segunda-feira, 30 de junho de 2014

1468-Sobre o Espírito


A consciência explica?

Antes de pensar, imaginar, estudar e deter-se sobre o Espírito, o homem precisará vencer suas diferenças pequenas que se tornam grandes a jusante das idéias religiosas, filosóficas e culturais, que perturbam a compreensão não pela via dos conceitos, mas sim pela via dos preconceitos.

A sutil diferença entre um cavalo e um homem, além da construção biotipológica, sempre será o aspecto da consciência, que em um deles está em desenvolvimento e no outro ainda não. E é o aspecto consciência que parece traçar o mapa de ingresso do nosso conhecimento no mundo do Espírito.

Mas, até mesmo para falar da consciência devemos afinar conceitos, pois o Ocidente costuma confundi-la com pensamento e chega ao extremo de colocá-la no mesmo nível da emoção, da sensação ou do movimento. E ela não é nenhuma dessas funções; ela é uma percepção das nossas diversas atividades no exato momento em que estas estão ocorrendo em nós. Ela é aquela região silenciosa, que para muitos estudiosos é a morada do Espírito. E aqui já tomamos o Espírito como a mesma coisa que a consciência pura, desprovida de quaisquer pensamentos e palavras. Por isso, uma região silenciosa. Tão silenciosa, que em todas as culturas se pede silenciar a mente para alcançá-la, alcançando assim o Espírito, através da meditação.

Seria a consciência a memória do Espírito? Sim. Ela é, no mínimo, a memória de mais longo alcance que a memória funcional, esta que nos acompanha para reconhecer pessoas, guardar números e nomes, recordar de eventos...

Quanto aquela pessoa sai do coma e relata fatos ocorridos ao seu redor enquanto estava desacordada, já podem dizer os que estudam estes fenômenos, era a consciência e, se preferirem, era o Espírito que estava a conhecer enquanto o cérebro estava apagado. Será por isso que numa pessoa que perde a capacidade cognitiva ou nasce sem ela, as funções autônomas do corpo funcionam normalmente. Quem as comanda? Pergunte-se ao Espírito se ele sabe.

domingo, 29 de junho de 2014

1467-Sobre o Espírito


A palavra mais recente

Cientistas e filósofos, ultimamente, desenvolvem com intensidade seus estudos para tentar explicar o que existe ali tão misteriosamente no íntimo humano misturando inteligência, percepção, consciência, vontade, iluminação. Gunther S. Stent, biólogo molecular, conclui que para ir além na investigação parecem restar três sérios problemas a resolver: a origem da vida, o mecanismo da diferenciação celular e a base funcional do sistema nervoso superior.

Tem-se como certo que o sistema nervoso superior ajudado pela rede nervosa que cobre todo o corpo humano é o ponto de conexão entre a aura (envoltório energético, também chamado de períspirito) e a parte puramente biológica do corpo humano. Então se os cientistas querem, de fato, estudar mais sobre o espírito, o ponto de partida é o sistema nervoso, que inclui o cérebro, a rede neural e os peptídeos.

John White, cuja dedicação aos estudos da consciência humana é notória, anuncia: “não prevejo uma solução para o mecanismo da consciência (...) uma vez que seus aspectos epistemológicos postulam-na não só como o problema filosófico central da vida, mas também situam-na além do domínio da investigação científica”.

Roger Wescott contribui com a hipótese de que a consciência é uma bioiluminiscência interna, endocraniana, uma forma de luz, propriamente dita, gerada no, pelo e para o cérebro, podendo ser a matéria-prima da consciência pura, ou seja, o Espírito. A própria percepção pode consistir na geração e recepção internas de radiação perceptível – numa palavra, de luz. Seria esta luz, a energia que chamamos de Espírito?

O que importa notar é que pessoas em estado de quase morte que retornam à vida, mesmo depois de terem passado pelo coma, relatam que tomaram conhecimento do que se passava com elas. Logo, esta consciência estava fora do cérebro. A isso se pode chamar de Espírito? Sim. Se pode chamar de Espírito também a capacidade das crianças aos três anos de idade dominarem praticamente todas as palavras do idioma a que estão submetidas. Sem tempo para aprender e mesmo sem ninguém a ensiná-las intensivamente, aos três ou quatro anos de idade elas dominam quase todo o que pode ser falado por uma pessoa adulta. E também se pode chamar de espírito ou ausência dele quando cessa a vida de uma pessoa e o corpo esfria, exatamente como sintoma de que a chama que ali estava foi desligada.  

sábado, 28 de junho de 2014

1466-Sobre o Espírito


A tese Fonseca

No livro “Karma Genético” (Evolução Editorial, SP, 1997), o autor, Alcides A.  Fonseca, desenvolve o raciocínio segundo o qual um Espírito é soma ou agregação de trilhões de átomos com origem no reino mineral, evoluindo para o reino vegetal e deste ao reino animal e humano. O que determina, segundo Fonseca e não só este autor, outros também falam no mesmo sentido, o limite para a transmutação, é o volume celular compatível a cada reino. Algumas espécies de vida, como a dos vírus e dos insetos, ele coloca como estágios transitórios entre os já citados reinos. Assim, entre o estágio mineral e vegetal, vivem os vírus portadores do pré-Espírito intermediário. Os insetos seriam os portadores do pré-Espírito transitório entre os estágios vegetal e animal. E os símios seriam os portadores do pré-Espírito transitório entre os reinos animal e humano.

