sexta-feira, 7 de março de 2014

1353-As deusas e a feminilidade


Lillith, a primeira matriarca

Pois é, leitor. Está lá na Gênese hebraica que Caim e Abel, filhos únicos de Adão e Eva, se desentenderam por razões econômicas melhor dizendo por inveja e aquele praticou o primeiro homicídio contra 25% da humanidade sagrada, na pessoa de seu irmão. Caim conheceu uma mulher, teve filhos e assim a humanidade pôde prosperrar.

Eis aí, como lemos na postagem anterior, Lillith figurando como matriarca de um clã terrestre, quem sabe uma deusa e não um demônio. Chamada de demônio por quem estava na oposição. Ao menos, ao que parece (na história escrita da humanidade), foi a primeira mulher a trocar de marido, o que já foi um grande salto para as mentes da época em que a fêmea aparece como uma figura secundária da história sagrada humana.

Vamos conhecer melhor Lillith? Então vem.

Lilith é, provavelmente entre os demônios, um dos mais temidos seres espirituais. Encontra-se amplamente retratada nas lendas e mitologias hebraicas, tendo sido na antiguidade um dos mais temidos anjos negros, o demônio feminino tão terrivelmente receado que o seu nome não era sequer invocado.

Lillith foi a primeira mulher criada pela mão do deus hebraico, mesmo antes de Eva. Lillith foi, por isso, a primeira esposa de Adão. Contudo ao contrário de Eva que foi criada a partir da costela de Adão, Lillith foi gerada do mesmo barro que Adão, e por isso era um ser em pé de igualdade com Adão. Por assim ser, Lillith era um ser feminino independente, dividindo com Adão a autoridade familiar. A Bíblia machista tratou de submeter a mulher ao homem e nesta lenda iremos notar que a rivalidade entre os dois  desagradava ao seu esposo e primeiro dos homens.

Lillith era livre, irresistivelmente bela e cheia de luxúria, sendo que se recusava a se sujeitar sexualmente a Adão, ou sequer e se submeter à sua suposta superioridade, (Lillith recusava-se a ficar debaixo de Adão durante o coito, sendo que Adão não aceitava essa posição de inferioridade do macho), o que muito desagradava ao primeiro homem.

Farta do machismo dominador de Adão, Lillith abandonou o Paraíso e fugiu para o Mar Vermelho, onde viveu em liberdade. Ali conheceu e manteve relações com diversos demônios, gerando muitos filhos.

Ao perceber que a sua esposa tinha fugido, Adão chorosamente pediu ajuda a Deus. Deus ouviu os lamentos de Adão, e enviou três anjos para irem buscar Lillith no Mar Vermelho e fazê-la regressar para junto do seu esposo. Quando os anjos a encontraram, ela maliciosamente respondeu que já não poderia regressar ao Paraíso para viver na companhia do marido, pois já tinha desgraçado a sua honra de esposa nas suas prostituições com os demônios. A resposta era, inegavelmente, verdadeira, e não havia como negar que as regras de Deus haviam sido violadas. Lillith usou as regras do Criador em seu proveito com inteligência, conseguindo, assim, manter a sua liberdade.

Lillith continuou assim a viver com os demônios, coabitando com eles e dando origem a filhos, por isso, igualmente demoníacos.

Mas, alto lá. A interpretação que se deve fazer é que “filhos demoníacos” eram também seres de Deus, de vez que os próprios hebreus de onde tem origem estas lendas, acreditavam haver UM SÓ DEUS. Logo, esse Deus Único não poderia dividir sua autoridade com os demônios. E de mais a mais, Lillith era uma criatura gerada por Deus.

É mais fácil compreender que a OUTRA HUMANIDADE existente na Terra, onde Adão, Eva e seu filho passaram a habitar, tenha sido formada, exatamente, pelos netos de Lillith. E assim não seremos forçados a acreditar que a humanidade provém de filhos incestuosos entre irmãos (do contrário teria sido pois, mesmo não citado na Bíblia, Adão e Eva podem ter tido filhas mulheres).

Recuperando um raciocínio lógico que não pode perder-se: Lillith muda a história da humanidade e assume uma posição de matriarca líder, abelha rainha de uma colméia humana inicial.

O que você acha?

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