sexta-feira, 18 de julho de 2014

1486-Templários: uma história cristã


 
Os destinos templários

Historiadores acreditam na separação dos Templários quando a perseguição na França foi declarada. Um dos lugares prováveis para refúgio teria sido a Escócia, onde apenas dois Templários haviam sido presos e ambos eram ingleses. Embora os cavaleiros estivessem em território seguro, sempre havia o medo de serem descobertos e considerados novamente como traidores. Por isso teriam se valido de seus conhecimentos da arquitetura sagrada e assumiram um novo disfarce para fazerem parte da maçonaria (texto do livro Sociedades Secretas - Templários, editora Universo dos Livros).

O tema das relíquias também surgiu durante a Inquisição dos Templários, pois documentos diversos do julgamento referem-se à adoração de um ídolo de algum tipo, referido em alguns casos, um gato, uma cabeça barbada, ou, em alguns casos, a Baphomet. Essa acusação de idolatria contra os templários também levou à crença moderna por alguns de que os templários praticavam bruxaria e alquimia.

Além de possuir riquezas (ainda hoje procuradas) e uma enorme quantidade de terras na Europa, a Ordem dos Templários possuía uma grande esquadra. Os cavaleiros, além de temidos guerreiros em terra, eram também exímios navegadores e utilizavam sua frota para deslocamentos e negócios com várias nações.

Devido ao grande número de membros da Ordem, apenas uma parte dos cavaleiros foram aprisionados (a maioria franceses). Os cavaleiros de outras nacionalidades não foram aprisionados e isso possibilitou-lhes refugiarem-se em outros países. Segundo alguns historiadores, alguns cavaleiros foram para Escócia, Suíça, Portugal e até mais distante, usando seus navios. Muitos deles mudaram seus nomes e se instalaram em países diferentes para evitar uma perseguição do rei e da Igreja.

O desaparecimento da esquadra é outro grande mistério. Na mesma noite do aprisionamento dos cavaleiros franceses, toda a esquadra zarpou desaparecendo sem deixar registros. Por essa mesma data, o Rei Português D. Dinis nomeava o primeiro almirante português de que há memória, apesar de Portugal não ter armada: o genovês Manuel Pessanha, por sinal um templário. Por outro lado, D. Dinis evitou entregar os bens dos Templários à Igreja e conseguiu criar uma nova ordem, a Ordem de Cristo, com base na Ordem Templária, adotando para símbolo uma adaptação da cruz orbicular Templária (conhecida como Cruz de Malta), levantando a dúvida de que planeava apoderar-se da armada Templária para si. Mas, nada disso ocorria. Era a revivescência da Ordem com uma sede em Portugal.
 
Um dado interessante relativo aos cavaleiros que teriam se dirigido para a Suiça, é que antes desta época não há registros de existência do famoso sistema bancário daquele país, até hoje utilizado e também discutido. Como é sabido, no auge de sua formação, os cavaleiros da Ordem desenvolveram um sistema de empréstimos, linhas de crédito, depósitos de riquezas que na sua época já se assemelhava bastante aos bancos de hoje. Os cavaleiros que se refugiaram na Suíça implantaram o sistema bancário no lugar e que até hoje é a principal atividade do país.

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