Note o leitor, muito apropriadamente, que a tese de que o ancestral remoto humano por genética direta, o símio, aqui fica totalmente afastada. Os símios são símios e lá permanecem em seu arcabouço genético; os humanos são humanos, membros de uma cadeia genética de outra categoria. Lá atrás, nos primórdios da caminhada humana sobre a face deste planeta, já como humanos, tínhamos nossas imperfeições de movimentos e falas, tamanho de cérebro e habilidades, mas já como membros da evolutiva espécie humana. Por isso, os símios continuam símios e não se transmutam em humanos.

Vale anotar: a cada fase o Espírito cresce em conteúdo e poder. A mais importante transmutação se dá na passagem do reino animal para o reino humano e deste para o reino angelical.

O autor também define a missão do Espírito: unir os pedacinhos de consciências que carrega para alcançar o conhecimento total. E, para isso, a necessidade das passagens pelos reinos mineral, vegetal e animal (e pelos estágios intermediários), numa estreita relação com a água, a terra, o ar e o fogo e a absoluta necessidade da reencarnação, uma vez que as vidas em todos os reinos são muito curtas para garantir a inteira evolução.

E ainda explora a possibilidade da existência dos Espíritos iniciáticos, inocentes, ingênuos, puros, que são os estados naturais de criaturas detentoras de pouca ou nenhuma informação, até mesmo  pela ausência de experiências anteriores de vidas no reino humano. Aí se encaixam os índios não aculturados. Numa fase um tanto anterior a dos Espíritos iniciáticos estariam os duendes, os gnomos, as salamandras, as ondinas e os silfos.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

1465-Sobre o Espírito


O que é o Espírito?

Sabemos muito pouco sobre ele e sobre ele estudamos muito pouco. De qualquer forma, é muito importante estudá-lo. Ao conhecê-lo, o homem conhecerá talvez tudo sobre si mesmo e sobre o que poderá existir além do homem. Dá para ousar afirmar que nenhum conhecimento sobre Deus nos chegará sem passar pelo Espírito.

Sabendo muito pouco sobre o Espírito, os desinformados e apressados exercitam a própria imaginação para falar sobre ele. Para defini-lo, dizem tratar-se de algo imaterial e sobrenatural ou imaginário, como imaginários poderiam ser também os anjos, os diabos, os duendes e, por que não, Deus. Imaterial por que, ao que consta, é energia? Sobrenatural por que, ao que se ensina, está acima do mundo que existe? Imaginário por que, segundo se diz, é a imaginação que qualifica o animal humano perante os demais animais. Os dons humanos, salvo melhor juízo, advêm do imaginário.

Não se pode pensar, imaginar, estudar e deter-se sobre o Espírito, sem incluir a hipótese de que o mundo é permeado e organizado por uma inteligência superior, da qual o Espírito que habita o homem é parte, cópia, semelhança ou algo assim, como sugerem as escrituras sagradas. O ponto de vista humano será ainda por muito tempo o ponto de vista da parte perante o todo. E a parte não pode conhecer o todo. Ou pode? Podendo ou não, é certo, o ponto de vista humano será provisório e temerário enquanto a coisa for colocada como algo incomensuravelmente maior que o homem. Ou enquanto insistirmos em separar a parte do todo.

Esta série quer prestar-lhe informações sucintas e precisas ainda que não aprofundadas. Se você tem poucas informações sobre o Espírito esta série poderá ajudá-lo a avançar a partir dela para conhecer mais. Se você tem boas informações sobre o Espírito, está série pretende levá-lo a reflexões críticas, concordantes os discordantes, mas de qualquer forma úteis e destinadas à nossa evolução.

Por favor, venha e acompanhe nosso esforço.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

1464-Eu Líder de Mim

 
Ética
 
Ética é o estudo da conduta humana, isto é, estudo da maneira de se comportar. Uma definição mais acurada, clássica e formal de ética: ética é a parte da filosofia que estuda os juízos de apreciação, referentes a conduta humana, susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativa à determinada sociedade, seja de modo absoluto. Analisando tal definição: ética é o ramo do conhecimento que estuda a conduta humana, parte da filosofia chamada deontologia, (δέονλογία; δέον = deón = dever, obrigação) em que se estudam os princípios, os fundamentos e os sistemas de moral (SEP, 2007).
 
Ética pode significar o que é bom para o indivíduo e para a sociedade. Seu estudo contribui para estabelecer a natureza de deveres no relacionamento indivíduo e sociedade.
O comportamento ético é aquele que é considerado bom. Sobre a bondade, os antigos diziam que: “o que é bom para a leoa, não pode ser bom à gazela. E, o que é bom à gazela, fatalmente, não será bom à leoa”. Isto significa que a ética é relativa e depende do julgamento de um observador.
 
