terça-feira, 12 de agosto de 2014

1511-História da humanidade


 
Origem da humanidade I

Há certas dúvidas sobre quais foram exatamente os nossos antepassados mais remotos. Os seres humanos modernos só surgiram há uns 150 mil anos. A tese é de que os humanos são primatas africanos que evoluíram a partir de duas espécies que pertenceram aos primórdios da evolução hominídea. Já tem uma nova visão que manda buscar o elo perdido e isso aponta para uma espécie que não tem o primata como avô e sim algo hominídeo mesmo. E o argumento é simples: tem de explicar por que os primatas continuaram primatas e esse que hoje é o homem deu tantos saltos evolutivos. Quando se questiona os estudiosos das ciências sobre isso, eles apenas ficam a gaguejar e não têm nada a responder.

Divergência à parte, o que se pode anotar (conforme a ciência) é que foram os Sahelanthropus tchadensis (cérebro de 320–380 cm cúbicos) com um misto de caraterísticas humanas e símias e os Orrorin tugenensis já bípede mas que não se sabe o tamanho do cérebro, que teriam contribuído para o estabelecimento do que se conhece hoje como espécie humana. Ambos existiam há mais de 6 milhões de anos. Os hominídeos dessa época habitavam a África subsaariana e na Etiópia e Tanzânia, com mais precisão, a África Oriental.

Seguiram-se a esses primeiros hominídeos os Ardipithecus e mais tarde (há 4,3 milhões de anos até há 2,4 milhões) os Australopithecus, descendentes dos Ardipithecus. Tinham cérebro maior, pernas mais longas, braços menores, e traços faciais mais parecidos aos nossos.

Há 2,5 milhões de anos surge o gênero Homo, Homo habilis da África Oriental e com ele começam-se a usar ferramentas de pedra totalmente feitas por eles (tem início o período Paleolítico). A carne passa a ser mais importante na sua dieta. Eram caçadores e tinham um cérebro maior (590–650 cm cúbicos), mas tinham braços compridos. Mas, os Habilis não eram apenas caçadores, pois também eram necrófagos e herbívoros.

Aí veio a era glacial (há 1,5 milhões de anos), que determinou profundas mudanças na dieta dos nossos ancestrais dada a falta de vegetais.

Havia outras espécies como o Homo rudolfensis, que tinha um cérebro maior e era bípede e existiu durante a mesma época que o Homo habilis. Há dois milhões de anos surgiu o Homo erectus, de constituição forte, com um cérebro muito maior (810–1250 cm cúbicos), rosto largo e o primeiro a sair de África, pois pôde ser encontrado na África, Ásia e Europa, até a 500 mil anos. É o primeiro a usar o fogo. Há 300 mil anos já tinha estratégias elaboradas de caça a mamíferos corpulentos. Esse pode ter sido o nosso ancestral, mas tire-se dele a ancestralidade símia. Semelhante não quer dizer igual.

Há uns 50 000 anos, os seres humanos lançaram-se à conquista do planeta em diferentes rumos a partir da África. Aí já estávamos assistindo as andanças do homem, enquanto os símios continuavam símios. Um grupo humano seguiu no rumo Sul e alcançou a Austrália. Outro chegou à Ásia Central, para logo se dividir em dois, um no rumo da Europa e outro caminhou até cruzar o Estreito de Bering e chegou à América do Norte e, desta, veio ao Sul. As últimas áreas a serem colonizadas foram as ilhas da Polinésia, durante o primeiro milênio cristão.

Os Neanderthal eram robustos, com um cérebro grande, e viviam na Europa e oeste da Ásia. Sobreviveram até 24 mil anos atrás e coexistiram com os modernos Homo sapiens sapiens.

O que tem de ser considerado, como ainda hoje é assim, é a possibilidade de clãs mais espertos e menos espertos, determinando competências de maior complexidade a uns e não tanto aos outros. Quem pode, de sã consciência, afirmar (do ponto de vista intelectual) que os africanos sejam os ancestrais dos europeus? 

Há e isso ficará claro dentro dos próximos anos, um elo perdido entre essas muitas, digamos, raças: estudos de DNA provam que algumas não podiam reproduzir-se entre si. Este fato abre uma enorme avenida por onde podem transitar os estudos esposados pelo responsável por este blog de que enquanto puderem existir descendentes de símios como símios apenas, a ciência precisa ir buscar o primeiro hominídeo sem a ponte entre o símio e o homem. Repito: semelhante não é igual. Há quem afirme que somos à imagem e semelhança de Deus. Isso não quer dizer que Deus seja um homem. E nem que o homem seja um deus.

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