quinta-feira, 17 de abril de 2014

1394-Brasil: a undécima chance


2ª crise: a exploração da rica terra

Os exploradores do Brasil não vieram para ficar, vieram para rapinar. Queriam escravizar os índios e não foi como desejavam. Isso apressou a vinda de escravos negros. Exploraram minas de pedras preciosas, ouro, prata, levaram a madeira (o Pau Brasil abundante no Nordeste e deixaram o deserto que hoje que ressente pela falta de chuvas). A imensa terra fértil nem de perto foi levada a sério. As suas riquezas não geraram benefícios internos.

Os portugueses que tinham benefícios reais em solo brasileiro, e voltavam ricos para Portugal, eram conhecidos lá como “brasileiros”. Veja bem como fomos reconhecidos fora daqui no início de nossa história: um perfeito incentivo a que mais rapineiros externos para cá também viessem a fim de se aproveitar. Qualquer semelhança com o espírito dos políticos atuais não é mera coincidência.

Os “brasileiros” voltavam para Portugal (mais tarde outros “brasileiros” de outras etnias também retornaram para seus países), deixando aqui seus “parentes” e prepostos que, durante 300 ou mais anos, detinham os títulos das terras e iam passando adiante como sucessão legítima. Isso deu origem ao que se conhece por sesmarias, nada mais que os latifúndios ainda vivos em bom número. As invasões de terras proporcionadas por esta deletéria prática ensinada pelo MST é fichinha perto daquilo que se fez no passado e ainda hoje, quando uma legião de invasores, ou um só invasor, toma posse de um terreno que não é seu (muitas vezes terreno de marinha) e ali se instala com a maior cara de pau.

No passado, a posse da terra brasileira se deu, como se viu, por gigantescos latifúndios, sobre os quais atuavam sistemas escravistas com o espúrio emprego de índios e negros. Não tivemos Reforma Agrária e nunca a teremos. O modelo cultural não permite. Uma das principais causas da queda de Jango Goulart foram as desapropriações de terras no eixo das rodovias com o intuito de redistribuir as terras, que não aconteceu.

Mas, veja bem: no século XIX vieram alemães, italianos, poloneses, holandeses e outros imigrantes, que se instalaram em pequenas glebas livres de latifúndio e deram causa à agricultura e pecuária familiar que, na verdade, foram o sustentáculo do progresso futuro porque permitiram a chegada da indústria e, depois, da agricultura mecanizada.

Foram os latifúndios que deram origem à monocultura (vide Google) e ao gigantesco êxodo rural. A população 78% rural antes de 1970, em 40 anos se fez 82% urbana. As cidades incharam e vieram as favelas, a miséria urbana, a violência, o voto comprado, o tráfico de drogas e o caos urbano que hoje temos.

Vai anotando aí as chances (que jogamos fora) de sermos uma nação equilibrada social, politica e economicamente.

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