Indo mais além, Ética deriva de êthos que, em grego (de onde deriva ethikós, ética), quer dizer “costume” e que em latim se diz mores, de onde vem o termo “moral”. Assim, ética é o conjunto de condutas afinadas com determinada época, povo e cultura, reunindo costumes de senso moral, isto é, obrigações e valores que assumimos perante nós mesmos e perante nossos semelhantes. Trata-se, pois de um “instituto” medidor ou padrão ou meio de comparação e julgamento da conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal em relação à determinada sociedade, sua cultura e época. Qualifica-se como ético, aético e antiético o fato, obra, ou atitude pessoal ou coletiva, segundo a sua repercussão nos indivíduos ou coletividades envolvidos ou alcançados. Espiritualidade e ética, quanto ao aspecto dos valores morais, costumam ser apresentadas, respectivamente, como fonte e manifestação.
 
Um trabalho de ética não pode resumir-se à contenção dos pensamentos e atitudes, emoções e ações negativos ou à afirmação de nossas qualidades. Devemos aprender a cultivar as virtudes, treinar, mentalizar, praticar virtudes. Viajar mentalmente entre a doença e a cura – um extremo e outro – desperta em nós a compreensão crítica do processo. Todo o excesso é prejudicial em qualquer extremo. A prática da generosidade é essencial para combater nossa tendência de proteger demais os nossos bens, de guardar demais nosso dinheiro e de até mesmo de querer armazenar a nossa energia física e emocional. Isso é mesquinhez.
 
Felicidade x Ética
 
A felicidade provém de causas virtuosas. Não há outra maneira de alcançá-la senão através da virtude, da soma das virtudes. E se pode acrescentar que a base da virtude, o solo onde estão as suas raízes, é a disciplina ética.
 
E como o ser humano evolui?
 
É provável que o processo evolutivo não seja adquirido. Portanto, sempre que se apresente uma ou várias lideranças revolucionárias (reevolução) para que o processo caminhe mais depressa, antes desse ponto há uma decisão individual. A intervenção do líder é meramente organizativa, aceleradora.
 
Parte da revolução se destina a facilitar o processo da saúde, das relações, do conhecimento. Outra parte se destina a neutralizar o mau uso dos novos instrumentos de evolução (carro, avião, remédio, laser, etc.) usados também para degredar ou estacionar a evolução. E parte servirá para o encontro do equilíbrio, da harmonia, do crescimento espiritual (evolução pura).
 
A cada homem, a cada mulher, é dada a oportunidade de encontrar o seu caminho, como disse Lao-Tsé, para encontrar o seu Tao, a via que é sua própria destinação e não um meio para alguma outra destinação, de onde se originam os conflitos, a infelicidade, as doenças, os suicídios, as drogas, os vícios.
 
Na doutrina espírita, que também reflete conhecimentos hinduístas, ensina-se que temos um karma e temos uma missão. Através deles temos a oportunidade de resgatar dívidas anteriormente contraídas e assumidas, bem como de investir em créditos futuros.
 
Termina aqui esta série.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

1463-Eu Líder de Mim


Questionamento

Onde ética e espiritualidade se unem em benefício da sustentabilidade da vida no planeta?

Resposta: no amor e na compaixão tidos como valor espiritual quando efetivamente praticados.

Todos os estudos sociológicos demonstram que o egoísmo exacerbado e a vaidade respondem pelas tragédias humanas.

A quebra da ética se dá na força do ego vaidoso. Na ausência da ética, qualquer que seja o nível espiritual do homem sempre estará ele inundado de hipocrisia: o seu pensamento não corresponde à sua prática e vice-versa.

O egoísta ao descobrir-se responsável por seus descendentes, filhos e netos, já poderia começar a alterar seus pensamentos, atitudes e práticas, pelo simples fato de constatar que o egoísmo e a vaidade, dando causa à hipocrisia, tem destruído as esperanças de harmonia no planeta, dado o extraordinário grau de insustentabilidade social por conta do modelo econômico. E o modelo econômico é desumano com a maioria da humanidade pela falta de ética dos líderes que determinam as condições políticas onde ocorrem as relações econômicas com impacto social e ambiental.

Todos responsáveis?

Promover a guerra para obter lucro em nada altera o ato de matar para roubar.

Traficar informações para levar países à guerra, em nada é diferente da trapaça, da fraude.

Destruir famílias aos milhares em troca de dinheiro fácil, em nada altera o crime de tráfico de drogas.

A realeza, os presidentes, primeiros-ministros, políticos com e sem mandato, com ou sem função administrativa, cientistas, médicos, advogados, acadêmicos, professores, estudantes, padres, pastores, freiras, monges, industriais, artistas, lojistas, técnicos, profissionais autônomos, trabalhadores, quase todos os homens e mulheres do planeta contribuem diariamente para o seu próprio caos ao prolongarem o caos de seus semelhantes.  

O desafio colocado para o homem do Novo Milênio é encontrar o equilíbrio: desfrutar do mesmo grau de harmonia e tranquilidade das comunidades mais tradicionais, ao mesmo tempo que se beneficia integralmente dos progressos materiais.

Haverá um caminho para isso? Certamente.

O simples modo de conquistar o progresso respeitando todos os direitos humanos, na prática, e não apenas no discurso, por exemplo, é o primeiro passo.

