sábado, 28 de junho de 2014

1466-Sobre o Espírito


A tese Fonseca

No livro “Karma Genético” (Evolução Editorial, SP, 1997), o autor, Alcides A.  Fonseca, desenvolve o raciocínio segundo o qual um Espírito é soma ou agregação de trilhões de átomos com origem no reino mineral, evoluindo para o reino vegetal e deste ao reino animal e humano. O que determina, segundo Fonseca e não só este autor, outros também falam no mesmo sentido, o limite para a transmutação, é o volume celular compatível a cada reino. Algumas espécies de vida, como a dos vírus e dos insetos, ele coloca como estágios transitórios entre os já citados reinos. Assim, entre o estágio mineral e vegetal, vivem os vírus portadores do pré-Espírito intermediário. Os insetos seriam os portadores do pré-Espírito transitório entre os estágios vegetal e animal. E os símios seriam os portadores do pré-Espírito transitório entre os reinos animal e humano.

Note o leitor, muito apropriadamente, que a tese de que o ancestral remoto humano por genética direta, o símio, aqui fica totalmente afastada. Os símios são símios e lá permanecem em seu arcabouço genético; os humanos são humanos, membros de uma cadeia genética de outra categoria. Lá atrás, nos primórdios da caminhada humana sobre a face deste planeta, já como humanos, tínhamos nossas imperfeições de movimentos e falas, tamanho de cérebro e habilidades, mas já como membros da evolutiva espécie humana. Por isso, os símios continuam símios e não se transmutam em humanos.

Vale anotar: a cada fase o Espírito cresce em conteúdo e poder. A mais importante transmutação se dá na passagem do reino animal para o reino humano e deste para o reino angelical.

O autor também define a missão do Espírito: unir os pedacinhos de consciências que carrega para alcançar o conhecimento total. E, para isso, a necessidade das passagens pelos reinos mineral, vegetal e animal (e pelos estágios intermediários), numa estreita relação com a água, a terra, o ar e o fogo e a absoluta necessidade da reencarnação, uma vez que as vidas em todos os reinos são muito curtas para garantir a inteira evolução.

E ainda explora a possibilidade da existência dos Espíritos iniciáticos, inocentes, ingênuos, puros, que são os estados naturais de criaturas detentoras de pouca ou nenhuma informação, até mesmo  pela ausência de experiências anteriores de vidas no reino humano. Aí se encaixam os índios não aculturados. Numa fase um tanto anterior a dos Espíritos iniciáticos estariam os duendes, os gnomos, as salamandras, as ondinas e os silfos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário