quarta-feira, 30 de abril de 2014

1407-A Pedra Filosofal


Em busca do Espírito

Alguns célebres alquimistas revelaram, em alto e bom tom, que conseguiram a proeza de confeccionar a famosa pedra filosofal, capaz de transformar metais inferiores em ouro. Outros diziam ter descoberto um elixir capaz de curar todas as doenças e prolongar a vida por tempo indeterminado. Sem nos determos a uma discussão infrutífera acerca da confecção da tal pedra em seu aspecto material e grosseiro, vamos direto ao que realmente interessa, que são os resultados alcançados pelos mais célebres alquimistas em seu próprio desenvolvimento espiritual.


É difícil analisar aqui em poucas palavras, as vivências, experiências e descobertas que levaram esses homens à conclusão de que o processo de confecção da pedra era mais subjetivo que objetivo.

Apenas para uma análise e conclusão superficial do processo de purificação alquímica, analisemos um dos mais importantes “modus operandi” dos antigos alquimistas em seus laboratórios: O alquimista mistura alguns componentes químicos com reagentes e coloca tudo num destilador ou forno alquímico. Inicia-se um processo de destilação e obtém o que se convencionou chamar o "espírito" daqueles mistos. Em seguida, o resultado do produto destilado era novamente juntado aos restos do processo e iniciava-se o trabalho de purificação por inúmeras vezes. Dessa forma, agindo paciente e insistentemente nesse trabalho árduo, onde era necessário, a todo tempo, controlar a temperatura do forno, o alquimista entrava inconscientemente, em estado de contemplação meditativa, onde alcançava uma elevação de seu ser.

Depois de anos de persistência, o alquimista descobria que tentando purificar os materiais, acabava purificando-se e melhorando sua própria personalidade. Eis, pois, a alquimia nada mais sendo que um ritual para soerguimento espiritual. E, mudando sua personalidade para melhor, notava que tudo à sua volta tudo mudava, haja vista que o preceito hermético prescrito numa esmeralda por Hermes estava certo. “Tudo o que está em cima é como o que está embaixo”. Então, o alquimista descobria, também, com imensa alegria, que tudo o que estava fora era como o que estava dentro dele. Refletia como um espelho, no mundo exterior, as melhorias sensíveis em sua personalidade. Descobria assim, que era possível a transmutação dos metais, não apenas no seu aspecto físico, mas, principalmente, no seu aspecto espiritual, já que acreditava que os minerais também possuíam, por assim dizer, um “espírito”.

Na maioria das vezes, quando chegava a essa conclusão magnífica, o alquimista abandonava, de fato, a busca pelo processo de transmutação dos metais em ouro, já que havia descoberto um tesouro interior que ofuscava o brilho de qualquer tesouro profano.

Como vemos, a descoberta da pedra filosofal, como o próprio nome já diz, consiste no conhecimento e reconhecimento dos segredos da sabedoria universal.

Mais do que nunca, o alquimista espiritualizado torna-se consciente de sua capacidade de criar e modificar a natureza (sua e externa) assim como Deus, já que fora, desde os tempos antigos, caracterizado como sendo criado à imagem e semelhança Daquele.

Entretanto, a partir da nova descoberta da pedra filosofal, torna-se capaz de dirigir de forma consciente a sua vontade que é o verdadeiro instrumento da transmutação e da criação de todas as coisas.

Eis o segredo da pedra filosofal dos alquimistas. Esse é o poder capaz de elevar o homem à capacidade de criar, assim como Deus, através da vontade firme, persistente e inquebrantável, que pode também ser caracterizada pelos místicos como “fé”, com que tudo é possível.

A televisão, o rádio, o computador e todos os inventos que conhecemos surgiram desse processo alquímico de produção que é a mente humana.

Eis o verdadeiro forno alquímico capaz de processar as maiores transmutações, através da correta utilização do fogo do desejo e da vontade e que é mantido ativo pela energia da fé.

Tudo é possível ao que crê, já dizia Jesus, o maior alquimista de todos os tempos que, agindo em sintonia com o princípio criador universal, fora capaz de transmutar (entre outras coisas) água em vinho para alegrar uma festa.

Há uma grande variedade de textos alquímicos, hoje, à disposição na própria “Internet”. Bons sites e livros excelentes à venda sobre o tema. É necessário, contudo, saber de antemão que o caminho é árduo, cheio de espinhos e armadilhas no início, no meio e... no fim? Ninguém sabe quando, nem onde... Ainda bem!

terça-feira, 29 de abril de 2014

1406-A Pedra Filosofal


Introdução

Quem já não ouviu falar acerca dos respeitáveis filósofos, médicos, químicos e intelectuais que passaram boa parte da sua vida diante de seu laboratório alquímico tentando decifrar o enigma da pedra filosofal, tão comentada nos círculos iniciáticos da Idade Média?

O que deve ser entendido por Pedra Filosofal?

Obter uma pedra filosofal (Lapis Philosophorum) era um dos principais objetivos dos alquimistas em geral na Idade Média. Com ela, o alquimista poderia transmutar qualquer metal inferior em ouro, como também transmutar seres do reino científico-biológico Animalia (reino animal) sem sacrificar algo que dê um valor considerável em troca. Com uma pedra filosofal, também seria possível obter o Elixir da Longa Vida que permitiria prolongar a vida "indefinidamente".

Como se percebe a riqueza e a eternidade eram e são grandes objetivos humanos. Confusos objetivos, pois riqueza e eternidade já as temos, não precisam ser buscadas.

A atividade relacionada com a pedra filosofal era chamada pelos alquimistas de "A Grande Obra" (ou “Opus Magna”, em latim.

Ao longo da história, criações de pedras filosofais foram atribuídas a várias personalidades, como Paracelsus e Fulcanelli, porém é "inegável" que a lenda mais famosa refere-se a Nicholas Flamem, um alquimista real que viveu no Século XIV. Segundo o mito, Flamel encontrou um antigo livro que continha textos intercalados com desenhos enigmáticos. Porém, mesmo após muito estudá-lo, Flamel não conseguia entender do que se tratava. Segundo a lenda, ele teria encontrado um sábio judeu em uma estrada em Santiago, na Espanha, que fez a tradução do livro, que tratava de Cabala e Alquimia, possuindo a fórmula para uma pedra filosofal. Por meio deste livro, Nicholas Flamel teria conseguido fabricar uma pedra filosofal. Segundo a lenda, esta seria a razão da riqueza de Flamel, que inclusive fez várias obras de caridade, adornando-as com símbolos alquímicos. Ao falecer, a casa de Flamel teria sido saqueada por caçadores de tesouros ávidos por encontrar pedras filosofais. A lenda conta que, na realidade, ambos, Flamel e sua esposa, não faleceram, e que em suas tumbas foram encontradas apenas suas roupas no lugar de seus corpos.

Hoje, as pedras filosofais extrapolam as alquimias, como veremos.

As pedras filosofais antigas não tinham formatos físicos definidos. Mais tarde, a busca por pedras filosofais passaram, em certo sentido, para as buscas semelhantes à busca pelo Santo Graal das lendas arturianas, mas não só. Em seu romance Parsifal (como já abordamos noutra série) Wolfram von Eschenbach associa o Santo Graal não a um cálice, mas a uma pedra que teria sido enviada dos céus por seres celestiais e teria poderes "inimagináveis".

