quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

1345-Os motores da evolução humana


Uma civilização além do seu tempo

O Antigo Egito foi uma civilização da Antiguidade oriental do norte da África, concentrada ao longo do curso inferior do rio Nilo, no que é hoje o país moderno do Egito. Era parte de um complexo de civilizações, as "Civilizações do Vale do Nilo", do qual também faziam parte as regiões ao sul do Egito, atualmente onde estão o Sudão, a Eritreia, a Etiópia e a Somália. Tinha como fronteiras o Mar Mediterrâneo, a norte, o Deserto da Líbia, a oeste, o Deserto Oriental Africano, a leste, e a primeira catarata do Nilo, a sul.

O Antigo Egito foi umas das primeiras grandes civilizações da Antiguidade e manteve durante a sua existência uma continuidade nas suas formas políticas, artísticas, literárias e religiosas, explicável em parte devido aos condicionalismos geográficos, embora as influências culturais e contatos com o estrangeiro tenham sido também uma realidade.

A civilização egípcia se aglutinou em torno de 3100 a.C. com a unificação política do Alto e Baixo Egito, sob o primeiro faraó (Narner), e se desenvolveu ao longo dos três milênios seguintes, mas se pode dividir sua história em dois períodos, como veremos.

Abaixo do faraó encontrava-se a nobreza composta pela família real, pelos altos funcionários, e pela casta dos sacerdotes, que detinham muito poder e tinha influência com o faraó. Os sacerdotes administravam todos os bens que os fiéis e o próprio Estado ofereciam aos deuses. As funções da nobreza eram hereditárias, ou seja, passavam de pai para filho. Abaixo da nobreza, estavam os numerosos escribas, funcionários modestos, inúmeros sacerdotes de pequenos templos, oficiais militares, artistas e artesãos especializados a serviço do faraó ou da corte.

E, finalmente, sustentando as outras camadas citadas, na base da pirâmide, estavam os trabalhadores, que prestavam serviços, sobretudo, nas pedreiras, minas, pirâmides, oficinas astesanais, agricultura, etc.

Os antigos egípcios eram politeístas, e o desejo de agradar aos deuses influenciava muito a sua vida. Acreditavam que o deus Osíris julgava a vida depois da morte e fazia passar junto aos deuses aqueles que tinham levado uma "boa vida". O culto a Osíris desenvolveu-se no império antigo. Após o colapso do império antigo o culto de Osíris continuou. Antes dele Ra era o deus principal.

A primeira fase do Antigo Império Egípcio foi de 3200 a.C. a 2300 a.C. com algumas situações diferentes da segunda fase. A atividade do povo era a agricultura, e as comunas de camponeses cultivavam a terra, chefiadas por conselhos de anciãos, que organizavam a coleta de impostos e o recrutamento obrigatório de trabalhadores para os "projetos reais". Os escravos do Antigo Egito costumavam trabalhar nas grandes propriedades pertencentes aos templos e cortesãos do Faraó. Os faraós eram os reis de todo o país e o seu conselheiro principal chamava-se vizir e dirigia todos os outros burocratas que administravam o país.

As campanhas militares contra o Sinai e a Núbia trouxeram ao país bons despojos de guerra, como escravos, ouro, marfim, etc. No império antigo havia o hábito de os faraós construírem pirâmides para serem enterrados nela, sendo que a maior de todas, a de Keóps, tem 145 metros de altura.

Quando no final do Império Antigo, o poder centralizado começou a enfraquecer, o país ficou dividido em nomos que guerreavam entre si ocasionalmente. O Egito reunificou-se no início do século XX a.C, com o Império Médio.

No século XXII a.C., os governantes de Tebas (próximo de onde está Luxor) afirmaram seu poder e fundaram a XI dinastia, dos Mentuhoep, dando início ao Médio Império (2040 a.C. - 1730 a.C.), com capital em Tebas. Os canais de irrigação e contenção foram ampliados e as áreas de agricultura cresceram. O comércio também se desenvolveu, assim como vários tipos de artesanato.

No Império Médio, várias comunas de camponeses empobreceram e arruinaram-se. Em meados do século XVIII a.C.. aconteceu uma revolta generalizada de escravos, artesãos e camponeses, que afetou todo o país: os grandes proprietários foram expulsos dos seus palácios e o faraó abdicou. Houve saques aos túmulos e às pirâmides; templos e celeiros conquistados e as riquezas do rei foram divididas pelo povo. Todos os documentos acerca de impostos foram destruídos. Depois houve uma invasão de Hicsos, que controlaram o Egito durante um século e meio. O Império Novo começou quando um movimento de libertação se tornou vitorioso no Egito.

Nenhum comentário:

Postar um comentário