segunda-feira, 19 de maio de 2014

1426-Família, alicerce da humanidade


O que é a família

Não se pode iniciar uma abordagem séria sobre a família sem ressaltar indelevelmente que ela é uma obra de Deus. Isso não se reporta apenas aos textos da Gênese. Olhe para a natureza: não haveria qualquer população seja ela vegetal, entômica ou animal, sem a presença do macho e da fêmea e, na sequência, notadamente entre os mamíferos, onde a procriação não acaba com o coito e a parição subsequente, mas se estende pelas atenções maternais.

Por causa disso, o ser humano é gregário e não sobrevive se não houver quem cuide dele até a adolescência, no mínimo, o que decorre, em tempo, 25% da vida. Vê-se aí que dentre os mamíferos animais não há isso; só entre os mamíferos humanos. Algo está sendo transmitido ao mais inteligente dos mamíferos: “não se ufane, você precisa da família e, na falta dela, da comunidade; e na falta dela, do Estado”. Conclui-se que onde não haja família, nem comunidade e nem Estado para assumir as crianças, estaremos inviáveis como espécie.

Nas antigas tribos em regime da casa grande (moradia comunitária) todos os mais jovens eram filhos de todos os mais velhos e todos cuidavam de todos. Era diferente de hoje. A partir das aldeias precursores das vilas e dos centros urbanos, cada grupo familiar foi habitar uma choça, um casebre, uma casa, e a família (do mesmo sangue) passou a ser a raiz de tudo quanto veio depois, relativamente ao ser humano: manutenção, educação, moral, cultura, civilização, ética, construção da história da humanidade.

Hoje, como disse atrás, vivemos dias difíceis para a família. Há pais e mães que geram muitos filhos e não os assumem ou não têm condições para tanto, há casais que não querem filhos, há famílias que valorizam mais os animaizinhos do que as crianças e por aí vamos...

Há famílias que descartam seus velhos como coisa vencida. Há casamentos homoafetivos que não gerarão filhos. Sem contar o caso dos moradores de rua, drogados, que perambulam por aí sem eira nem beira apenas em busca da próxima dose. E ainda assim geram filhos. O que será deles? Ninguém pergunta, ninguém responde.

E assim, a humanidade irá, por um lado, reduzindo-se, por outro, perdendo qualidade.

Vivemos momentos até intransponíveis no seio de um crescente número estatístico de famílias. Quantas famílias cultivam a responsabilidade, o amor, a hierarquia, a disciplina e repassam valores de longo prazo? Quantas famílias cultivam atitudes de amor, de carinho, de respeito? Quantas são indiferentes, ensinam a raiva e até o ódio, em muitos casos?

O relacionamento esposo/esposa está, cada vez mais, esquecido dentro das relações entre cônjuges.

Qual é a razão de ser do ser humano?

Praticamente 100% ao responder, dirá que “a razão de ser é ser feliz”. Mas praticamente o mesmo número nada faz deliberadamente para isso.  Pensando com a mente de Deus, supomos que o ser humano é um projeto que deve colimar-se na felicidade e não apenas do indivíduo, mas de toda a humanidade.

Então, o que se vê?: em busca da felicidade este estúpido ser trabalha a infidelidade, a traição, a discórdia, a posse, o orgulho, a vaidade, o egoísmo em quase 100% dos momentos vividos a dois, a três, a quatro... No seio familiar, na rua, na empresa, no clube, na igreja, faz o que? Mete os pés no lugar das mãos. O que saiu errado conosco?

A autoestima é consumida aos poucos dentro das discussões e desentendimentos, quedas de braço, teimosias burras que mascaram, totalmente, a possibilidade de concórdia nas relações entre cônjuges, parentes, colegas, vizinhos e amores.

Pensando mais uma vez com a mente de Deus supomos que o projeto do ser humano é a busca da perfeição. E mais uma vez somos obrigados a raciocinar que um elevado percentual de pessoas não cultiva a perfeição e sim o uso dos recursos disponíveis em rota de destruição.

Muitos, maioria de nós, hoje em dia, não temos sequer tempo para meditar sobre vida e, diante de um espelho, ao pentear-se, barbear-se ou maquiar-se, todos os dias, ao se achar bonita, bonito, perfeita, perfeito, não raciocinamos com o íntimo, e sim com a casca exterior.

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