sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

1346-Os motores da evolução humana


Palestina marcada pelos deuses

Assim (como vimos na postagem anterior) tem início o Novo Império (Egípcio) (1580 a.C. - 525 a.C.) graças ao sentimento de identidade cultural que crescia entre os egípcios em meio à luta contra os hicsos, mas que acabou voltando-se contra os hebreus, que acabaram dominados e escravizados. Por volta de 1250 a.C. os hebreus, sob a liderança de Moisés, conseguiram fugir do Egito, no episódio que ficou conhecido como Êxodo e que foi registrado no Antigo Testamento e no filme épico de Ridley Scott, famoso cineasta norte americano.

No Novo Império, um Egito militarizado ampliava seus domínios. Alargaram-se as fronteiras, da Núbia até o Eufrates. Ocorre uma aceleração no intercâmbio cultural e comercial com outros povos. Os fenícios, por exemplo, adquiriam os excedentes agrícolas egípcios e os revendiam por toda a bacia do Mediterrâneo. Luxo e poder econômico permitiram as grandes construções desse período. Mais uma vez o faraó se impunha como senhor supremo do Egito.

Mas em 525 a.C., os poderosos persas aquemênidas, liderados por Cambises II, iniciaram uma campanha de conquista do Egito, tendo acabado por capturar o faraó e por colocar a coroa sobre a cabeça de Cambises II que permanecia em Susa (Irã), uma cidade que já não existe. Algumas revoltas bem sucedidas contra os persas marcaram o Egito no século V a.C., mas nunca foram capazes de os derrubar de forma definitiva.

Este primeiro período de domínio persa sobre o Egito, também conhecido como XXVII Dinastia, terminou em 402 a.C..

De 380 a 343 a.C., a XXX Dinastia governou como última casa real nativa do Egito dinástico. Uma breve restauração do domínio persa, por vezes designada como XXXI Dinastia, teve início em 343 a.C., mas pouco depois, em 332 a.C., o governante persa entregou sem grande resistência o Egito a Alexandre, o Grande.

Em 332 a.C., Alexandre, também chamado de Magno, conquista o Egito, mas morre em 323 a.C., quando Ptolomeu, um dos seus generais, torna-se governador e em 305 a.C., rei. Ptolomeu, de origem macedônia, dá origem à dinastia dos Lágidas, que governa o Egito nos próximos três séculos. A última representante desta dinastia foi a famosa rainha Cleópatra VII (tema de um famoso filme inglês, estadunidense e suiço-1963), derrotada em 31 a.C. pelos romanos na Batalha de Áccio. Em 30 a.C. o Egito transformou-se numa província de Roma, administrada por um prefeito. A mesma sorte ou o mesmo azar se abate sobre a área que ficou conhecida por Palestina.

Palestina é a denominação histórica dada pelo Império Romano a partir de um nome hebraico biblico a uma região do Oriente Médio situada entre a costa oriental do Mediterrâneo e as atuais fronteiras ocidentais do Iraque e Arábia Saudita, hoje compondo os territórios da Jordânia e Israel, além do sul do Libano e os territórios de Gaza e Cisjordânia.

A área correspondente à Palestina (base 1948) encontra-se hoje dividida em três partes: uma parte integra o Estado de Israel, criado com o apoio da ONU após o fim da II Grande Guerra; outra é a atual Jordânia; e a terceira compreende a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, de maioria de árabe, que deveria integrar um estado palestino a ser criado de acordo com a lei internacional, segundo determinações das Nações Unidas. Mas, demora a acontecer.

Um fato novo viria se transformar em mais uma catástrofe militar: em 1967, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia foram conquistadas à força por Israel ao Egito e à Jordânia que tinham o domínio sobre a área. A operação ficou conhecida como Guerra dos Seis Dias. Posteriormente Gaza, 2005, foi entregue à Autoridade Palestina, que é o embrião do Estado Palestino (que não sai). Já a Cisjordânia (onde antes houve a Judeia e a Samaria) possui partes de territórios soberanos palestinos e parte de territórios com habitantes israelenses estabelecidos depois da conquista de 1967.

Boa parte do conflito que o mundo acompanha contrariado e estupefato entre Israel e palestinos, deriva dos “direitos” alegados por uns e outros, sem que a ONU consiga fazer valer suas determinações.

Sobre esse território (antigos reinos de Isreal e Judá), imperou o domínio romano, em cujo período se dá a Maior Catástrofe Religiosa do Planeta: a execução do maior líder espiritual de todos os tempos. Marcado, espiritualmente, para promover a maior transformação planetária a partir da única civilização que comportava ser motora dessa evolução, Jesus Cristo proporcionou aquilo que os estudiosos e historiadores classificam de O Maior Plano Evolucionista do Planeta.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

1345-Os motores da evolução humana


Uma civilização além do seu tempo

O Antigo Egito foi uma civilização da Antiguidade oriental do norte da África, concentrada ao longo do curso inferior do rio Nilo, no que é hoje o país moderno do Egito. Era parte de um complexo de civilizações, as "Civilizações do Vale do Nilo", do qual também faziam parte as regiões ao sul do Egito, atualmente onde estão o Sudão, a Eritreia, a Etiópia e a Somália. Tinha como fronteiras o Mar Mediterrâneo, a norte, o Deserto da Líbia, a oeste, o Deserto Oriental Africano, a leste, e a primeira catarata do Nilo, a sul.

O Antigo Egito foi umas das primeiras grandes civilizações da Antiguidade e manteve durante a sua existência uma continuidade nas suas formas políticas, artísticas, literárias e religiosas, explicável em parte devido aos condicionalismos geográficos, embora as influências culturais e contatos com o estrangeiro tenham sido também uma realidade.

A civilização egípcia se aglutinou em torno de 3100 a.C. com a unificação política do Alto e Baixo Egito, sob o primeiro faraó (Narner), e se desenvolveu ao longo dos três milênios seguintes, mas se pode dividir sua história em dois períodos, como veremos.

Abaixo do faraó encontrava-se a nobreza composta pela família real, pelos altos funcionários, e pela casta dos sacerdotes, que detinham muito poder e tinha influência com o faraó. Os sacerdotes administravam todos os bens que os fiéis e o próprio Estado ofereciam aos deuses. As funções da nobreza eram hereditárias, ou seja, passavam de pai para filho. Abaixo da nobreza, estavam os numerosos escribas, funcionários modestos, inúmeros sacerdotes de pequenos templos, oficiais militares, artistas e artesãos especializados a serviço do faraó ou da corte.

E, finalmente, sustentando as outras camadas citadas, na base da pirâmide, estavam os trabalhadores, que prestavam serviços, sobretudo, nas pedreiras, minas, pirâmides, oficinas astesanais, agricultura, etc.

