sábado, 26 de abril de 2014

1403-Brasil: a undécima chance


11ª crise: um amargo remédio

Uma República sindicalista, a insurreição nas forças armadas, a quebra de hierarquia no poder, o avanço da anarquia; eram sintomas do governo que caiu para dar lugar aos militares e ao desejo da direta de botar ordem na casa.

Numa análise serena, hoje, 50 anos depois, fica evidente que haveria um golpe de esquerda e os militares representaram o contragolpe.

Ordem houve, não necessariamente através dos meios legais, pois os atos institucionais baixados sem exame do Congresso (fechado) davam excessivos poderes à Segurança para agir contra os denunciados subversivos, que não eram julgados, pois o Poder Judiciário tinha sido silenciado.

Ao longo de 21 anos (mais tempo ditatorial que democrático), o regime militar levou o país a uma abertura política. E as urnas nos deram, pela ordem José Sarney (eleição indireta) e Fernando Collor através do voto popular. Muito parecido em estilo com o renunciante Jânio, este herdeiro do capitalismo rural nordestino queria modernizar o país, mas usava o velho modelo patrimonialista. Com a volta da democracia à mídia, logo apareceram denúncias de corrupção e Collor acabou sofrendo impeachment. Em seu lugar ficou seu vice, Itamar Franco, que passou o governo a Fernando Henrique Cardoso, que passou o governo a Lula. E assim a esquerda estava de volta ao poder.

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