quinta-feira, 14 de agosto de 2014

1513-História da humanidade


 
Surgimento da civilização

A vida dos homens estava passando por muitas transformações no momento em que ocorre o surgimento da escrita em diversas partes do planeta. Sempre que a humanidade está por dar um salto, ela é chamada a grandes transições. Com a escrita não foi diferente. Mesmo que se relate que os fenícios são os primeiros (talvez únicos) inventores da (primeira) escrita, a verdade é que o ato de escrever surgiu em vários locais num período relativamente curto, que pode ser explicado pela tese da ressonância mórfica (e novamente uma questão de consciência (espiritual).

Veja, não estamos falando literalmente apenas de escrever letras sobre papiros ou couros e muito menos sobre papel, mas de coisas do tipo assim dos quipos quéchuas que, sobre um pedaço de barbante, estabeleciam nóz e pêndulos que lá do outro lado do território era “lido” por quem era destinatário.

A Revolução Agrícola no período Neolítico fez o homem trocar a vida nômade baseada na caça, na pesca e na coleta de alimentos oferecidos pela natureza pela vida sedentária, ou seja, com residência um pouco mais fixa e apenas um pouco dependente da rudeza do clima.

Isso se tornou possível através do desenvolvimento da agricultura, ou seja da manipulação de sementes e mudas e da domesticação dos animais que ofereciam o alimento necessário próximo da habitação humana. As técnicas agrícolas não pararam de se desenvolver levando ao surgimento de técnicas como a irrigação e a construção de ferramentas como a enxada, o machado, o arado puxado inicialmente pelos próprios homens e mais tarde por animais, até chegar nas poderosas colheitadeiras controladas por GPS.

Os homens passam a então se agrupar em regiões de terras férteis, com regularidade de água, propícias à agricultura e à criação de animais. Destes agrupamentos surgem vilarejos que seriam os embriões de sociedades mais estruturadas e complexas que iriam se formar: as cidades, de onde nos vem o termo civitas radical de civilização. Era civil ou civilizado quem dependesse habitar uma civitas (cidade) e daí nos vem também o termo cidadão, cidadã.

A tecnologia avançava e as ferramentas de pedra polida eram substituídas pelos metais maleáveis como o cobre, o estanho, o bronze e posteriormente metais rígidos como o ferro no que é chamado de Idade dos Metais, até chegar no aço e além dele como o titânio.

É nesse cenário que surge a escrita (escrita propriamente dita) e as primeiras civilizações. Formam-se governos criando-se os Estados, as relações de troca que dariam origem aos mercados e a possibilidade de impor a força através dos exércitos, que agora já não lutava com arco, flecha e tacape, mas com espadas e lanças, mais tarde a cavalaria.

As religiões institucionais tiveram enorme influência nas civilizações que hoje conhecemos pelos nomes de asiática, onde predominam o budismo, o hinduísmo, confucionismo, taoísmo, xintoísmo e outras com menor impacto; europeia, onde predominam as religiões cristãs (católica e ortodoxa, além de muçulmana e principalmente as protestantes); Oriente Médio e África, onde predominam as religiões muçulmana e judaica.

Pelo nome de Cultura, não devemos entender apenas como as pessoas se comportam e fazem as coisas; devemos entendê-las também pelo que elas pensam e no que elas creem.

E é no aspecto das crenças que residem, justamente, os pontos mais lamentáveis de uma imensa parcela da humanidade. Naquilo que cremos demonstramos claramente tratar-se de algo que nos foi ensinado, veio de fora, não foi descoberto por nós. E as religiões foram grandes braços da dominação das massas humanas a serviço dos imperadores, ditadores e empresários. O estado laico demorou sete mil anos para ser adotado, mas aí já havíamos perdido um tempo imenso acreditando que as relações com o sagrado precisam de intermediários. Por conta dessas crenças permitimos o surgimento de poderosas organizações vendedoras de crenças, graças, indulgências e passaportes, estes últimos para entrada no céu, onde estava o deus sentado num trono, com a coroa sobre a cabeça, aplicando sua severa justiça.

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