Os antigos egípcios eram politeístas, e o desejo de agradar aos deuses influenciava muito a sua vida. Acreditavam que o deus Osíris julgava a vida depois da morte e fazia passar junto aos deuses aqueles que tinham levado uma "boa vida". O culto a Osíris desenvolveu-se no império antigo. Após o colapso do império antigo o culto de Osíris continuou. Antes dele Ra era o deus principal.

A primeira fase do Antigo Império Egípcio foi de 3200 a.C. a 2300 a.C. com algumas situações diferentes da segunda fase. A atividade do povo era a agricultura, e as comunas de camponeses cultivavam a terra, chefiadas por conselhos de anciãos, que organizavam a coleta de impostos e o recrutamento obrigatório de trabalhadores para os "projetos reais". Os escravos do Antigo Egito costumavam trabalhar nas grandes propriedades pertencentes aos templos e cortesãos do Faraó. Os faraós eram os reis de todo o país e o seu conselheiro principal chamava-se vizir e dirigia todos os outros burocratas que administravam o país.

As campanhas militares contra o Sinai e a Núbia trouxeram ao país bons despojos de guerra, como escravos, ouro, marfim, etc. No império antigo havia o hábito de os faraós construírem pirâmides para serem enterrados nela, sendo que a maior de todas, a de Keóps, tem 145 metros de altura.

Quando no final do Império Antigo, o poder centralizado começou a enfraquecer, o país ficou dividido em nomos que guerreavam entre si ocasionalmente. O Egito reunificou-se no início do século XX a.C, com o Império Médio.

No século XXII a.C., os governantes de Tebas (próximo de onde está Luxor) afirmaram seu poder e fundaram a XI dinastia, dos Mentuhoep, dando início ao Médio Império (2040 a.C. - 1730 a.C.), com capital em Tebas. Os canais de irrigação e contenção foram ampliados e as áreas de agricultura cresceram. O comércio também se desenvolveu, assim como vários tipos de artesanato.

No Império Médio, várias comunas de camponeses empobreceram e arruinaram-se. Em meados do século XVIII a.C.. aconteceu uma revolta generalizada de escravos, artesãos e camponeses, que afetou todo o país: os grandes proprietários foram expulsos dos seus palácios e o faraó abdicou. Houve saques aos túmulos e às pirâmides; templos e celeiros conquistados e as riquezas do rei foram divididas pelo povo. Todos os documentos acerca de impostos foram destruídos. Depois houve uma invasão de Hicsos, que controlaram o Egito durante um século e meio. O Império Novo começou quando um movimento de libertação se tornou vitorioso no Egito.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

1344-Os motores da evolução humana


Sucedem-se os governos na região matriz da cultura ocidental

Os assírios eram um povo semita que existia no norte da Mesopotâmia. O seu império alcançou o auge nos anos 800 a.C. a 700 a.C. Esta foi a era neo-assíria, construída sobre as bases do Império Médio Assírio (1350-1000 a.C.). O império médio possuiu muitos recursos e grande riqueza. Melhorou também a rega e a agricultura. Construiu imponentes obras e criou centros administrativos importantes.

Estes neo-assírios eram famosos como guerreiros ferozes, capazes de inovadoras proezas militares. Graças a isso conseguiram expandir o seu território. Possuíam um exército que era a mistura de carros, cavalaria e infantaria e usavam já armas de ferro. O seu exército incluía soldados profissionais, servindo-se de mercenários estrangeiros contratados pelo rei, e eram pagos com as receitas dos impostos locais.

Os assírios usavam horríveis métodos, como a execução em massa, empalação, etc., contra os que se lhes opunham. Patrocinaram também grandes migrações em massa oferecendo terras e assistência. Assim o centro do império tornou-se muito multicultural. Os romanos viriam copiar este estilo 500 anos mais tarde.

Eles eram uma monarquia e estavam divididos em províncias governadas por gente nomeada pelo rei, espécie de governadores, como também fez o Império Romano mais tarde.

A maioria da população oferecia ao senhor local serviços e bens em troca de proteção. Havia também um bom sistema de vias de comunicação, que incluíam um sistema de estradas que o futuro império persa viria usar.

O seu império incluía o sudeste da Anatólia, a Fenícia e Israel, a Babilónia, e obviamente a Assíria e algumas partes do Irã. O império, após divisões internas, foi derrotado pelos babilônios e medos, que conquistaram a cidade de Assur em 614 a.C.

O "Segundo Império Babilônico", formado após a derrota assíria fez a Babilônia voltar a ser a cidade mais importante da Mesopotâmia. O império seria novamente reconstituído e viveria um novo apogeu sob o governo de Nabucodonosor (século VI a.C.). Durante seu reinado (604-562 a.C.), empreedeu várias campanhas militares que lhe renderam muita riqueza. Uma sublevação do reino de Judá obrigou-o a manter uma guerra que durou de 598 a 587 a.C. contra os judeus, ao fim da qual destruiu Jerusalém e deportou milhares de judeus como escravos (“o cativeiro da Bibilônia", mencionado no Antigo Testamento).

As riquezas provenientes da expansão territorial permitiam a realização de obras grandiosas como templos, jardins suspensos e grandes palácios.

Foram os caldeus que criaram os Jardins Suspensos da Babilônia, no século VI a.C, considerados como uma das sete antigas maravilhas do mundo. Com a morte do imperador, as lutas internas enfraqueceram a região, que acabou ocupada pelos persas em 539 a.C.

A esta altura, preciso convidar o leitor a desviar o foco da análise para o Egito Antigo, até encontrarmos novamente com os greco-romanos, no ano 525 a.C., quando esta região estava caminhando para se transformar num Grande Motor da Evolução Humana.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

1343-Os motores da evolução humana


Os primeiros mandamentos da lei

Começamos este artigo estacionados no tempo no século XVIII a.C. analisando o poder que deu estruturas à sociedade conhecida por civilização. Diga-se, como adjetivo, dominação. E o território estudado é a Mesopotâmia. O Império Babilônico submeteu os sumérios, os acádios e os assírios. Para governar povos tão diferentes, Hamurabi organizou o primeiro código escrito de leis de que se tem notícia, o Código de Hamurabi. O Código defendia basicamente a vida e o direito de propriedade; mas também contemplava a honra, a dignidade e a família. Fundamentava-se, sobretudo, na Lei do Talião, "olho por olho, dente por dente". Previa, portanto que, para se punir os crimes, deveriam ser aplicados castigos como o afogamento, a amputação de língua e de outras partes do corpo.

