terça-feira, 17 de junho de 2014

1455-Eu Líder de Mim


A felicidade animal e a infelicidade humana

Se observarmos a vida como um todo, os pássaros, os peixes, os animais, os vegetais, as águas, o nascimento e o pôr do Sol, chegaremos à conclusão que ali existe um esplendor, uma felicidade imensa, um êxtase por conta da harmonia, do relativo equilíbrio, da autorregulação, da sustentabilidade que a vida humana ainda não possui.

Por que, então, nesse meio, o homem se torna infeliz, adoece, se droga, se suicida, faz guerras, odeia?

Seria o homem o pior de todos os seres vivos? A proposta do Autor da Vida para com o homem será diferente da proposta válida para o restante da Natureza?

Não, nos dois casos. Já vimos que as mesmas leis valem para toda a Natureza. É o que sinaliza a nossa experiência multimilenar.

Em que o homem é tão animal quando os demais animais? A ciência afirma que homem e animal possuem consciente (registros memoriais) e subconsciente (que no animal é o instinto racional).

Quanto à mente, apagando-se as diferenças de tamanho, peso e capacidade do cérebro, homens e animais possuem essa “máquina” que responde pelo:

·         Processamento (trâmite);

·         Organização (seleção);

·         Registro (armazenagem);

·         Comando (gerência), de informações com origem dentro e fora da vontade do vivente, que são transportadas até a mente por uma imensa rede de sensores; ela é altamente treinada para que nada de errado aconteça com a complexa e ampla atividade do corpo.

Como age e reage a mente? Ela não comanda a vontade, obedece-a. E aceita como verdades as informações pensadas, percebidas ou recebidas, que ela processa-as, organiza-as, registra-as e coloca-as à disposição do vivente para uso sempre que ele venha a necessitar delas para decidir, escolher, criar, produzir, destruir. E no caso humano, são acrescentadas mais as finalidades de inventar e sofisticar.

Então, em que o homem é diferente dos animais? No supraconsciente, que pertence à dimensão divina, morada da alma, talvez.

Dotado de razão, o ser humano avalia melhor que os animais e só ele julga, pondera, raciocina, estabelece relações lógicas.

Esse ser especial, o humano, estaria, pois, ainda em melhores condições que os seus demais colegas de “viagem planetária” para gozar de uma vida extraordinariamente feliz, apoteótica. Certo? Certo! E por que não é assim?

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