Os governos existem para dar atenção a todos os cidadãos. A coisa pública tem de ser de todos e não apenas por slogan de propaganda.

O corte dos privilégios mantidos nos programas de governo, de um lado, e o fim do excessivo lucro obtido pelas empresas, em detrimento dos seres humanos e do meio ambiente, de outro, só para citar esses, são dois caminhos para amenizar o desequilíbrio social e ambiental.

O que é ser ético?

O primeiro e mais elementar passo do ser ético, é ser ético consigo mesmo. Antes ainda da verdade de que “o que é válido no meu discurso precisa antes estar válido em minha vida”, é preciso ressaltar a verdade: “para que eu exista não é necessário que alguém morra”.

O segundo passo, é antes ainda da verdade de que “preciso ter certeza de que são válidos para mim os palpites que dou ao outro”, é preciso ressaltar a verdade de que “o modo como eu vejo e sinto o mundo nunca é o mesmo de como veem e sentem as outras pessoas”.

O terceiro e decisivo passo do ser ético, é antes ainda da verdade de que “o discurso no poder tem de ser o mesmo de quando estou fora dele”, é preciso ressaltar que a propriedade coletiva é de todos e não daquele que a administra.

O quarto e, também, decisivo passo do ser ético, é antes ainda da verdade: “nunca quero para mim leis mais favoráveis que as leis válidas para todos”, é preciso ressaltar que ninguém sobreviverá, no planeta, a longo prazo, enquanto permanecerem crescentes as taxas de miséria, as perdas da dignidade e da identidade humana, as doenças transmissíveis, a lotação dos arsenais de guerra, a disparidade de renda, a degradação ambiental, a infelicidade humana.

terça-feira, 24 de junho de 2014

1462-Eu Líder de Mim


O lixo mais importante

Se não bastasse a corrida consumista que levou o ser humano a produzir na virada do milênio quatro vezes mais lixo que há 50 anos atrás, estamos ou já botamos no lixo lições que foram definitivas para o progresso do homem em um milhão de anos ou mais.

Os cientistas que estudam a viagem do homem pelos séculos, concluem que dos quatro fatores responsáveis pela evolução humana ao longo do tempo, um deles se assenta nas relações ditadas pela linguagem, pela comunicação, pela capacidade de cooperar. Ajudando-se mutuamente pelo lado melhor ou pelo lado pior, o homem chegou onde chegou e fez o que fez.

Sem esse fator, ele teria desaparecido como espécie, assim como já desapareceram 95% das espécies já participantes da vida do planeta.

O modelo de isolar, confinar, separar, tirar-lhe o afeto, o par, o parceiro, a família, o diálogo, o intercâmbio afetivo, comunitário, está comprovado como um destruidor dos valores mais caros à vida humana.

Onde se aprende?

Existem muitos lugares onde se aprende a ser feliz, ser saudável, ser amoroso, solidário, harmônico; em resumo, alcançar a bem-aventurança.

Há quem transfira essa responsabilidade à igreja, à escola, à mídia, mas nenhuma escola, nenhuma igreja, nenhuma imprensa substitui a família. É na família que escolhemos para nascer, que iremos confirmar ou amortecer os propósitos de nossa vida.

O grande propósito, a missão – como também se diz, tem muito a ver com nosso anjo de guarda, espírito ou alma, e a nossa afinidade com eles é fator decisivo para a harmonia da vida ou para as verdadeiras tormentas que certas pessoas atravessam durante toda ou quase toda a sua vida.

Aprendemos muito cedo em nossas vidas que uma mulher ou um homem religioso são boas pessoas. Mas essa não é a regra. A história humana está repleta de tragédias lideradas por pessoas declaradas cheias de devoção por princípios religiosos. Não se trata de ter ou não religião, segui-la ou apenas declarar-se adepto (como acontece com a maioria), e nem mesmo acreditar que existe ou não existe Deus, ao menos da forma equivocada como O temos interpretado. Crenças não são coisas nossas, são incutidas em nós. A índole, sim, essa vem conosco.

Os princípios éticos transcendem as religiões e os credos no encaminhamento das pessoas ao objetivo maior de uma vida (como vimos atrás): ser feliz, ser saudável, ser amorosa, ser solidária, ser harmônica; em resumo, alcançar a bem-aventurança.

Se a ética devesse estar submissa à religião, dado o grande número de religiões, o planeta estaria sujeito a milhares de modelos de ética.         

O código de ética, o código de valores verdadeiros para a vida, está impresso em nossa alma. Basta ouví-la. E para isso não precisamos de igreja, nem de escola e muito menos de mídia. Precisamos de família que nos ensine a perceber, compreender, amar. A escola primeira do amor, e insubstituível, é a família.

Por amor, em família, aprendemos a abandonar o egoísmo doentio, que vem destruindo a humanidade. E é pelo amor ou pela dor que chegamos à espiritualidade.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

1461-Eu Líder de Mim


A Máquina que era

A sociedade pós-industrial moderna valorizou tanto a máquina, que parece ser uma imensa máquina autopropulsionada. Ao invés dos seres humanos acionarem a máquina, cada indivíduo torna-se dela um pequeno componente insignificante, sem outra opção a não ser mover-se quando a máquina se move e parar quando a máquina pára.

