quarta-feira, 16 de julho de 2014

1484-Templários: uma história cristã


A cobiça do rei francês

Nesse tempo, a França, onde estava a sede dos Templários, era governada pelo nada ético Felipe, o Belo. Falido o seu reino, olhava ele para a fortuna dos Templários e arquitetava um modo de confiscar tudo.

Primeiro, através de uma onda de intrigas, difamações e falsidades e depois mediante um plano que tomou de assalto, no meio da noite, a sede templária, fazendo prisioneiros alguns dirigentes da Ordem e decretado o confisco dos bens da Ordem.

Até mesmo o Papa foi traído por Felipe. E nisso concordara de cancelar o alvará da Ordem, que depois foi restabelecido, porém camufladamente com sedes provinciais em vários países, como veremos.

No dia 18 de março de 1314, Paris amanheceu nervosa. Jacques De Molay, grão-mestre da Ordem dos Templários, iria para a fogueira. O condenado à morte pediu duas coisas: que atassem suas mãos juntas ao peito, em posição de oração, e que estivesse voltado para a Catedral de Notre Dame. No caminho, parou e fitou os dois homens que o haviam condenado: o rei Filipe, o Belo, e o papa Clemente V. Rogou-lhes uma praga: “Antes que decorra um ano, eu os convoco a comparecer perante o tribunal de Deus. Malditos!” Depois disso, calou-se e foi queimado vivo. Filipe o Belo e o Papa Clemente V realmente morreram ainda no ano de 1314.

As chamas que consumiram De Molay também terminaram com uma época, da qual o grão-mestre foi o derradeiro símbolo: a das grandes sociedades secretas da Idade Média. Nenhuma foi tão poderosa quanto a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão – nome completo dos templários. “Enquanto o clero e a nobreza se engalfinhavam na luta pelo poder, os templários, sem dever obediência senão ao papa, desfrutavam de uma independência sem par”, diz o historiador britânico Malcolm Barber, autor de “Uma História da Ordem do Templo”, inédito no Brasil.

Mas, as informações privilegiadas mais uma vez ajudaram os Templários. No dia do ataque do rei francês, o principal de sua fortuna e a frota naval já não mais estavam em território francês.

A destruição da Ordem do Templo propiciou ao rei francês não apenas uma parte dos tesouros imensos da Ordem, mas também a eliminação do exército da Igreja, o que tornava Felipe rei absoluto na França.

Nos demais países alguma riqueza da Ordem ficou com a Igreja Católica.

Esta série de eventos formam a base de "Les Rois Maudits" ("Os Reis Malditos"), uma série de livros históricos de Maurice Druon. Ironicamente, Luís XVI de França (executado em 1793 – Revolução Francesa) era um descendente de Felipe o Belo e de sua neta, Joana II de Navarra.

A fortuna templária passível de ser transportada foi parar na Escócia, em Portugal, na Espanha, na Suiça e em outros países, como comentaremos adiante.

Ainda tem preciosidades nesta história.

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