quinta-feira, 17 de julho de 2014

1485-Templários: uma história cristã


 
Um pouco da obra templária

O fato de nunca ter havido uma oportunidade de acesso aos documentos originais dos julgamentos contra os templários motivou o surgimento de muitos livros e filmes com grande repercussão pública, porém, sem nenhum fundamento histórico. Por este mesmo motivo, muitas sociedades secretas, como setores da Maçonaria, se proclamam "herdeiras" dos Templários.

A obra "Processos contra templários", publicada pela Biblioteca Vaticana, restaura a verdade histórica sobre Os Cavaleiros da Ordem do Templo, como também eram conhecidos os Templários, cuja existência e posterior desaparecimento foram motivo de numerosas especulações e lendas.

O Pergaminho de Chinon é um documento relativo ao processo contra os Templários, realizado sob o pontificado do Papa Clemente V, cujos originais são conservados no Arquivo Secreto do Vaticano. O principal valor da publicação reside na perfeita reprodução dos documentos originais do citado processo e nos textos críticos que acompanham o volume; explicam como e por que o pontífice absolveu os Templários da acusação de heresia e suspendeu a Ordem sem dissolvê-la, reintegrando os altos dignitários Templários e a própria Ordem na comunhão da Igreja naqueles países para onde haviam fugido os Templários.

A destruição do arquivo central dos Templários (que estava na Ilha de Chipre) em 1571, pelos otomanos, (outro crime oficial) tornou-se o principal motivo da pequena quantidade de informações disponíveis e da quantidade enorme de lendas e versões sobre sua história.

Os Templários tornaram-se, assim, associados a lendas sobre segredos e mistérios, e mais rumores foram adicionados nos romances de ficção populares, como Ivanhoé, O Pêndulo de Foucault, O Código Da Vinci e outros, além de filmes modernos, tais como "A Lenda do Tesouro Perdido" e "Indiana Jones e a Última Cruzada", bem como jogos de vídeo, como Broken Sword e Assassin’s Creed.

Muitas das lendas sobre os Templários estão relacionadas com a ocupação precoce pela Ordem do Monte do Templo em Jerusalém e da especulação sobre as relíquias que os Templários podem ter encontrado lá, como o Santo Graal ou a Arca da Aliança. No entanto, nos extensos documentos da inquisição dos Templários nunca houve uma única menção de qualquer coisa como uma relíquia do Graal, e muito menos a sua posse, por parte dos Templários. Na realidade, a maioria dos estudiosos concorda que a história do Graal era apenas isso, uma ficção, que começou a circular na época medieval.

Mas as explorações sobre o Santo Graal vão além: que teriam eles desvendado o segredo no interior do templo. Tratava-se não do cálice onde Arimatéia recolhera o sangue derramado por Jesus, mas a continuidade do sangue real de Jesus, no ventre de Maria Madalena, grávida, esta sim, confiada aos cuidados de Arimatéia, que era irmão de Maria de Nazaré.

Uma das versões faz ligação entre os Templários e uma das mais influentes e famosas sociedades secretas, já referida, a Maçonaria.

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