domingo, 13 de abril de 2014

1390-Fantasmas e Assombrações


E o caso das pedras que se movem e agem?

Suponha agora que você decidiu acampar, encontra uma planície com algumas pedras, limpa uma área e monta sua barraca. Passa parte da noite aproveitando o lugar e vai dormir, quando acorda as pedras da planície parecem ter sido movidas. É uma planície coberta de barro seco, você consegue ver pedras grandes em lugares diferentes e não apenas isso, elas deixaram rastros indicando o caminho que percorreram e para deixar tudo mais interessante, as únicas pegadas do lugar são as suas, indicando que a não ser que alguém com vassouras tenha surgido de noite, movido as pedras, limpando o próprio rastro, mas não o das rochas, resolveu te pregar uma peça, algo invisível as moveu.

As pedras que se movem hoje são encaradas como um fenômeno geológico. Existe um lago seco na Califórnia, EUA, que está repleto de pedras que se movem sem nenhuma intervenção humana ou animal. Apesar dos anos de estudos dedicados ao fenômeno ninguém nunca sequer as viu se mover. A evidência da movimentação que ocorre são os rastros que elas deixam marcados no chão. Algumas pedras parecem “caminhar juntas” deixando rastros paralelos e então, aparentemente sem motivo, os rastros seguem direções opostas. Alguns rastros mostram curvas em ângulos. Alguns mostram pedras indo em direções completamente opostas. Ninguém sabe como ou porque as pedras se movem, mas elas se movem. Podemos ficar tentados a imaginar espíritos amargurados cumprindo penas eternas, ou
algum fantasmas com algum objetivo que nos foge à compreensão.

Se pesquisarmos e conversarmos com pessoas desses locais é capaz de ouvirmos histórias e lendas interessantes, mas isso não significa que hajam fantasmas ou manifestações fantasmagóricas ou mesmo distorções no lugar, é apenas mais um caso de fenômenos naturais de causas desconhecidas. Merecem ser estudados, claro, mas pelo que são. Dai a importância de, estudando os tipos de manifestações de fantasmas, o caçador, ou a caçadora, ser capaz de analisar o que está havendo. Existem manifestações de entidades que interagem com o meio ou com as pessoas? Existem coisas acontecendo de forma repetitiva, como se fosse um vídeo gravado? Por mais que pareça que as leis da física não explicam aquilo, o que está ocorrendo é um fenômeno específico ou o mundo todo está de cabeça para o ar nas redondezas? Se a resposta para essas perguntas for não, então você deve estar diante de um fenômeno curioso, mas natural, um processo raro da natureza.

Bem, quando se diz fenômeno natural, é necessário que se explique o conceito. É natural, sim, um espírito manifestar-se. Fora do que é natural, muita pouca coisa pode ser dita.

Um engenheiro, gente séria, recebeu a missão de desmanchar um casarão do século XVII, que fora habitado por uma família com mais de 300 anos de tradição no Brasil. Enquanto iam caindo algumas paredes antigas, começaram a acontecer fatos inexplicáveis, tipo sabotagem. Investigou, investigou e nada. Deixa estar que ao retirar uns arbustos existentes no jardim dos fundos, encontrou três pedras pretas, redondas, de jaspe, polidas como se fossem bochas, dessas que se joga. Recolheu-as, guardou-as em seu carro e nessa mesma noite houve desarranjo na parte elétrica do carro e toda bateria ficou a zero de carga. Outra sabotagem?

Chamou o mecânico que vasculhou toda a fiação e nada encontrou que pudesse ter causado a fuga da carga. Ao contar o episódio a pessoas da comunidade ouviu dizer do delegado de polícia da área que já havia atendido uma dezena de ocorrências associadas a fantasmas “residentes” na casa velha. O policial abriu o livro de ocorrências ao engenheiro e este ficou convencido de que ali havia mais coisas que um velho palácio abandonado.

Curioso, passou a estudar pedras, energias (e fantasmas) estritamente do ponto de vista científico. Descobriu muita coisa e convenceu-se de que as pedras possuem memória e guardam arquivos. Ao serem manipuladas ou ao interagirmos com elas, essas energias ganham vida, tais como as areias ganham vozes e como as decomposições ganham formas visuais luminosas. Documentou isso num livro (O poder das pedras). O cientista (inglês) Rupert Sheldrake está estudando isso e já tem alguns livros publicados.

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