Numa dessas funestas ironias, o que o homem (Newton) julgou ser uma máquina (o mundo) e tratou-o (medicina) como uma máquina (ele próprio), acabou a ironia adotada como modelo de vida. Não é mais ironia. É paradigma.

Essa situação gera a retórica contemporânea de crescimento e desenvolvimento econômico, que reforça intensamente a tendência das pessoas para a competitividade e a inveja. E com isso vem a percepção da necessidade de manter as aparências (corpo, roupa, fone, carro, mansão), por si só uma importante fonte de problemas, tensões e infelicidade, apesar de movimentar muitos bilhões de dólares. Quanto você acha que vale uma rua congestionada por milhares de carrões?

O mais importante e o pior, é que não se trata de algo cultural, o homem nada tem disso tudo, muito pelo contrário, se trata tão somente de uma tendência, uma onda, um delírio, muito parecido com o vício do tabagismo, das drogas, do alcoolismo. A vítima tem noção do mal que está causando a si própria, mas por inúmeras razões não é capaz de abandonar a sua prática. Ou melhor, porque existem pessoas fazendo assim, “eu também faço desse jeito”.

Remédios existem

As pessoas precisam de ajuda para livrarem-se dos vícios, como acontece com todos os vícios. De nada adianta condenar este ou aquele vício ou o viciado. É preciso curar.

O que é ou seria correto? Condenar os avanços tecnológicos? Voltar ao modelo de sociedade tribal, artesanal, tradicional?

As conquistas da ciência e da tecnologia refletem claramente nosso desejo de alcançar uma existência melhor, mais confortável. Isso é muito bom.

Quem poderia deixar de aplaudir muitos dos progressos da medicina moderna? Ao mesmo tempo é inegável que membros de certas comunidades rurais e tradicionais desfrutam de maior harmonia e tranquilidade, e mesmo de saúde, mesmo residindo nos recantos mais distantes do progresso.

O paradoxo está em que nas comunidades onde as pessoas vivem mais próximas uma das outras, o absurdo é o crime. Nas metrópoles, o absurdo é quando o noticiário do dia não tem a tragédia. Lá no interior o absurdo é a tragédia. Aqui está o divisor de qualidade de vida.

Não se pode, contudo, imaginar que todos os nossos problemas estarão resolvidos quando abandonarmos o progresso material.

Grandes movimentos neste último século, como democracia, liberalismo, socialismo, comunismo, não produziram os benefícios prometidos. As religiões, com suas igrejas cada dia mais vazias de fiéis e mais cheias de fanáticos, também não conseguiram evitar o caos humano, ainda que todas elas prometam a paz, o amor, a felicidade, a salvação.

A raiz de muitos dos problemas da humanidade tem a ver com moral e ética. E ética não é gêmea de religião. Moral, sim. Porém, não moralismo. Como veremos.

domingo, 22 de junho de 2014

1460-Eu Líder de Mim


Um novo “ser”

As pessoas deixaram de ser importantes para “a minha felicidade”. “Eu posso ser feliz de outra forma, distante das pessoas, até mesmo da minha família”.

Por conta desse raciocínio, “eu deixo de preocupar-me com a felicidade dos outros”. O mendigo, o doente, o miserável, o velho, os abandonados, o político corrupto, deixam de ter importância “para mim”, pois “não me servem, não têm utilidade para mim”. “Se representarem uma ameaça para mim, eu ergo um muro, coloco câmeras de vídeo, cães ferozes... Para sair à rua sem ser incomodado, eu travo as portas e vidros à prova de bala do meu carro e lá vou eu isolado do mundo...”

Distante do afeto, das trocas inerentes e necessárias entre os seres, o homem apresentou um sem número de distúrbios emocionais, psíquicos, intelectuais e, por consequência, também físicos, e foi buscar alívio no alcoolismo, nas drogas, nos remédios, no barulho das discotecas e nos megashows, onde novamente ele nada diz e nada ouve além daquela barulheira infernal destinada a afastá-lo de si mesmo.

Conduzido a essa fórmula para “ser feliz”, o indivíduo se fecha em sua casa, em seu quarto, tem seu aparelho individual de tevê, tem seu banheiro individual, seu carro pessoal, seu computador pessoal, seu telefone celular ou tablet, sua marca preferida de sonífero, seu insubstituível antiácido contra azia, seu “eficiente” atenuador da úlcera estomacal, seu insubstituível laxante, seu walkman, para não ir mais longe na lista de aparelhinhos que lhe “dão prazer”...

Chegamos a uma sociedade em que as pessoas acham cada vez mais difícil demonstrar um mínimo de afeto aos outros. Em vez da noção de comunidade e da sensação de fazer parte de um grupo, encontramos um alto grau de solidão e perda dos laços afetivos. Apesar de, na maioria dos casos, as multidões viverem em grande proximidade, parece que muita gente não tem com quem falar afetuosamente, a não ser com seus bichos de estimação e, quando muito ao telefone ou no chat da web. E é importante registrar uma tendência à formação de tribos e gangues não com o sentimento de fraternidade e sim para reação.

sábado, 21 de junho de 2014

1459-Eu Líder de Mim


Faliu o modelo

Depois de financiar a fabricação de armas e depois de estimular guerras durante séculos, as altas finanças do mundo sentiram-se ameaçadas pelo nacionalismo de esquerda e de direita.