Ainda que palidamente as tábuas da lei recolhidas por Moisés no Monte Sinai poderiam ter a conotção de pedras enviadas dos céus, pois consta dos escritos sagrados terem sido ditadas para serem escritas por Moisés.

Em outras palavras, os alquimistas desejavam criar em pequena escala aquilo ou quase que Deus o faz em grande escala. É nesse sentido que se referiam ao homem como sendo um microcosmo, capaz de refletir, em partes, o potencial criativo do universal (Macrocosmo).

Dedicaremos alguns capítulos a esta tema na esperança de que os leitores e nós, em conjunto, consigamos também obter uma Pedra Filosofal.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

1405-Brasil: a undécima chance


A saída das crises

O povo é a saída das crises. Sempre foi. Uma imensa maioria de brasileiros não tem o menor motivo para reproduzir herança lusa de patrimonialismo; paternalismo, sim. Vamos aos casos: com raras exceções, os escravos e seus descendentes demonstraram e demonstram a mansidão que foi a causa do cativeiro e, nessa condição, nunca se valeram do seu poder; a maioria mansa sentia-se protegida da princesa Isabel que, num gesto bondoso, assinara o decreto da Libertação dos Escravos, comemorado por muitas décadas no dia 13 de maio. Só mais tarde começava a ainda incipiente Consciência Negra, que celebra Zumbi como herói e elege o 20 de novembro como efeméride. Todos os imigrantes pobres, banidos de suas pátrias nos séculos XVIII, XIX e XX, aqui já incluídos os japoneses, não são herdeiros da cultura patrimonialista lusa e nunca se serviram do poder; pelo contrário, foram por ele abandonados à própria sorte.

Temos aí, por baixo, uns 60% da Nação, capaz de fazer a virada na base da vergonha, da indignação e do patriotismo.

É óbvio que a trajetória política, econômica, religiosa, educacional, moral, no Brasil, possui falhas gritantes. Os nossos políticos, de há muito, não se candidatam para resolver os problemas do povo; querem as benesses do poder (herança lusa) para darem-se bem, isto é, garantir o próximo mandato.

O PT havia sinalizado contra esta prática e traiu os seus eleitores. Propunha moralidade, participação, democracia, melhor distribuição da renda nacional e chegou a cativar enormes fatias dessa população pura, trabalhadora, patriota, contribuindo para a primeira eleição de Lula. A segunda eleição já veio marcada pelos vícios daquilo que os críticos chamam de petralhismo.

No escândalo chamado mensalão, ficou evidente o medo dos políticos em propor a cassação de Lula, no centro do escândalo como seu chefão: temiam o retorno dos militares e o fechamento das torneiras corruptíveis. Preservaram o poderoso chefe do esquema e isso atinge em cheio a questão moral do poder e torna a classe política abaixo de qualquer conceito positivo.

Aqueles cidadãos brasileiros que possuem vergonha na cara, hoje, tentam buscar uma saída democrática que detenha a utopia comunista, genocida e totalitária, mas, acima de tudo, que freie a escandalosa manipulação corrupta dos recursos arrecadados através da pesada carga de impostos e taxas. A proposta social-democrática foi bem vinda em contraponto ao capitalismo selvagem que tínhamos ou quiçá ainda temos. Mas, com honestidade e transparência.

Como sair do assistencialismo, não caritativo, que aposta no populismo e na demagogia, através da exploração da boa-fé das massas carentes, mendicantes e ressentidas pela retórica barata da luta sem classes e da propaganda midiática?

Haja ciência política que evite um retrocesso em nosso Brasil.

Para finalizar, repito, vai depender da reação democrática daqueles que nunca foram herdeiros do modelo luso de misturar a coisa pública com a coisa privada.

domingo, 27 de abril de 2014

1404-Brasil: a undécima chance


12ª crise: a farsa democrática

Mesmo que possa ter existido (em governos anteriores) favorecimentos a deputados e senadores para compor uma base situacionista no Congresso (não esqueçamos que temos em curso as heranças lusas de governar), o caso do PT e de seus aliados foi absurdamente um assalto aos cofres da Nação em favor da politicalha. Milhões de reais foram desviados dos cofres públicos através de esquemas envolvendo pessoas e empresas para comprar a fidelidade de parlamentares, tudo apurado em Comissão Parlamentar de Inquérito e transformado em processo crime junto ao Supremo Tribunal de Justiça, com sentença e prisão dos culpados.

O longo discurso das esquerdas (que também foi do PT) clamando maior participação e democracia, foi reduzido a pó, jogado no lixo, enquanto uma ditadura partidária disfarçada de democracia tomava o país de assalto.

As alianças externas do governo do Brasil, contrariando os 500 anos de tradição capitalista, passaram a ser com governos totalitários comunistas aqui mesmo nas Américas e fora dela. Rasga-se a Constituição Federal e outras leis para servir aos conchavos com aliados de esquerda. Abre-se a décima segunda crise político-institucional no Brasil.

À exceção do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, o Brasil não tem autoridade respeitável. O povo faz chacota sobre os políticos, a começar pela senhora presidente.

O trabalho diuturno escolado pelo sindicalismo de resultado levou o PT a fazer bem feita a instrumentação do governo de tal forma que por mais que a sociedade rejeite este modelo, ele é muito forte e muito difícil de reverter.

Pelas informações oficiosas que se obtém, 25% do eleitorado nacional é beneficiado com a bolsa família, uma esmola que entrega 70 reais por mês a cada criança das famílias consideradas pobres. Esse dinheiro sai dos impostos para compor o que a presidente Dilma anuncia como saída (do povo) da miséria e entrada na classe média.

Está aberta a 12ª crise institucional, talvez a mais grave de todas. E agora?

sábado, 26 de abril de 2014

1403-Brasil: a undécima chance


11ª crise: um amargo remédio

Uma República sindicalista, a insurreição nas forças armadas, a quebra de hierarquia no poder, o avanço da anarquia; eram sintomas do governo que caiu para dar lugar aos militares e ao desejo da direta de botar ordem na casa.

Numa análise serena, hoje, 50 anos depois, fica evidente que haveria um golpe de esquerda e os militares representaram o contragolpe.

Ordem houve, não necessariamente através dos meios legais, pois os atos institucionais baixados sem exame do Congresso (fechado) davam excessivos poderes à Segurança para agir contra os denunciados subversivos, que não eram julgados, pois o Poder Judiciário tinha sido silenciado.

Ao longo de 21 anos (mais tempo ditatorial que democrático), o regime militar levou o país a uma abertura política. E as urnas nos deram, pela ordem José Sarney (eleição indireta) e Fernando Collor através do voto popular. Muito parecido em estilo com o renunciante Jânio, este herdeiro do capitalismo rural nordestino queria modernizar o país, mas usava o velho modelo patrimonialista. Com a volta da democracia à mídia, logo apareceram denúncias de corrupção e Collor acabou sofrendo impeachment. Em seu lugar ficou seu vice, Itamar Franco, que passou o governo a Fernando Henrique Cardoso, que passou o governo a Lula. E assim a esquerda estava de volta ao poder.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

1402-Brasil: a undécima chance


10ª crise: a oposição

O Brasil da República Velha praticamente não conheceu oposição política. O velho Partido Republicano Conservador era único e dentro dele é que se travavam as contendas e as negociatas para as candidaturas e a distribuição do poder.

