segunda-feira, 30 de junho de 2014

1468-Sobre o Espírito


A consciência explica?

Antes de pensar, imaginar, estudar e deter-se sobre o Espírito, o homem precisará vencer suas diferenças pequenas que se tornam grandes a jusante das idéias religiosas, filosóficas e culturais, que perturbam a compreensão não pela via dos conceitos, mas sim pela via dos preconceitos.

A sutil diferença entre um cavalo e um homem, além da construção biotipológica, sempre será o aspecto da consciência, que em um deles está em desenvolvimento e no outro ainda não. E é o aspecto consciência que parece traçar o mapa de ingresso do nosso conhecimento no mundo do Espírito.

Mas, até mesmo para falar da consciência devemos afinar conceitos, pois o Ocidente costuma confundi-la com pensamento e chega ao extremo de colocá-la no mesmo nível da emoção, da sensação ou do movimento. E ela não é nenhuma dessas funções; ela é uma percepção das nossas diversas atividades no exato momento em que estas estão ocorrendo em nós. Ela é aquela região silenciosa, que para muitos estudiosos é a morada do Espírito. E aqui já tomamos o Espírito como a mesma coisa que a consciência pura, desprovida de quaisquer pensamentos e palavras. Por isso, uma região silenciosa. Tão silenciosa, que em todas as culturas se pede silenciar a mente para alcançá-la, alcançando assim o Espírito, através da meditação.

Seria a consciência a memória do Espírito? Sim. Ela é, no mínimo, a memória de mais longo alcance que a memória funcional, esta que nos acompanha para reconhecer pessoas, guardar números e nomes, recordar de eventos...

Quanto aquela pessoa sai do coma e relata fatos ocorridos ao seu redor enquanto estava desacordada, já podem dizer os que estudam estes fenômenos, era a consciência e, se preferirem, era o Espírito que estava a conhecer enquanto o cérebro estava apagado. Será por isso que numa pessoa que perde a capacidade cognitiva ou nasce sem ela, as funções autônomas do corpo funcionam normalmente. Quem as comanda? Pergunte-se ao Espírito se ele sabe.

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