segunda-feira, 14 de abril de 2014

1391-Fantasmas e Assombrações


A “Mãe-de-Ouro” e outros fenômenos

A espiritualidade sempre caminhou ao lado da crendice, da ingenuidade, da curiosidade, do medo ou perplexidade e mesmo do charlaranismo. Foi observando espetáculos físicos associados aos espíritos que Allan Kardec foi despertado para os estudos que acabaram conferindo-lhe a autoria da Codificação do Espiritismo.

No caso francês, os fenômenos explorados envolviam pessoas e eram realizados em ambiente fechado, com cobrança de ingresso. Mas, esta série trabalha fenômenos abertos, junto à natureza, passíveis de serem vistos por várias pessoas, como o foram as aparições de Maria em Fátima (portugal) e Lurdes (França), por exemplo.

Produzo um relato honesto e sincero sobre a tal de “Mãe-de-Ouro”, um fenômeno que é “visto” por alguns, nos céus, em cor brilhante, dourada, geralmente uma bola de fogo, parecida com o Sol, em muito menor tamanho, deslocando-se pelos ares, que a lenda ensina tratar-se de um indicativo de existência de mina de ouro em alguma montanha próxima.

Conta a lenda que é assim e os escritos sobre esse fenômeno, como também sobre Saci, Curupira, Boto Cor de Rosa, Negrinho do Pastoreio, Lobisomem, Boitatá e tantos outros, que as pessoas realmente viam-nos ou ainda os vêem. E quando quem escreve este texto tem seu próprio testemunho para dar sobre a Mãe-de-Ouro? Corria o ano de 1945, numa madrugada de primavera, ainda um tanto frio, viajávamos de carroça, eu e meu pai por umas estradinhas que levavam a Ijuí, uma cidade do interior, nas Missões, no Rio Grande do Sul, quando, se repente, o horizonte norte, a uma distância aproximada de 10 km, iluminou-se por uma sequência alinhada de bolas de fogo, começando por uma maior e formando uma espécie de cauda com bolas sempre menores umas que as outras. Tipo cometa. Isso, mesmo, mas um cometa lento e próximo de nós. Não era a estrela cadente. Parecia não se deslocar em linha reta, quase que flutuando brevemente para baixo e para cima, uma dança que durou, seguramente, cinco minutos, até desaparecer da visão. Disco voador? Seja lá o que tenha sido, não se tratou de devaneio, nem de miragem.

Isso foi visto pelos dois passageiros da carroça, estupefatos, um senhor 45 anos e seu filho, um menino de 6, eu.

Se era ou não a indicação de uma mina de ouro, eu saí a sua procura extamente na direção norte, cresci e mudei-me para Santa Catarina onde ainda estou a procura da mina. Ela estaria sobre o Cambirela ou sobre o Tabuleiro, em frente à Ilha Capital? Você sabe?  

Fim da série.    

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