quarta-feira, 9 de julho de 2014

1477-Dimensões do ego


(A busca do Eu Divino)

Através d’A Pessoa-estado


Mais uma vez, leitor, seria de todo desejável que você retornasse à leitura da postagem nº 1476 para incorporar seus conceitos à leitura desta atual postagem. Para sabermos quando deixamos para trás a “etapa guerreiro”, basta examinar qual é a força motriz de nossa vida. Se a resposta for “conquistar”, “derrotar”, “adquirir”, “comparar” e “ganhar a todo custo”, está claro que ainda não passamos de um “guerreiro”.

Provavelmente, uma pessoa pode entrar e sair regular e eventualmente desta fase guerreiro como um modo de atuar com eficiência no mercado. A cada um cabe determinar o quão intensamente essa atitude domina sua existência e conduz sua vida.

Caso viva principalmente nesta etapa, esta pessoa será incapaz de se tornar realizadora no sentido que se descreverá. A “pessoa-estado” é a etapa da vida em que a pessoa doma seu ego e o substitui pela consciência. Em vez de “observar suas cotas” ou suas posições relativas na vida, ela pode perguntar “quais são as minhas cotas” com interesse genuíno. É quando o ser humano começa a saber que sua proposta principal é dar ao invés de receber. É empreendedor e muitas vezes atlético (referindo-se à fase atleta) e até um pouco guerreiro (referindo-se àquela fase). Entretanto, a motivação interna é servir aos outros.

Jung chama a atenção para a liberdade experimentada pela “pessoa-estado” desde que o ego esteja domado e abandone a absorção de si por si mesmo. Um sintoma: encontrar-se triste, ansiosa ou sem objetivo e permitir mensurar o estado emocional com o modo de como está sendo tratada e percebida. Esta é a prisão. Outro sintoma: tirar da cabeça os pensamentos a respeito de si mesma e permanecer assim por um longo período. Esta é a liberdade.

Uma forte característica da pessoa-estado é a atenção quanto à assistência e gratidão por tudo o que acontece na vida. Por aproximar-se do “eu superior”, a pessoa-estado abandona o desejo de ser poderosa e atraente, ou de dominar e conquistar para ingressar na esfera da paz interior, em cuja etapa estabelecem-se as bases da etapa seguinte, como veremos na postagem a seguir.

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