A segurança do planeta estava ameaçada. E os financistas, que são humanos e têm família, ainda não possuem outro lugar seguro para viver, que não seja neste planeta. Derrubou-se o Muro de Berlim, símbolo da divisão do mundo em esquerda e direita e apregoou-se que esquerda e direta “são coisas do passado”, mas a ameaça persiste, a revelia dos detentores do poder coercitivo mundial na esfera do dinheiro, envolvendo energia, principalmente.

A providência de abrir a economia (pelo processo liberal, neoliberal), torná-la globalizada e globalizante, no entender dos seus mentores, anularia a ação do estado nacional subjugado às leis do mercado. O livre mercado, porém, assim como a ausência das liberdades individuais, em vigor nos estados totalitários com ou sem mercado, não respondem, não podem responder pela bem-aventurança dos homens. Isso já ficou provado há décadas. As pseudo democracias presentes no estado patrimonialista (que é o modelo no qual o governante confunde a propriedade do patrimônio público com o patrimônio privado, seu e de seus amigos) que tentou substituir o estado paternalista (que é o modelo no qual o governante faz concessões aos governados em troca de fidelidade, obediência ou subserviência) em alguns países também não têm podido responder pela bem-aventurança dos homens. Isso também é definitivo.

Caminhamos sobre modelos que não atendem o objetivo da maioria.

Sem compensação

O modo de vida competitivo, materialista e acumulador, como acontece em muitas sociedades no planeta, em todos os regimes, conduziu o homem ao isolamento. As tecnologias substituíram a solidariedade e a cooperação entre os homens e impuseram um modo de sociedade marcado pela solidão e pela ausência de afeto. O homem foi colocando máquinas no lugar de pessoas; ausentes as pessoas, o homem foi colocando máquinas também na intermediação dos seus contatos com o mundo e com as pessoas; e foi colocando animais de estimação como novos agentes de afeto. Até mesmo no interior da família, passou a existir dois grupos humanos desconexos: o grupo “familiarizado” com a tecnologia e o grupo “desfamiliarizado” pela tecnologia porque não tem familiaridade com ela. Nem mesmo o diálogo tem sido possível entre aqueles que estão “por dentro” e aqueles que estão “por fora” da “modernidade tecnológica”.

Levados a colocar máquinas e instrumentos a seu serviço, os indivíduos com acesso a tais tecnologias imaginam-se cada dia mais “independentes”, mais “autônomos”. E todos sabemos que é o oposto. Até mesmo para a prática do sexo existem “ferramentas” substituindo um dos parceiros.

O que, por milênios, foi realizado com base na ajuda mútua, com a participação de pessoas servindo pessoas e sendo servidas, intercambiando, conversando, dando e recebendo atenção, energia e afeto, o novo modelo veio substituir. Substitui, mas não oferece compensação.

Um filósofo ou poeta de quase obscuridade na seara da fama definiu as invenções tecnológicas como diabos e se refere que os diabos vêm a nós para tirar o nosso tempo e levar o nosso dinheiro. E acrescenta: e inventam novos diabos todos os dias. Eles chegam com a nossa imaginação já imaginada, com os nossos sonhos já sonhados. E fazem conosco o que eles querem.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

1458-Eu Líder de Mim


Fundamentos da Ética para o Novo Milênio

A civilização terrena, não só feita de cristãos, tem aceito a instituição do calendário gregoriano (cristão) como uma medida de tempo de um mesmo modo que o dólar e a língua inglesa se fazem institutos universais para as relações humanas muito mais na esfera dos negócios do que da amizade entre os povos.

Importa que, graças a isso, o pensamento, as teorias, as atitudes, a ética e a prática humanas neste Novo Milênio (Cristão), estão em xeque. São inúmeros os fatores que contribuem para a inicial discussão e a posterior alteração dos paradigmas em vigor. A ciência, a filosofia, a arte e a religião, tudo enfim, objetiva a felicidade e a realização do homem. Mas o homem está infeliz. Há um sentimento de não realização que aflora em que tem vida confortável e mais ainda naqueles que não a tem.

A mais inteligente das criaturas do planeta desviou-se do propósito e do objetivo principais de sua existência: ser feliz, ser saudável, ser amorosa, ser solidária, ser harmônica; em resumo, alcançar a bem-aventurança.

A primeira condição para desviar-se do propósito reside na busca da bem-aventurança pelo caminho do ter. Por isso, a chamada globalização esteve direcionada para a economia, atendendo a interesses de grande alcance de poderosos grupos financeiros e empreendedores. Não imaginavam os seus mentores que o efeito pudesse ser oposto ao esperado.

A Internet que é o produto mais representativo da globalização serviu e serve aos interesses econômicos mas, acima de tudo, é uma poderosa alavanca de comunicação e libertação naquilo que a informação tem de mais precioso: libertar.