No que concerne aos mandamentos da lei, cerca de mil anos mais tarde ocorre, através de Moisés, o que hoje conhecemos por Dez Mandamentos, com certa semelhança ao código de Hamurabi. Com a diferença que Hamurabi se anunciou autor do código e Moisés disse tê-los recebido de Deus através das chamadas tábuas da lei, na verdade, lascas de pedra contendo as inscrições.

O código de Hamurabi continha em seus pontos principais: a lei de talião (olho por olho, dente por dente, como vimos), o falso testemunho, o roubo e receptação, o estupro, a família, os escravos e a ajuda a fugitivos.

A prosperidade econômica gerada pelas conquistas ajudou a transformar a cidade da Babilônia num dos grandes centros da Antiguidade. Muitos monumentos foram erguidos. O mais famoso deles é o zigurate de Babel, que aparece na Bíblia como a Torre de Babel e outros.

Apesar da riqueza desse período, ondas invasoras de hititas e cassitas, revoltas internas e a morte de Hamurabi acabaram favorecendo o colapso do Primeiro Império Babilônico e sua fragmentação.

A região voltaria a ser dividida entre o sul e o norte, depois que os reis cassitas, procedentes dos montes Zagros, a leste da Mesopotâmia, derrubaram a dinastia de Hamurabi. Os cassitas mantiveram a cultura e as tradições babilônicas, mas transformaram o reino através de uma ampla reestruturação administrativa. A dinastia cassita governou até cerca de 1430 a.C. e seu domínio foi marcado por uma significativa produção de textos. Após o período da dinastia cassita, a Babilônia perdeu sua influência política, ao mesmo tempo que o poderio dos assírios crescia consideravelmente para vir marcar época na segunda região mais antiga do planeta.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

1342-Os motores da evolução humana


...e o mercado cria a exportação

A civilização mesopotâmica centrava-se nas cidades do sul, numa região chamada Suméria. Na Mesopotâmia existiam várias cidades-estado, normalmente ligadas entre si comercial e diplomaticamente, às vezes ooperavam e outras vezes competiam entre elas. Entre as grandes cidades contava-se Uruk, Kish, Ur e Acádia, uma das quais sempre no controle de todo o território.

Mas esta sociedade descentralizada que havia em 3000 a.C., deixou de haver para ceder lugar a uma hierarquia centralizada, controlada por governantes todo-poderosos, que não costumavam ser considerados divinos, como ocorreu em outras regiões.

Apareceram também palácios reais suntuosos. Para suportar tal sociedade era necessária uma classe de burocratas, escribas e mercadores. Era uma sociedade urbana que em os habitantes viviam em casas feitas com tijolos de terra local, gesso de lama e portas de madeira. Era necessária muita mão de obra para gerir os grandes projetos de rega e cultivo da terra e construção de edifícios e casas.

A religião estava interligada com a política e em algumas cidades estas eram governadas por sacerdotes.

Nessa região eram pobres em recursos naturais, como pedra e metal, e assim tinham a necessidade de estabelecer laços comerciais com uma região que ia até ao vale do Indo e Golfo Pérsico.

O seu sistema númerico era baseado no número 60, que sobrevive ainda na divisão do tempo e no círculo de 360º. Conta-se como origem os batimentos cardíacos humanos: 60 batidas para fazer um minuto; 60 minutos para fazer uma hora e esta com 60x60 = 360 segundos completando a hora e o círculo de 360 graus. (mais tarde os batimentos cardíacos foram se alterando para mais)

O primeiro povo a criar uma vida urbanizada na Mesopotâmia foram os sumérios. Eles colonizaram os pantanais do Baixo Eufrates que, somando-se ao Tigre, desagua no Golfo Pérsico. A origem desse povo é praticamente desconhecida. Sua língua não se assemelha a qualquer outra já conhecida. Um pouco antes do IV milênio a.C., os sumérios chegaram à Mesopotâmia, e, nos mil anos seguintes fundaram cidades e desenvolveram sua escrita cuneiforme, gravada em tabuletas de barro. Eles desapareceram há 4 mil anos, dois mil anos depois que apareceram não se sabe de donde. Isso não é investigado.

Ao norte da Suméria havia uma cidade semita chamada Acádia. Por volta de 2400 a.C., os acadianos, liderados por Sargão, o Grande, rei guerreiro, conquistaram as cidades sumérias. Os reis acadianos foram os primeiros a manifestar a ambição de governar o que consideravam ser a terra inteira. Por isso Sargão ficou conhecido como o "soberano dos quatro cantos do mundo". Os acadianos construíram um império que se estendia do Golfo Pérsifo ao Mar Mediterrâneo.

Coube a Sargão organizar contatos comerciais com os demais reinos e inaugurar o que hoje se conhece por exportações. A cultura voltada para a dominação presente no estilo judeu de lidar com o mundo tem origem aí.

Por volta de 2100 a.C., o Império Ácade desmoronou. Invasões conjugadas a disputas internas provocaram sua queda. Após um período de prolongados conflitos, por volta do século XVIII a.C., o rei da Babilônia, Hamurabi, realizou uma série de conquistas criando, na região, uma sociedade escravagista. Assim nasceu o Primeiro Império Babilônico.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

1341-Os motores da evolução humana


Economia cria o mercado...

Crescente Fértil é, possivelmente, uma região onde tiveram início as primeiras culturas do solo. Localizada na Ásia e África, foi onde se desenvolveram as primeiras civilizações da história. Essa região é um bom lugar para práticas agrícolas devido às terras férteis e à água abundante. Algumas civilizações como a do Antigo Egito, os Hebreus, os Fenícios, os Mesopotâmicos, entre outros, se desenvolveram na Crescente Fértil. Os principais rios da Crescente Fértil são: o Eufrates, o Nilo e o Jordão, principalmente. Recebeu esse nome devido ao formato da região que se parece com uma lua crescente ou meia lua. A região cobre uma superfície de cerca de 400 a 500 mil km² e é povoada por 40 a 50 milhões de indivíduos. Ela estende-se das planícies aluviais do Nilo, continuando pela margem leste do Mar Mediterrâneo, em torno do norte do Deserto Sírio e através da Península Arábica e da Mesopotâmia, até o Golfo Pérsico.

As primeiras civilizações surgiram na região da Crescente Fértil e no vale do rio Indo, justamente, ali, por ser uma região propícia à agricultura. O desenvolvimento levou a formação de grandes cidades que iriam levar a formação de Estados poderosos. Normalmente essas cidades estavam situadas ao pé de grandes rios. Muitos destes Estados possuíam exércitos para demonstrar a sua força e um grupo de políticos para controlar seus interesses.

A Mesopotâmia (o nome de origem grega, que significa "entre rios") está situada entre os rios Eufrates e Tigre, no sudoeste da Ásia, numa área que é hoje o Iraque, o sudoeste do Irã, o leste da Síria e o sudeste da Turquia, conhecida desde há cerca de 5 mil anos.

