terça-feira, 27 de maio de 2014

1434-Cônjuges


 
Reciprocidade

Esta série é um tanto petulante e quer avançar por territórios nunca antes tão acessíveis. Quem tem a informação não distribui e quem precisa da informação não sabe buscá-la. Ficamos, muitas vezes, entrincheirados em nossa redoma, jogando pedras na redoma de lá, sem disposição e capacidade para ver se é só pedras que se pode trocar. Não é agredindo que se conhece o amor. Isso vale também para os exageros da parada gay.

Há uma linha de pesquisa que assegura ser diferente, melhor, imensamente mais realizador o sexo entre sexos diferentes e ainda mais, quando realizado com interação energética. Aí vai se encaixando o que a série quer apontar como conjugação.

Talvez seja errado pensar que o amor, em si mesmo, produz felicidade. Na verdade, o amor produz altruísmo. A prática do altruísmo é que produz felicidade. Em quaisquer relações humanas, quando cada um se preocupa com a satisfação das necessidades do outro, há plenitude e bem-estar. Por outro lado, a ausência de amor e de solidariedade é uma desgraça porque torna as pessoas egoístas. E o egoísmo produz infelicidade.

Essa é a lei que opera em todos os níveis de consciência, do mais alto ao mais baixo. Por isso, por exemplo, o homem sexualmente maduro encontra prazer, sobretudo, em dar prazer à mulher amada. E o fato se torna recíproco.

O indivíduo humano mais feliz não é aquele mais

amado e sim o que mais ama.

Esta frase em destaque talvez já tenha sido dita ou cantada, parece, inclusive, por Roberto Carlos em uma de suas canções, mas ela vem aqui como uma colaboração para dizer que infelicidade, por seu lado, consiste em não ter prazer pra dar prazer ao outro.

Vai, evidentemente no rumo da profundidade das relações e bate forte naquilo que um busca no outro o que não encontra em si mesmo, talvez como explicação lógica do que mais se vê em nossos horizontes conjugais hetero e homo.

Que se danem os estupradores de todas as laias, mesmo aqueles que estão casados ou amasiados com suas vítimas.

Todos sabem que o amor dá sentido à vida, mas deve haver algo que sustente o amor. O que é que sustenta o amor e faz com que ele viva para sempre? Em geral, o afeto não pode durar se não há talento, criatividade, inteligência emocional e, sobretudo, percepção da unidade da vida. Esse último item é um ponto sutilmente decisivo. O amor não deve ser um ato solitário a dois, algo a ser defendido contra um mundo externo considerado mau e hostil. Se quisermos recuperar o casal humano como processo vivo e transformá-lo na base de uma nova civilização fraterna e saudável, será necessário resgatar o amor altruísta por toda a vida, em toda a natureza e mais ainda entre os seres humanos, fechando nos dois que se conjugam.

O amor que acaba no cartório, no cemitério ou nem chega até ali, nunca foi e nunca será amor. Continuaremos a buscar o amor sem adjetivo.

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