sábado, 22 de fevereiro de 2014

1340-Os motores da evolução humana


Religião como freio da evolução

As primeiras manifestações religiosas surgiram no tempo do homem de Neanderthal, há cerca de 60 mil anos atrás. Eram cultos vinculados às práticas arcaicas. A primeira grande religião conhecida foi o culto da Grande Deusa Mãe, predominante na Eurásia até tempos bem avançados, como exploramos na série http://maioridadespiritual.blogspot.com.br/2014/01/1297-deus-e-o-diabo-na-concepcao-dos.html .

Andando no tempo e com o desenvolvimento da vida em sociedade, surgiram os cultos patriarcais. Também, à medida que as culturas e os ritos locais foram se cruzando, surgiram as mitologias complexas e de ciclos épicos, com muito retardo em termos de cosmovisão.

Enquanto o poder civil esteve atrelado ao poder religioso, as civilizações estiveram reféns dos imperadores e dos mandantes supremos das igrejas. Os governos eram comandados pelos reis seculares que trabalhavam em estreita colaboração com burocracias sacerdotais, governamentais e militares, às vezes, bastante despóticas, cruéis e geralmente longevas.

O desenvolvimento da escritura permitiu o surgimento da vida cultural e assim nasceu a literatura. As obras mais antigas conservadas são epopeias. Logo, mais tarde, surge a literatura sapiencial. O estudo científico da história é mais tardio e contou com os gregos Heródoto e Ticidides (século V a.C) para que se separassem definitivamente as tradições religiosa e literária.

A primeira grande revolução filosófica aconteceu no século VI a.C, época em que coincidiram, e provavelmente se superaram de suas respectivas doutrinas, as figuras de Pitágoras de Samos, Tales de Mileto, o Segundo Isaías da tradição hebraica, Zaratustra, Buda, Mahavira e Confúcio. Não são os primeiros em suas respectivas tradições, mas acenderam a um mundo mais "globalizado" que seus precedentes. Depois deles, Jesus e Maomé.

A ciência foi monopólio da classe alta, frequentemente dos sacerdotes, e o povão a ela não tinha acesso. Neste tempo fizeram-se as primeiras observações astronômicas, desenvolveu-se a medicina. A necessidade de medir a terra e chegar à contabilidade comercial e tributária levaram ao desenvolvimento da geometria e da aritmética. Os antigos gregos chegaram mesmo a desenvolver as bases da Álgebra.

São religiões antigas: Judaísmo, Zoroastrismo, Atomismo (que nem chegou a ser religião, mas tratava do tema), Budismo, Hinduísmo.

São religiões modernas: mais 2.000 entre grandes, médias, pequenas e seitas, com destaque para o Islã, o Catolicismo e o Budismo, como as maiores, por ordem de grandeza.

São mitologias antigas: a grega, a babilônica, a egípcia, a chinesa, a japonesa, a asteca e a inca.

São epopeias antigas: a de Gilgamesh, a Bíblia, a Ilíada, a Odisseia, o Ramayana.

De todas as religiões conhecidas as únicas que não frearam a evolução foi o Budismo e o Espiritismo.

O caso brasileiro e dos seus vizinhos países hispânicos, atrelados ao poder de Roma, são exatamente os mais atrasados dos pontos de vista intelectual, tecnológico, religioso. O domínio do poder da Igreja promoveu uma blindagem em relação aos ventos iluministas surgidos exatamente depois que a Inquisição parou e trouxe, na sequência, a Revolução Francesa. Nada disso chegou ao Brasil e aos nossos vizinhos, mesmo com a presença, aqui, de imigrantes alemães, italianos, etc. Ocorre que os não ibéricos radicados no Brasil aqui chegaram como agricultores e não expressavam os avanços iluministas. Ficamos para trás no andor do mundo europeu travados pela dominação de uma religião ainda hoje retrógrada.

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