Não é segredo para ninguém que os meios de comunicação sejam eles estatais ou concessionados ao setor privado, apesar de apregoarem a liberdade de manifestação, manipulam informações segundo os seus mais elevados interesses. Mas, na internet isso nem sempre acontece, pois o autor da informação pode ser o cidadão, de cidadão para cidadão, de rede para rede; e isso vem botando abaixo os impérios monopolistas da informação.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

1457-Eu Líder de Mim


Sistema de convicções

Outro componente severamente importante para a qualidade do produto final (palavra ou obra) e também para o conjunto “saúde, amor, harmonia, criatividade, alegria, prazer, fé, prosperidade”, é o sistema de convicções instalado em nossos registros (mente ou consciência) com a participação de nossos pais, avós, professores, sacerdotes, pessoas de nossas relações, integrantes da “instituição” chamada “mentor” e não apenas referente a uma única existência, pois a consciência é a memória da alma e pode conter registros de experiências passadas.

Semelhante a um cacho de uvas, as formas-pensamento se agrupam e dão consistência às convicções. Tanto uma convicção pode valer para “condicionar”, “programar” uma vida feliz e produtiva, como para um processo mórbido. Uma convicção pode parar em nosso “registro” a partir da ação ou avaliação de alguém importante para nós. Poderá servir para gerar uma culpa ou para afastar uma responsabilidade pessoal, alojada na memória ativa do indivíduo num momento da vida em que a criatura humana não tem capacidade para descartá-la: a infância e a adolescência, principalmente.

Convicções como “nós somos pobres”, “nós nascemos para trabalhar e sofrer”, “eu não tenho sorte”, “tem alguma coisa errada comigo”, “eu não podia fazê-lo feliz”, “eu não consigo falar em público”, “sou um péssimo vendedor” e tantas outras que conhecemos, ou opostas: “esse menino é um gênio”, “puxa, o Mário é um cara de sorte”, “o Luiz vende tudo o que lhe chega às mãos, até a mãe dele”, são posições firmadas em convicções que podem determinar a nossa felicidade e o nosso sucesso ou o contrário. E isso vale para os nossos filhos, neste instante mesmo em que estamos escrevendo e/ou lendo.

O Brasil, por exemplo, foi ocupado, principalmente, por pessoas com duas principais categorias de convicções: aqueles que vieram para cá para enriquecer e aqueles que se acha(va)m pobres e se ofereceram para servir. Os primeiros tomaram conta do poder e do dinheiro e fazem-se hoje afortunados. Os segundos serviram como escravos e escravas ou peões e peonas, estiveram a serviço de fazendas, minas, pomares, estâncias e fábricas, sempre morando mal, sempre pensando pequeno, tendo pouco, contentando-se com pouco, habitando favelas ou quase isso.

Quando essa corrente de consciência se quebra e a escola ou a família não puderam contribuir, vem a revolta facilitada pelo tráfico de drogas (que como se sabe é mantido pelos que têm poder aquisitivo e quando não é assim o viciado vem roubar para sustentar o vício) e aí uma parte dos muito pobres sentem a oportunidade de enriquecer. Quando não é por esta via, é pela via dos esportes profissionais e das carreiras artísticas.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

1456-Eu Líder de Mim


Qual é a proposta da Vida?

Não é preciso ser sábio, doutor, sacerdote, filósofo ou o que o valha para conhecer, perceber, sentir e, exercitando as outras capacidades inerentes ao ser humano, abstrair, deduzir, construir, e interpretar na própria Natureza a proposta do Autor da Vida para com a vida, como fazem muito bem todos os outros viventes ditos não inteligentes. A proposta do Autor para a vida é clara: é beleza, bondade, perfeição, alegria, equilíbrio, amor, solidariedade, liberdade, justiça, verdade...

Tomemos uma cadeia alimentar, que começa no solo com seus microrganismos, passando pela semente, pela chuva, os raios solares, os insetos polinizadores, o vento, o animal que consome o vegetal e que dá a vida para que o homem também se alimente, continuando nos excrementos tanto de animais como de pessoas, proporcionando novas condições a bactérias, microrganismos, plantas e frutos transformados em alimentos de pássaros, peixes, pessoas etc. e assim sucessivamente, incluindo a fotossíntese que gera oxigênio e assim, assim, ao que se presume, infinitamente.

Vontade, pensamento, ação

Os animais também têm vontade, pensam e agem. Mas nascem aptos a realizar suas tarefas comuns quase que por instinto, guiados pela memória genética e algo também por conta de alguma inteligência. Ao homem muitas coisas devem ser ensinadas. E a escola (família e instituição de ensino) desviou-se da rota.

Aos homens ficou reservada a capacidade sincronizada de ter vontade apenas, ter vontade e pensar apenas e de emitir a vontade, pensar, criar e produzir (palavras ou obras), dentro de um sistema de ética e lógica, que para os animais é apenas a sobrevivência. Para os homens, não.

A coerência entre vontade, pensamento e ação, normalmente chamada de lógica, mas que também tem a ver com ética, é o que desencadeia conflitos, entendimentos, sucesso, fracasso, felicidade ou a ausência dela.

Acreditar, querer, pensar, falar, semear, fazer, multiplicar, ter e distribuir, é uma sequência lógica, coerente entre um pensamento e uma ação. Os valores de cada um de nós determinam a qualidade do produto final: palavra ou obra.

