segunda-feira, 21 de julho de 2014

1489-Jesus com efes e erres


Introdução

Quantas coisas já se disse sobre Jesus, até mesmo que ele tenha nascido como resultado de uma escapada de Maria, sua mãe, com um guarda romano, o que teria causado um rebu nas relações do viúvo José, dado como seu pai e a família da noiva, inclusive com ameaça de rompimento do contrato de casamento que estava firmado quando a moça apareceu grávida. Depois, a Igreja inventou aquela história do arcanjo e a gravidez por “inseminação” em que ele “foi dado como Filho de Deus”.
Mas, esta série deixará de lado estas questões cruciais, fundamentalistas, para explorar um pouco mais os mitos que se criaram em torno da figura do judeu Joshua Bar Levi, que teria sido seu nome verdadeiro se houvesse um cartório de registro civil, como hoje tem.
Historiadores, cientistas e teólogos têm procurado desmentir mitos criados em torno de Cristo, como foi o caso do Santo Sudário, um tecido que tem menos de 500 anos e é dado como aquele que enxugou o suor e o sangue do messias crucificado.
Estamos no terceiro milênio cristão e as portas se abrem para a verdade também porque é Era de Aquário, tempo em as portas secretas vão se abrindo de par em par. Uma nova biografia do fundador da segunda maior religião da Terra vem sendo escrita aqui e acolá. Não tem sido fácil pois as fontes são escassas e pouco confiáveis, neste caso porque a Igreja de Roma tomou posse de muitos documentos e escondeu-os, apresentando em seu lugar as versões que interessavam aos fundadores de uma espécie de partido teológico para sustentação do Império.
Um dos trabalhos muito sério pertence à jovem jornalista gaúcha Cristine Kist, publicado na revista Superinteressante, que se torna a base dos raciocínios que vamos desenvolver nesta série “Jesus com efes e erres”.
Então nos permitam, antes, explicar o porquê do título. A expressão “erres e efes” ou “efes e erres” foi trazida para a linguagem oficial por conta das traduções feitas ao pé da letra, isto é, com fidelité e realité, do francês: fidelidade e realidade. A abreviatura caiu como caiu outra, a etc quando se quer escrever et cétera: e os restantes, traduzido do latim.

Então quando Jesus é trazido para as páginas com todos os erres e efes, quer dizer que não se omitirá nada do que se conhece.

E vamos dar de cara com o que mostraram os filmes rodados sobre ele. Tudo se passa no deserto, com muitas pedras, poucas árvores, estradas poeirentas, povo magro, sofrido, pobre. Isso nos faz pensar um Jesus na terra do nada. Só que não é assim. A região em volta do Mar da Galileia, onde Jesus passou, segundo a Bíblia, os seus primeiros doze e os últimos três anos de sua vida, não tem nada de deserto. Está mais para uma daquelas paisagens suíças de propaganda de chocolate: um lago de água doce, com uma vegetação colorida em volta. Tudo emoldurado por montanhas. Verdadeiro cartão postal. Não é à toa que a região é disputada por Israel e Palestina, fruto de uma pendenga com mais de 3 mil anos para botar a limpo.

O lugar é bonito, de terra fértil. Há dois mil anos, as vilas que pontuavam os 64 quilômetros de circunferência do lago produziam toneladas de azeite, figos, nozes, tâmaras, peixes - itens valiosos num tempo sem os avanços tecnológicos que hoje conhecemos. José, seu pai, era um carpinteiro construtor, situado entre os cidadãos de maior poder aquisitivo da época.

Então, assim, já se vão desmitificando algumas invenções que se fez sobre ele. Vamos aos fatos? Sejam benvindos os leitores, principalmente aqueles que não queiram teimar, nem embirrar por conta de fatos trazidos ao conhecimento humano nas asas das religiões por suas conveniências.

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