Com Vargas, não. Já havia embriões de outros partidos, mas foi com ele que surgiram os grandes partidos e até mesmo o Partido Comunista, responsável por uma grave crise no governo getulista.

Nascem com o Estado Novo, em 1937, partidos fortes como o PSD, a UDN, o PTB, PRP e o PSP (veja Google), o primeiro e o terceiro fechados com Vargas e os demais fazendo-lhe oposição. O nascente rádio, principalmente, e os jornais da capital, eram os veículos de opinião a favor e contra o regime. Muito forte a atuação de Carlos Lacerda, jornalista e deputado, representante das vozes de oposição de extrema direita que, de crise em crise, leva Getúlio ao suicídio.

Apesar de filho de estancieiros, o advogado Getúlio demonstrava querer flexionar o capitalismo rural influente no Brasil, talvez com interesse eleitoreiro, mas o fato é que criou a CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, o voto feminino, fez uma tênue reforma agrária e abriu as portas para a indústria nacional. Esse caminho político destinado a fazer encolher o capitalismo selvagem principalmente rural, desagradava importantes setores da sociedade que, talvez, vissem nisso o crescimento (por dentro) da esquerda comunista.

A eleição de Juscelino Kubitschek (após o período Vargas) com expressivo apoio da esquerda - que votou em Jango para vice – e as suas avançadas propostas de governo, parecia desbancar desde sempre os conservadores – no poder desde o Império e por toda a República Velha.

Assim, na sucessão de JK, Jânio Quadros se faz a esperança de retorno da direita. Venceu e eleição, mas traiu suas origens e pendeu demais para a extrema esquerda ao chamar comunistas para receberem comendas outorgadas pelo seu governo. Sua renúncia propalada como esquema para um golpe contra a democracia, fez a direita querer impedir a posse do vice (João Goulart).

E assim evoluímos para uma crise atrás da outra – proporcionada pela impotência de Jango frente aos seus conselheiros de poder. A sua queda se deu em 31/03/1964 através de um golpe armado pelos militares.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

1401-Brasil: a undécima chance


9ª crise: quem governa o Brasil

Quem governa o Brasil? Resposta: são as classes que têm maior influência: o clero, os militares e os ricos do interior, pois não havia indústrias. Éramos um país rural, tocado por estancieiros que haviam trocado os escravos por trabalhadores semi-escravizados, sem registro, sem salário, sem férias, sem direitos. Quem vota? Bem, isso não interessa, pois os votos entrarão nas urnas pelas mãos dos referidos homens influentes. A isso se chamou “voto de cabresto”.

Uma sucessão de marechais e ricos representantes da burguesia econômica rural se reveza no poder. Um país imenso, sem estradas, sem telefones, comunicando-se por telegrama e viajando por mar e águas interiores, anda em passos de carreta puxada por bois e vive atolada em dívidas contraídas pelo império para bancar as guerras de fronteira que sustentou. Uma enorme importância passou a ser dada ao Exército, pois as guerras precisavam da cavalaria e da artilharia de terra.

Os militares tem uma forte voz dentro dos palácios. E vem a política dos governadores, na verdade, super chefes, representantes das oligarquias rurais de seus estados. A república era uma espécie de Confederação Nacional mantida pelas federações estaduais e estas mantidas pelos coronéis que botavam os votos nas urnas. Assim nasceram as oligarquias de que temos conhecimento, por exemplo, nos estados com grande peso na economia. Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros mandaram durante 30 anos no Rio Grande do Sul. Os Ramos mandaram durante 20 anos em Santa Catarina, entregando em seguida aos Luz e aos Bornhausen. No Paraná, em São Paulo, em Minas Gerais, não foi diferente.

A prática política de fazer favores oficiais em troca de mandatos e cargos, se chama instrumentação do Estado. Algo que voltou a ser feito a partir de 2003.

O sistema eleitoral da época dava margem à fraude e foi com denúncia de fraude eleitoral que Getúlio Vargas lançou-se em armas contra a Velha República e implantou uma ditadura, um Estado Novo, com novas leis, novos métodos, voto da mulher e alguma modernidade inclusive ditada pela II grande guerra mundial. Governou por 15 anos como ditador e mais 4 como presidente eleito, tendo um marechal (Dutra) no poder entre um e outro período.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

1400-Brasil: a undécima chance


8ª crise: a república

Por que a república não veio com a independência? Os países hispânicos vizinhos haviam se livrado do Império Espanhol implantando repúblicas. Foram 14 ao todo. Aqui não. Motivo? O poder centralizado. José Bonifácio de Andrada e Silva, homem forte do império e grande incentivador da independência, era republicano e sabia que a república viria a qualquer momento, mas foi o patrono da ideia de manter a monarquia porque assim o poder não sairia de suas mãos.

Como seria possível uma república num país vastíssimo, desconhecido, cheio de florestas, sem população livre, sem civilização, sem artes, sem estradas, sem relações com outros países, com interesses internos conflitantes devido aos escravos, sem costumes, sem educação civil e religiosa, cheios de vícios e hábitos antissociais (?), eram os argumentos de então para manter a monarquia. E ela foi mantida por longos 67 anos.

E mesmo em 1889 ainda havia quem pudesse dizer que o 15 de novembro poderia ser um dia comum não fosse um punhado de militares (note que nesta quadra do tempo os militares começam a intervir no poder) atentos para uma modernização na gestão do país. É preciso explicar que as escolas de formação do Exército, mais que as escolas da Aeronáutica (que ainda não existia) e da Marinha, contavam com instrutores atualizados a partir das experiências norte-americanas.

A monarquia enraizara e os brasileiros estavam tão acostumados com ela que não havia clima para a república, apesar dos descontentamentos (na classe mais rica) pela recente libertação dos escravos (1888). Ainda não era desta vez que a queda da escravidão era para acontecer, mas a princesa (Isabel) no exercício do cargo mais alto da monarquia, assinara o decreto. Então, manda embora os escravos e entrega-os à própria sorte. Um rude golpe na vida de quem, apesar de tudo, tinha teto e comida. 

E há que se resgatar: certos setores da sociedade sonhavam com a república muitos antes de ela ter sido proclamada. Era para ter vindo junto com a independência, como vimos.

Houve um caso em 1817 de um estranho personagem brasileiro que esteve nos Estados Unidos para cooptar mercenários franceses de guerra para virem a Pernambuco ajudar na emancipação de um imenso território nordestino como uma república independente. Tudo bem, o sonho acabou na cadeia (para ele), mas o Império sofreu perdas políticas que viriam se tornar visíveis depois de 1822.

O germe republicano ficou inoculado inclusive com as revoltas republicanas do começo do segundo reinado. Onze movimentos separatistas ao todo.    

