sexta-feira, 15 de agosto de 2014

1514-História da humanidade


Revolução agrícola

Alguma coisa sobre o surgimento da agricultura já abordamos na postagem anterior, mas a caminhada em busca do alimento foi a principal responsável pelo crescimento populacional, seguido dos avanços da medicina.

Com o desenvolvimento da agricultura e a da criação de animais, seguido de técnicas de conservação de alimentos, o ser humano começa a cultivar em várias regiões do globo desde o sexto e o quinto milênio a.C., diversos cereais como o arroz, o trigo e o milho, os tubérculos como as batatas e o aipim. Assim, deixa de depender da caça, da pesca e da coleta de frutos, raízes e folhas oferecidos pela natureza e se transforma em cultivador, autossuficiente ao adotar um modo de vida sedentário (se bem que algumas atividades como o pastoreio ainda requeriam a prática do nomadismo parcial).

No Japão Antigo encontramos uma piscicultura rudimentar pioneira. Ali também trocavam as práticas alimentícias: inventaram o pão, as massas e também as bebidas alcoólicas.

Ao haverem crescido as primeiras civilizações em isolamento, suas dietas se diversificaram segundo cada cultura e em função daqueles produtos vegetais e animais disponíveis. Assim, o porco, a galinha e o arroz foram próprios da dieta do Sudeste da Ásia e o sul da China; o trigo, a cabra, o ganso e a ovelha, foram os alimentos próprios do Oriente Médio, mais tarde o porco proibido pela religião em virtude da existência da “pipoca”, uma bactéria causadora da cisticercose, com efeito no cérebro humano.

No mundo mediterrâneo, a uva, o centeio, a aveia e a azeitona, além da vaca e do porco como animais domesticados.

O milho, o tomate, as batatas e os feijões, a pimenta, entre outros foram próprios da América Pré-colombiana, que tinha entre os animais domesticados o peru, a lama, a alpaca, o porquinho da índia (cuy) e as galinhas.

No entanto, estas barreiras alimentícias foram caindo à medida que as distintas civilizações históricas foram entrando em contato umas com as outras e comercializando entre si e descobrindo métodos de conservação dos alimentos. Desta maneira, as especiarias (pimenta, noz moscada, cravo, etc.) chegaram desde o Oriente à Europa e desta às Américas, graças ao comércio muçulmano durante a Idade Média e muito intenso depois (entre outros pontos do planeta) com o desenvolvimento das navegações. Distintos produtos americanos como o café, o açúcar e a borracha fizeram parte das exportações depois que América e a Europa passaram a se relacionar durante o passar dos séculos XV a XX.

O grande salto, porém, se deu com a indústria de alimentos favorecida pela refrigeração, inclusive sobre rodas. Mas, foram os aditivos químicos os responsáveis pelas mais recentes inovações na indústria alimentícia. O que antes deteriorava-se nas prateleiras das vendas e mercearias, hoje aguenta meses com validade preservada. Nada favorável à saúde humana, mas muito interessante para os lucros dos industriais e comerciantes.

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