A agricultura mesopotâmica dependia dos ricos sedimentos que as águas dos rios traziam para as várzeas. Os pântanos davam peixes e aves para a alimentação e juncos para fazer telhados. Como precisavam de esquemas de irrigação para melhor aproveitamento das terras precisaram do comando organizado de muita gente num trabalho organizado, hierarquizado, disciplinado onde a base das ações eram os escravos. Julga-se que isso criou as bases do que se tem por primeira sociedade estratificada.

Havia nascido o que hoje se chama Primeiro Setor, o Estado, e este vai apoiando e incentivando o nascimento do Segundo Setor, o Mercado.

Mas, ele nasce de forma primitiva. A maioria das transações se dá por escambo (troca-troca) em que o dono da galinha recebe o pagamento em frutas ou peixes. Mais tarde esses locais de feira foram cercados e neles não costumavam entrar as mulheres e as crianças.

Historicamente, os elementos mais utilizados no sistema do escambo foram os animais (vivos) e alguns alimentos in natura em troca do sal, do açúcar, dos condimentos, dos alimentos não perecíveis como bebidas, conservas e salgados, dos fios em meadas, dos tecidos, bem como peças de metal, em especial peças nos formatos de ferramentas de uso agrícola, pecuário ou culinário. O conceito do dinheiro em forma de moeda, assim como o conhecemos nos dias atuais surgiria na Lídia, território grego, no século VIII a.C.

Tudo isso a nível comunitário.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

1340-Os motores da evolução humana


Religião como freio da evolução

As primeiras manifestações religiosas surgiram no tempo do homem de Neanderthal, há cerca de 60 mil anos atrás. Eram cultos vinculados às práticas arcaicas. A primeira grande religião conhecida foi o culto da Grande Deusa Mãe, predominante na Eurásia até tempos bem avançados, como exploramos na série http://maioridadespiritual.blogspot.com.br/2014/01/1297-deus-e-o-diabo-na-concepcao-dos.html .

Andando no tempo e com o desenvolvimento da vida em sociedade, surgiram os cultos patriarcais. Também, à medida que as culturas e os ritos locais foram se cruzando, surgiram as mitologias complexas e de ciclos épicos, com muito retardo em termos de cosmovisão.

Enquanto o poder civil esteve atrelado ao poder religioso, as civilizações estiveram reféns dos imperadores e dos mandantes supremos das igrejas. Os governos eram comandados pelos reis seculares que trabalhavam em estreita colaboração com burocracias sacerdotais, governamentais e militares, às vezes, bastante despóticas, cruéis e geralmente longevas.

O desenvolvimento da escritura permitiu o surgimento da vida cultural e assim nasceu a literatura. As obras mais antigas conservadas são epopeias. Logo, mais tarde, surge a literatura sapiencial. O estudo científico da história é mais tardio e contou com os gregos Heródoto e Ticidides (século V a.C) para que se separassem definitivamente as tradições religiosa e literária.

A primeira grande revolução filosófica aconteceu no século VI a.C, época em que coincidiram, e provavelmente se superaram de suas respectivas doutrinas, as figuras de Pitágoras de Samos, Tales de Mileto, o Segundo Isaías da tradição hebraica, Zaratustra, Buda, Mahavira e Confúcio. Não são os primeiros em suas respectivas tradições, mas acenderam a um mundo mais "globalizado" que seus precedentes. Depois deles, Jesus e Maomé.

A ciência foi monopólio da classe alta, frequentemente dos sacerdotes, e o povão a ela não tinha acesso. Neste tempo fizeram-se as primeiras observações astronômicas, desenvolveu-se a medicina. A necessidade de medir a terra e chegar à contabilidade comercial e tributária levaram ao desenvolvimento da geometria e da aritmética. Os antigos gregos chegaram mesmo a desenvolver as bases da Álgebra.

São religiões antigas: Judaísmo, Zoroastrismo, Atomismo (que nem chegou a ser religião, mas tratava do tema), Budismo, Hinduísmo.

São religiões modernas: mais 2.000 entre grandes, médias, pequenas e seitas, com destaque para o Islã, o Catolicismo e o Budismo, como as maiores, por ordem de grandeza.

São mitologias antigas: a grega, a babilônica, a egípcia, a chinesa, a japonesa, a asteca e a inca.

São epopeias antigas: a de Gilgamesh, a Bíblia, a Ilíada, a Odisseia, o Ramayana.

De todas as religiões conhecidas as únicas que não frearam a evolução foi o Budismo e o Espiritismo.

O caso brasileiro e dos seus vizinhos países hispânicos, atrelados ao poder de Roma, são exatamente os mais atrasados dos pontos de vista intelectual, tecnológico, religioso. O domínio do poder da Igreja promoveu uma blindagem em relação aos ventos iluministas surgidos exatamente depois que a Inquisição parou e trouxe, na sequência, a Revolução Francesa. Nada disso chegou ao Brasil e aos nossos vizinhos, mesmo com a presença, aqui, de imigrantes alemães, italianos, etc. Ocorre que os não ibéricos radicados no Brasil aqui chegaram como agricultores e não expressavam os avanços iluministas. Ficamos para trás no andor do mundo europeu travados pela dominação de uma religião ainda hoje retrógrada.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

1339-Os motores da evolução humana


A busca das riquezas minerais

Já desde o fim da Pré-história, quase todas as grandes civilizações aprenderam a trabalhar os metais. O avanço dos trabalhos feitos à pedra e aos metais, proporcionaram ao homem instrumentos mais versáteis para o trabalho e para os negócios, significando uma grande revolução.

Geralmente se diz que a Idade dos Metais está dividida em três fases sucessivas: Idade do Cobre, Idade do Bronze e Idade do Ferro. Durante a primeira (Calcolítico)) trabalhou-se o cobre de maneira pura. Durante a segunda, descobriu-se que a junção de cobre e estanho dava bronze, mais resistente, se bem que o estanho era um metal escasso (os fenícios iam buscá-lo nas Ilhas Britânicas). O manejo do ferro foi mais tardio, porque suas técnicas tiveram que ser aperfeiçoadas. As técnicas descobertas para trabalhar o ferro foi a fundição (derretido), já que o ferro tem um ponto de ebulição muito alto.

A metalurgia surgiu na Anatólia e na Mesopotâmia (Turquia e Iraque atuais) em aproximadamente 5000 a.C., e até 4000 a.C. espalhou-se até até o planalto do Irã, até o Cáucaso e o delta do Nilo, e de 3000 a.C. em diante dirigiu-se até ao sul da Europa, Polônia, Alemanha, França, ilhas britânicas, e depois até 2000 a.C. à Dinamarca e parte dos países bálticos e Bielorrússia.

