sábado, 5 de julho de 2014

1473-Sobre o Espírito


O que mais?

Para chegar mais ao centro dessa luminosa criação que é o Espírito e seu invólucro, o corpo humano, o homem teria de, primeiro, buscar saber sobre o cosmos. Voltamos ao começo: a parte pode conter o todo? Dizem os quânticos que sim. Então o homem é a cópia do cosmos.

A mais espantosa característica dessa experiência de perscrutar o desconhecido, é que há a convicção de que todo esse mundo inexprimível está “certo”, tão certo que nossas ansiedades comuns tornam-se ridículas e, se todos os homens pudessem ver o que os iniciados vêm e sentem, ficariam embriagados de alegria.

Por que nem todos alcançam os mais elevados estados de consciência? Alguns não querem, outros não sabem e finalmente outros demorarão muito a chegar a ele. São pessoas que querem ter o controle de tudo o que acessam. Os desastres ecológicos, a vaca louca no meio e, já, a clonagem humana, são apenas sintomas do que não é capaz o homem.

Se o córtex e o cerebelo vieram com a evolução e nos deram a fala, que  diferencia os homens dos animais, a intuição e a mediunidade também são acréscimos e caminhos para o crescimento humano. Os acréscimos, por lógica, não devem parar por aí. Se pudéssemos comparar a evolução humana como a moagem de uma pedra a ponto de se transformar em areia, temos de admitir que o futuro inclua um único idioma, uma única raça, uma única religião, uma só lei, um só poder, uma só consciência.  

O mundo, que afinal de contas somos nós, nunca poderá ser subjugado por quem não o compreende. Sobre ele temos vagas indicações, muitas vezes inexprimíveis. Concordamos com sua existência sem, no entanto, sermos capazes de dizer exatamente o que ele é. Não sabemos o que ele é. Sabemos apenas que é. Para descrever o que é, teríamos de saber classificá-lo, mas é óbvio que o “todo”, dentro do qual a multiplicidade das coisas se delineia, não pode ser classificado.

Voltando aos pontos de vista – que permeiam religiões, filosofias, ciências, políticas, e formam as ideologias – é preciso dizer que eles existem por que o homem não é um todo, ainda, e não sendo um todo, será sempre parte, por enquanto.

Nos anos, décadas, séculos vindouros, as investigações acerca do homem e do cosmos serão integradoras e, portanto, transdisciplinares. Elas reunirão físicos, pesquisadores psíquicos, líderes religiosos e profissionais de todos os campos das ciências biológicas, químicas, humanas e outras que devem e podem se integrar ao trabalho. Só assim através de uma abordagem holística dedicada, o homem deixará de ser fragmento de homem para poder candidatar-se a ser fragmento do cosmos e, enfim, figurar como estrela no sistema das constelações onde ele partilha a sua vida com a vida do todo.

 BIBLIOGRAFIA:

White, John org. “O mais elevado estado da consciência”, (Coletânea com 33 artigos dos mais expressivos autores contemporâneos nesta área) Cultrix/Pensamento, SP, 1972.

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