terça-feira, 24 de junho de 2014

1462-Eu Líder de Mim


O lixo mais importante

Se não bastasse a corrida consumista que levou o ser humano a produzir na virada do milênio quatro vezes mais lixo que há 50 anos atrás, estamos ou já botamos no lixo lições que foram definitivas para o progresso do homem em um milhão de anos ou mais.

Os cientistas que estudam a viagem do homem pelos séculos, concluem que dos quatro fatores responsáveis pela evolução humana ao longo do tempo, um deles se assenta nas relações ditadas pela linguagem, pela comunicação, pela capacidade de cooperar. Ajudando-se mutuamente pelo lado melhor ou pelo lado pior, o homem chegou onde chegou e fez o que fez.

Sem esse fator, ele teria desaparecido como espécie, assim como já desapareceram 95% das espécies já participantes da vida do planeta.

O modelo de isolar, confinar, separar, tirar-lhe o afeto, o par, o parceiro, a família, o diálogo, o intercâmbio afetivo, comunitário, está comprovado como um destruidor dos valores mais caros à vida humana.

Onde se aprende?

Existem muitos lugares onde se aprende a ser feliz, ser saudável, ser amoroso, solidário, harmônico; em resumo, alcançar a bem-aventurança.

Há quem transfira essa responsabilidade à igreja, à escola, à mídia, mas nenhuma escola, nenhuma igreja, nenhuma imprensa substitui a família. É na família que escolhemos para nascer, que iremos confirmar ou amortecer os propósitos de nossa vida.

O grande propósito, a missão – como também se diz, tem muito a ver com nosso anjo de guarda, espírito ou alma, e a nossa afinidade com eles é fator decisivo para a harmonia da vida ou para as verdadeiras tormentas que certas pessoas atravessam durante toda ou quase toda a sua vida.

Aprendemos muito cedo em nossas vidas que uma mulher ou um homem religioso são boas pessoas. Mas essa não é a regra. A história humana está repleta de tragédias lideradas por pessoas declaradas cheias de devoção por princípios religiosos. Não se trata de ter ou não religião, segui-la ou apenas declarar-se adepto (como acontece com a maioria), e nem mesmo acreditar que existe ou não existe Deus, ao menos da forma equivocada como O temos interpretado. Crenças não são coisas nossas, são incutidas em nós. A índole, sim, essa vem conosco.

Os princípios éticos transcendem as religiões e os credos no encaminhamento das pessoas ao objetivo maior de uma vida (como vimos atrás): ser feliz, ser saudável, ser amorosa, ser solidária, ser harmônica; em resumo, alcançar a bem-aventurança.

Se a ética devesse estar submissa à religião, dado o grande número de religiões, o planeta estaria sujeito a milhares de modelos de ética.         

O código de ética, o código de valores verdadeiros para a vida, está impresso em nossa alma. Basta ouví-la. E para isso não precisamos de igreja, nem de escola e muito menos de mídia. Precisamos de família que nos ensine a perceber, compreender, amar. A escola primeira do amor, e insubstituível, é a família.

Por amor, em família, aprendemos a abandonar o egoísmo doentio, que vem destruindo a humanidade. E é pelo amor ou pela dor que chegamos à espiritualidade.

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