Assim, naquela manhã de novembro, um colegiado de marechais fecha a questão e escala um amigo do rei para destituí-lo. O Marechal Deodoro entra no gabinete de Dom Pedro II e anuncia que estavam assegurados todos os seus direitos de embarcar para Portugal com sua família e seus bens, enquanto um governo republicano estaria sendo instalado no Brasil a partir daquele 15 de novembro de 1889.

Veio-nos uma república com caráter ultrapassado, cheia dos vícios do império e longe da democracia, que é o tema do próximo capítulo.

terça-feira, 22 de abril de 2014

1399-Brasil: a undécima chance


7ª crise: o regime de governo

Isso mesmo que você já leu atrás: o modelo de gestão patrimonialista (mistura do bem público com o bem do governante) ficou gravado na alma dos servidores do poder. Cargos vitalícios criavam verdadeiros cartórios (e esses também eram o retrato disso) na lida da administração pública. As atividades empresariais (antes) precisavam ser outorgadas pelo rei e isso (durante e depois) ensejou a contravenção, o contrabando e a sonegação como práticas normais na vida econômica do País.

O regime anterior e posterior se apoiava nos proprietários rurais, nos capitães, majores e coronéis de títulos comprados (espécie de chefes de milícias encarregadas de manter a ordem em prol do poder), e nos membros do clero, encarregados de manter a harmonia entre as pessoas e nos limites dos seus “feudos”, bem como era no tempo feudal.

A aplicação da lei rígida acontecia para os adversários apenas.

Ao tempo da Corte, os “legisladores” sem função alguma, eram nomeados pelos proprietários de terras e desempenhavam junto a Coroa o papel que hoje entregamos aos vereadores: despachantes perante a máquina burocrática. Depois, os deputados e senadores eram resultados das injunções das políticas provinciais.

Enquanto a maioria dos países europeus respiravam ares iluministas, Portugal se contentava com seu modelo retrógrado, ainda vivo nos tempos atuais. E por conta disso, o Brasil perdeu o bonde iluminista só vindo a ingressar na era industrial 300 anos mais tarde com a política de Getúlio Vargas.

A burocracia, via uma legião de advogados, penetrou fundo na alma do Brasil e não será fácil sair disso sem uma profunda reforma legal.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

1398-Brasil: a undécima chance


6ª crise: a independência e a república

A pacata colônia sofria os efeitos dos senhores de terras com seus escravos e com as encrencas que estes “coronéis rurais” criavam com seus desafetos internos e nos limites das fronteiras, numa espécie de herança maldita da cultura importada de além mar. Com a chegada da Coroa, aqui foram nomeados deputados e senadores, foram vendidos títulos militares e de nobreza e os contribuintes foram chamados a bancar toda essa conta.

Entre os motivos que alimentavam descontentamentos depois que Dom João VI foi embora, o primeiro foram as dívidas deixadas. O remédio era buscar a independência para livrar-se dos pesados impostos decretados por Lisboa e também porque a América hispânica havia sido pontilhada por repúblicas independentes da coroa imperial de Madrid. Já independente, o segundo motivo brasileiro de descontentamento foi a independência ter vindo sem a república. O terceiro motivo de descontentamento foi o fato de o imperador (Pedro I) ter abandonado o Brasil apenas oito anos depois de sua investidura no cargo. Vários movimentos republicanos e separatistas ocorrerem entre 1830 e 1845, dois deles aqui no sul: as repúblicas Piratini (RS) e Laguna (SC).

O segundo imperador, diga-se a bem da verdade, manteve a integridade territorial e promoveu a expansão deste gigante, e foi, de fato, um estadista, mas deixou gravado na cultura de nossa gente o modelo patrimonialista (a mistura do bem público com o bem pessoal do governante) na gestão da coisa pública.

A velha e retrógrada escola portuguesa de governar dando aos parceiros e tirando dos adversários fez excelentes alunos em todos os cantos do Império Brasileiro. A República Velha (1889-1930) também aplicou com regularidade as regras herdadas do império luso.

domingo, 20 de abril de 2014

1397-Brasil: a undécima chance


5ª crise: a coroa se muda pra cá

O Iluminismo irradiava novos tempos por vários países da Europa. A Revolução Francesa havia demonstrado que o povo destituíra sua monarquia em represália à má gestão das finanças públicas em combinação com a falta de liberdades individuais, implantando em seu lugar um novo regime até então desconhecido na história da humanidade (a república democrática). Pregava justiça e participação popular no governo sob o lema “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”.

Por conta do sucesso de seu desempenho como general do novo governo francês, Napoleão Bonaparte depois de expandir o território da França, passa a ameaçar Portugal, um país que se tornara gigante nos mares, porém pobre em reservas, vulnerável, pois, pois. A rainha, louca, passara o cetro ao príncipe regente (Dom João). Toda a coroa ameaçada decide fugir para o Brasil e instalar aqui o Império Português com todos os seus vícios, paternalismos, burocracias, benevolências, corrupções...

O Brasil era uma terra de índios, escravos, senhores feudais disfarçados de latifundiários e foi surpreendentemente alçado à condição de sede do decadente Reino de Portugal e Algarves.

A cidade do Rio de Janeiro não tinha porto, nem bancos, nem palácios, nem pessoal capacitado para servir à burocracia do rei e, no entanto, foi transformada em capital, assombrando as pessoas que viam passar pelas estreitas ruas as carruagens suntuosas com aquele pessoal carregado de nobreza, de vestes e modos incomuns.

Era muito para uma antiga roça, uma quase esgotada mina, uma abundante e parcialmente dizimada floresta, um incipiente curral situado na longínqua América do Sul: o Brasil. Éramos tudo isso e assim vistos e tratados lá de donde viera a Corte. Foi um aborto na história de uma colônia que em mais uns 50 anos talvez começasse a pensar em sua independência.

Tanto foi assim que a independência só veio porque, de volta a Lisboa, o rei passou a exigir demais da colônia em termos financeiros, com cujos recursos tencionava pagar as dívidas do reino itinerante.

Mas, justiça seja feita: o medo da derrota, da prisão e da perda da coroa, ou seja, o apego ao poder, decretou a fuga da família real portuguesa para a colônia, mas, por outro lado, deu um tremendo avanço nesta rica e miserável colônia, a começar por decretar a sua liderança no continente americano do sul.

Nenhum outro período da história brasileira testemunhou mudanças tão profundas, decisivas e aceleradas, quanto os treze anos em que a corte portuguesa esteve instalada no Rio de Janeiro. No período de apenas uma década e meia, o Brasil deixou de ser uma colônia retrógrada e esquecida para se tornar um país independente. Foi Dom João VI, com todas as suas fraquezas pessoais, o verdadeiro fundador da nacionalidade brasileira, depois consolidada pelo seu filho, Dom Pedro II.

sábado, 19 de abril de 2014

1396-Brasil: a undécima chance


4ª crise: a população

Para falar da população que compõe a humanidade brasileira é necessário avançar na linha do tempo e pular por sobre a cronologia que preside esta série. Corria o ano 1800 e o imenso Brasil tinha menos de um habitante por quilômetro quadrado. Veio pra cá a Coroa fugitiva (enfocada adiante) e com ela duas imperatrizes que mudaram a história étnica do Brasil. Faltava gente aqui e sobrava gente na Europa com o fim do regime feudal. Leopoldina, germânica, aconselhou o marido (Pedro I) a trazer alemães e austríacos para cá. E eles vieram para a Serra do Rio de Janeiro, para Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Eram, em sua imensa maioria, agricultores. A exceção foram alguns que se radicaram em Petrópolis, Joinville, Blumenau e Novo Hamburgo, cujas cidades passaram a ter empreendimentos industriais por conta da tradição de seus novos moradores. Tereza Cristina, siciliana, aconselhou o marido (Pedro II) a trazer italianos para cá. Vieram um pouco mais tarde e eram agricultores em sua maioria. Os versados em indústria logo se manifestaram e fizeram, por exemplo, de Caxias do Sul e Criciúma, respectivos centros industriais.