Mas já se conhecia a fundição do cobre há cerca de 8000 anos.

Aqui nas Missões do Rio Grande do Sul os jesuítas espanhóis mantinham fundições de metais nobres operadas por índios guaranis muito antes que paulistas e cariocas sonhassem com isso (século XVII). O ferro começou a ser fundido no Brasil somente a partir de 1810.

As aplicações dos metais foram enormemente variadas, mas não esqueça que a guerra puxava a dianteira. Dispensou-se a pedra na elaboração dos machados para cortar árvores enquanto a madeira foi utilizada na estrutura de outras ferramentas agrícolas, de guerra e nas habitações. Inventaram-se espadas, punhais, facões e mais tarde as armas de fogo.

As primeiras fundições apareceram com o uso dos metais preciosos, como o ouro e a prata, o cobre e o estanho, utilizados inclusive como ricos enxovais funerários de numerosas tumbas. Estes metais foram utilizados primeiramente para fazer ornatos, e como medida de riqueza, depois, incluindo a cunhagem de moedas (foram complementadas com o cobre, para a moeda fracionada). Trabalhou-se também com os artefatos de luxo, as chamadas pedras preciosas e pedras semi-preciosas.

Aqui na América, antes do espetáculo brasileiro de Serra Pelada, tivemos um episódio catastrófico por um lado, mas que serviu para a riqueza da Europa, de outro. Em Potosi, na Bolívia, foi descoberta uma montanha de prata. A sua busca deu nome a Rio de La Plata (foz dos rios Uruguai e Paraguai na altura de Buenos Aires) e deu o nome à Argentina (de argenta – prata). Porque Argentina se a Bolívia está lá em cima? Porque na época da exploração da citada mina a sede do poder espanhol estava em Buenos Aires e a hoje Bolívia nem tinha esse nome.

A prata retirada sob o regime escravo (com milhares de mortes) era trazida até Assunción em lombo de mulas e dai por água até Buenos Aires e enviada à Europa. Mas, a maior parte foi levada clandestinamente sobre o lombo de mulas pelas estradas pedestres do extinto Império Inca até o Porto de Cartagena, de onde sumiram dos registros oficiais.

Até pouco se pensava que os povos da Idade dos Metais eram pré-históricos, mas hoje em dia sabemos que muitos deles já eram altamente civilizados. Na Grécia, por exemplo, a Idade do Bronze coincide com os reinos micênios, e no Oriente Médio, o poderio hitita explica-se em parte pelo monopólio (segredo) da fundição do ferro, enquanto que seus inimigos usavam espadas de bronze, mais frágeis.

Mais tecnologia, mais riqueza, exércitos melhor treinados e melhor armados faziam toda diferença; acrescente-se aí a estratégia dos generais e temos desenhado o mapa da evolução, da riqueza, do poder, do domínio. Uma evolução com lastro de sangue, infelizmente.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

1338-Os motores da evolução humana


A emigração como salvação

Estamos acompanhanado tropeços que se transformaram em avanços para a civilização e evolução dos homens. E um desses avanços foi o armazenamento do conhecimento de maneira mais segura que a tradição oral: a gráfica, o livro, a imprensa. Foi também o que permitiu desenvolver a burocracia governamental. As primeiras escrituras eram ideográficas, mas logo evoluíram para sistemas fonéticos, cabendo aos fenícios o crédito de haverem criado o antecessor do alfabeto moderno.

Exemplos mais antigos são os hieróglifos ou a escrita cuneiforme. No Império Inca, desenvolveu-se a engenhosa solução dos quipus. Em torno do ano 1000 da Era Cristã, em geral, a maioria dos povos da terra – com maior ou menor desenvoltura - conheciam algum sistema de escrita ou de símbolos desenhados ou escritos. Eu, particularmente, noto uma distância muito grande entre uns e outros povos quanto ao desenvolvimento em geral e quanto às habilidades. E fazendo dessa observação um olhar espiritual, vou deduzindo que não somos mentes descendentes da primeira safra de seres inteligentes. Houve, por conta desse raciocínio, choques evolutivos que escapam da (hoje) compreensão (científica) humana.

Ao mesmo tempo, como já abordamos, o desenvolvimento na navegação levou às primeiras audaciosas expedições de exploração. Do Egito Antigo, partiram expedições para o país chamado Ponto, e navegadores fenícios alcançaram a Inglaterra e provavelmente deram a volta na África. Por sua parte, os polinésios empreenderam uma marcha lenta e implacável pelo Oceano Pacífico, colonizando lugares tão distantes quanto de difícil acesso, como o Havaí e a Ilha de Páscoa. Há, por outro lado, a hipótese de que o Havaí tenha sido conquistado a partir do Peru ou do Equador.

Os países que se tornassem superpopulosos davam jeito de fazer guerra ou mandar adiante notadamente suas mulheres. E quando não houvesse guerras para descarte de população, esta sobrava, como aconteceu com a Europa no século XIX.

Assim teve origem o espetáculo mais catastrófico da emigração em massa.  Foi proporcionado pela Europa no século XIX, quando os feudos acabaram e a Revolução Industrial começou a fazer efeito. Sobravam milhares de homens e mulheres em plena capacidade de trabalho e já passando fome. O território da América estava quase despovoado. Assim, navios cheios de gente de todas as idades partiam de vários portos com destino a Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santos, Paranaguá, São Francisco, Itajaí, Florianópolis, Laguna, Porto Alegre, Rio Grande, Buenos Aires, trazendo passageiros com passagem apenas de saída da Europa, para se transformarem nos colonos (termos atrelado à colonização). Não foi fácil a este povo sobreviver nos sertões sul-americanos, mas fizeram um grande favor aos seus países de origem e com certeza, também, aos seus países adotivos.

Países como o Brasil, entre outros, haviam proporcionado o vexatório episódio da escravidão que, aqui, durou até 1888. Veja a espantosa coincidência: em 1830 começam chegar os imigrantes; 58 anos mais tarde libertam-se de vez os escravos, porém não como cidadãos emancipados, pois foram abandonados sem trabalho, sem casa, sem terra.

Essa foi uma marca indelével da formação do Brasil: vínhamos da injustiça da escravidão, permitimos o abandono à própria sorte dos imigrantes, permitimos o abandono à própria sorte dos ex-escravos. Construímos, deste modo, uma sociedade dos beneficiados por latifúndios – amigos do rei e na outra extrema os abandonados do reino. A primeira República, que foi de 1889 a 1930 simplesmente trocava o comando entre latifundiários de SP e MG. Em1930, o latifundiário gaúcho, Vargas, introduziu a indústria e procurou aproximar os dois lados do abismo social brasileiro.

