espírito Santo toma o lugar da mãe). A definição cabalística de Deus, do misticismo judaico, e os conceitos islâmicos de Deus, também o entendem masculino.

As religiões indianas diferem no seu ponto de vista do divino: pontos de vista de Deus/Deusa do hinduísmo variam de região para região, seita, e de casta, que vão desde as monoteístas até as politeístas; sendo o ponto de vista sobre o Deus do budismo praticamente não teísta.

Vale dizer: do jeito que somos e pensamos não sabemos o que é Deus, nem se Ele ou Ela de fato existem, e sabemos que não sabemos. Mas, por qualquer motivo não muito lícito, ficamos emitindo palpites, puxando a brasa pra sardinha ou empurrando a sardinha pra brasa. Não sabemos o que ele é, mas o queremos registrado como de nossa propriedade.