O que importa resgatar aqui: a população vinda de fora era formada de apenados, degredados, negros escravos, exploradores aventureiros, agricultores, sobras humanas de outros continentes, na imensa maioria com baixa instrução e pobres, muito diferente, por exemplo, dos colonizadores dos Estados Unidos, que para lá foram com conhecimento, dinheiro e ideal, dispostos a fundar uma nova pátria.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

1395-Brasil: a undécima chance


3ª crise: as tentativas (estrangeiras) de invasão

Invadidos estávamos. Observadores de fora não tiveram dúvidas: “vamos lá também meter a mão naquele manancial”. Ali pelo século XVII, apesar de ainda não haver expandido seu território para além da linha de Tordesilhas (que foi um trabalho dos conquistadores através das Entradas e Bandeiras), o imenso território a leste de uma linha entre Laguna (sul) e Ilha do Marajó (norte), era cobiçado por muitos. Franceses e holandeses foram os mais destacados, perpetrando ataques às nossas costas que, graças ao heroísmo de nossos nativos, primeiros brasileiros de fato, foram repelidos e mandados embora.

O contraponto também existiu. O Brasil andou desejando (e perpetrando) apossar-se de territórios do Uruguai, da Argentina, do Paraguai, da Bolívia, das Guianas (e conseguiu), ao mesmo tempo em que atraía as atenções de outras potências internacionais para o que representava como maior território do continente.

A Inglaterra, desde sempre, dadas as suas alianças com Portugal, tratava o Brasil como alguém muito chegado. Empréstimos internacionais, armas, munições, fardamento, conhecimento bélico, quase tudo que nossas forças armadas sabiam, possuíam e faziam vinha da Inglaterra, até mesmo a encomenda para que derrotássemos o Paraguai, numa guerra suicida e infanticida, que quase faliu o Brasil. Em contrapartida, Inglaterra e seus aliados europeus tiveram enormes privilégios quanto ao que levaram daqui em termos de ouro, prata, pedras preciosas, couro, madeira, mais tarde ferro e outros minerais.

Em várias oportunidades o Brasil esteve na iminência da sua posse por uma ditadura comunista, em que os governos de Jânio e Jango, antes de Lula/Dilma, foram os casos mais destacados, como veremos adiante.

A entrada do Brasil na Guerra de 1939/45 continua sob a suspeita de que foi uma emboscada arquitetada pelos aliados contra a Alemanha. Getúlio Vargas era pró-Hitler e os aliados dependiam da borracha brasileira para equipar as viaturas de guerra (nesse tempo ainda não havia a borracha obtida do petróleo). Um navio brasileiro (Itagiba) criminosamente afundado nas costas da Bahia com mais de mil pessoas a bordo, foi a gota d’água para o ingresso do Brasil na II Guerra. O submarino agressor mostrou-se identificado com a cruz suástica, emblema do governo de Hitler. As famílias dos (felizmente apenas) 36 mortos e a imprensa incendiaram o ódio coletivo brasileiro contra a Alemanha e o presidente se viu obrigado a declarar guerra àquele país, enviando tropas para a Itália (aliada da Alemanha) e fornecendo equipamentos de suporte àquela guerra.

A revolução de 31 de março de 1964, que pode ser chamada de contragolpe, foi um episódio que barrou o avanço comunista em curso no Brasil desde 1921 com a Coluna Prestes (veja no Google), que merecerá análise durante a 10ª e 11ª crise, adiante.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

1394-Brasil: a undécima chance


2ª crise: a exploração da rica terra

Os exploradores do Brasil não vieram para ficar, vieram para rapinar. Queriam escravizar os índios e não foi como desejavam. Isso apressou a vinda de escravos negros. Exploraram minas de pedras preciosas, ouro, prata, levaram a madeira (o Pau Brasil abundante no Nordeste e deixaram o deserto que hoje que ressente pela falta de chuvas). A imensa terra fértil nem de perto foi levada a sério. As suas riquezas não geraram benefícios internos.

Os portugueses que tinham benefícios reais em solo brasileiro, e voltavam ricos para Portugal, eram conhecidos lá como “brasileiros”. Veja bem como fomos reconhecidos fora daqui no início de nossa história: um perfeito incentivo a que mais rapineiros externos para cá também viessem a fim de se aproveitar. Qualquer semelhança com o espírito dos políticos atuais não é mera coincidência.

Os “brasileiros” voltavam para Portugal (mais tarde outros “brasileiros” de outras etnias também retornaram para seus países), deixando aqui seus “parentes” e prepostos que, durante 300 ou mais anos, detinham os títulos das terras e iam passando adiante como sucessão legítima. Isso deu origem ao que se conhece por sesmarias, nada mais que os latifúndios ainda vivos em bom número. As invasões de terras proporcionadas por esta deletéria prática ensinada pelo MST é fichinha perto daquilo que se fez no passado e ainda hoje, quando uma legião de invasores, ou um só invasor, toma posse de um terreno que não é seu (muitas vezes terreno de marinha) e ali se instala com a maior cara de pau.

No passado, a posse da terra brasileira se deu, como se viu, por gigantescos latifúndios, sobre os quais atuavam sistemas escravistas com o espúrio emprego de índios e negros. Não tivemos Reforma Agrária e nunca a teremos. O modelo cultural não permite. Uma das principais causas da queda de Jango Goulart foram as desapropriações de terras no eixo das rodovias com o intuito de redistribuir as terras, que não aconteceu.

Mas, veja bem: no século XIX vieram alemães, italianos, poloneses, holandeses e outros imigrantes, que se instalaram em pequenas glebas livres de latifúndio e deram causa à agricultura e pecuária familiar que, na verdade, foram o sustentáculo do progresso futuro porque permitiram a chegada da indústria e, depois, da agricultura mecanizada.

Foram os latifúndios que deram origem à monocultura (vide Google) e ao gigantesco êxodo rural. A população 78% rural antes de 1970, em 40 anos se fez 82% urbana. As cidades incharam e vieram as favelas, a miséria urbana, a violência, o voto comprado, o tráfico de drogas e o caos urbano que hoje temos.

Vai anotando aí as chances (que jogamos fora) de sermos uma nação equilibrada social, politica e economicamente.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

1393-Brasil: a undécima chance


1ª Crise: a posse da imensa terra

Com raras exceções, nenhum colonizador fez o papel de servir ao colonizado. Serviram-se do povo e das riquezas, tiraram o suco e deixaram o bagaço para a população submetida. Primeiro de tudo: o povo que se deixa submeter é, também, porque merece ser submetido.

