sexta-feira, 28 de março de 2014

1374-Destino e Livre Arbítrio


 
Introdução

Há quem acredite que todos os acontecimentos de nossas vidas é obra de um plano inexorável do destino. E entre esses, uma parte procura adivinhar o que lhes está reservado lendo horóscopos e procurando cartomantes e videntes; a outra parte apenas espera o que Deus queira mandar.

E há, também, quem acredite que não há destino, que o destino somos nós que fazemos e se atiram na vida como se estivessem vivendo os últimos instantes de sua existência.

Claro, você, como alguém inteligente já sacou que a verdade pode não estar com nenhum dos três, ao menos não desse jeito. Quem sabe uma missão ou meta e a liberdade para transformar isso numa bela obra enriquecedora da alma e da mente pode ser uma construção um tanto menos radical, não deixando tudo nem só para Deus e nem só para o homem.

Não é muito fácil esta abordagem, pois, no fundo, sabemos quase nada de nós, do mundo, de Deus, ainda que se tenha tentado fazer esse reconhecimento. O obstáculo, não me canso de repetir, está em que a brutal cultura materialista que nos abraça ensina procurar espiritualidade nos diagnósticos emanados de máquinas e, sabemos, as máquinas não foram feitas para isso. O blog se pauta na tese de que ao nos conhecermos, intimamente, saberemos muito mais do Universo e de Deus. Mas, está demorando o cientificismo convencer-se de que a dimensão inteligente humana não é o cérebro, é a alma. Aí, caímos de volta no vazio. O que pode fotografar a inteligência, a alma, a dor, a felicidade? As máquinas mostram regiões do cérebro mais vibrantes ou menos vibrantes em decorrência de estados emocionais ou estímulos sentimentais. Mas, isso não quer dizer outra coisa que as conseqüências de algo que sentimos e elaboramos, a causa continua obscura.

É para viajar sobre um fragmento desses conceitos, teses, hipóteses e outras descobertas, que estamos começando esta série e apenas com a proposta de tentar vislumbrar se a nossa vida é uma partitura já escrita ou se nós podemos participar com nossa maestria para melhorá-la e também, claro, para piorá-la.

Você vem conosco?

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