Ainda vamos falar mais sobre esse tempo.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

1337-Os motores da evolução humana


 
O navio, a riqueza, o dinheiro, o banco

Os primeiros caminhos por onde se viajava e comerciava eram por água. Mais tarde, em lombo de animais, em carroças, charretes, mais tarde o trem e bem depois o motor a explosão para chegar ao caminhão ao automóvel, ao navio sem velas, ao avião e evoluir para o jato e o foguete.

À medida que os assentamentos urbanos foram crescendo, a sociedade ficou cada vez mais complexa. Além dos pastores de animais, agricultores, lenhadores e mineiros, surgiu uma nova classe social, a dos mercadores, que a cada pouco iam a distâncias maiores e vinham de lá com novidades e especiarias. Atrás da economia viria a política e atrás das duas viriam as religiões institucionalizadas. O poder governamental e a igreja caminharam juntos por muitos séculos. Em geral, a igreja a serviço do Estado e não raro o Estado a serviço da igreja. Mas, nem sempre em paz. Surge também o soldado mercenário, aquele que se vende como especialista em matar, hoje apelidado de jagunço.

Na virada do primeiro milênio cristãoera tempo de muita prosperidade no Ocidente e ante o boato do fim do mundo, surgiu o interesse pelas peregrinações à Terra Santa – onde nascera e morrera Jesus Cristo. Mas, a Terra Santa havia caído nas mãos ímpias do Islã, através do governo com sede em Bagdá.

Com interesse fanático na reconquista da Terra Santa, começa um movimento pelo aliciamento de voluntários para combate, bem como também aconteceu no Brasil em 1866 quando se criou o Corpo de Voluntários da Pátria para guerrear na Guerra do Paraguai. O sistema econômico europeu baseado nos feudos, privilegiava direitos aos primogênitos em prejuízo dos demais filhos varões. As mulheres nem eram consideradas. Uma solução encontrada para formar o exército libertador da Terra Santa foi ocupá-los nas tropas para-militares que se organizaram como Cruzadas (tinham uma grande cruz pintada no peito do jaleco que servia de uniforme) e destinadas a ir ao Oriente Médio e retomar a Terra Santa para os cristãos. Demorou, mas Jerusalém, em 1099 voltou a ser trritório cristão, não sem antes passar por um banho de sangue. Anota aí um motor evolutivo se formando.

Nesse tempo foi criada uma guarda religiosa da Igreja para garantir a segurança do Santo Sepúlcro contra profanações pagãs, bem como acompanhar os peregrinos que chegavam da Europa e tinham de atravessar territórios dominados por pagãos e bárbaros. Foi assim que nasceu a milícia que ficou conhecida como Templários: a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (já referida na postagem 1334).

Eram monges, esses também excedentes dos feudos. Organizados e disciplinados esses monges da Igreja Católica, ordenados sob juramento solene, prestaram grandes serviços à fé, inclusive inaugurando o primeiro sistema de cheques ou travelercheques da história. O peregrino europeu depositava com os Templários os valores de que necessitaria em Jerusalém, viajava com a carta de crédito nominal em resgatava aqueles valores em segurança quando chegava ao destino.

Duzentos anos mais tarde os Templários se transfrmariam na maior potencia econômica da Europa, com sede na França, como já mostramos na postagem 1334.

A história volta para resgatar as tragédias com origem na intriga e nas acusações contra os Templários, inclusive queimando vivo o seu Grão Mestre, Jacques Demolay, mas com repercussão no desenvolvimento da Suiça, de Portugal, da Espanha, da Grã-Bretanha, entre outros.

Vasco da Gama e Pedro Álvarez Cabral navegavam com o patrocínio templário pelos mares conhecidos, inclusive na descoberta do Brasil.

Anote aí mais uma catástrofe propiciada pela ganância do rei francês sobre a Ordem Templária, que acabou por permitir uma série de conquistas outras em outros países. É muito possível que Cristóvão Colombo, apesar de italiano a serviço de Espanha, tenha viajado para a descoberta da América sob os auspícios financeiros e da tecnologia naval templária.

E assim podemos adentrar na história mais recente que envolve os imigrantes que construíram o Brasil e outros países sulamericanos.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

1336-Os motores da evolução humana


Ficamos cheios de ócio e ódio

Lá atrás, na nossa história, o tempo passava e a vida dos homens ia tendo vagarosas transformações. É nesse momento que ocorre o surgimento da escrita em diversas partes do planeta, sob diferentes modos.

A Revolução Agrícola no período Neolítico levou o homem a trocar a vida nômade baseada na caça, na pesca e na coleta, pela vida sedentária, ou seja, com residência praticamente fixa. Menor esforço para se alimentar. Mais ócio, mais tempo para pensar.

A agricultura e a domesticação dos animais propiciaram alimento a menor distância da habitação e mais tempo para a vida familiar e comunitária. As técnicas agrícolas não pararam de se desenvolver levando ao surgimento da a irrigação, a guarda das sementes e o invento de ferramentas como o arado puxado por animais. Tem início o que chamamos de cultura.

A tecnologia avançava e as ferramentas de pedra polida eram substituídas pelos metais maleáveis como o cobre, o estanho, o bronze e posteriormente metais rígidos como o ferro, no que é chamado de Idade dos Metais.

Os homens passam então a se agrupar em áreas de terras férteis, propícias à agricultura, geralmente nos vales dos grandes rios.

Destes agrupamentos surgem os vilarejos que seriam os embriões de sociedades mais estruturadas e complexas que iriam se formar, através do que podemos chamar de civilizações e hoje os grandes conglomerados urbanos.

É bem do início desse cenário o surgimento da escrita e daquilo que se pode efetivamente chamar de primeiras civilizações. Do cotejo de entre os atores sociais mais a manipulação dos governantes e líderes religiosos, nasce a cultura. E a cultura se encarrega de formatar as mentes daquele meio.

Formam-se governos criando os Estados, vêm as relações de troca que dariam origem aos mercados e a possibilidade de impor a força através dos exércitos.

E vêm as disputas pelas novas riquezas da época: terras férteis, água, minas, embarcações, novos alimentos. Matanças e expropriações. Bandidagem e ladroeira. Quanto mais ócio, mais ódio.

As guerras aparecem aqui como motoras de evolução porque passaram a exigir novos métodos de produção, novas estratégias de ataque e defesa, abertura de novos mercados, esquemas de abastecimento. Por conta do que aprendemos fazer no início da “civilização”, houve tempo em que se gastou mais com guerra do que alimentos.

