quarta-feira, 20 de agosto de 2014

1519-História da humanidade


Formação dos impérios

As primeiras civilizações surgiram na região da (já apresentada) Crescente Fértil e no Vale do Rio Indo, regiões propícias à agricultura. As populações nômades permaneciam mais tempo nessas regiões e foi em busca da estabilidade no fornecimento de alimentos que surgiram as primeiras aldeias, depois vilas, depois cidades e hoje metrópoles.

O desenvolvimento levou a formação de grandes cidades que iriam levar a formação dos Estados e ao primeiro regime de governo, a monarquia.

Normalmente essas cidades estavam situadas ao pé de grandes rios pelas razões que já abordamos. Muitos destes Estados muito cedo passaram a possuir exércitos para responderem pela defesa e pelas investidas dos seus monarcas quanto às conquistas territoriais e à posse das riquezas confiscadas. A força das armas e o interesse dos políticos foram os principais assuntos das relações internacionais por muitos milênios.

A Mesopotâmia, nome que, em grego quer dizer “entre rios” estava situada entre os rios Tigre e Eufrates, no sudoeste da Ásia, onde hoje encontramos o Iraque, o sudoeste do Irã, o leste da Síria e o sudoeste da Turquia foi sede dos mais antigos, ricos e populosos impérios pioneiros do planeta, há cerca de 5000 anos.

A agricultura mesopotâmica dependia dos ricos sedimentos que as águas dos rios traziam. Os pântanos davam peixes, aves e juncos que serviam para fazer telhados. Como precisavam de esquemas de irrigação, o aproveitamento das terras precisou do comando organizado de muita gente. Julga-se que isso criou as bases do que se pensa ser a primeira sociedade estratificada: o concessionário da terra da Monarquia possuía administradores e trabalhadores escravos. Eis aí quatro classes (os nobres, os favorecidos, os gestores e os trabalhadores) às quais se pode acrescentar a quinta: dos sacerdotes.

A civilização mesopotâmica centrava-se nas cidades do sul, numa região chamada Suméria. Na Mesopotâmia existiam várias cidades estado, normalmente ligadas comercial e diplomaticamente que, às vezes, cooperavam e, noutras outras vezes, competiam entre si. Entre a as grandes cidades contava-se Uruk, Kish, Ur, Acádia que, às vezes ascendiam ao controle de todo o território.

Abraão que se tornou patriarca dos hebreus, hoje chamados de judeus, saiu de Ur e seu povo, mais tarde, voltou para lá (Babilônia) como escravo.

Este modelo de sociedade descentralizada, que havia em 3000 a.C., deixou de existir. O que passou a haver foi uma hierarquia centralizada, controlada por governantes todo-poderosos, que não se consideravam ungidos por Deus, como foi no Egito dos faraós.

Apareceram também palácios reais suntuosos. Para suportar tal sociedade era necessária uma classe de burocratas, escribas e mercadores. Era uma sociedade urbana que em os habitantes viviam em casas feitas com tijolos de terra local, gesso de lama e portas de madeira. Era necessária muita mão de obra para gerir os grandes projetos de rega e construção e cultivar a terra.

A religião estava interligada com a política, e algumas cidades eram governadas por sacerdotes.

Foram regiões pobres em recursos naturais, como pedra e metal, e assim tinham a necessidade de estabelecer laços comerciais com uma região que ia até ao vale do Indo e o Golfo Pérsico.

O seu sistema numérico era baseado no número 60, e sobrevive ainda na divisão do tempo e no círculo de 360º que, por sua vez buscou inspiração nos batimentos cardíacos (60 pulsações por minuto).

Mesmo com o advento do modelo republicano de governo, as monarquias ainda prosperam, inclusive, em países muito desenvolvidos como Grã Bretanha, Japão, Suécia, Noruega, Austrália, Dinamarca, Bélgica e Canadá entre dezenas de outros.

Tem-se a lógica dos formigueiros e colmeias como modelo para que os homens chegassem ao sistema monárquico de governo, copiando, inclusive, funções de trabalho como produção, defesa, assistência à coroa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário