quinta-feira, 19 de junho de 2014

1457-Eu Líder de Mim


Sistema de convicções

Outro componente severamente importante para a qualidade do produto final (palavra ou obra) e também para o conjunto “saúde, amor, harmonia, criatividade, alegria, prazer, fé, prosperidade”, é o sistema de convicções instalado em nossos registros (mente ou consciência) com a participação de nossos pais, avós, professores, sacerdotes, pessoas de nossas relações, integrantes da “instituição” chamada “mentor” e não apenas referente a uma única existência, pois a consciência é a memória da alma e pode conter registros de experiências passadas.

Semelhante a um cacho de uvas, as formas-pensamento se agrupam e dão consistência às convicções. Tanto uma convicção pode valer para “condicionar”, “programar” uma vida feliz e produtiva, como para um processo mórbido. Uma convicção pode parar em nosso “registro” a partir da ação ou avaliação de alguém importante para nós. Poderá servir para gerar uma culpa ou para afastar uma responsabilidade pessoal, alojada na memória ativa do indivíduo num momento da vida em que a criatura humana não tem capacidade para descartá-la: a infância e a adolescência, principalmente.

Convicções como “nós somos pobres”, “nós nascemos para trabalhar e sofrer”, “eu não tenho sorte”, “tem alguma coisa errada comigo”, “eu não podia fazê-lo feliz”, “eu não consigo falar em público”, “sou um péssimo vendedor” e tantas outras que conhecemos, ou opostas: “esse menino é um gênio”, “puxa, o Mário é um cara de sorte”, “o Luiz vende tudo o que lhe chega às mãos, até a mãe dele”, são posições firmadas em convicções que podem determinar a nossa felicidade e o nosso sucesso ou o contrário. E isso vale para os nossos filhos, neste instante mesmo em que estamos escrevendo e/ou lendo.

O Brasil, por exemplo, foi ocupado, principalmente, por pessoas com duas principais categorias de convicções: aqueles que vieram para cá para enriquecer e aqueles que se acha(va)m pobres e se ofereceram para servir. Os primeiros tomaram conta do poder e do dinheiro e fazem-se hoje afortunados. Os segundos serviram como escravos e escravas ou peões e peonas, estiveram a serviço de fazendas, minas, pomares, estâncias e fábricas, sempre morando mal, sempre pensando pequeno, tendo pouco, contentando-se com pouco, habitando favelas ou quase isso.

Quando essa corrente de consciência se quebra e a escola ou a família não puderam contribuir, vem a revolta facilitada pelo tráfico de drogas (que como se sabe é mantido pelos que têm poder aquisitivo e quando não é assim o viciado vem roubar para sustentar o vício) e aí uma parte dos muito pobres sentem a oportunidade de enriquecer. Quando não é por esta via, é pela via dos esportes profissionais e das carreiras artísticas.

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