quarta-feira, 5 de março de 2014

1351-As deusas e a feminilidade


Introdução

Do ponto de vista estritamente biológico, o que ou quem pode parecer, para o ser humano, a razão principal de sua existência?

Se você respondeu “a mãe”, acertou em cheio. Viemos do interior de seu ventre, acostumados e viciados aos seus batimentos cardíacos, alcançados por suas vibrações energéticas, alimentados, via cordão umbilical, pelos alimentos que ela ingeriu, sentindo, por tabela, os sentimentos que ela processou (e que nos marcaram ainda antes de nascer), e a temos como alguém a quem ou com quem o filho ou a filha imagina estar seu destino completamente acoplado. Claro, a sementinha do pai e a responsabilidade espiritual do pai, têm uma enorme importância. Mas, lembre-se que a pergunta inicial questiona o ponto de vista estritamente biológico.

Lá no retrógrado passado, não tenha dúvida, 100% dos limitados cérebros humanos, portadores de uma mente em fase inicial de expansão, isto é, todos nós, pensávamos a vida a partir da mãe. Ainda é muito assim. E é natural que quando partimos em busca do ser sobrenatural que doa a vida, tenhamos imaginado não um Deus, mas, sim, uma Deusa.

Como os humanos entenderam ser o papel de Deus na Vida? Aquele que cria, disponibiliza, alimenta, cuida, socorre, acolhe. Quem faz isso primacialmente falando em toda a natureza animal? Se você respondeu “a mãe”, acertou em cheio. Logo, na natureza humana é maior ainda a importância da mãe.

O próprio homem antigo que, ao ser premiado pela mulher com o prazer do sexo, algo muito mais forte e brutal que o sexo da atualidade, recebia por prêmio o orgasmo, a fecundação e o nascimento de um novo ser, é natural que este adulto tosco e primitivo olhasse para a fêmea com muito respeito, adoração, interesse, necessidade, como a nenhuma outra figura existente em seu redor.

Esta série quer resgatar a mulher, a mãe, a fêmea, a companheira, a cuidadora, a fonte de prazeres proporcionado pelo seu corpo àqueles que têm acesso ao desfrute, seja pelo carinho, pelo aleitamento, pelo sexo, não importa, até chegar na figura divinizada que ocupou o papel de rainha e mais ainda na figura divina de deusa.

E é também para fazer um périplo literário pela história humana tendo a mulher como foco, que esta série quer levantar questões culturais machistas e feministas.

Você nos acompanha? Seja bem-vindo(a).

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