Portugal, ali pelo século XIV foi beneficiado pela diáspora dos Templários (já analisada aqui neste blog) e se tornou se não o mais importante, um dos mais importantes países no domínio dos mares. Isso levou-o à conquista de colônias. Uma delas, o Brasil.

Mas, como ocupar o imenso território conquistado? Uns 20 portugais caberiam dentro do pedaço inicial que coube a Portugal. Depois o espaço mais que dobrou com o desrespeito ao Tratado de Tordesilhas (veja do Google).

Começaram a repartir a terra em capitanias doadas aos amigos do rei e os amigos do rei não tinham pessoas para se instalar nas terras. Começaram a assumir prisioneiros que eram libertados para vir trabalhar as terras dos capitães beneficiados.

Para dividir com os índios, vieram bandidos. Você deve imaginar o resultado disso. Essa a primeira crise.

terça-feira, 15 de abril de 2014

1392-Brasil: a undécima chance


O fio da história de 1500 a 2014

A sociedade que decide o Brasil não é a mesma que elege quem decide o Brasil. Esta é a primeira e mais grave constatação que se faz no regime político que temos. Até 1934, quem votava era, em princípio, quem decidia, pois o voto de cabresto reproduzia nas urnas a vontade dos chefes políticos, na verdade, os coronéis rurais, cópias aproximadas dos suseranos feudais, da Europa, de onde somos originados (para entender pesquise Regime Feudal).

O voto popular veio sendo aperfeiçoado. Chegamos ao voto eletrônico e mais. Mas o eleitor não foi preparado para entender o seu papel. O eleito, que se elege com o voto comprado, de favor, por influência, por paternalismo, pela força da tevê, nunca foi representante autêntico dos seus eleitores.

É assim que chegamos a esta republiqueta que se chama Brasil, cuja magnificência chega a assustar, mas que não sai do chão como nação.

Esta série tem a pretensão de apontar os pontos chaves das crises que percorrem a história do Brasil em 514 anos de nossa história.

É evidente que não teremos a oportunidade de detalhar em minúcias os episódios. Mas, para isso, o Google é um instrumento de pesquisa que pode ajudar em muito aqueles que queiram mergulhar no detalhamento.

Esta série se propõe a apresentar suscintamente 12 crises que se instalaram no Brasil em 514 anos de sua história.

Já que andam dizendo que a maioria do eleitorado brasileiro é formada por analfabetos políticos, a nossa esperança é que com a juntada dos fatos produzidos por 12 crises (ou 13) possa servir para alfabetizar e acordar importantes lideranças para juntos escrevermos um novo fim para a história brasileira.

Isso também é ser espiritualmente maior, isto é, espiritualmente emancipado.

Você nos acompanha?

segunda-feira, 14 de abril de 2014

1391-Fantasmas e Assombrações


A “Mãe-de-Ouro” e outros fenômenos

A espiritualidade sempre caminhou ao lado da crendice, da ingenuidade, da curiosidade, do medo ou perplexidade e mesmo do charlaranismo. Foi observando espetáculos físicos associados aos espíritos que Allan Kardec foi despertado para os estudos que acabaram conferindo-lhe a autoria da Codificação do Espiritismo.

No caso francês, os fenômenos explorados envolviam pessoas e eram realizados em ambiente fechado, com cobrança de ingresso. Mas, esta série trabalha fenômenos abertos, junto à natureza, passíveis de serem vistos por várias pessoas, como o foram as aparições de Maria em Fátima (portugal) e Lurdes (França), por exemplo.

Produzo um relato honesto e sincero sobre a tal de “Mãe-de-Ouro”, um fenômeno que é “visto” por alguns, nos céus, em cor brilhante, dourada, geralmente uma bola de fogo, parecida com o Sol, em muito menor tamanho, deslocando-se pelos ares, que a lenda ensina tratar-se de um indicativo de existência de mina de ouro em alguma montanha próxima.

Conta a lenda que é assim e os escritos sobre esse fenômeno, como também sobre Saci, Curupira, Boto Cor de Rosa, Negrinho do Pastoreio, Lobisomem, Boitatá e tantos outros, que as pessoas realmente viam-nos ou ainda os vêem. E quando quem escreve este texto tem seu próprio testemunho para dar sobre a Mãe-de-Ouro? Corria o ano de 1945, numa madrugada de primavera, ainda um tanto frio, viajávamos de carroça, eu e meu pai por umas estradinhas que levavam a Ijuí, uma cidade do interior, nas Missões, no Rio Grande do Sul, quando, se repente, o horizonte norte, a uma distância aproximada de 10 km, iluminou-se por uma sequência alinhada de bolas de fogo, começando por uma maior e formando uma espécie de cauda com bolas sempre menores umas que as outras. Tipo cometa. Isso, mesmo, mas um cometa lento e próximo de nós. Não era a estrela cadente. Parecia não se deslocar em linha reta, quase que flutuando brevemente para baixo e para cima, uma dança que durou, seguramente, cinco minutos, até desaparecer da visão. Disco voador? Seja lá o que tenha sido, não se tratou de devaneio, nem de miragem.

Isso foi visto pelos dois passageiros da carroça, estupefatos, um senhor 45 anos e seu filho, um menino de 6, eu.

Se era ou não a indicação de uma mina de ouro, eu saí a sua procura extamente na direção norte, cresci e mudei-me para Santa Catarina onde ainda estou a procura da mina. Ela estaria sobre o Cambirela ou sobre o Tabuleiro, em frente à Ilha Capital? Você sabe?  

Fim da série.    

domingo, 13 de abril de 2014

1390-Fantasmas e Assombrações


E o caso das pedras que se movem e agem?

Suponha agora que você decidiu acampar, encontra uma planície com algumas pedras, limpa uma área e monta sua barraca. Passa parte da noite aproveitando o lugar e vai dormir, quando acorda as pedras da planície parecem ter sido movidas. É uma planície coberta de barro seco, você consegue ver pedras grandes em lugares diferentes e não apenas isso, elas deixaram rastros indicando o caminho que percorreram e para deixar tudo mais interessante, as únicas pegadas do lugar são as suas, indicando que a não ser que alguém com vassouras tenha surgido de noite, movido as pedras, limpando o próprio rastro, mas não o das rochas, resolveu te pregar uma peça, algo invisível as moveu.

As pedras que se movem hoje são encaradas como um fenômeno geológico. Existe um lago seco na Califórnia, EUA, que está repleto de pedras que se movem sem nenhuma intervenção humana ou animal. Apesar dos anos de estudos dedicados ao fenômeno ninguém nunca sequer as viu se mover. A evidência da movimentação que ocorre são os rastros que elas deixam marcados no chão. Algumas pedras parecem “caminhar juntas” deixando rastros paralelos e então, aparentemente sem motivo, os rastros seguem direções opostas. Alguns rastros mostram curvas em ângulos. Alguns mostram pedras indo em direções completamente opostas. Ninguém sabe como ou porque as pedras se movem, mas elas se movem. Podemos ficar tentados a imaginar espíritos amargurados cumprindo penas eternas, ou
algum fantasmas com algum objetivo que nos foge à compreensão.

