segunda-feira, 3 de março de 2014

1349-Os motores da evolução humana


Catástrofes identificadas

Nesses cinco ou seis mil anos da história (escrita) da humanidade, eis uma lista de catástrofes motoras de nossa evolução por conta das necessidades de superação impostas ao próprio homem. Existiram catástrofes: militares, por conta das guerras; ambientais, por conta da natureza e do homem; epidêmicas, não se sabe por conta do que (mas as condições pouco higiênicas podem ter ajudado); e até catástrofes sexuais, novamente por conta das condições promíscuas e pouco higiênicas, sob a responsabilidade do próprio homem/mulher (liberados de um brutal patrulhamento religioso com repercussão na vida sexual). Esta última, a do vírus HIV, viria mexer com os modos das relações sexuais. Já fez 22 milhões de vítimas fatais. Não tem cura, só controle (por enquanto). E condena as gerações atuais a praticar o sexo e agora também o beijo sem contato carnal. Catástrofes, controles, imposições, proibições, ameaças, tudo por conta de uma equivocada escolha civilizatória. Tem jeito? Haverá que ter!

Já se vê: a quase totalidade das catástrofes ocorridas tem a autoria humana e nisso também se podem relacionar as guerras e a destruição ambiental, esta última, por um lado, afetando a camada de ozônio e, por outro, criando o efeito estufa a partir da emissão de CO² na atmosfera.

As catástrofes militares foram mais de 1.000, mas muito marcantes são a I e II Grandes Guerras, com 80 milhões de vítimas fatais (na soma).

As catástrofes ambientais de pequeno e médio porte são centenas, milhares, mas duas (muito antigas) foram muito grandes: a que destruiu os dinossauros e a que proporcionou a era glacial. E agora as duas que acabamos de relacionar: ozônio e estufa sendo agravadas a cada dia por conta de nossas escolhas quanto ao modelo econômico.

Catástrofes epidêmicas foram muitas: a peste de Siracusa, (396 a.C.) atingiu o exército cartaginês, que invadia essa cidade – em uma semana morriam todos os acometidos; a peste de Atenas (possivelmente febre tifoide)) em 428 a.C., com muitíssimas vítimas (nessa época se morressem 10 mil pessoas isso representava toda a população das cidades de então; a peste antonina (166 d.C) em Roma, que acometia de inflamação dos dentes, língua, olhos, até a morte; uma peste chamada grega, sintoma de diarreia (século III d.C.) atingindo a Grécia, norte da África e Itália – morriam 5 mil por dia; a peste justiniana (542 d.C), no Império Bizantino (Istambul) pela qual morriam 10 mil por dia; a peste negra (1334) assim chamada pelas manchas escuras que apareciam na pele dos enfermos - fez 5 milhões de mortes na Ásia e se espalhou para o norte da África e chegou à Europa – morreram ao todo 75 milhões de pessoas ou um terço de toda a população da Terra; a gripe espanhola (1918) com alcance inclusive no Brasil, com um total de 20 milhões de vítimas no geral.

Tivemos outras. A cólera, com centenas de milhares de mortos - 1817 a 1824; contaminação frequente por meio de água ou alimentos; a tuberculose com1 bilhão de mortos - 1850 a 1950, incluindo o Brasil, e como doença oportunista nos pacientes de AIDS; a varíola com 300 milhões de mortos - 1896 a 1980; o tifo com 3 milhões de mortos (Europa Oriental e Rússia) - 1918 a 1922; a febre amarela com 30.000 mortos (Etiópia) - 1960 a 1962; o sarampo com 6 milhões de mortos por ano até 1963; a malária com 3 milhões de mortos por ano, desde 1980.

Esses dados têm como fonte a Organização Mundial de Saúde (OMS) e Fundação Oswaldo Cruz.

Especialmente, em muitos desses casos, são doenças do subdesenvolvimento humano, como é o caso da dengue. Mas, o olhar espiritual tem de ater-se a uma possível necessidade de retirar daqui contingentes humanos que haviam cumprido sua missão e cujo estágio não é condizente com o novo tempo planetário. Por outro lado, a nossa medicina deu passos de gigante para atender, de um lado, as epidemias, de outro, as guerras. Caminhamos muito. Já são bem menos os perigos que nos ameaçam: a AIDS nos incomoda perigosamente, quase sob controle; o câncer como doença oriunda do estresse psicológico e as chamadas doenças da pobreza continuam sob ataque. Em contrapartida surgem as doenças, quase epidemias, do sedentarismo, do ócio e da alimentação rica em gordura, sal, açúcar, conservantes, entorpecentes e alcoólicos.

Se vê com certa clareza meridiana que não somos educados, nem disciplinados, nem amorosos, pouco inteligentes (para o bem) e muito teimosos. O que se pode esperar de uma civilização assim?

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