Os seres ricos de valores, pensam e elaboram o que se transformará em obras em prol de saúde, amor, harmonia, criatividade, alegria, prazer, fé, prosperidade. Os seres pobres de valores pensam e elaboram o que se transformará em obras em prol do oposto disso.

Cada um colhe o que semeia. É a lei do Criador para com a criatura humana. Assim funciona a escola da vida.

O que “eu penso, é o meu propósito de vida”. O que “eu desejo, se encaixa no que me acontece”. O que “eu falo é porque penso assim”. O que “eu faço, é porque eu digo assim”. “Eu sou o que mereço ser”.

Se essas relações estiverem quebradas, a vida estará fora do eixo. O aprendiz precisará ser chamado à responsabilidade. Aqui tem origem a dor e o sofrimento.

terça-feira, 17 de junho de 2014

1455-Eu Líder de Mim


A felicidade animal e a infelicidade humana

Se observarmos a vida como um todo, os pássaros, os peixes, os animais, os vegetais, as águas, o nascimento e o pôr do Sol, chegaremos à conclusão que ali existe um esplendor, uma felicidade imensa, um êxtase por conta da harmonia, do relativo equilíbrio, da autorregulação, da sustentabilidade que a vida humana ainda não possui.

Por que, então, nesse meio, o homem se torna infeliz, adoece, se droga, se suicida, faz guerras, odeia?

Seria o homem o pior de todos os seres vivos? A proposta do Autor da Vida para com o homem será diferente da proposta válida para o restante da Natureza?

Não, nos dois casos. Já vimos que as mesmas leis valem para toda a Natureza. É o que sinaliza a nossa experiência multimilenar.

Em que o homem é tão animal quando os demais animais? A ciência afirma que homem e animal possuem consciente (registros memoriais) e subconsciente (que no animal é o instinto racional).

Quanto à mente, apagando-se as diferenças de tamanho, peso e capacidade do cérebro, homens e animais possuem essa “máquina” que responde pelo:

·         Processamento (trâmite);

·         Organização (seleção);

·         Registro (armazenagem);

·         Comando (gerência), de informações com origem dentro e fora da vontade do vivente, que são transportadas até a mente por uma imensa rede de sensores; ela é altamente treinada para que nada de errado aconteça com a complexa e ampla atividade do corpo.

Como age e reage a mente? Ela não comanda a vontade, obedece-a. E aceita como verdades as informações pensadas, percebidas ou recebidas, que ela processa-as, organiza-as, registra-as e coloca-as à disposição do vivente para uso sempre que ele venha a necessitar delas para decidir, escolher, criar, produzir, destruir. E no caso humano, são acrescentadas mais as finalidades de inventar e sofisticar.

Então, em que o homem é diferente dos animais? No supraconsciente, que pertence à dimensão divina, morada da alma, talvez.

Dotado de razão, o ser humano avalia melhor que os animais e só ele julga, pondera, raciocina, estabelece relações lógicas.

Esse ser especial, o humano, estaria, pois, ainda em melhores condições que os seus demais colegas de “viagem planetária” para gozar de uma vida extraordinariamente feliz, apoteótica. Certo? Certo! E por que não é assim?

segunda-feira, 16 de junho de 2014

1454-Eu Líder de Mim


O que eu quero da vida?

O que a vida quer de mim?

Introdução

O que é a vida? Qual é a proposta do Criador para vida?

Estas perguntas certamente exigiriam milhões de palavras para tentar respondê-las. Não é o nosso propósito. O propósito desta exposição, é tentar contribuir para iluminar um pouquinho mais o caminho por onde passamos ao andar pela vida.

Para explicar a vida existem dezenas de teses. A mais óbvia é que se trata de um processo que se resume assim:

·         Concepção;

·         Nascimento;

·         Crescimento;

·         Reprodução;

·         Maturação;

·         Morte;

·         E depois?

Processo que se dá através de um conjunto de funções representadas por:

·         Metabolismo;

·         Reação a estímulos;

·         Adaptação ao meio;

·         Reprodução;

·         Envelhecimento;

·         Descarte.

Essa é uma explicação racionalista. Sempre que se estuda a vida, costuma-se colocar o homem fora do sistema ocupado por todos os seus demais colegas de “viagem planetária ou cósmica”. E isso não está correto porque as leis naturais e a vida como um todo têm regras iguais para todos, homens, animais, plantas.

Os animais também percebem, conhecem, sentem (têm emoção) reagem (exercitam o instinto), agem (para agirem certamente pensam).

Para o vivente humano, o Autor da Vida acrescentou as capacidades de abstrair, deduzir, e construir, sem esquecermos que alguns animais também constroem verdadeiras obras de arte, como já dissertamos em uma série anterior.

E é por conta de sua capacidade de abstrair, deduzir e construir, que o homem provocou estragos no seu mundo, desviando-se do seu propósito e colocando-se como adversário da vida, da vida que está nele e da vida que o circunda.

É para enfocar os equívocos, malogros e despreparos do mais estúpido ser entre a obra do Autor da Vida, que estamos iniciando esta série. Queremos ver se é possível eu ser líder de mim.