segunda-feira, 7 de abril de 2014

1384-Fantasmas e Assombrações


Quando a pareidolia se revela

Assombrações e fantasmas são fenômenos relatados por pessoas que dizem ter visto isto ou aquilo. O que pode entrar em discussão é que nem todos estes relatos sejam assombrações ou fantasmas verdadeiros.

Um relato rural da experiência própria do autor: quando menino, pescando em companhia de um irmão, estávamos (em pescaria) revisando espinhéis, à noite, usando uma pequena canoa quando, à margem do rio aparece a figura de uma pessoa (tipo preto velho) sentada sobre uma pedra com as pernas tocando a água. Quase que instantaneamente olhamos para o mesmo foco e ambos vimos a mesma coisa. Cheios de medo, o remador cravou o remo na margem bem ao lado do fantasma e com o impacto nos afastamos dali, tremendo de medo. Com o coração sair pela boca, paramos a atividade e fomos para o acampamento discutindo o episódio. Na manhã seguinte sob os raios do sol voltamos lá para retirar o espinhel e rever o local onde estava o ”velho”. Lá estavam duas raízes voltadas de cima para baixo, bem como se fossem as duas pernas do “velho”. O restante da visão correu por conta da “nossa” pareidolia.

Mas, há outra história em que a pareidolia não entra e a explicação tem de ser buscada na espiritualidade. Era também uma pescaria e o nosso acampamento era um velho ranchinho onde vivera um eremita falecido recentemente com cerca de 100 anos. No virar da meia noite a tramela da porta começou a fazer barulho como se alguém a abrisse e fechasse repetidamente. Os cães latiam sem parar. (Dizem que o cão vê os espíritos). Erguemo-nos da cama um tanto curiosos e um tanto assustados. Saímos para fora e qual foi o espanto: os cães latiam olhando pra cima, como que a dizerem que o vulto que aqui estava subiu. No dia seguinte é que fomos saber que ali vivera o velhinho e, segundo os informantes, não fora esta a única vez que ele visitou os ocupantes de sua antiga morada.

Imagine que você está em um quarto escuro, de repente você ouve um barulho estranho ali dentro. Mas quando você se levanta para olhar, acende a luz e nada vê. Tudo bem, ali nada há, mas o seu cérebro começa a tentar associar o barulho com o que sua mente vai produzir sob o impacto do medo. Nada caiu. O que produziu o barulho? Você vai começar a lembrar das histórias de terror, dos relatos feitos por outras pessoas, vai lembrar de filmes que assistiu e então vai tentar enxergar algo logo que a luz seja outra vez apagada.

Pode ser que exista algo ali, mas talvez não tenha nada de assombrado, ou sim. Mas, um dado é correto, você tem certeza: houve o barulho, os seus sons ainda repicam na sua memória criando imagens de terror.

Experimenta voltar a dormir.

Analistas interpretam nisso um convite para a meditação, cujo objetivo possa ser a entrega de uma informação.

A ciência não tem como explicar os fenômenos sobrenaturais. A dor, a saudade, a fome também não podem ser fotografadas por aparelhos. Mas, elas existem!

Quem sabe em breve possamos ter mais informações sobre isso.

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