quarta-feira, 4 de junho de 2014

1442-Saber transumano


O quinto campo

Então já podemos falar de transumanidade, certamente, uma disciplina que ainda não está nas academias em substituição àquilo que hoje é apenas transpessoal. Estudos e pesquisas transdisciplinares, divulgados nestes últimos meses, sinalizam para sensíveis ganhos na importante escalada que fazemos para o esclarecimento das relações do homem com sua psiquê e por conseqüência com o meio e com a vida e possivelmente com Deus.

Durante muito tempo pensava-se que a totalidade humana podia ser explicada conhecendo-se quatro campos de suas características básicas:

Um - o campo físico, compreendendo as leis da natureza material e biológica, o corpo humano, seus órgãos, sua organização e seu funcionamento, isto é, o ato de estar biologicamente vivo, ativo;

Dois - o campo afetivo, compreendendo as leis sociais, a emoção, a necessidade humana de companhia, afeto, carinho, sexo;

Três - o campo cognitivo, compreendendo as leis do conhecimento, da experimentação, das nossas percepções, do conhecer, do reconhecer;

Quatro - o campo volitivo, compreendendo as leis da vontade, a matriz dos pensamentos, o instinto, o exercício do desejo, o comportamento.

O que mudou é que o conhecimento científico evoluiu e passou a reconhecer que os quatro campos citados também se aplicam aos animais e, assim, o homem estaria nivelado em pé de igualdade com seus demais parceiros da vida planetária, chamados irracionais, integrantes da chamada fauna.

Ao abandonar os conceitos objetivos racionalistas, a ciência admitiu a inclusão de um quinto campo às características do homem:

Cinco - o campo espiritual, compreendendo as leis cósmicas e intuitivas, a consciência, os sentimentos que, ao que tudo indica, podem ser exclusivos do homem. Por isso, o distinguem perante o inexorável ato de estar entre os demais seres vivos e não apenas para nascer, ter carências afetivas, crescer, conhecer, reconhecer, envelhecer, manifestar vontade e desejo e, enfim, morrer.

O Humanismo, a desconstrução trazida por ele e um segundo humanismo ainda mais humano que o primeiro, já no século XX, serviram para descobrir que Deus não está nos céus, está dentro dos homens que o queiram respeitá-lo e queiram ser simpáticos a Ele. Parece incrível, mas era isso que passava pela cabeça dos xamãs de 15 mil ou mais anos atrás: respeitar e tornar-se simpático à Grande Força da natureza.

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