sexta-feira, 4 de julho de 2014

1472-Sobre o Espírito


Que função tem o Espírito?

Repito a pergunta: que função tem o Espírito? Na maioria dos casos, os estudiosos responderão: a supraconsciência. E o que seria a supraconsciência? Além de incomum, a definição para supraconsciência demorou ou está demorando a acontecer. Os vícios filosóficos herdados dos pensadores materialistas nos colocaram no paradigma de que o mundo, o homem e a natureza são relógios, cada qual com seu mecanismo regulado e previsível. Inventaram o deus sobrenatural, acima da natureza e colocaram o homem nem lá nem cá. Ainda que equivocada esta visão, ao menos serviu ela para forçar, porque seria inevitável que isso acontecesse, a busca pelo homem dos pensamentos mesquinhos e limitados à vida diária, o seu ingresso num mundo mais amplo, a procura de coisas que são sondáveis por ele e de coisas que são maiores que ele e, por isso, desafiadoras.

Para penetrar no mundo mais amplo, o homem necessitou, em primeiro lugar, livrar-se do pensamento egocêntrico da sua personalidade e, em seguida, estabelecer contato com um “Eu” mais abrangente e mais consciente do que o “eu” comum. E penetrou nas funções do cérebro para conhecer a mente. Ali não encontrou muito, apesar de conhecê-la só em parte. Penetrou na matriz do pensamento e chegou à vontade. Ao estudá-la percebeu sem muita certeza que esta matriz é um campo que se divide em três hemisférios: (1) o da vontade propriamente dita, ânima e animada em busca da realização de algo definido, preexistente; (2) o do juízo, consciência ou tribunal íntimo que aplica a ética, promovendo a fiscalização da execução do projeto preexistente; e (3) um terceiro hemisfério, amoroso, cósmico, inteligente, capaz de estabelecer as conexões acima e abaixo da inteligência que está em uso.

Todo o maravilhoso e complexo sistema biológico do homem está a serviço dessa matriz, cujo nome pode ser Espírito, pode ser outro. Mas, Jesus ensinou existir uma força cósmica, que chamou de Espírito Santo, da qual somos cópia, semelhança, equivalência aproximada.

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