sexta-feira, 18 de abril de 2014

1395-Brasil: a undécima chance


3ª crise: as tentativas (estrangeiras) de invasão

Invadidos estávamos. Observadores de fora não tiveram dúvidas: “vamos lá também meter a mão naquele manancial”. Ali pelo século XVII, apesar de ainda não haver expandido seu território para além da linha de Tordesilhas (que foi um trabalho dos conquistadores através das Entradas e Bandeiras), o imenso território a leste de uma linha entre Laguna (sul) e Ilha do Marajó (norte), era cobiçado por muitos. Franceses e holandeses foram os mais destacados, perpetrando ataques às nossas costas que, graças ao heroísmo de nossos nativos, primeiros brasileiros de fato, foram repelidos e mandados embora.

O contraponto também existiu. O Brasil andou desejando (e perpetrando) apossar-se de territórios do Uruguai, da Argentina, do Paraguai, da Bolívia, das Guianas (e conseguiu), ao mesmo tempo em que atraía as atenções de outras potências internacionais para o que representava como maior território do continente.

A Inglaterra, desde sempre, dadas as suas alianças com Portugal, tratava o Brasil como alguém muito chegado. Empréstimos internacionais, armas, munições, fardamento, conhecimento bélico, quase tudo que nossas forças armadas sabiam, possuíam e faziam vinha da Inglaterra, até mesmo a encomenda para que derrotássemos o Paraguai, numa guerra suicida e infanticida, que quase faliu o Brasil. Em contrapartida, Inglaterra e seus aliados europeus tiveram enormes privilégios quanto ao que levaram daqui em termos de ouro, prata, pedras preciosas, couro, madeira, mais tarde ferro e outros minerais.

Em várias oportunidades o Brasil esteve na iminência da sua posse por uma ditadura comunista, em que os governos de Jânio e Jango, antes de Lula/Dilma, foram os casos mais destacados, como veremos adiante.

A entrada do Brasil na Guerra de 1939/45 continua sob a suspeita de que foi uma emboscada arquitetada pelos aliados contra a Alemanha. Getúlio Vargas era pró-Hitler e os aliados dependiam da borracha brasileira para equipar as viaturas de guerra (nesse tempo ainda não havia a borracha obtida do petróleo). Um navio brasileiro (Itagiba) criminosamente afundado nas costas da Bahia com mais de mil pessoas a bordo, foi a gota d’água para o ingresso do Brasil na II Guerra. O submarino agressor mostrou-se identificado com a cruz suástica, emblema do governo de Hitler. As famílias dos (felizmente apenas) 36 mortos e a imprensa incendiaram o ódio coletivo brasileiro contra a Alemanha e o presidente se viu obrigado a declarar guerra àquele país, enviando tropas para a Itália (aliada da Alemanha) e fornecendo equipamentos de suporte àquela guerra.

A revolução de 31 de março de 1964, que pode ser chamada de contragolpe, foi um episódio que barrou o avanço comunista em curso no Brasil desde 1921 com a Coluna Prestes (veja no Google), que merecerá análise durante a 10ª e 11ª crise, adiante.

Nenhum comentário:

Postar um comentário