quinta-feira, 21 de agosto de 2014

1520-História da humanidade


Sumérios pioneiros

O primeiro povo a criar uma vida urbanizada na Mesopotâmia foram os sumérios. Eles colonizaram os pantanais do Baixo Eufrates que, somando-se ao Tigre, desagua no Golfo Pérsico. A origem desse povo é praticamente desconhecida, bem como sua língua que em nada se assemelha a qualquer outra já conhecida. Um pouco antes do IV milênio a.C., os sumérios chegaram à Mesopotâmia, e, nos mil anos seguintes fundaram cidades e desenvolveram sua escrita cuneiforme, gravada em tabuletas de barro. Eles desapareceram há 4 mil anos.

Ao norte da Suméria havia uma cidade semita chamada Acádia. Por volta de 2400 a.C., os acádios conquistaram as cidades sumérias. Os reis acadianos foram os primeiros a manifestar a ambição de governar o que consideravam ser a terra inteira. Sargão, o seu monarca, ficou conhecido como o "soberano dos quatro cantos do mundo". Os acadianos construíram um império que se estendia do Golfo Pérsico ao Mar Mediterrâneo. Por volta de 2100 a.C. o Império Acádio desmoronou. Invasões conjugadas a disputas internas provocaram sua queda. Após um período de prolongados conflitos, por volta do século XVIII a.C. Hamurabi, um iluminado rei da Babilônia realizou uma série de conquistas criando, na região, o Primeiro Império Babilônico. Coube a Hamurabi criar os primeiros códigos escritos de leis de que se tem notícia com cujos recursos conseguiu governar povos tão diferentes como os sumérios, acádios, assírios e mesmo os hebreus que se tornaram escravos na Babilônia.

O Código defendia basicamente a vida e o direito de propriedade; mas também contemplava a honra, a dignidade e a família.

A prosperidade econômica gerada pelas conquistas ajudou a transformar a cidade da Babilônia num dos grandes centros da Antiguidade. Apesar da riqueza e do luxo desse período, ondas invasoras de hititas e cassitas, povos não tão desenvolvidos mas muito agressivos, se aproveitaram de revoltas internas e da morte de Hamurabi e conquistaram a federação de cidades conhecida como Babilônia.

Os cassitas mantiveram a cultura e as tradições babilônicas, mas transformaram o reino com uma ampla reestruturação administrativa. A dinastia cassita governou até cerca de 1430 a.C. e seu domínio foi marcado por uma significativa produção de textos. Após o período da dinastia cassita, a Babilônia perdeu sua influência política, ao mesmo tempo que o poderio dos assírios crescia consideravelmente.

Os assírios eram um povo semita que existia no norte da Mesopotâmia. O seu império alcançou o auge nos anos 800 a.C. e 700 a.C., esta foi a era neo-assíria, construída sobre as bases do Império Médio Assírio (1350-1000 a.C.) com muitos recursos e grande riqueza. Eram famosos como guerreiros ferozes, capazes de inovadoras proezas militares. Graças a isso conseguiram expandir o seu território. Possuíam um exército que era a mistura de carros, cavalaria e infantaria e usavam já armas de ferro. O seu exército incluía soldados profissionais, incluindo mercenários estrangeiros mandados pelo rei, e eram pagos com as receitas dos impostos locais.

Os assírios usavam horríveis métodos, como a execução em massa, empalação, etc, contra os que se lhes opunham. Patrocinaram também grandes migrações em massa oferecendo terras e assistência. Assim o centro do império tornou-se muito multicultural.

Eles eram uma monarquia, e estavam divididos em províncias governadas por gente nomeada pelo rei. A maioria da população oferecia ao senhor local serviços e bens em troca de proteção. Havia também um bom sistema de vias de comunicação, que incluíam um sistema de estradas que o futuro império persa também teria.

O seu império incluía o sudeste da Anatólia, a Fenícia, Israel, Babilónia, e obviamente a Assíria e algumas partes do Irã. O império, após divisões internas, foi derrotado pelos babilônicos e medos (caldeus), que conquistaram a cidade de Assur, sua capital em 614 a.C.

Os caldeus também são chamados de: "o segundo Império Babilônio". Após a derrota assíria, a Babilônia voltou a ser a cidade mais importante da Mesopotâmia, tendo Nabucodonosor como imperador. Durante seu reinado de 604 a 562 a.C. muitos monumentos conhecidos na posteridade, como os Jardins Suspensos e a Torre de Babel, foram erguidos nesta época.

No entanto, uma revolta no Reino de Judá, acabou pelo ataque a Jerusalém, pela destruição do templo judeu e pelo cativeiro dos judeus, como mencionado no Antigo Testamento.

Com a morte do imperador e as lutas internas pelo poder enfraqueceram Babilônia e a mesma acabou ocupada pelos persas em 539 a.C., o mesmo regime que nos deu Cleópatra e que foi conquistado pelos romanos.

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