sábado, 17 de maio de 2014

1424-O fim e o significado da História


Conclusões

Parece clara a Proposta da Vida e também o fim e o segnificado da História. Só dirá que a História vai se acabar (assim como foi proposto pelos marxistas) aquele que se contente com uma cômoda situação de igualdade econômica – por si só utópica, porque as pessoas nunca quererão ter casas iguais, carros iguais, roupas iguais e assim por diante. Isso seria tão monótono como foi ter um carro na década de 1930; eram todos da mesma cor.

E nem isso foi ou é o objetivo dos governos comunistas conhecidos, pois eles trabalham com castas privilegiadas. Falida está a proposição marxista de igualdade. Ela não é nem social, nem econômica, nem jurídica nos países onde foi aplicada. Isso aqui não é uma defesa do capitalismo que é, como se sabe, tão nocivo quanto, mas tem a vantagem de permitir a escolha. Se ela não é boa ou não acontece, não é por culpa do modelo e sim pela desqualificação dos líderes.

A História não terá fim porque – ao que se conhece – o fim do homem não é a sepultura e nem mesmo, apenas, permanecer na dimensão humana. Cada um que observe o comportamento de toda a natureza, notará que ela se renova e se aprimora. A única nota destoante neste contexto é dada pelos homens que mais se fazem adversários dela, e entre si, e não só os homens tocados pela fé derivada de Abraão; lá no Oriente também se contesta as leis de Deus e se parte para a destruição, incluindo a espécie.

Vamos concluir analisando comportamentos decorrentes das três linhas ideológicas postas em debate nesta série:

Linha Um – A Igreja Oficial (de Roma) ensina que os ricos não terão a ventura dos céus. Deflagra com isso um processo de culpa nos seus fiéis e infiéis. Faz dos católicos generosos hipócritas doadores de dinheiro destinado a minimizar o sofrimento daqueles degredados que os governos capitalistas abandonam. Mas, sonegam impostos porque acham que são chamados a pagar duas vezes. Sem solucionar o verdadeiro problema dos excluídos, a culpa parece extirpada e o bonde da História parece seguir. Sem derivações. O que vale dizer sem solução. O capitalismo é o primogênito dessa ideologia: um sistema em que o lucro e a exploração do homem pelo homem está na meta dos negócios. Os governos do modelo capitalista se voltam para retribuir em obras aquilo que o capital deposita nos cofres oficiais e se forma o círculo vicioso/virtuoso de incremento da atividade econômica em favor de quem pode mais; a pobreza oriunda do modelo é abandonada até mesmo pela Igreja Católica. Nesse nixo de pobreza humana e intelectual surgem as igrejas evangélicas, pentecostais e neopestecostais, cujo discurso/objetivo é enriquecer em companhia de Deus. Ganhar dinheiro é sinônimo de salvação. Não tem igualdade, nem fraternidade e muito pouca liberdade. Ao menos, é uma liberdade engonosa, pois são, todos, escravos do consumismo. O dinheiro não serve para outro fim.

Linha Dois – Os países controlados pelo marxismo atuam de forma assistencialista sem resolver os reais problemas do povo, com pequeno desenvolvimento econômico e sem nenhuma ou quase nenhuma liberdade, tão pouco igualdade e nada de fraternidade. Nem mesmo o consumismo pode ser controlado num momento em que a globalização permeia as sociedades mais fechadas (exemplo: China).

Linha Três – Aqui entra o que poucos analistas abordam (é feio falar disso): a doutrina de Cristo.”Amai-vos uns aos outros como eu vos amo” é a frase que aparece associada ao ato extremo de oferecer a própria vida para salvar a vida de outro(s) (na versão católica). Mas, Jesus não ofereceu a sua vida em troca dos pecados da humanidade, como quer a igreja (e assim ela usa isso como ícone de nossa culpa). E a humanidade atual também não pode ser culpada pelos atos de Adão e Eva, como também quer a igreja. A interpretação é completamente outra, o sentido é completamente outro. Adão e Eva são símbolos de uma legião humana que (pode ser a atual) e se coloca na contramão da vida e desafia o poder de Deus, por isso chamada de legião satânica (não porque seja diabólica, pois nem mesmo porque o diabo exista), mas porque se coloca como adversária do Autor da Vida. Completamente mergulhada na indignidade perante o Autor da Vida, mereceu por parte de Deus uma chance definitiva: receber como mestre educacional o mais qualificado espírito das hierarquias ligadas a este planeta, o Cristo, que encarnou-se em Josshua bar Levi, o filho biológico de José e Maria. Não havia o objetivo de zerar as faltas dessa humanidade (e a humanidade visada foi a descendente cultural de Abraão) que já tinha sido posta à prova (sem sucesso) no caso do Dilúvio (cuja história também não é a mesma relatada na Bíblia). Esta humanidade tem de recuperar-se com a reaquisição da dignidade própria e não com um canetaço de seu protetor. O “amai-vos uns aos outros” é fraternidade pura, amor de pessoa para pessoa, de grupo para grupo, de nação para nação, coisa que nem temos, muitas vezes, entre familiares consanguíneos. E disso deriva a ausência de Justiça na Igualdade (não pode ser a mesma medida linear com todos), a ausência de Amor na Fraternidade (porque entre irmãos também existe o ódio) e a ausência de Responsabilidade na Liberdade (devemos ser livres desde que possamos responder por nossos atos autônomos).

A atual cultura humana nascida do ramo religioso abraânico, onde iremos encontrar as estruturas religiosas provindas da fé judaica – católica e suas descendentes, e islâmica e suas divisões – além da própria religião judaica, responde por este brutal estrago social nas civilizações alcançadas, principalmente com o homicídio ensinado por Caim, e na desgraça da culpa, do remorso, do medo, da fuga da realidade assombrosa decorrente, as drogas, os desvios de moral e suas consequências.

Esta é a mais clara explicação para o fato de Jesus ter nascido entre os judeus e não entre os chineses ou africanos. E esta a razão para todo o Amor ensinado por este Mestre (ensinado e não levado a sério pelas religiões que tomaram conhecimento de sua mensagem).

Se os ensinamentos de Igualdade, Fraternidade e Liberdade realmente tivessem sido levados a sério antes, muito antes nós humanos estaríamos em melhores condições de nos orgulhar de nossa História. Isso aconteceu apenas em parte e este Terceiro Milênio Cristão terá o trabalho de resgatar a verdadeira doutrina de Jesus, escamoteada em Roma no século IV.

Esta série finda aqui, mas o assunto não se esgota.

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