Com o descobrimento da agricultura e a do manejo pecuário, o ser humano começa a cultivar diversos cereais como o arroz, o trigo e o milho, os tubérculos como a batata, em diversas regiões do globo entre o sexto e o quinto milênio a.C. e lembre que agora já existe a escrita em algumas dessas regiões. Também estávamos a caminho da universidade.

Assim o homem, aos poucos, se transforma em auto-suficiente em alimentos, fibras, madeira, tração animal, uso do barro e da pedra cortada e adota um modo de vida sedentário (se bem que em algumas atividades como o pastoreio requer-se a prática do nomadismo e do seminomandismo).

Também evoluíram as práticas alimentícias: a invenção do moinho levou ao pão, e vieram as bebidas fermentadas e alcoólicas.

Ao haverem crescido as primeiras civilizações isoladas entre si, as dietas próprias de cada uma foram as mais diversas em função daqueles produtos vegetais e animais que existiam em seu entorno imediato.

Assim, o porco, a galinha e o arroz foram próprios da dieta da Sudeste da Ásia e Sul da China; o trigo, a cabra, o ganso e a ovelha, foram próprios do Oriente Médio.

No mundo mediterrâneo, a uva, o centeio, a aveia e a azeitona entre os vegetais e a vaca e porco entre os animais domesticados.

O milho, uma espécie de tomate, as batatas, os feijões e algumas pimentas, entre outros, foram próprios da América Précolombiana. Os animais domesticados desse continente foram o peru, a llama, a alpaca, o chamado porquinho da índia, na verdade, o cuyo.

No entanto, as barreiras alimentícias foram caindo a medida que as distintas civilizações históricas foram entrando em contato umas com as outras e comercializando algo entre si mediante muitas limitações quanto a conservação.

Desta maneira, as especiarias que entre outras finalidades ajudavam na conservação dos alimentos, como a pimenta, a noz moscada, o cravo da índia, passaram a ser produtos de exportação, mas a este tempo já graças à navegação.

Essa evolução toda pode ser creditada na maior parte à arte da guerra. Sempre que o instrumento de guerra, como o navio, foi usado para o bem, saímos ganhando em evolução.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

1335-Os motores da evolução humana


Quem é esse “ex-macaco” inteligente?

Continuo pensando que a origem é a mesma, mas a fôrma parece ser outra. Nós somos só parentes próximos, como também somos do cavalo, do cachorro... O gorila é só o mais parecido. Porém, continua gorila. E o anjo se parece com quem? Precisamos pensar cosmicamente e imaginar que o macaco continou macaco, enquanto o outro ser chegou aqui em mim que escrevo e em você que lê, aí na frente da telinha.

Em que você se acha macaco evoluído? A resposta é sua!

Mas, por favor, não abra a Bíblia e não me venha com a estória da criação acabada, há 7 mil anos. Faça uma continha de multiplicar. Pegue um casal e lhe dê 10 filhos, 100 netos, 1.000 bisnetos, 10.000 tetranetos e vá levando a multiplicação a cada 25 anos, que é o tempo médio da sucessão das gerações. Desde mais ou menos 7.000 e nos últimos 2.500 anos aplique um redutor de 30% a crédito das guerras e pestes havidas. Reduza também mais uns dez por cento por conta das doenças e acidentes. Quando você chegar ali pela 280ª geração você estará em 2014. Quantos seres humanos seremos? Puts! Viu que não tem como chegar aos 7 bilhões que hoje somos?

Vamos a uma interpretação recente para a evolução do homem, que a ciência insiste em manter e o faremos a partir do rudimentar animal do qual podemos ou não ser descendentes. Esta possibilidade nos é dada por Fritjof Capra no livro “A Teia da Vida”. Diz aí senhor Capra desde o entendimento da fisica e da biologia estudada por vós:

Outro padrão notável é a ocorrência repetida de catástrofes – que talvez sejam pontos de bifurcação planetários – seguidos por intensos períodos de crescimento e de inovação. Desse modo, a redução desastrosa da quantidade de hidrogênio na atmosfera da Terra há mais de dois bilhões de anos levou a uma das maiores inovações evolutivas, o uso da água na fotossíntese. Milhões de anos atrás essa nova biotecnologia extremamente bem sucedida produziu uma crise de poluição catastrófica ao acumular grandes quantidades de oxigênio tóxico. A crise de oxigênio, por sua vez, induziu a evolução de bactérias que respiram oxigênio, outra das espetaculares inovações da vida. Mais recentemente, 245 milhões de anos atrás, as mais devastadoras extinções em massa que o mundo já viu foram seguidas rapidamente pela evolução dos mamíferos: e 66 milhões de anos atrás, a catástrofe que eliminou os dinossauros da face da Terra abriu caminho para a evolução dos primeiros primatas e, finalmente, para a evolução da espécie humana”.

Segue Capra: “As mais recentes conclusões sobre a vida humana no planeta apresentam os seres humanos como resultado da evolução havida a partir dos “macacos do sul” que caminhavam eretos (gênero Australopithecus aferensis) por volta de dois milhões de anos atrás. A transição de macacos para seres humanos foi acionada por mecanismos muito diferentes das mutações aleatórias da teoria neodarwinista ... a simbiogênese. O processo evolutivo recebeu a extraordinária contribuição de dois desenvolvimentos distintos, apontados como ajuda não propriamente genética, acidental (catástrofe) e, ao mesmo tempo, ambiental. Os estudos concluem que por alguma anomalia desconhecida, as fêmeas passaram a parir prematuramente seus filhos; estes nasciam sem pêlos e requeriam uma imensa atenção da mãe até que pudessem andar e sobreviver por conta própria, como ocorre ainda hoje com toda a espécie do gênero. Incompletos na formação uterina, esses “filhotes” se desenvolveram com menos pêlos. Suas mães tiveram de selecionar um macho para oferecer-lhes proteção: comida principalmente, enquanto os prematuros cresciam. Nasce, assim, a família. O outro evento é representado pela liberação das mãos quando o Homo erectus começou a andar em duas pernas. Atirando pedras e espantando ou matando pequenos animais de presa, eles foram desenvolvendo habilidades manuais e cerebrais, forçando a criatividade e evoluindo cada vez mais para que aumentasse o tamanho de sua caixa cerebral. Com isso, podem ter desenvolvido uma comunicação mais intensa a ponto de evoluir para a linguagem”. Obrigado, senhor Capra.

Outros pesquisadores nos dizem que os Neanderthal eram robustos, com um cérebro grande, e viviam na Europa e oeste da Ásia. Sobreviveram até 24 mil anos atrás e coexistiram com os modernos Homo sapiens sapiens, apesar de que estudos de DNA provarem que não podiam reproduzir-se entre si. Nisso a ciência nos cientifica que o Neanderthal não era parente do Homo sapiens sapiens. Estou certo?

