quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

1344-Os motores da evolução humana


Sucedem-se os governos na região matriz da cultura ocidental

Os assírios eram um povo semita que existia no norte da Mesopotâmia. O seu império alcançou o auge nos anos 800 a.C. a 700 a.C. Esta foi a era neo-assíria, construída sobre as bases do Império Médio Assírio (1350-1000 a.C.). O império médio possuiu muitos recursos e grande riqueza. Melhorou também a rega e a agricultura. Construiu imponentes obras e criou centros administrativos importantes.

Estes neo-assírios eram famosos como guerreiros ferozes, capazes de inovadoras proezas militares. Graças a isso conseguiram expandir o seu território. Possuíam um exército que era a mistura de carros, cavalaria e infantaria e usavam já armas de ferro. O seu exército incluía soldados profissionais, servindo-se de mercenários estrangeiros contratados pelo rei, e eram pagos com as receitas dos impostos locais.

Os assírios usavam horríveis métodos, como a execução em massa, empalação, etc., contra os que se lhes opunham. Patrocinaram também grandes migrações em massa oferecendo terras e assistência. Assim o centro do império tornou-se muito multicultural. Os romanos viriam copiar este estilo 500 anos mais tarde.

Eles eram uma monarquia e estavam divididos em províncias governadas por gente nomeada pelo rei, espécie de governadores, como também fez o Império Romano mais tarde.

A maioria da população oferecia ao senhor local serviços e bens em troca de proteção. Havia também um bom sistema de vias de comunicação, que incluíam um sistema de estradas que o futuro império persa viria usar.

O seu império incluía o sudeste da Anatólia, a Fenícia e Israel, a Babilónia, e obviamente a Assíria e algumas partes do Irã. O império, após divisões internas, foi derrotado pelos babilônios e medos, que conquistaram a cidade de Assur em 614 a.C.

O "Segundo Império Babilônico", formado após a derrota assíria fez a Babilônia voltar a ser a cidade mais importante da Mesopotâmia. O império seria novamente reconstituído e viveria um novo apogeu sob o governo de Nabucodonosor (século VI a.C.). Durante seu reinado (604-562 a.C.), empreedeu várias campanhas militares que lhe renderam muita riqueza. Uma sublevação do reino de Judá obrigou-o a manter uma guerra que durou de 598 a 587 a.C. contra os judeus, ao fim da qual destruiu Jerusalém e deportou milhares de judeus como escravos (“o cativeiro da Bibilônia", mencionado no Antigo Testamento).

As riquezas provenientes da expansão territorial permitiam a realização de obras grandiosas como templos, jardins suspensos e grandes palácios.

Foram os caldeus que criaram os Jardins Suspensos da Babilônia, no século VI a.C, considerados como uma das sete antigas maravilhas do mundo. Com a morte do imperador, as lutas internas enfraqueceram a região, que acabou ocupada pelos persas em 539 a.C.

A esta altura, preciso convidar o leitor a desviar o foco da análise para o Egito Antigo, até encontrarmos novamente com os greco-romanos, no ano 525 a.C., quando esta região estava caminhando para se transformar num Grande Motor da Evolução Humana.

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