quarta-feira, 7 de maio de 2014

1414-O fim e o significado da História


Introdução

Muitos se interrogam hoje sobre o “sentido da História”, o mesmo é dizer sobre o fim e o significado dos fenômenos históricos. O objeto desta série é o exame das respostas que a nossa época dá a esta dupla interrogativa, tentando reconduzir, apesar da sua aparente diversidade, a dois modelos fundamentais, rigorosamente antagonistas e contraditórios.

Mas é, antes de tudo, necessário explicar o significado que damos ao termo “História”. Esta precisão de vocabulário tem a sua importância. Falamos por vezes de “História natural”, de “História do cosmos”, de “História da vida”. Tratam-se, certamente, de imagens analógicas. Mas qualquer analogia, no momento em que sublinha poeticamente uma semelhança, implica, também, logicamente, uma diversidade fundamental. O universo macrofísico, na realidade, não tem História: como nós o percebemos, como podemos representá-lo; não faz mais que mudar de configuração através do tempo. Nem sequer a vida tem História: o seu devir consiste numa evolução; evolui.

Compreende-se então que a História é o modo de devir do homem (e só do homem) enquanto tal; só o homem “se torna” historicamente.

Consequentemente, colocar-se a questão de saber se a História tem um sentido, o mesmo é dizer um significado e um fim, equivale, no fundo, a perguntar se o homem que está na História e que (voluntariamente ou não) faz a História, tem ele próprio um sentido, se a sua participação na História é ou não uma atitude racional.

Pra que serve a História? Quem a tenha estudado com denodo sabe que ela é um parâmetro para a sociedade dos homens, só dos homens. Para mais nada da vida a História tem importância, pois a natureza não humana dispensa qualquer registro que não seja de interesse dos homens, tais como clima, vegetação, regime de chuvas, cursos de rios, comportamento do mar, espécies animais, etc., etc.

Então a História precisaria do sobrenome: Humana.

E ao estudarmos a humanidade, aí, sim, muita coisa poderia servir com intensa utilidade. Descobriríamos no presente como fomos no passado e como poderemos ser no futuro. Parecem, já, respondidas as duas indagações: o fim da História é o diário, semanário, mensário, anuário, seculário, milenário dos homens. O seu significado? Servir de escola, embasar projetos, robustecer estatísticas, traçar tendências.

Mas, certamente, não é tudo. Por isso, a série está só começando com o propósito de ao conhecermos a História Humana, descobrir o que devemos parar de fazer e o que devemos buscar com tenacidade no objetivo de sermos melhores cada dia mais.

Você vem conosco?

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