A origem dos Homo Sapiens atuais é bastante discutida, mas a maioria dos cientistas apoia a teoria da Eva Mitocondrial, corroborada por testes genéticos. A teoria da Evolução Multirregional defende que os seres humanos modernos evoluíram em todo o mundo ao mesmo tempo a partir das espécies Homo lá existentes e que se reproduziram entre si entre as várias migrações que supostamente tenham feito.

Os primeiros fósseis totalmente humanos foram encontrados na Etiópia, que teriam existido há 160 mil anos. Enfim os 100% humanos. Todos os demais não permaneceram, como também aconteceu com mais de 90% de todas as espécies existentes no planeta.

Pois é, senhores pesquisadores, a única coisa que vocês não fizeram os estudiosos do Genoma acabam de nos dar: o DNA é um mapa de outra organização matriz da vida que não aparece nas tomografias. O que seria essa matriz? Pergunte pra Deus.

Os kardecistas lêem nos livros do senhor Rivaill que essa organização matriz chama-se perispírito. Outras correntes o chamam de corpo astral. É ele que dá forma ao corpo biológico. E mais recentemente cientistas de Campinas-SP vêm dizer que a impressão digital é única para cada ser humano e que isso já pode ser associado às reencarnações: o mesmo desenho retorna à forma.

Bem, para encerrar mais uma capítulo: viram que houve catástrofes no caminho da evolução desse animalzinho inteligente, conhecido por homem?

domingo, 16 de fevereiro de 2014

1334-Os motores da evolução humana


Avanços e retrocessos

A Arca de Noé, segundo a Bíblia, tinha 150 metros de comprimento, 25 metros de largura e 15 metros de altura (tudo em côvados, medida da época, convertida em metros). Não era uma canoa (que os carijós sabiam fazer de um pau só – o Igarapuvu – no Litoral Catarinense), era um navio, construído com muita tecnologia naval. Não tinha motor, nem velas? A Bíblia não cita. Navegou a deriva? Custa acreditar.

A pergunta que não quer calar é essa: onde foi parar esse conhecimento naval só readquirido dois mil e quinhentos anos mais tarde (usando o tempo da Bíblia, que é improvável)? Retrocesso? Os instrumentos para fabricar barcos não foram carregados? Nada disso está contido na História Sagrada sobre Noé. Importa que os hebreus descendentes de Noé, de Sem e de todos os demais posteriores, não se fizeram construtores de navios. Noé e seus colegas de viagem desceram da Arca e foram amargar a vida de quem chega numa terra inabitada. Assemelha-se com um avião que cai nas selvas sem combustível, sem bateria e os seus ocupantes passam a viver rudimentarmente, sem machado, sem fósforo, sem sabão e ficam ali sem resgate, para sempre, evoluindo como podem. O avião, enquanto dura, só serve como casa. O resto tudo tem de ser descoberto ou inventado.

A retomada dos mares se dá muito tempo depois. A contar de Atlântida, dez mil anos. E começa sem bússola, sem os faróis que sinalizam as rotas costeiras dos mares e quase sem a existência de portos aonde atracar.

Dentro da história das navegações uma tragédia humana viria propiciar evolução a muitos países da Idade Média, incluindo-se o Brasil. O grupo que melhor lidava com os mares, nos séculos XIII e XIV, eram os Templários, uma ordem cavaleira nascida à sombra da Igreja de Roma para cuidar do Santo Sepulcro e custodiar peregrinos europeus à Terra Santa, por ocasião e posterior às Cruzadas. Nesse tempo, era uma Ordem Autônoma e muito rica nos tempos posteriores à sua fundação. Com sede na França, teve seus bens confiscados pelo rei Felipe, o Belo, e teve seu Grão Mestre condenado à fogueira. Mas, não entregou todos os seus bens. Os navios zarparam a tempo e foram buscar abrigo em portos escoceses, portugueses, espanhóis. As suas riquezas monetárias foram fazer da Suiça o posterior centro bancário mundial.

O extraordinário desenvolvimento de Portugal através das navegações nos séculos XV a XVIII se deve aos Templários reorganizados na Ordem de Cristo. A cruz de malta era um dos seus símbolos. E assim você fica sabendo que a descoberta do Brasil tem a participação dos Templários. E, por extensão, fica sabendo que a potência norte-americana contou com os empurrões templários, via Escócia, tudo a partir de uma catástrofe proporcionada por um rei francês sobre uma Ordem de Cavaleiros.  

Vamos abrir as asas de nossa imaginação. As épocas da conquista do homem africano aos demais continentes (a pé) e a partida da Arca de Noé (e outras, se houve) podem ser distintas (ou não), mas, por favor, analise a hipótese de que não apenas Noé partiu de onde partiu; outros navegantes podem ter saído em outras direções para dar causa a outras civilizações ao retor da Terra.

O Dilúvio (como está na Bíblia) foi uma catástrofe? Sim. Conta-se (na tradição hebraica) que ocorreu 2,5 mil anos antes de Cristo. A data pode estar completamente errada. E anote: a ciência da navegação só voltou a desenvolver-se, como conhecemos, pela época de Cristo.

Mas, vamos lá. Imaginação à solta. Lá naquele continente que sucumbiu às águas havia uma civilização desenvolvida. Corrompida, ao que se diz, mas desenvolvida. Chegou ao seu limite? Pode ser. Cadê os herdeiros dela e de outra civilização, a do Antigo Egito? Foi outra que atingiu o limite? Por que não?

Imaginando que o “descendente do gorila” só poderia deslocar-se a pé, isso retarda por demais o que houve em diferentes continentes com tanta semelhança. A hipótese para a conquista de novos espaços e continentes fala no deslocamento sem a ajuda de embarcações e apresenta as seguintes alternativas: um grupo foi no rumo da Austrália; outro chegou à Ásia Central, para logo se dividir em dois; desses dois grupos um foi no sentido da Europa; e o outro caminhou até cruzar o Estreito de Bering para chegar à América do Norte e daí a todas as três Américas.

As últimas áreas conquistadas foram as ilhas da Polinésia, durante o primeiro milênio cristão. E nisso tem uma história muito bonita sobre embarcação, parecida com a da tese das Arcas que partiram de Atlântida.

Bem, se neste aspecto a água proporcionou uma catástrofe (Atlântida desapareceu sob as águas) e se a partir disso a superfície do planeta ganhou novos colonizadores, sem anular a hipótese do conquistador que viera a pé e intelectualmente muito mais pobre, vá anotando aí mais um fato motor da evolução humana.

Quero manter viva a lembrança de que povos sem nenhum contato entre si ao redor do planeta fizeram coisas muito semelhantes. No mínimo (para explicar), há que pensar nas transcendências espirituais.

E a história continua.