segunda-feira, 21 de abril de 2014

1398-Brasil: a undécima chance


6ª crise: a independência e a república

A pacata colônia sofria os efeitos dos senhores de terras com seus escravos e com as encrencas que estes “coronéis rurais” criavam com seus desafetos internos e nos limites das fronteiras, numa espécie de herança maldita da cultura importada de além mar. Com a chegada da Coroa, aqui foram nomeados deputados e senadores, foram vendidos títulos militares e de nobreza e os contribuintes foram chamados a bancar toda essa conta.

Entre os motivos que alimentavam descontentamentos depois que Dom João VI foi embora, o primeiro foram as dívidas deixadas. O remédio era buscar a independência para livrar-se dos pesados impostos decretados por Lisboa e também porque a América hispânica havia sido pontilhada por repúblicas independentes da coroa imperial de Madrid. Já independente, o segundo motivo brasileiro de descontentamento foi a independência ter vindo sem a república. O terceiro motivo de descontentamento foi o fato de o imperador (Pedro I) ter abandonado o Brasil apenas oito anos depois de sua investidura no cargo. Vários movimentos republicanos e separatistas ocorrerem entre 1830 e 1845, dois deles aqui no sul: as repúblicas Piratini (RS) e Laguna (SC).

O segundo imperador, diga-se a bem da verdade, manteve a integridade territorial e promoveu a expansão deste gigante, e foi, de fato, um estadista, mas deixou gravado na cultura de nossa gente o modelo patrimonialista (a mistura do bem público com o bem pessoal do governante) na gestão da coisa pública.

A velha e retrógrada escola portuguesa de governar dando aos parceiros e tirando dos adversários fez excelentes alunos em todos os cantos do Império Brasileiro. A República Velha (1889-1930) também aplicou com regularidade as regras herdadas do império luso.

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