Se pesquisarmos e conversarmos com pessoas desses locais é capaz de ouvirmos histórias e lendas interessantes, mas isso não significa que hajam fantasmas ou manifestações fantasmagóricas ou mesmo distorções no lugar, é apenas mais um caso de fenômenos naturais de causas desconhecidas. Merecem ser estudados, claro, mas pelo que são. Dai a importância de, estudando os tipos de manifestações de fantasmas, o caçador, ou a caçadora, ser capaz de analisar o que está havendo. Existem manifestações de entidades que interagem com o meio ou com as pessoas? Existem coisas acontecendo de forma repetitiva, como se fosse um vídeo gravado? Por mais que pareça que as leis da física não explicam aquilo, o que está ocorrendo é um fenômeno específico ou o mundo todo está de cabeça para o ar nas redondezas? Se a resposta para essas perguntas for não, então você deve estar diante de um fenômeno curioso, mas natural, um processo raro da natureza.

Bem, quando se diz fenômeno natural, é necessário que se explique o conceito. É natural, sim, um espírito manifestar-se. Fora do que é natural, muita pouca coisa pode ser dita.

Um engenheiro, gente séria, recebeu a missão de desmanchar um casarão do século XVII, que fora habitado por uma família com mais de 300 anos de tradição no Brasil. Enquanto iam caindo algumas paredes antigas, começaram a acontecer fatos inexplicáveis, tipo sabotagem. Investigou, investigou e nada. Deixa estar que ao retirar uns arbustos existentes no jardim dos fundos, encontrou três pedras pretas, redondas, de jaspe, polidas como se fossem bochas, dessas que se joga. Recolheu-as, guardou-as em seu carro e nessa mesma noite houve desarranjo na parte elétrica do carro e toda bateria ficou a zero de carga. Outra sabotagem?

Chamou o mecânico que vasculhou toda a fiação e nada encontrou que pudesse ter causado a fuga da carga. Ao contar o episódio a pessoas da comunidade ouviu dizer do delegado de polícia da área que já havia atendido uma dezena de ocorrências associadas a fantasmas “residentes” na casa velha. O policial abriu o livro de ocorrências ao engenheiro e este ficou convencido de que ali havia mais coisas que um velho palácio abandonado.

Curioso, passou a estudar pedras, energias (e fantasmas) estritamente do ponto de vista científico. Descobriu muita coisa e convenceu-se de que as pedras possuem memória e guardam arquivos. Ao serem manipuladas ou ao interagirmos com elas, essas energias ganham vida, tais como as areias ganham vozes e como as decomposições ganham formas visuais luminosas. Documentou isso num livro (O poder das pedras). O cientista (inglês) Rupert Sheldrake está estudando isso e já tem alguns livros publicados.

sábado, 12 de abril de 2014

1389-Fantasmas e Assombrações


Com a palavra os caçadores

Melhor dizendo, Caça-Fantasmas.

Quando você decide se tornar um ou uma caça-fantasmas, deve aprender a controlar a ansiedade e desenvolver o seu ceticismo de maneira positiva. Para isso deve aprender a diferenciar dois tipos de atividades: as causadas por fantasmas e as que aparentam ser causadas por fantasmas. Fenômenos naturais são ótimos exemplos para mostramos como o conhecimento acaba com a ideia de para-normalidade.

Imagine que você caminha por dunas de areia no deserto e quando começa a escurecer ouve vozes à distância, uivos, rugidos e sons que definitivamente não são humanos. Existem casos de que os sons são distantes, parecem gritos ou pessoas chamando, muitos viajantes se perderam procurando a origens dessas vozes, outras vezes você está caminhando quando de repente parece que está cercado por fantasmas que gritam e urram, e quanto mais corre maior é a algazarra, até que
desesperado sai da trilha e se perde.


Esse tipo de fenômeno já foi a causa de muitas lendas e estórias, mas hoje é conhecido como “areias que cantam”. Em alguns lugares do mundo os minerais que compõe a areia, quando atingem certa temperatura, criam sons quando vibram, são sons altos, nítidos, que podem acontecer quando os grãos se deslocam, seja por serem tocados, pisados ou soprados pelo vento. O que antes poderia ser classificado como uma atividade paranormal típica de alguns lugares tidos como malditos hoje é simplesmente tido como um fenômeno natural com causas e efeitos bem conhecidos. Quantas mortes não poderiam ter sido evitadas se as
pessoas conhecessem essa propriedade de alguns tipos de areia e não tivessem deixado suas trilhas em pânico ou partido em busca das pessoas que “as chamavam”?

Mas este caso das areias que cantam é um fenômeno natural conhecido. Existem casos, porém, de outros fenômenos que ainda não puderam ser explicados. Mas se são fenômenos naturais, por que falar deles num texto que deveria te ensinar a caçar fantasmas e não curiosidades físicas?

Bem, suponha que você se empolgou e está sentindo aquela vontade de colocar em prática o que aprendeu, ou mesmo já tem alguma experiência no campo e está procurando um caso interessante. Está com férias para vencer no escritório ou então o fim do ano se aproxima e você quer unir o útil ao agradável. Começa a pesquisar e se depara com os relatos sobre a Alamoa, um espírito que vaga a Ilha de Fernando de Noronha. Isso é perfeito, te dá a oportunidade de mudar os ares, ir para um lugar incrível, longe do barulho e confusão da cidade e ainda aproveitar um paraíso ecológico e de quebra caçar alguns fantasmas. Se você for homem ainda tem o bônus de estar atrás de uma aparição de uma linda mulher que seduz os homens da região.

Aparentemente vai ser um trabalho de campo interessante. O nome Alamoa vem do linguajar local, é como os nativos da região chamavam o feminino de “alemão”, nas vésperas de tempestade ela aparece no cair da noite como um vulto branco de mulher muito bonita, nua e loura, dai o nome, dançando na praia, iluminada pelos relâmpagos. Existem dezenas, se não centenas, de registros e depoimentos de pessoas que já  viram. Fernando de Noronha costumava ter um presídio e tanto os presos quanto a população livre falavam do fantasma que bailava ao som das ondas e dos ventos, com os cabelos dourados, soltos. Nomes como Gustavo Adolfo, Pereira da Costa, Mario Melo e Olavo Dantas já registraram as histórias da provocante aparição e a impressão que causava nos detentos. Com o tempo o presídio foi desativado e a história da aparição começou a mudar, a Alamoa não dançava apenas, mas como uma sereia seduzia e então matava aqueles que não resistiam a seus encantos, seja com as próprias mãos, se transformando em uma figura desfigurada e horrenda, existem relatos e crenças mesmo que dizem que ela busca uma pessoa valente que a siga para revelar um tesouro escondido.

Capturar ou registrar essa aparição é algo que enche os olhos de muitos caçadores. Agora alguns detalhes que poucos encontram sobre ela é a relação que ela tem com o “Pico”, uma baliza de basalto com 332 metros de altura, que pode ser avistado a uma distância de até 50 quilômetros. Um dos registros sobre a aparição diz que: “No alto da baliza aparece uma luz peregrina – alma errante de uma linda francesa, algumas vezes encarnada em ser humano. Viram-na sentenciados aos quais a francesa lhes ofereceu um tesouro. [...] E a luz há de viver no Pico, com fogo-fátuo, até que um dia o ouro que o espírito guarda seja dado a alguém”.

