quinta-feira, 12 de junho de 2014

1450-Saber transumano


 
Todos culpados(?)

Não é o privilégio de poder escrever para dizer estas coisas aqui no blog, que tira do autor a responsabilidade por parte do desastre. É mais uma normose o caráter automático e inconsciente da maioria das pessoas de acreditar no que foi dito na tevê ou escrito no jornal, sem discutir. Tem gente entrando em partidos e religiões porque viraram moda. Os valores humanos chegaram a esse ponto. Conclui-se que a normose é um programa destinado a alienar e dominar. Ela facilita a instalação de regimes totalitários, perversos, desumanos ou sistemas de dominação, de obscuridade e domesticação.

A humanidade, chamada a pensar menos, enquanto os “tutores” pensam por ela, já demonstra ter reduzido nesses últimos 20 anos, o tamanho de seu cérebro. E onde a massa não se reduziu, reduziu-se a sua utilização. Antes da cibernética havia pessoas com até 7% de utilização do cérebro, numa próspera indicação de que estávamos avançando no rumo da exploração crescente de nossa capacidade mental. Hoje, esses números estão caindo. Há adolescentes no Brasil com 3% de utilização cerebral, verdadeiros normóticos, impossibilitados de sonhar, de imaginar e se deslumbrar com suas próprias descobertas, recebendo diariamente em seus sentidos e emoções o “prato pronto”, o “sonho sonhado”, “o personagem personificado”, a “lenda decodificada”.

Para poderem sonhar drogam-se, alucinam-se, adquirem o êxtase no balcão ou na esquina ou algo muito pior. Viraram instrumentos de alienação e domesticação.

A um ignorante, nem mesmo os efeitos de uma causa são claramente percebidos. A ausência do conhecimento leva ao desconhecimento da causa. A ausência do conhecimento da causa leva ao desconhecimento do remédio. A ausência do conhecimento do remédio correto leva ao uso do paliativo, do analgésico, da anestesia. Veja bem, não estou falando de tratamento médico.

Qualquer pessoa com alguma sabedoria poderá constatar: o que ensina a escola? Como está funcionando a família? Para que servem os remédios? O que significa o rádio, a televisão, o cinema, o futebol, as revistas, os jornais, e, no fundo, a Internet e também as igrejas?

Para que não sejamos tomados como simplórios radicais, vamos logo esclarecendo que as honrosas exceções existentes sempre serão saudadas com muito respeito. As perguntas acima buscam respostas abrangentes, profundas, universais.

Digamos que, no geral, o que se busca é obter dinheiro em troca do entorpecimento das pessoas, e criar delírios, ondas, modismos. Não parece existir compromisso com a vida em sua essencial razão de ser. Divertir, não educar. Anestesiar, não curar. Ensinar, não instruir. Habilitar, não capacitar. Cativar, não libertar.

No passado, a rua, as esquinas eram apresentadas como fontes de muitos truques para dispersar ou desviar das pessoas a atenção do principal de suas vidas: saúde, educação, segurança, trabalho, riqueza, alegria, realização, paz, evolução... Hoje os truques estão dentro de nossas casas, reproduzidos por nós, mas principalmente pelos meios que nós contratamos para fazer contato com o mundo. Somos, por isso, também culpados e nisso isentamos a culpa deles. Seria diferente se aproveitássemos a crescente interatividade que os órgãos de comunicação estão buscando para dizermos a eles: assim não dá, minha gente. Ou vocês se aprimoram e mudam ou nós cancelaremos a atenção e o dinheiro que damos a vocês.

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