sábado, 12 de julho de 2014

1480-Dimensões do ego


(A busca do Eu Divino)

Através de Etapas

Uma palavra final aos atletas, guerreiros, estados, espíritos na conclusão desta série.

A começar pelo atleta. Não é condenável querer um corpo sarado, bem nutrido, belo, saudável. Houve um tempo não muito distante destes anos do século XXI, que as pessoas não olhavam para seus corpos com prazer, tinham (possivelmente) vergonha dele, apagavam a luz quando tivessem de ficar nuas diante de alguém muito íntimo. Agora, não, as aberturas culturais colocam pessoas nuas ou quase diante das câmeras da tevê e do cinema.

Tenho a impressão que cuidar bem do corpo para muitos que nos leem é caminho para cuidar bem do escafandro da alma. Se for assim, um carinhoso aplauso aos atletas de academia fitness e a palavra-consolo final de que Deus é beleza. Acredite. Olhe bem para a obra Dele e imagine a mente do artista capaz de chegar a tanto.

Guerreiros com guerreiros fazem zig zig zá. Esta frase da antiga canção de roda, conhecida por Escravos de Jó vem ilustrar este artigo para lembrar que o guerreiro não é o agressor que se arma e sai pelos campos a procura de caça ou de inimigos para abatê-los. Se for assim, este guerreiro estaria condenado a ficar nesta fase, morrer sem avançar e pagar por todos os seus destemperos diante da vida.

A vida não é uma guerra, é um sistema povoado por milhões de outros sistemas, uns sustentando aos outros. É lícito ao guerreiro ir buscar o que lhe pertence para fazer zig zig zá com seus dependentes, familiares e colaboradores. Só. Se for para acumular sem saber como fazer para distribuir, estaremos perdidos. Os gordos, que engordam todos os dias diante do prato de refeição, também não sabem porque querem algumas colheradas a mais, se seu organismo não fará uso de tanto.

Estado é (aqui) um adjetivo e não a instituição que conhecemos na formação da federação (por exemplo) brasileira. Estado é (figuradamente) o provedor que socorre (por exemplo) os flagelados da enchente ou da tempestade. Quem de nós já não se sentiu atuando como estado num acidente de trânsito, num incêndio, numa situação de amigos ou familiares?

Todos podemos ser estados quando o dever cristão e/ou cívico nos chama para a audiência pública, para a assembleia comunitária ou condominial ou para a reunião do colégio de nossos filhos. E, claro, também em todas as nuances descritas no perfil da pessoa-estado, no âmbito desta série. Que graça teria a vida se eu e você apenas olhássemos para nossos umbigos enquanto o circo pega fogo?

Olha, já dá para parar por aqui porque a pessoa-espírito já se revelou nas fases atleta, guerreiro, estado. O que vale dizer: você pode estar numa dessas fases e desempenhar o perfil da outra, superior ou inferior.

Esses exemplos e estas exortações da série buscam revelar para você mesmo, leitor, e para o cosmos, o ser divino que você é.

Ponto final.    

Nenhum comentário:

Postar um comentário