Como veremos mais para frente muitas atividades fantasmagóricas são associadas com a presença de luzes que piscam, se movem, dançam, geralmente em locais isolados. Culturalmente a Alamoa era associada com uma imagem de uma mulher nua que dançava na praia, posteriormente sendo substituída por um espírito que oferece ouro. Independente disso hoje o relato acaba sendo mais associado com as luzes que surgem no Pico, como descreveu Olavo Dantas: “Às sextas-feiras a pedra do Pico se fende e na chamada porta do Pico aparece uma luz. A Alamoa vaga pelas redondezas”.


Os relatos variam, mas terminam quase sempre da mesma maneira, algum incauto vê a luz, ouve uma voz lhe chamar ou um canto ou um chamado e a persegue, nunca mais é visto.

Existem casos semelhantes a esse ao redor do mundo; um outro caso famoso semelhante é o das luzes misteriosas na Brown Montain, na Carolina do Norte, EUA. A Brown Montain é uma cadeia de montanhas na Floresta Nacional de Pisgah. Durante o século XIX ela se tornou famosa por causa de luzes fantasmagóricas que pareciam passear por suas encostas. Assim como no caso a Alamoa existem lendas americanas sobre uma batalha travada entre os índios Cherokee e Catawba por volta do ano 1200 e dizem que as luzes vistas são os índios que continuam marchando para a batalha com tochas nas mãos. Da mesma forma que acontece com a Alamoa as luzes são vistas à distância e o terreno é difícil de ser seguido de noite e não tem acesso a carros ou veículos.


Mesmo havendo muito interesse em descobrir o que causa esse efeito não existe ainda uma conclusão satisfatória, em ambos os casos temos luzes que parecem ter vontade própria, que surgem em lugares de difícil acesso, podem ser avistadas à distância e são associadas com fantasmas, uma francesa morta ou índios mortos em batalha.

Assim como um médico deve ser capaz de descartar possibilidades, por mais atraentes que lhe sejam, para diagnosticar uma pessoa, o mesmo deve acontecer com um caça fantasmas. Uma pessoa pode entrar em um consultório com fortes dores de cabeça, choque nos ouvidos, incômodos para descobrir que o problema é algo relacionado a seu maxilar e não à cabeça em si. Assim um caçador de fantasmas deve saber olhar para um caso e após estudá-lo descartar algumas suposições que em um primeiro momento parecem óbvias ou tentadoras.


De fato estar em um lugar de noite e enxergar fileiras de luzes que parecem seguir em fila por um determinado lugar, e então desaparecerem, tornarem a aparecer e no dia seguinte ouvir uma história de como os espíritos fazem isto há séculos pode ser interessante, mas não devemos descartar a possibilidade disto ser um fenômeno natural. Se você pegar um cubo de açúcar, colocar sobre uma mesa, diminuir as luzes e o acertar com força com um martelo, vai ver um flash de luz. Isso acontece porque a pressão que você aplica a um cristal ou a determinados minerais, criam eletricidade e essa eletricidade pode se manifestar como clarões de luz e mesmo incendiar algum bolsão de gás e assim criar um fogo-fátuo.
 
Por um lado, podemos argumentar que um fogo fátuo dificilmente passearia por um lugar, pois geralmente eles brotam e terminam no lugar e a luz que você viu percorreu dezenas, ou centenas de metros, se desviando de obstáculos, mas por outro não podemos descartar que existem alguns fenômenos que mesmo que aparentem ser causados por fantasmas não o são.

Muito tempo atrás as pessoas que viveram por gerações nos desertos não sabiam que a areia podia “cantar”, hoje sabemos que é um efeito natural. Ainda não existem explicações sobre essas luzes, mas existem fenômenos aparentemente mais estranhos ainda.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

1388-Fantasmas e Assombrações

 
O medo como recurso pedagógico

Uma criança ou um jovem com menos de 40 anos talvez não saberá do que iremos falar. Nos lares e nas escolas batia-se nas crianças com razoável violência. Apanhava-se na bunda com chinelo, cinta, vara verde e palmadas. Na escola, existia a palmatória, um cacetete de madeira plana, com futros na extremidade mais larga, com o qual os professores aplicavam castigos na palma da mão dos alunos rebeldes. Também os punham de joelho sobre grãos de milho, virados com a cara contra a parede, geralmente no canto da sala.

Esse era o modelo para conter a desobediência, muito semelhante ao pelourinho onde os escravos eram chibatados como castigos por qualquer rebeldia.

Mas, havia também, o modelo psicológico para fazer as crianças obedecerem e sujeitarem-se às ordens dos pais e irmãos mais velhos. Era o que ficamos conhecendo por “Bicho Papão”, “Bruxa”, “Lobo Mau” e tantos outros personagens assombrosos. Ah você não quer dormir, então eu vou chamar o “...” (aí entra qualquer nome).

Na casa em que eu cresci, menino, a 200 metros, havia eu engenho de moagem de cana para fabricar cachaça, melado e mascavo. À noite, a água era liberada de girar a roda gigante e produzia um barulho completamente diferente de quando estava impulsando polias e correias. A barulho parecia repetir uma palavra surda constantemente, como se estivesse a dizer “tiupe-tiupe/tiupe-tiupe”. Pois esse era o nome do bicho que seria chamado caso as crianças da casa não adormecessem na hora desejada.

Ingênuos, inocentes, ignorantes, assustados, quantos milhars de crianças adormeceram coagidos pela ameaça de um bicho papão? Em nosso passado, em que não havia energia elétrica e tantos postes para iluminar as vias públicas como hoje, o escuro era o ambiente ideal para a assombração provocada pelos raios da lua, pelo soprar do vento, pelo barulho de um pássaro nortuno ou um coachar de batráquio ou mesmo o tropel de um animal de pequeno porte.

Crescíamos sob a ameaça de algo, não raro do diabo ou mesmo de Deus. Aprendemos a ter medo das almas. E a adorar cadáveres. Os cemitérios pareciam receber mais sagração que os templos. Viviam enfeitados de flores e velas em honra e saudade aos corpos ali enterrados. Mas, se a alma do defunto fosse invocada, o sentimento de veneração oferecido ao cadáver se transformava em pânico.

Essas sensações vieram sendo transmitidas de geração em geração, claro, recebendo a competição da tevê e do cinema, mas chegam aos nossos dias.

Quem me acomapnha aí para uma visita à meia noite ao cemitêrio? Escolhemos uma noite de lua nova, bem escura, sem lanterna. Quem vaí?

Este convite já foi feito em sala de aula e a resposta negativa foi unânime. Claro, é uma besteira ir a um cemitêrio alta noite. Mas, o motivo da negativa não é pela besteira, é pelo medo dos fantasmas (almas) e suas assombrações. A morte nos inebria e amedronta. Os mortos também.

Ainda falaremos sobre isso aqui neste espaço.