quinta-feira, 3 de abril de 2014

1380-Destino e Livre Arbítrio


Pergunta fatal


Quem estará nos esperando no porto do destino? A resposta é simples e complicada ao mesmo tempo. Se você procurar alguém fora, não saberá. Quem vai estar nos esperando no porto do destino, somos nós mesmos. O bilhete de passagem diz que é para lá que estamos indo e nele constam os serviços que encomendamos e pelos quais “pagamos” (com o emprego de nosso interesse, nossa vontade, nossa energia, nosso comportamento). O esforço correspondente (moeda-comportamento atual e passada) empenhado para “aquisição” desse “pacote de viagem e seus serviços”, determinam a sua qualidade e, portanto, não deveria dar margem a muitas dúvidas e muito menos surpresas. Expectativas sim, dúvidas não. A Lei de Causa e Efeito nunca foi revogada.

No momento em que o planeta dá sinais de estresse, degelando as calotas polares, rompendo a uniformidade da camada de ozônio, os excessos de chuva inundando cidades e regiões, deslizando morros, fazendo crescer a temperatura ambiente, gelando demais em outras ocasiões, decretando pestes, calamidades, registrando quedas nos regimes de chuvas, decretando racionamentos que ameaçam a estabilidade dos padrões de vida em curso e obrigando o homem a enormes sacrifícios para fazer a vida prosseguir, a pergunta que se impõe é a mesma pra todos: o bilhete de passagem, o destino escolhido por acaso (não) foi esse?

A crise não é do planeta, é do homem. É minha, é sua. Replicada pelo seu e meu vizinho. Particularmente a cada pessoa sempre haverá alguma diferença quanto às encomendas dos serviços. Mas, isso, convenhamos, importa pouco quando o “destino” geral parece mostrar-se tão cruel. Cruel não pelo fizeram e fazem milhões e milhões de pessoas culpadas pela ameaça maior. A crueldade se dá com os inocentes (crianças, animais, florestas) e, de certa forma, com os omissos, por sua ignorância, da qual temos culpa.

As respostas se aplicam com toda certeza a todo o indivíduo membro da Teia da Vida, desta vida agora em curso. Quem quiser saber qual o seu destino, que examine os conteúdos de sua semeadura. Essa é a encomenda feita e os serviços que estarão à espera diariamente no caminho do porto de destino, a cada momento futuro da vida e não só no porto final.

O que pode contribuir para alterar a certeza desse destino é o esforço decorrente de uma ou de milhares de pessoas em atendimento à missão pessoal ou coletiva, aquele conteúdo que foge de nosso livre arbítrio e nos puxa pela mão para rumos que só a intuição pode conhecer ou perceber, apenas.

Aquilo que tão alardeadamente fazem as religiões ao pedir que nos salvemos, hoje, já não se aplica diretamente só aos indivíduos, se aplica ao planeta. Com o planeta inviável não sobrará vida. Não sobrará não porque a natureza queira assim. Não sobrará vida por escolha humana. A Lei de Causa e Efeito não foi e não será revogada.

Destino é isso. Livre Arbítrio é isso. Nós temos a liberdade de escolher como queremos viver e, de certa forma, como queremos morrer.

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